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Questão 1 de 5Q1092414Q4 da prova
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.
Haverá em breve uma vacina contra o câncer? Empresas de biotecnologia querem lançar em alguns anos imunizantes contra a doença, algo que se tornou possível com a tecnologia de mRNA. Com isso, o câncer pode deixar de ser uma "sentença de morte". Em poucos anos, a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) revolucionou a medicina. Durante a pandemia de covid-19, imunizantes de alta eficácia contra o vírus Sars-Cov-2 foram desenvolvidos em apenas alguns meses graças a essa tecnologia. Mesmo que o vírus se desenvolva com mutações mais agressivas, vacinas sob medida podem ser novamente desenvolvidas em pouco tempo graças à tecnologia de mRNA. Mas esse avanço, recentemente agraciado com o Prêmio Nobel de Medicina, pode ainda alcançar muito mais. A tecnologia de mRNA também deu novo impulso à pesquisa sobre o câncer. O CEO da empresa de biotecnologia CureVac, Alexander Zehnder, quer introduzir no mercado vacinas com base nessa tecnologia em um prazo máximo de cinco anos. O desenvolvimento de vacinas contra certos tipos de câncer seria um sonho realizado para a humanidade. "Pesquisas sobre vacinas contra o câncer vêm sendo realizadas há 20 anos. Os progressos atuais, porém, são enormes", afirma Zehnder. "Ganhamos muita experiência durante a pandemia e a inteligência artificial está tão avançada que consegue resolver muitos problemas na programação do mRNA", explicou o chefe da CureVac em entrevista ao jornal alemão Bild am Sonntag. As vacinas contra o câncer estimulam o sistema imunológico de maneira que as defesas próprias do corpo podem combater especificamente as células tumorais. "O fator mortal no câncer é o fato de ele se manter em crescimento. A vacina visa conter esse crescimento, mesmo que o câncer já esteja metastático. O câncer, dessa forma, se torna uma doença crônica com a qual se pode conviver durante décadas. Não é mais uma sentença de morte", disse Zehnder. Corrida pela vacina Além da CureVac, outras empresas também investem intensamente em pesquisas contra o câncer. No início de outubro, a empresa BioNTech publicou resultados preliminares promissores de um estudo clínico em andamento. A eficácia de sua vacina de mRNA contra o câncer, CARVac, já está sendo testada em cobaias. O CEO da BioNTech, Ugur Sahin, disse em entrevista à revista alemã Der Spiegel que, segundo sua estimativa, haverá vacinas contra o câncer disponíveis nos próximos anos. "Acreditamos que será possível produzi-las em larga escala antes de 2030", afirmou. No longo prazo, as vacinas tendem a substituir o tratamento convencional contra o câncer. Isso também seria um fator bastante positivo, uma vez que as terapias com quimioterapia ou radiação são extremamente agressivas para os pacientes. "A quimioterapia ou a radiação nunca combatem somente o tumor, mas também os tecidos saudáveis. É por isso que há tantos efeitos colaterais", explicou Zehnder. "A vantagem de usar o mRNA é que o sistema imunológico próprio é estimulado e combate especificamente o câncer, e nada mais". Como funciona a vacina? As células T, ou linfócitos T, ajudam o corpo a combater infecções ao destruir as células adoecidas ou estimular outras células imunológicas a agirem, mas têm dificuldades em reconhecer as células cancerígenas, o que as células CAR-T conseguem fazer. O tratamento com as células CAR-T foi aprovado na Europa em 2018 e vem sendo utilizado principalmente no tratamento da leucemia, o chamado câncer sanguíneo. No entanto, essa forma bastante eficaz de imunoterapia tem custos impraticáveis para muitos. Segundo o Centro Alemão de Pesquisas sobre o Câncer da Alemanha, os fabricantes cobram até 320 mil euros pela produção dessas células imunológicas para apenas um paciente. Nesse tipo de imunoterapia, as células T são filtradas dos leucócitos - os glóbulos brancos - do sangue do paciente. Elas então são geneticamente modificadas para formarem receptores quiméricos de antígeno (CARs) na superfície. Isso resulta em um receptor cujos componentes diferentes não se encaixam. Vacinas deixam as células tumorais visíveis Se as células CAR-T produzidas dessa forma forem injetadas de volta no paciente, elas se alojam especificamente nas células cancerígenas. O sistema imunológico é ativado e ataca as células tumorais. As futuras vacinas podem dar apoio a esse processo se, por exemplo, as células CAR-T não conseguirem encontrar ou estiverem muito enfraquecidas para lutar contra as tumorais. Para deixar as células tumorais mais visíveis, a proteína Claudin-6 é introduzida na célula cancerígena com ajuda da tecnologia mRNA. Isso cria um antígeno que se aloja na superfície da célula tumoral, tornando-a mais fácil de ser reconhecida e combatida pelas CAR-T. Até agora, as células T modificadas combatiam somente o câncer sanguíneo. Mas os avanços rápidos na tecnologia de mRNA aumentam as esperanças de que possa haver no futuro terapias eficazes e menos agressivas, não apenas para a leucemia, mas também para outros tipos de câncer.
Analise o excerto a seguir, retirado de "Haverá em breve uma vacina contra o câncer?": As células T, ou linfócitos T, ajudam o corpo a combater infecções ao destruir as células adoecidas ou estimular outras células imunológicas a agirem, mas têm dificuldades em reconhecer as células cancerígenas, o que as células CAR-T conseguem fazer. Podemos afirmar que o excerto apresenta uma figura de linguagem conhecida como:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 22.
Os antidepressivos e seus efeitos colaterais Em dezembro de 2021, Melina Nadale, 39, executiva do mercado financeiro, procurou um psiquiatra, que receitou um antidepressivo de fluoxetina, mas sofreu com os efeitos colaterais. "Eu tive muita náusea e falta de apetite. Também sentia algumas sudoreses, redução de libido e prisão de ventre. Foi assim até a oitava semana após o início do tratamento", relata. Para tentar lidar melhor com o medicamento, ela fez um diário em que anotava as sensações físicas e emocionais para depois reportá-las ao médico e à sua psicóloga. "Isso foi essencial para me acostumar com a medicação e com o tratamento em geral", diz. Durante uma consulta com o psiquiatra, ela pediu para testar o medicamento genérico, mas, além de mais efeitos colaterais, teve também duas crises de episódios depressivos. Depois disso, ela e o médico decidiram trocar a medicação. "Tomo cloridrato de venlafaxina desde janeiro deste ano. Nas primeiras quatro semanas, também enfrentei os mesmos efeitos colaterais, mas com intensidade bem menor", afirma. Mais uma vez, Nadale colocou em prática o diário das sensações. "Foi bem importante para eu entender quando os efeitos se manifestavam. Aprendi que, no meu caso, é sempre melhor tomar o remédio após me alimentar para não sentir tanto enjoo", observa. "Dois meses após o início do novo medicamento, os efeitos colaterais cessaram e fiquei bem adaptada. Já avalio o desmame com o meu médico." A psiquiatra Tânia Corrêa de Toledo Ferraz Alves, diretora de unidades de internação do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do Departamento de Psicogeriatria da Associação Brasileira de Psiquiatria, explica que é comum o paciente experimentar efeitos colaterais quando começa a tomar um antidepressivo. Essas manifestações, diz a médica, podem variar de acordo com o organismo de cada indivíduo e também com o tipo do remédio. "Os medicamentos mais modernos, como os inibidores seletivos de recaptação de serotonina e os inibidores seletivos de recaptação de serotonina e de noradrenalina têm poucos efeitos colaterais se comparados aos antidepressivos mais antigos, como os tricíclicos", afirma Alves. A serotonina e a noradrenalina são neurotransmissores que atuam na regulação do nosso humor. Os dois inibidores mencionados fazem com que essas substâncias fiquem mais tempo agindo na fenda sináptica, que é o espaço entre os neurônios. Desse modo, melhoram os sintomas de depressão e ansiedade. Os efeitos mais comuns são enjoo, tontura, boca seca, constipação intestinal, visão turva, taquicardia, sudorese, tremores e alterações no apetite. Essas ocorrências duram de um a dois meses e, portanto, no início de tratamento, o médico avaliará a tolerabilidade do paciente. "Algumas pessoas têm tolerância menor para se adaptar. Por isso, começamos com uma dose mais baixa e aumentamos gradualmente, até chegar na dosagem terapêutica", afirma a psiquiatra. A neuropsicóloga Tammy Marchiori diz que náusea, dor de cabeça e insônia passam geralmente nas primeiras semanas. "No entanto, efeitos como ganho de peso ou disfunção sexual podem persistir. É muito importante que o paciente comunique qualquer sintoma ao psiquiatra. Ele poderá ajustar a dose, mudar de fármaco ou indicar outra medicação para gerenciar os efeitos específicos." Marchiori ressalta que fazer mudanças no estilo de vida, como manter uma dieta saudável, praticar exercícios, ioga e meditação, além de ajudar a enfrentar os efeitos colaterais, também é indispensável para superar a depressão e a ansiedade. O mal-estar inicial provocado pelo uso de antidepressivos pode fazer com que o paciente acredite que o remédio está piorando o seu caso e queira abandonar o tratamento. "É muito importante que o profissional oriente sobre o risco dessa sensação de piora inicial", diz Alves. "Principalmente, pessoas com depressão ansiosa ou transtorno de ansiedade podem perceber aumento de sintomas no começo do tratamento." A médica ressalta que, quando bem aconselhados sobre essa possibilidade, os pacientes entendem que a agitação durará poucos dias, por volta de setenta e duas horas, e conseguem administrar essa fase. O uso pontual de benzodiazepínicos, que têm ação calmante, ajuda nesse período. Essa orientação dada aos pacientes chama-se psicoeducação. É quando o médico explica como os antidepressivos agem, quais são os efeitos colaterais, por quanto tempo duram e quando ocorre a resposta terapêutica, ou seja, a melhora dos sintomas do transtorno. "A psicoeducação é fundamental para a adesão ao tratamento", destaca Alves. Também durante a consulta, é importante o paciente contar se já tomou remédios de uso psiquiátrico anteriormente e como se sentiu. Essa experiência ajuda o médico a escolher o antidepressivo mais adequado.
Existem muitas variáveis no uso de antidepressivos e, portanto, no início do tratamento, o médico avalia a tolerabilidade do paciente. Com base no texto fornecido sobre antidepressivos e sua utilização, assinale a alternativa correta:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 22.
Os antidepressivos e seus efeitos colaterais Em dezembro de 2021, Melina Nadale, 39, executiva do mercado financeiro, procurou um psiquiatra, que receitou um antidepressivo de fluoxetina, mas sofreu com os efeitos colaterais. "Eu tive muita náusea e falta de apetite. Também sentia algumas sudoreses, redução de libido e prisão de ventre. Foi assim até a oitava semana após o início do tratamento", relata. Para tentar lidar melhor com o medicamento, ela fez um diário em que anotava as sensações físicas e emocionais para depois reportá-las ao médico e à sua psicóloga. "Isso foi essencial para me acostumar com a medicação e com o tratamento em geral", diz. Durante uma consulta com o psiquiatra, ela pediu para testar o medicamento genérico, mas, além de mais efeitos colaterais, teve também duas crises de episódios depressivos. Depois disso, ela e o médico decidiram trocar a medicação. "Tomo cloridrato de venlafaxina desde janeiro deste ano. Nas primeiras quatro semanas, também enfrentei os mesmos efeitos colaterais, mas com intensidade bem menor", afirma. Mais uma vez, Nadale colocou em prática o diário das sensações. "Foi bem importante para eu entender quando os efeitos se manifestavam. Aprendi que, no meu caso, é sempre melhor tomar o remédio após me alimentar para não sentir tanto enjoo", observa. "Dois meses após o início do novo medicamento, os efeitos colaterais cessaram e fiquei bem adaptada. Já avalio o desmame com o meu médico." A psiquiatra Tânia Corrêa de Toledo Ferraz Alves, diretora de unidades de internação do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do Departamento de Psicogeriatria da Associação Brasileira de Psiquiatria, explica que é comum o paciente experimentar efeitos colaterais quando começa a tomar um antidepressivo. Essas manifestações, diz a médica, podem variar de acordo com o organismo de cada indivíduo e também com o tipo do remédio. "Os medicamentos mais modernos, como os inibidores seletivos de recaptação de serotonina e os inibidores seletivos de recaptação de serotonina e de noradrenalina têm poucos efeitos colaterais se comparados aos antidepressivos mais antigos, como os tricíclicos", afirma Alves. A serotonina e a noradrenalina são neurotransmissores que atuam na regulação do nosso humor. Os dois inibidores mencionados fazem com que essas substâncias fiquem mais tempo agindo na fenda sináptica, que é o espaço entre os neurônios. Desse modo, melhoram os sintomas de depressão e ansiedade. Os efeitos mais comuns são enjoo, tontura, boca seca, constipação intestinal, visão turva, taquicardia, sudorese, tremores e alterações no apetite. Essas ocorrências duram de um a dois meses e, portanto, no início de tratamento, o médico avaliará a tolerabilidade do paciente. "Algumas pessoas têm tolerância menor para se adaptar. Por isso, começamos com uma dose mais baixa e aumentamos gradualmente, até chegar na dosagem terapêutica", afirma a psiquiatra. A neuropsicóloga Tammy Marchiori diz que náusea, dor de cabeça e insônia passam geralmente nas primeiras semanas. "No entanto, efeitos como ganho de peso ou disfunção sexual podem persistir. É muito importante que o paciente comunique qualquer sintoma ao psiquiatra. Ele poderá ajustar a dose, mudar de fármaco ou indicar outra medicação para gerenciar os efeitos específicos." Marchiori ressalta que fazer mudanças no estilo de vida, como manter uma dieta saudável, praticar exercícios, ioga e meditação, além de ajudar a enfrentar os efeitos colaterais, também é indispensável para superar a depressão e a ansiedade. O mal-estar inicial provocado pelo uso de antidepressivos pode fazer com que o paciente acredite que o remédio está piorando o seu caso e queira abandonar o tratamento. "É muito importante que o profissional oriente sobre o risco dessa sensação de piora inicial", diz Alves. "Principalmente, pessoas com depressão ansiosa ou transtorno de ansiedade podem perceber aumento de sintomas no começo do tratamento." A médica ressalta que, quando bem aconselhados sobre essa possibilidade, os pacientes entendem que a agitação durará poucos dias, por volta de setenta e duas horas, e conseguem administrar essa fase. O uso pontual de benzodiazepínicos, que têm ação calmante, ajuda nesse período. Essa orientação dada aos pacientes chama-se psicoeducação. É quando o médico explica como os antidepressivos agem, quais são os efeitos colaterais, por quanto tempo duram e quando ocorre a resposta terapêutica, ou seja, a melhora dos sintomas do transtorno. "A psicoeducação é fundamental para a adesão ao tratamento", destaca Alves. Também durante a consulta, é importante o paciente contar se já tomou remédios de uso psiquiátrico anteriormente e como se sentiu. Essa experiência ajuda o médico a escolher o antidepressivo mais adequado.
Nadale enfrentava crises ansiosas e depressivas manifestadas durante a pandemia da Covid-19, entre outros fatores, de acordo com o texto base apresentado. Qual dos seguintes efeitos colaterais Melina Nadale relatou ao tomar o antidepressivo de fluoxetina?
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 22.
Os antidepressivos e seus efeitos colaterais Em dezembro de 2021, Melina Nadale, 39, executiva do mercado financeiro, procurou um psiquiatra, que receitou um antidepressivo de fluoxetina, mas sofreu com os efeitos colaterais. "Eu tive muita náusea e falta de apetite. Também sentia algumas sudoreses, redução de libido e prisão de ventre. Foi assim até a oitava semana após o início do tratamento", relata. Para tentar lidar melhor com o medicamento, ela fez um diário em que anotava as sensações físicas e emocionais para depois reportá-las ao médico e à sua psicóloga. "Isso foi essencial para me acostumar com a medicação e com o tratamento em geral", diz. Durante uma consulta com o psiquiatra, ela pediu para testar o medicamento genérico, mas, além de mais efeitos colaterais, teve também duas crises de episódios depressivos. Depois disso, ela e o médico decidiram trocar a medicação. "Tomo cloridrato de venlafaxina desde janeiro deste ano. Nas primeiras quatro semanas, também enfrentei os mesmos efeitos colaterais, mas com intensidade bem menor", afirma. Mais uma vez, Nadale colocou em prática o diário das sensações. "Foi bem importante para eu entender quando os efeitos se manifestavam. Aprendi que, no meu caso, é sempre melhor tomar o remédio após me alimentar para não sentir tanto enjoo", observa. "Dois meses após o início do novo medicamento, os efeitos colaterais cessaram e fiquei bem adaptada. Já avalio o desmame com o meu médico." A psiquiatra Tânia Corrêa de Toledo Ferraz Alves, diretora de unidades de internação do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do Departamento de Psicogeriatria da Associação Brasileira de Psiquiatria, explica que é comum o paciente experimentar efeitos colaterais quando começa a tomar um antidepressivo. Essas manifestações, diz a médica, podem variar de acordo com o organismo de cada indivíduo e também com o tipo do remédio. "Os medicamentos mais modernos, como os inibidores seletivos de recaptação de serotonina e os inibidores seletivos de recaptação de serotonina e de noradrenalina têm poucos efeitos colaterais se comparados aos antidepressivos mais antigos, como os tricíclicos", afirma Alves. A serotonina e a noradrenalina são neurotransmissores que atuam na regulação do nosso humor. Os dois inibidores mencionados fazem com que essas substâncias fiquem mais tempo agindo na fenda sináptica, que é o espaço entre os neurônios. Desse modo, melhoram os sintomas de depressão e ansiedade. Os efeitos mais comuns são enjoo, tontura, boca seca, constipação intestinal, visão turva, taquicardia, sudorese, tremores e alterações no apetite. Essas ocorrências duram de um a dois meses e, portanto, no início de tratamento, o médico avaliará a tolerabilidade do paciente. "Algumas pessoas têm tolerância menor para se adaptar. Por isso, começamos com uma dose mais baixa e aumentamos gradualmente, até chegar na dosagem terapêutica", afirma a psiquiatra. A neuropsicóloga Tammy Marchiori diz que náusea, dor de cabeça e insônia passam geralmente nas primeiras semanas. "No entanto, efeitos como ganho de peso ou disfunção sexual podem persistir. É muito importante que o paciente comunique qualquer sintoma ao psiquiatra. Ele poderá ajustar a dose, mudar de fármaco ou indicar outra medicação para gerenciar os efeitos específicos." Marchiori ressalta que fazer mudanças no estilo de vida, como manter uma dieta saudável, praticar exercícios, ioga e meditação, além de ajudar a enfrentar os efeitos colaterais, também é indispensável para superar a depressão e a ansiedade. O mal-estar inicial provocado pelo uso de antidepressivos pode fazer com que o paciente acredite que o remédio está piorando o seu caso e queira abandonar o tratamento. "É muito importante que o profissional oriente sobre o risco dessa sensação de piora inicial", diz Alves. "Principalmente, pessoas com depressão ansiosa ou transtorno de ansiedade podem perceber aumento de sintomas no começo do tratamento." A médica ressalta que, quando bem aconselhados sobre essa possibilidade, os pacientes entendem que a agitação durará poucos dias, por volta de setenta e duas horas, e conseguem administrar essa fase. O uso pontual de benzodiazepínicos, que têm ação calmante, ajuda nesse período. Essa orientação dada aos pacientes chama-se psicoeducação. É quando o médico explica como os antidepressivos agem, quais são os efeitos colaterais, por quanto tempo duram e quando ocorre a resposta terapêutica, ou seja, a melhora dos sintomas do transtorno. "A psicoeducação é fundamental para a adesão ao tratamento", destaca Alves. Também durante a consulta, é importante o paciente contar se já tomou remédios de uso psiquiátrico anteriormente e como se sentiu. Essa experiência ajuda o médico a escolher o antidepressivo mais adequado.
Com base no texto fornecido sobre antidepressivos e sua utilização, assinale a alternativa correta:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 22.
Os antidepressivos e seus efeitos colaterais Em dezembro de 2021, Melina Nadale, 39, executiva do mercado financeiro, procurou um psiquiatra, que receitou um antidepressivo de fluoxetina, mas sofreu com os efeitos colaterais. "Eu tive muita náusea e falta de apetite. Também sentia algumas sudoreses, redução de libido e prisão de ventre. Foi assim até a oitava semana após o início do tratamento", relata. Para tentar lidar melhor com o medicamento, ela fez um diário em que anotava as sensações físicas e emocionais para depois reportá-las ao médico e à sua psicóloga. "Isso foi essencial para me acostumar com a medicação e com o tratamento em geral", diz. Durante uma consulta com o psiquiatra, ela pediu para testar o medicamento genérico, mas, além de mais efeitos colaterais, teve também duas crises de episódios depressivos. Depois disso, ela e o médico decidiram trocar a medicação. "Tomo cloridrato de venlafaxina desde janeiro deste ano. Nas primeiras quatro semanas, também enfrentei os mesmos efeitos colaterais, mas com intensidade bem menor", afirma. Mais uma vez, Nadale colocou em prática o diário das sensações. "Foi bem importante para eu entender quando os efeitos se manifestavam. Aprendi que, no meu caso, é sempre melhor tomar o remédio após me alimentar para não sentir tanto enjoo", observa. "Dois meses após o início do novo medicamento, os efeitos colaterais cessaram e fiquei bem adaptada. Já avalio o desmame com o meu médico." A psiquiatra Tânia Corrêa de Toledo Ferraz Alves, diretora de unidades de internação do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do Departamento de Psicogeriatria da Associação Brasileira de Psiquiatria, explica que é comum o paciente experimentar efeitos colaterais quando começa a tomar um antidepressivo. Essas manifestações, diz a médica, podem variar de acordo com o organismo de cada indivíduo e também com o tipo do remédio. "Os medicamentos mais modernos, como os inibidores seletivos de recaptação de serotonina e os inibidores seletivos de recaptação de serotonina e de noradrenalina têm poucos efeitos colaterais se comparados aos antidepressivos mais antigos, como os tricíclicos", afirma Alves. A serotonina e a noradrenalina são neurotransmissores que atuam na regulação do nosso humor. Os dois inibidores mencionados fazem com que essas substâncias fiquem mais tempo agindo na fenda sináptica, que é o espaço entre os neurônios. Desse modo, melhoram os sintomas de depressão e ansiedade. Os efeitos mais comuns são enjoo, tontura, boca seca, constipação intestinal, visão turva, taquicardia, sudorese, tremores e alterações no apetite. Essas ocorrências duram de um a dois meses e, portanto, no início de tratamento, o médico avaliará a tolerabilidade do paciente. "Algumas pessoas têm tolerância menor para se adaptar. Por isso, começamos com uma dose mais baixa e aumentamos gradualmente, até chegar na dosagem terapêutica", afirma a psiquiatra. A neuropsicóloga Tammy Marchiori diz que náusea, dor de cabeça e insônia passam geralmente nas primeiras semanas. "No entanto, efeitos como ganho de peso ou disfunção sexual podem persistir. É muito importante que o paciente comunique qualquer sintoma ao psiquiatra. Ele poderá ajustar a dose, mudar de fármaco ou indicar outra medicação para gerenciar os efeitos específicos." Marchiori ressalta que fazer mudanças no estilo de vida, como manter uma dieta saudável, praticar exercícios, ioga e meditação, além de ajudar a enfrentar os efeitos colaterais, também é indispensável para superar a depressão e a ansiedade. O mal-estar inicial provocado pelo uso de antidepressivos pode fazer com que o paciente acredite que o remédio está piorando o seu caso e queira abandonar o tratamento. "É muito importante que o profissional oriente sobre o risco dessa sensação de piora inicial", diz Alves. "Principalmente, pessoas com depressão ansiosa ou transtorno de ansiedade podem perceber aumento de sintomas no começo do tratamento." A médica ressalta que, quando bem aconselhados sobre essa possibilidade, os pacientes entendem que a agitação durará poucos dias, por volta de setenta e duas horas, e conseguem administrar essa fase. O uso pontual de benzodiazepínicos, que têm ação calmante, ajuda nesse período. Essa orientação dada aos pacientes chama-se psicoeducação. É quando o médico explica como os antidepressivos agem, quais são os efeitos colaterais, por quanto tempo duram e quando ocorre a resposta terapêutica, ou seja, a melhora dos sintomas do transtorno. "A psicoeducação é fundamental para a adesão ao tratamento", destaca Alves. Também durante a consulta, é importante o paciente contar se já tomou remédios de uso psiquiátrico anteriormente e como se sentiu. Essa experiência ajuda o médico a escolher o antidepressivo mais adequado.
Qual é a afirmação correta sobre a origem da Linguística, de acordo com o texto?