Leia o texto a seguir. Compreender e realizar a educação, entendida como u m di- reito individual humano e coletivo, implica conside rar o seu poder de habilitar para o exercício de outros direi tos, isto é, para potencializar o ser humano como cidadão pleno, de tal todo que este se torne apto para viver e conviver e m deter- minado ambiente, em sua dimensão planetária. A educ ação é, pois, processo e prática que se concretizam nas relações sociais que transcendem o espaço e o tempo escolare s, ten- do em vista os diferentes sujeitos que a demandam. CNE/CEB nº 7/2010. Estabelece as Diretrizes Curricu lares Nacionais Gerais para a Educação Básica. De acordo com o excerto, o direito à educação deve ser analisado
Leia o trecho a seguir. Se, na experiência de minha formação, que deve ser p erma- nente, começo por aceitar que o formador é o sujeito em re- lação a quem me considero o objeto , que ele é o sujeito que me forma e eu, o objeto por ele formado , me considero como um paciente que recebe os conhecimentos-conteúdos-a cu- mulados pelo sujeito que sabe e que são a mim trans feridos. FREIRE, P. Pedagogia da autonomia : saberes necessários à pratica do- centE. São Paulo: Paz e Terra, 2000. No excerto, Paulo Freire refere-se a um modelo de e duca- ção do tipo
Leia o texto a seguir. [...] Procuram determinar a natureza e o significado do jogo, atribuindo-lhe um lugar no sistema da vida. A extre ma impor- tância deste lugar e a necessidade, ou pelo menos a utilida- de da função do jogo são geralmente consideradas co isa as- sente, constituindo o ponto de partida de todas as investiga- ções científicas desse gênero. [...] Umas definem a s origens e fundamento do jogo em termos de descarga da energ ia vi- tal superabundante, outras como satisfação de um ce rto “instinto de imitação”, ou ainda simplesmente como uma “ne- cessidade” de distensão. HUIZINGA, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 6. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010. p. 04. Na abordagem organizada sobre o jogo, Huizinga apre - senta e esclarece as divergências entre as diferent es te- ses sobre esse fenômeno, mas, sobretudo, expressa u ma concepção do tema abordado, que, segundo ele, está pau- tado nos aspectos
Leia o texto a seguir. Boa parte das descrições sobre o desenvolvimento inf antil areferem- se aos atos de pegar, engatinhar, sugar, a ndar, cor- rer, saltar, girar, rolar, e assim por diante, movi mentos que constatamos em quase todas as crianças. O que se es pera é que as crianças possam, da melhor forma possível, a presen- tar em cada período de vida uma boa qualidade de mo vi- mentos, de acordo com certos modelos teóricos apres enta- dos, ou seja, que aos três anos, por exemplo, corra m ou an- dem com certa habilidade, que saltem de uma certa f orma aos sete anos etc. É claro que é desejável que todo s tenham habilidades bem desenvolvidas, mas o risco que se c orre é o de estreitar a visão para o problema, destacando o ato motor com alguma coisa que ocorre unilateralmente. Ora, u m sim- ples ato de pegar possui muitos recursos, mas o que tem de ser pego está fora dela, daí o sujeito precisar sem pre com- pletar-se no mundo, que possui a parte que lhe falt a. FREIRE, João Batista. Educação de corpo inteiro : teoria e prática da educação física. São Paulo: Scipione, 1999. p. 23. A tese do autor a respeito de um dos objetivos da e duca- ção física na escola é vinculada a uma concepção de edu- cação
Leia o texto a seguir. [...] Frequentemente descrevemos o desenvolvimento da criança como o de suas funções intelectuais; toda c riança se apresenta para nós como um teórico, caracterizado p elo ní- vel de desenvolvimento intelectual superior ou infe rior, que se desloca de um estágio para outro. Porém, se igno rarmos as necessidades da criança e os incentivos que são eficazes para colocá-la em ação, nunca seremos capazes de en ten- der seu avanço de um estágio de desenvolvimento par a ou- tro, porque todo avanço está conectado com uma muda nça acentuada nas motivações, tendências e incentivos. VIGOTSKI, Lev Semenovich. A formação social da mente . 6. ed. São Paulo: Martins Fontes. 1998. p. 121-122. Com o jogo, a criança ressignifica o seu mundo conc reto e as suas relações cotidianas. Para isso, é necessári o com- preender que o conhecimento parte de
Os autores da proposta crítico-superadora apresenta m no livro Metodologia do ensino de educação física (1992) uma abordagem metodológica com alguns princípios orient ado- res no trato com o conhecimento. Esses princípios s ão pautados em:
Leia o texto a seguir. Quando um determinado bem é valorizado socialmente, busca-se aperfeiçoar os procedimentos para a sua ef etiva- ção (produção), ou seja, investe-se no desenvolvime nto de técnicas com esse objetivo. O que é fundamental per ceber é que a técnica é (deve ser assim considerada) sem pre meio para atingir fins. Estabelecer fins/objetivos (senti do) é que é um predicado humano, portanto a técnica deve ser sempre subordinada às finalidades humanas. Se variam as finalidades, os sentidos da prática esportiva, é co nsequente que variem também as técnicas, bem como seu valor r elati- vo. BRACHT, Valter. Esporte de rendimento na escola. In : STIGGER, Marco Paulo; LOVISOLO, Hugo. (Org.). Esporte de rendimento e esporte na escola . Campinas, SP: Autores Associados, 2009. p. 15. Em relação ao ensino do esporte na escola, a postul ação elaborada parte do entendimento de que as
Leia o texto a seguir.
No corpo e nas suas manifestações são gravadas as i mpres-
sões da cultura e, assim, como meios de inscrição e revela-
ção do processo social e educativo de uma dada soci edade,
o corpo, os gestos, os movimentos e as práticas cor porais se
tornam um campo fértil através do qual podemos conh ecer e
intervir sobre a realidade. Desse modo, a corporali dade é
uma dimensão humana que precisa ser considerada qua ndo
da elaboração de uma proposta de educação que se pr eten-
da crítica, criativa e integral, em que todos os do mínios e ca-
pacidades humanas sejam promovidos e ampliados.
Parece-nos, entretanto, que somente uma formação om nila-
teral é capaz de dar conta da totalidade do ser hum ano e de
suas expressões, relações, produções e práticas.
MARCASSA, Luciana. Metodologia do ensino da ginásti ca: novos olha-
res, novas perspectivas. In: Pensar a prática . Revista da pós-graduação
em Educação Física/Universidade Federal de Goiás, F aculdade de Edu-
cação Física, vol. 7, n. 2, jul./dez. 2004. Goiânia : Ed. UFG, 2004. Disponí-
vel em:
Segundo Soares (1994), em Educação física: raízes euro- peias e Brasil, a influência europeia, no início do século XVIII, postulava a preparação corporal como modo de for- mação do “novo homem”, ou seja, um homem empreende- dor, produtivo e eficaz. As primeiras sistematizaçõ es de procedimentos de intervenção foram intituladas de
Na Educação Física, há princípios pedagógicos que n or- teiam a prática de um “se-movimentar” com possibili dades de conhecimentos diferentes e significativos. Os pr incípios baseados na busca das competências objetiva, social , de autonomia e do agir comunicativo são vinculados à p ro- posta
Leia o texto a seguir. O controle da atividade da criança não é visto pela psicologia histórico-cultural como uma espécie de mal inevitáv el ao pro- cesso escolar, mas sim como algo indispensável à el evação da criança a níveis superiores do seu desenvolvimen to psí- quico. Em termos pedagógicos, ao invés de termos ed ucado- res preocupados em não interferir negativamente num desen- volvimento que ocorreria de forma ótima se não foss e neces- sária a aprendizagem escolar, temos, na ótica da Es cola de Vigotski, educadores voltados para o conhecimento d e como produzir esse desenvolvimento ótimo, que não é o po nto de partida do ensino escolar mas sim o ponto de chegad a que se quer atingir. DUARTE, Newton. Educação escolar, teoria do cotidiano e a escola de Vigotski. Campinas, SP: Autores Associados, 1996. p. 104-10 5. A tese apresentada reflete um real problema do ensi no es- colar que também reflete a práxis da educação físic a. O autor defende uma orientação pedagógica que tenha u m processo
Leia o texto a seguir. [...] Em primeiríssimo lugar, o esporte do chamado l eque olímpico, que, mesmo praticado por não atletas, com o práti- ca de lazer ou na escola, tem seus princípios de de senvolvi- mento fundados sobre valores físicos como força, ve locida- de, resistência, coordenação e flexibilidade, entre outros. Na efetivação prática desse esporte, qualquer que seja a moda- lidade ou disciplina, esses valores devem ser avali ados, me- didos e calculados para serem expressos em números que permitem a comparação. KUNZ, Elenor. Esporte: uma abordagem com a fenomeno logia. In: STI- GGER, Marco Paulo; LOVISOLO (Org.). Esporte de rendimento e espor- te na escola . Campinas, SP: Autores Associados, 2009. p. 28-29. Ao tematizar o fenômeno esportivo, Kunz (2009), alé m de apresentar características, esclarece que esse even to se expressa com
Leia o texto a seguir. Por ensino entendemos três coisas: Primeiro: ensino intelectual; Segunda: educação física, dada nas escolas e através de exercícios militares; Terceira: adestramento tecnológico, que transmita o s funda- mentos científicos gerais de todos os processos de produção e que, ao mesmo tempo, introduza a criança e o adol escente no uso prático e na capacidade de manejar os instru mentos elementares de todos os ofícios. Com a divisão das crianças e dos adolescentes dos 9 aos 17 anos em três classe s deve- ria estar vinculado um programa gradual e progressi vo de en- sino intelectual, físico e tecnológico... A união do trabalho produtivo remunerado, ensino in telectual, exercício físico e adestramento politécnico elevará a classe operária acima das classes superiores e médias. MARX. Karl. Notas à margem do Programa do Partido O perário Alemão (1866-1867). Apud DUARTE, Newton; DEMERVAL, Saviani . (Orgs.). Pe- dagogia histórico-crítica e luta de classes na educ ação escolar . Campi- nas, SP: Autores Associados, 2012. p. 68. O texto é um marco histórico a respeito da importân cia da Educação Física na escola. A defesa dos três níveis de apropriação do ensino são marcas de uma formação om ni- lateral, cuja educação corporal é um dos pilares a serem desenvolvidos a partir da
A constituição da autonomia, considerado um item av aliati- vo nas aulas de educação física, pressupõe, conform e Duckur (2004, p. 19), “Um indivíduo pleno de suas c apaci- dades, competências e habilidades, consciente de se u pa- pel e posição social, capaz de compreender e posici onar- se ante os interesses e as tensões que perpassam a vida social” . A base teórico-metodológica a que se vincula essa formulação baseia-se na pedagogia
Leia o texto a seguir.
A escola, enquanto instituição social responsável p ela produ-
ção e sistematização do conhecimento historicamente produ-
zido pelo homem, configura-se num fértil espaço para se
refletir a educação do corpo e consequentemente os m eca-
nismos utilizados pela classe dominante para se man ter no
poder. Como parte importante do processo de dissemi nação
cultural, a escola ensina e reproduz grande parte d as técni-
cas corporais de determinado momento histórico, vár ias delas
privilegiadas nas aulas de Educação Física.
BANDEIRA, Líliam Brandão et al. A educação do corpo em ambientes
educacionais. In: Pensar a prática . Revista da pós-graduação em Educa-
ção Física/Universidade Federal de Goiás, Faculdade de Educação Físi-
ca, vol. 8, n. 2, jul./dez. 2005. Goiânia: Ed. UFG, 2005. Disponível em:
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996, em seu Artigo 26, inciso 3º, versa que a Educ ação Física é componente curricular obrigatório da escol a, po- rém, facultativa
A Educação Física, considerada uma prática pedagógi ca no espaço escolar, ao tematizar elementos como o es por- te, a ginástica, a dança, as lutas, etc., articula o seu co- nhecimento no campo da linguagem, que materializa a proposta metodológica crítico-superadora. Tal propo sta apresenta como objeto de estudo a
Leia o texto a seguir. Foi principalmente Rigauer (1969) que desenvolveu d etalha- mente a tese da afinidade entre trabalho industri al e es- porte de rendimento. Para Rigauer, o esporte desenv olve-se em interdependência com o processo social global, q ue aca- ba determinando suas características, e essas são b asica- mente: disciplina, autoridade, concorrência, racion alidade técnica, organização e burocratização. Esses aspect os domi- nantes na sociedade capitalista industrial impregna m paulati- namente o esporte, principalmente o de rendimento. BRACHT, V. Sociologia crítica do esporte : uma introdução. Ijuí: UNIJUÍ, 2005. p. 32-33. No texto, a crítica central apresentada pelo autor em rela- ção à questão do uso do esporte na escola diz respe ito à
Leia o texto a seguir. […] é também durante a etapa da escolarização obrig atória que os alunos entram na puberdade e se tornam adole scen- tes. Eles passam por grandes transformações biológi cas, psi- cológicas, sociais e emocionais. Os adolescentes, n esse pe- ríodo da vida, modificam as relações sociais e os l aços afeti- vos, intensificando suas relações com os pares de i dade e as aprendizagens referentes à sexualidade e às relaçõe s de gê- nero, acelerando o processo de ruptura com a infânc ia na tentativa de construir valores próprios. Ampliam-se as suas possibilidades intelectuais, o que resulta na capa cidade de realização de raciocínios mais abstratos. Os alunos se tor- nam crescentemente capazes de ver as coisas a parti r do ponto de vista dos outros, superando, dessa maneira , o ego- centrismo próprio da infância. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Ed ucação Básica. Diretrizes curriculares nacionais para o ensino fun damental de 9 anos. Brasília: MEC/CEB, 2010. p. 110. Com base no texto acima, pode-se dizer que, assim c omo as outras disciplinas escolares, cabe à Educação Fí sica aprimorar
De acordo com as Diretrizes curriculares nacionais para o ensino fundamental de 9 anos , a Educação Física pode, entre outras coisas, contribuir com
No livro Entre a Educação Física na escola e a Educação Física da escola , Francisco Caparroz faz uma análise das principais vertentes pedagógicas da escola. Ele ado ta esse argumento para defender a ideia de que a Educa ção Física escolar
De acordo com as Diretrizes curriculares nacionais para o ensino fundamental de 9 anos , a Educação Física se inse- re na proposta pedagógica da escola e é entendida c omo
Para o livro Metodologia do ensino da Educação Física , do Coletivo de Autores, o uso do jogo para o primeiro ciclo im- plica
De acordo com o livro Metodologia do ensino da Educa- ção Física , do Coletivo de Autores (1992), as avaliações devem assumir um caráter
De acordo com os Parâmetros curriculares nacionais para a Educação Física de 1ª a 4ª série , devem ser usados como critérios de avaliação para um aluno de primei ro ci- clo:
Devide, Aragão e Ferreira (2005) propõem uma escala de aptidão física para toda a vida, composta de cinco níveis. De acordo com essa escala, no quinto nível que é de solu- ção de problemas, cabe ao aluno
Devide, Aragão e Ferreira (2005) tratam da necessid ade de se refletir a respeito das condições de saúde da comu- nidade, sobretudo, os alunos da escola. Duas crític as pon- tuais desses autores dizem respeito
Leia o texto a seguir.
O professor não pode e não deve ser apenas o (re)pa ssador
de conhecimentos produzidos com objetivos e intenci onali-
dades dos quais ele não participa ou com os quais n ão con-
corda. Para tanto, ele deve participar da construção , elabo-
ração ou contextualização dos saberes tidos, da sel eção dos
conteúdos a ser apreendidos por seus alunos. Quando o
professor é capaz de detectar as intencionalidades de incul-
cação dominante e recusa-se a trabalhar dentro do o rdena-
mento oficial, o desenho que lhe apresentam como op ção
traz um emaranhado tão eclético e confuso que suas chan-
ces de erro são consideráveis.
VENTURA, Paulo R. V. Currículo e Prática Pedagógica da Educação Fí-
sica. Pensar a prática . Revista da pós-graduação em Educação
Física/Universidade Federal de Goiás, Faculdade de Educação Física,
vol. 4, jul./jun. 2000-2001. Goiânia: Ed. UFG, 2001 . Disponível em:
Leia o texto a seguir.
Se for para organizar o trabalho do professor e da escola
precisamos saber que objetivos buscamos com essa or gani-
zação. Nesse sentido, entendemos que restringir o p laneja-
mento a um simples instrumento capaz de melhorar a quali-
dade do nosso trabalho é destituí-lo do seu papel p olítico e
revesti-lo de uma suposta neutralidade. Ao fazermos isso es-
taríamos imersos na ilusão de que o trabalho pedagó gico é
neutro e não interfere nas características do sujei to que esta-
mos formando.
SAYÃO, Marcelo N.; MUNIZ, Neyse L. O planejamento n a educação físi-
ca escolar: um possível caminho para a formação de um novo homem.
Pensar a prática . Revista da pós-graduação em Educação Física/Unive r-
sidade Federal de Goiás, Faculdade de Educação Físi ca, vol. 7, n. 2,
jul./dez. 2004. Goiânia: Ed. UFG, 2004. Disponível em:
De acordo com as diretrizes curriculares nacionais nos três primeiros anos do ensino fundamental, cabe à E duca- ção Física o desenvolvimento de diversas formas de
De acordo com os Parâmetros curriculares nacionais do terceiro e quarto ciclos para a Educação Física , os três princípios que norteiam essa disciplina no ensino f unda- mental são:


























