No início do século XXI, o serviço social enfrentou a difícil herança do final do século anterior diante do conjunto de transformações societárias que expressam a precarização do trabalho e a penalização dos trabalhadores na sociedade capitalista. Segundo Yazbek (2009), trata-se de um contexto que interpela a profissão sobre vários aspectos, perpassando
O exercício profissional do assistente social na política de saúde apresenta descompassos entre o trabalho realizado, o projeto de reforma sanitária e o avanço do projeto ético-político profissional do serviço social. Segundo Matos (2017), estes descompassos são originados por dois fatores, sendo um deles a dificuldade de
Segundo o CFESS (2017), em novembro de 2005, por meio da portaria interministerial n. 2.118, é instituída a parceria entre o Ministério da Educação e Cultura e o Ministério da Saúde que estabeleceu a
O projeto da reforma sanitária e o projeto ético-político do serviço social têm como pontos comuns a defesa dos direitos inalienáveis do homem, do público, do Estado laico e democrático, dentre outros. Segundo Matos (2017), ambos projetos são viáveis, uma vez que
O projeto ético-político do serviço social, fundamentado teórica e metodologicamente, conquistou a hegemonia no interior do corpo profissional de assistentes sociais. De acordo com Netto (Bravo et al., 2007) contribuíram para essa conquista dois elementos, de ordem diversa, quais sejam:
Com base no projeto de reforma sanitária e no projeto ético-político do serviço social, Silva e Mendes (Silva et al., 2013) sinalizam o potencial de contribuição do assistente social para o trabalho interdisciplinar na saúde. Essa contribuição
De acordo com Closs (2013), a residência multiprofissional em saúde – inserida nos quadros das políticas de educação em saúde – sustentada a partir do projeto de reforma sanitária pressupõe uma formação crítica que
O serviço social, no contexto de expansão e secularização do mundo capitalista, aborda a questão social como um problema moral e religioso. Nesse contexto, a intervenção da profissão
Bravo e Matos (Bravo, et al., 2007) compreendem que o aprofundamento da defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) requer ações articuladas com diversos segmentos sociais e profissionais, sendo que ao serviço social cabe:
A dimensão investigativa do exercício profissional do assistente social é o elemento que permite a esse profissional descortinar a realidade social. Diante dessa perspectiva, Paula (Silva et al., 2013) postula que a pesquisa como dimensão investigativa integrante da ação profissional
Os Hospitais Universitários são cenários privilegiados para os programas de residências multiprofissionais em saúde, os quais conjugam elementos necessários para atividades de ensino em serviço, superando o treinamento em serviço, conforme salienta Silva et al. (2013). Nesse contexto, destaca-se o importante papel do preceptor, que tem como uma de suas competências:
O questionamento pelo serviço social ao referencial positivista tem início no contexto de mudanças econômicas, políticas, sociais e culturais expressas
Segundo Teixeira e Nunes (Bravo; Vasconcelos, 2012), a interdisciplinaridade critica o modelo de saberes específicos, do saber do 'perito', por estar implícita a concepção de totalidade. Seu objeto de compreensão e intervenção é a realidade social. Isto implica que
Para Yazbek (2009), a partir dos anos 1980 e avançando nos anos 1990, o serviço social imprimiu direção ao pensamento e à sua ação, reafirmando em diferentes espaços
Matos (2017) assinala o registro do exercício profissional, no contexto do trabalho coletivo em saúde, como uma das expressões da materialização da intervenção do assistente social. Assim sendo, coloca a importância de refletir sobre a natureza e a qualidade deste registro para que não se torne uma ação burocrática. Tal reflexão visa garantir um trabalho que
O serviço social na década de 1990 foi marcado pelo enfrentamento de vários desafios no sentido de decifrar as lógicas do capitalismo contemporâneo, particularmente aquelas relacionadas às mudanças no mundo do trabalho, como afirma Yazbek (2009). Esse desafio se expressa por meio de processos como:
Segundo Mota (2017), a profusão de demandas ao serviço social foi determinada pelo esgotamento da ditadura civil-militar e pela democratização da sociedade brasileira, os quais, por sua vez, impuseram novos requerimentos à profissão relativos
Ao discutir o projeto ético-político do serviço social, Teixeira (2009) assevera que a primeira questão que se deve considerar, quando se pensa em projetos em uma sociedade de classe,
Os Parâmetros para atuação de assistentes sociais na saúde (CFESS, 2009) apontam a necessidade de os assistentes sociais, nas suas diversas inserções e na efetivação das suas atribuições e competências, estarem atentos às diversas armadilhas relacionadas à análise das expressões da questão social evidenciadas no cotidiano profissional. Uma dessas armadilhas é:
Dentre os componentes construídos pelos assistentes sociais que dão materialidade ao projeto ético-político do serviço social, pode-se destacar
Na visão de Bravo e Matos (Bravo et al., 2007), o projeto de reforma sanitária vem apresentando como demandas ao serviço social, entre outras,
Matos (2017), ao discutir a particularidade do trabalho do assistente social na Política de Saúde, afirma que há uma tendência de se identificar os usuários com demandas sociais como alvos exclusivos de intervenção desses profissionais, o que expressa duas reduções:
A Lei Orgânica da Saúde (LOS) regulamentou o Sistema Único de Saúde (SUS) e reafirmou o conceito ampliado de saúde tendo como pressuposto inicial a garantia das condições de bem-estar físico, mental e social. Segundo o CFESS (2017), esse conceito de saúde requer a
Severino (Sá, 2010) evidencia que a prática concreta da interdisciplinaridade representa um esforço significativo na constituição do interdisciplinar. Para tanto, requer a necessidade de reavaliar o papel da ciência e do saber em suas relações com o poder. Assim, se,
Os Parâmetros para atuação de assistentes sociais na saúde (CFESS, 2009), em relação à interdisciplinaridade, afirmam que pensar e realizar uma atuação competente e crítica do serviço social na área da saúde consiste em
O controle social é discutido por Bravo e Correia (2012) tendo como base teórica para compreensão da relação entre Estado e sociedade civil o pensamento de Antônio Gramsci. Nessa perspectiva,
Bravo e Correia (2012), ao abordar o controle social no SUS, evidenciam que a necessidade da participação social foi apresentada pelo movimento de reforma sanitária, no conjunto das lutas contra a privatização da medicina previdenciária e a regulação da saúde pelo mercado. Naquele momento, a participação em saúde foi definida como o




























