As típicas crenças disfuncionais e estratégias desadaptativas expressas nos transtornos de personalidade tornam os indivíduos suscetíveis a experiências de vida que se chocam com sua vulnerabilidade cognitiva. O transtorno de personalidade que tem como característica a crença pelo fracasso em manipular os outros para que lhe deem atenção e apoio é a:
Beck, Freeman e Davis se inspiram na etologia para definir as formas de comportamento programado que são planejadas para atender a objetivos biológicos. Na definição, o sentido empregado denota comportamentos estereotipados altamente padronizados, que promovem a sobrevivência e a reprodução individual. Nos humanos, a definição é aplicada a formas de comportamento que podem ser adaptativas ou desadaptativas, dependendo das circunstâncias. Esta definição é atribuída ao termo:
A avaliação de esquemas, crenças e suposições relacionadas merecem atenção especial na terapia cognitiva. O relacionamento terapêutico em si constitui um contexto importante para avaliar algumas crenças do transtorno de personalidade e, além disso, segundo Beck, Freeman e Davis, existem os questionários de autorrelato Personality Belief Questionnaire (PBQ) e Questionário de Esquemas (QE). No que se refere ao QE, Young (em Beck, Freeman e Davis) descreveu os esquemas organizados sob cinco títulos. São eles:
Uma forma breve do QE foi criada para avaliar os esquemas iniciais desadaptativos que foram encontrados em estudos fatoriais da medida original (QE). Essa forma breve é denominada QEFB. A consistência interna das escalas correspondentes foi de moderada a boa (Alpha de Crombach de 0,76 a 0,93). Em análises de regressão múltipla, cinco subescalas foram responsáveis pela variância única na ansiedade. São elas:
A teoria do esquema também enfatiza o papel dos estilos de enfrentamento e modos de esquema. Segundo a teoria do esquema, as pessoas lidam com seus esquemas de maneiras diferentes em momentos diferentes. Young e colaboradores (em Beck, Freeman e Davis) propuseram três estilos de enfrentamento desadaptativos, que são encontrados em formas brandas em populações não clínicas e em populações clínicas extremas e rígidas. Os estilos são:
Segundo Mansur-Alves e Silva (Barroso, Scorsoloni-Comin e Nascimento), nenhuma área da Psicologia da Personalidade é tão ativa e promissora como a Psicologia do Traço. Essa teoria deu origem às teorias fatoriais da personalidade que tem como base a crença de que os traços são as unidades principais da personalidade, porque, em relação à conduta da pessoa, podem:
As teorias fatoriais de personalidade constituem visões hierárquicas do conjunto da estrutura da personalidade humana. Conforme descrevem Mansur-Alves e Silva (Barroso, Scorsoloni-Comin e Nascimento), essas teorias dividem a personalidade em fatores distintos ou níveis, os quais quase sempre se dividem em quatro:
Segundo Mansur-Alves e Silva (Barroso, Scorsoloni-Comin e Nascimento), nas estratégias de avaliação da personalidade, são várias as abordagens utilizadas para a mensuração, incluindo:
A avaliação psicológica aplicada a adultos deve considerar as especificidades dessa fase da vida. De acordo com Oliveira e Silva, inspirados em Hutterman, as demandas referentes aos aspectos emocionais do desenvolvimento do adulto podem ser organizadas em cinco domínios, a saber:
Para avaliar as demandas e circunstâncias da vida, na avaliação psicológica de adultos, Oliveira e Silva apontam que o psicólogo precisa ficar atento aos fenômenos de:
No que se refere à avaliação das funções cognitivas em adultos, Oliveira e Silva indicam que a cognição é compreendida como um conjunto de funções mentais que envolvem aquisição, armazenamento, retenção e uso do conhecimento. Estas funções incluem:
Ao apresentar as facetas da avaliação psicológica na clínica, Baptista, Hauck Filho e Borges apontam que os sintomas residuais, no caso da depressão, tais como sono perturbado e perda de energia, podem ser impeditivos de uma melhora mais significativa, aumentando as chances de recaída e tentativas de suicídio. Informam que uma escala foi desenvolvida para fornecer mais descritores do que as escalas tradicionalmente utilizadas. Trata-se da escala:
A Psicologia Hospitalar é o campo de tratamento dos aspectos psicológicos em torno do adoecimento, visando à minimização do sofrimento provocado pela hospitalização. De acordo com Cantarelli, é importante evidenciar que esta especialidade da psicologia visa a ter um olhar como um todo para o paciente, ou seja, não faz dicotomia entre:
Para possibilitar ao paciente a ressignificação da facticidade de estar acometido por um câncer, ajudando-o a assumir a sua condição existencial e a perceber suas responsabilidades nas escolhas efetuadas durante o tratamento, Cantarelli utilizou atendimentos no leito, sala de espera, priorizando a humanização. Na sala de espera, fez uso técnicas de procedimentos grupais que possibilitaram a busca de recursos de enfrentamento e troca de experiências, tirando dúvidas e discutindo:
Conforme descreve Pellini e Leme (em Ambiel e outros), o Conselho Federal de Psicologia – CFP orienta os profissionais da psicologia a observarem os estudos realizados com cada teste, principalmente no que se refere aos estudos de:
A guarda do material produzido, que fundamentou a avaliação psicológica, deve ser pelo prazo mínimo de:
Quanto à responsabilidade técnica, o psicólogo deve ser capaz de transmitir ao candidato as informações que o esclareçam sobre sua condição psicológica atual e, se necessário, encaminhá-lo a outro profissional ou outro serviço especializado. Tal contexto, segundo Pellini e Leme (em Ambiel e outros), remete à reflexão sobre:
É função do psicólogo a avaliação e a escolha dos métodos e técnicas a serem utilizados em sua prática profissional. No caso dos testes, é importante, primeiramente:
Lapassade apresenta um histórico sobre os grupos, organizações e instituições, descrevendo as fases A, B e C. Alguns fatos são relatados em cada uma destas fases. Um dos fatos da fase B foi o surgimento do(a):
Em dinâmica de grupo, segundo Lapassade, a pesquisa abrange cinco áreas temáticas. São elas: coesão;
Lapassade, citando Crozier, distingue quatro traços essenciais da burocracia. São eles:
Em sua síntese, Lapassade mostra que Enriquez, inspirando-se explicitamente na oposição de sociedade aberta e sociedade fechada de Bergson, propõe um sistema análogo. Aos modelos de ordem, Enriquez opõe os modelos de:
Segundo Lapassade, entre os níveis da burocracia pedagógica é preciso distinguir dois níveis na instituição:
Analisando as contradições internas entre a dinâmica de grupo e a pedagogia nova, Lapassade propõe duas formas de ação:
Lacan aponta que não basta dizer que o inconsciente é um conceito dinâmico. Inspirado em Kant, aponta que o inconsciente freudiano se situa entre a causa e o que ela afeta. E entre a causa e o que ela afeta, há sempre uma claudicação. Sendo assim, o importante não é que o inconsciente determine a neurose, e sim por onde a neurose se conforma a um real. Esse fenômeno é denominado:
Segundo Lacan, o princípio do prazer é o princípio de homeostase. E franqueando o limiar imposto pelo princípio do prazer está o cerne do(a):
Ao distinguir tempo lógico de temposubstância das coisas, Lacan aponta dois termos relacionados à função da repetição. São eles:
Trabalhando o conceito de repetição, Lacan se inspira no conceito de tique, oriundo da pesquisa de causa de Aristóteles, traduzindo-o por:
Para Lacan, o cerne na compreensão de que o real seja apresentado na forma do que nele há de inassimilável, na forma de trauma, está a noção conflitual introduzida pela oposição:
Para distinguir depressão, na contemporaneidade, do luto e da melancolia, Pinheiro, Quintella e Verztman tomam como eixo teórico a noção de:
O elemento discursivo específico da subjetivação melancólica, segundo Pinheiro, Quintella e Verztman, é:
Pinheiro, Quintella e Verztman ratificam Freud de que o trabalho do luto tem a função de elaboração e assimilação psíquica da perda, bem como de possibilitar a separação com relação ao objeto perdido e:
Na melancolia, conforme mostram Pinheiro, Quintella e Verztman, o objeto perdido é o próprio motivo da condição trágica do sujeito, na medida em que a ambivalência passa a assumir seu caráter violento na relação com o(a):
Na depressão, de acordo com Pinheiro, Quintella e Verztman, a referência acha-se concentrada no eu-ideal. O que vai especificar a subjetivação dos pacientes deprimidos é uma peculiaridade na passagem do eu ideal para o ideal do eu. O deprimido é um sujeito centrado na essência do eu. Nessa perspectiva, o deprimido nega seu próprio descentramento por não aceitar o jugo:



























