Leia o texto a seguir. [...] A verdadeira substância da língua não é constituída de um sistema abstrato de formas linguísticas nem pela enunciação monológica isolada, nem pelo ato psicofisiológico de sua produção, mas pelo fenômeno social da interação verbal, realizada através da enunciação ou das enunciações. A interação verbal constitui assim a realidade fundamental da língua. A concepção de língua/linguagem concebida a partir da perspectiva teórica do pensador russo Mikhail Bakhtin é tida como
Linguistas como Luiz Antônio Marcuschi, Leonor Lopes Fávero e Ingedore Villaça Koch não defendem a existência de uma dicotomia entre oralidade e escrita por considerarem que tais modalidades formam um continuum tipológico. Mesmo com diversas pesquisas acerca do assunto, o trabalho com a oralidade recebe pouca atenção em sala de aula, pois essa modalidade é ainda considerada
Leia o texto a seguir. Para que a função utilitária da literatura – e da arte em geral – possa dar lugar à sua dimensão humanizadora, transformadora e mobilizadora, é preciso supor – e, portanto, garantir a formação de – um leitor-fruidor, ou seja, de um sujeito que seja capaz de se implicar na leitura dos textos, de “desvendar” suas múltiplas camadas de sentido, de responder às suas demandas e de firmar pactos de leitura. Conforme o texto, para que a arte, com destaque para a literatura, cumpra sua função mais elevada de transformar a essência do sujeito leitor, é necessário que a escola
Fenômeno discursivo presente tanto nas manifestações escritas quanto nas manifestações orais da linguagem, os modalizadores são boas ferramentas para o trabalho pleno com o texto em sala de aula, porque
Ciente de que a concepção de língua/linguagem adotada pelo professor incidirá no modo como o português será ensinado aos alunos, é possível indicar que o trabalho com os modalizadores está mais alinhado com a concepção de língua/linguagem entendida como
Os conflitos instaurados entre o saber acadêmico e certo senso comum acabam afetando diretamente o modo como o ensino de português acontece na escola. Os documentos oficiais da educação, sobretudo os que tratam do ensino de linguagem, comportam o saber acadêmico, todavia as pesquisas sobre o ensino da língua materna não adentram a escola de modo pleno, o que favorece o ensino do português pautado na
Documentos oficiais, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), orientam que o ensino da língua deve ser reflexivo, de modo que os alunos compreendam o funcionamento da língua em diferentes contextos e possam usá-la de forma crítica e competente, adaptando-se às necessidades comunicativas diversas. Tendo como referência o Texto 4, pode-se afirmar que uma das principais contribuições dos linguistas para o ensino reflexivo da língua é orientado pelo uso dos gêneros discursivos como
Marcos Bagno é, no Brasil, uma das referências no assunto do preconceito linguístico e, em especial, na área da Sociolinguística. Pode-se dizer que as ideias desse linguista embasam uma pedagogia da variação linguística por abarcar
Na obra “A literatura em perigo”, de Tzvetan Todorov (2009), nota-se uma inquietação do autor quanto à forma como a literatura vem sendo ensinada e entendida nas instituições educacionais. Todorov defende a ideia de que a literatura corre o risco de perder sua função primordial de humanizar o ser humano e de favorecer uma compreensão mais profunda tanto do mundo quanto de si mesmo. A crítica de Todorov pode ser explicada pelo fato de o ensino de literatura
O ensino da produção textual, a partir da proposta de João Wanderley Geraldi, é dialógico, reflexivo, interativo e focado no desenvolvimento da capacidade do aluno de agir como sujeito da linguagem. Nesse sentido, o papel do professor, no ensino da escrita, é de
A linguista brasileira Irandé Antunes enfatiza que o uso do texto em sala de aula é um pretexto para análise frasal à luz da gramática normativa. Tal ação, segundo a pesquisadora, configura um equívoco quanto ao modo de agenciar atividades linguísticas, epilinguísticas e metalinguísticas. A distinção entre a aula de gramática e a aula de análise linguística reside no fato de
Leia o texto a seguir. Invertemos o jogo, começando pela formulação de perguntas, para as quais juntos buscaremos as respostas. O tratamento da língua materna tem esse objetivo maior entre seus falantes: provocar a indagação, desenvolver o espírito crítico que se espera de cidadãos de uma democracia. Com base na leitura do texto, infere-se que o ensino da língua deve promover, sobretudo, o espírito crítico entre os alunos, em vez de apenas oferecer respostas prontas ou regras fixas, como ocorre no processo tradicional. Nesse sentido, na escola, o ensino de gramática deve
Os alunos precisam ter consciência do modo como os recursos dos textos orais impactam na produção dos sentidos. Diante disso, o professor precisa
Acerca do ensino da linguagem oral na escola, o docente deve considerar a importância
A linguista brasileira Roxane Rojo concebe o letramento como um processo de aprendizagem que está intimamente ligado ao uso social da linguagem, de forma que o ensino da leitura deve estar em sintonia com os propósitos do letramento. No processo de ensino e aprendizagem do português, a prática do letramento favorece
O conhecimento razoável das teorias linguísticas de aquisição da linguagem, conjugado com outros conhecimentos, permite ao professor de linguagem conhecer mais acerca do processo de aquisição da fala e da escrita por parte dos alunos. A teoria de aquisição da linguagem que mais se alinha com os documentos oficiais é
O crítico literário Antonio Candido, na obra “Formação da Literatura Brasileira” (2000), explica que o nacionalismo, no Brasil, consolidou-se como um conceito de grande relevância na literatura por manifestar a busca pela identidade nacional e por ter ocorrido paralelamente ao surgimento do Romantismo literário e, acima de tudo, ao processo de independência do Brasil. Nesse sentido, o trabalho dos autores românticos resultou
De acordo com a linguista brasileira Ingedore Koch, o encadeamento de segmentos textuais, independentemente de sua extensão, é frequentemente realizado por meio de recursos linguísticos chamados de articuladores textuais ou operadores do discurso, responsáveis pela coesão textual. No ensino de língua portuguesa, compreender as estratégias linguísticas é fundamental para que os alunos possam desenvolver a habilidade de produzir textos coerentes e de fácil compreensão. Nesse sentido, as principais estratégias usadas dizem respeito ao uso de
Tendo como referência o texto 8, o ensino do português, sob a perspectiva dos gêneros do discurso, possibilita aos alunos
A pesquisadora Angela Kleiman, ao abordar a questão da leitura na escola, explica que não existem leituras completamente autorizadas em um sentido absoluto, mas sim reconstruções de significados, que podem ser mais ou menos adequadas de acordo com os objetivos e intenções do leitor. Nesse sentido, a leitura na escola deve abordar estratégias que

























