Ao longo da história da educação corporal, na escola, paradoxalmente o que se constata é um contínuo esforço de negação do corpo. Segundo Oliveira (2006, p.58) na obra “Educação do Corpo na Escola Brasileira” esta ne-gação é fomentada por
Os problemas sociais relacionados ao uso de drogas, a violência, os preconceitos, a padronização da estética corporal, as discriminações de várias ordens, inclusive corporais, adentram e interpenetram a cultura da escola, produzindo interferências profundas nas manifestações corporais dos alunos e de todos os sujeitos que compõem a comunidade escolar. Segundo Taborda de Oliveira (2006, p.197), essas manifestações constituem-se de
Dentre as diferentes perspectivas metodológicas para a educação física escolar, a Ginástica Geral vem sendo apontada como um dos conteúdos relevantes a serem ensinados na escola. Para Marcassa (2004, p.177), a Ginástica Geral, além do diálogo que estabelece com outras práticas da cultura corporal, possui uma
Jocimar Daólio introduz o referencial da cultura como a principal categoria para se discutir e compreender a edu-cação física escolar. Em seu artigo “A Educação Física Escolar como Prática Cultural: Tensões e Riscos” (Pensar a Prática v. 8, 2005) afirma que existem três problemáti-cas ou tensões que estimulam o debate na Educação Física Escolar hoje, quais sejam:
O ensino do esporte não precisa ser tematizado objeti-vando o rendimento esportivo, mas ter em vista “o desen-volvimento do aluno em relação a determinadas compe-tências imprescindíveis na formação de sujeitos livres e emancipados.” (KUNZ, 1994, p. 28). O autor indica que o ensino do esporte nas aulas de educação física deve desenvolver competências que vão além da prática do esporte, quais sejam:
Na obra “Em busca da formação de indivíduos autôno-mos nas aulas de educação física”, Duckur (2004) discute as relações entre infância, jogo e brincadeira para o ensi-no da educação física na escola. Para ela, “É na cultura da infância que o jogo, o brinquedo e a brincadeira sur-gem como dinâmicas essenciais ao desenvolvimento e à aprendizagem da criança.”(p.45) Nessa perspectiva, a cultura infantil deve ser considerada:
Segundo a obra “Metodologia de Ensino da Educação Física” (Coletivo de Autores, 1992, p. 61), a Educação Física é “uma disciplina que trata, pedagogicamente, na escola, do conhecimento de uma área denominada aqui de cultura corporal”. Sua conf iguração dar-se-á por temas ou formas de atividades corporais, como: jogo, esporte, ginásticas, dança, entre outras que constituirão seu con-téudo. Nessa perspectiva, o objeto de estudo da Educa-ção Física é a
Para Soares (2001, p.113), “A Ginástica, compreendida como síntese do pensamento científico, foi afirmada ao longo de todo o século XIX no Ocidente europeu como parte integrante dos novos códigos de civilidade”. Contu-do, além dos conhecimentos provenientes da anatomia, mecânica e fisiologia, há outros saberes que também serviram de base para a ginástica científica e que foram apagados de seus registros, quais sejam:
A avaliação educacional sempre foi alvo de polêmicas dentro e fora do ambiente escolar e cada vez mais se constata o quanto ela é complexa. No caso da Educação Física, Lino Castellani (1998, p. 63), procurando superar os parâmetros da aptidão física, sugere ao professor a adoção de um modelo de avaliação que se baseia em dois níveis:
Para Soares (2001), a Educação Física desde o século XIX vem colocando o corpo como um emblema da cultura da aparência, como santuário do músculo, com a forma-ção de uma estética da retidão ligada à ordem e à disci-plina. A autora relaciona a essa questão dois temas que continuam presentes, até hoje, na composição do projeto estético da aparência, a saber:

























