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Questão 1 de 10Q1013361Q1 da prova
Sobre assuntos políticos, marque a alternativa abaixo que apresenta um cargo eletivo, onde segundo o cientista político e professor da PUC, Ricardo Ismael, em países que adotam o federalismo, ou seja, que são politicamente divididos em Estados, como é o caso do Brasil, existe para igualar a representatividade de todos os Estados da Federação.
Leia o texto a seguir para responder as questões de 31 a 33.
A INVOLUÇÃO DO AFETO
No final do século XIX surge no Brasil inovação tecnológica sem precedentes. Para ensinar a utilizar a novidade técnicos franceses vieram ao Brasil treinar os professores nas técnicas de utilização.
Era o quadro-negro.
Parece mentira, não é? Afinal qual seria a dificuldade com uma lousa? Não sei quanto ao leitor, mas às vezes quando estou em apuros com o computador peço ajuda de meu sobrinho de dez anos que, solícito, resolve tudo com facilidade humilhante. Tão simples para ele é o uso da informática quanto apagar palavras de uma lousa.
É o que chamam hoje de protagonismo infanto-juvenil na cultura digital. As crianças já nascem sabendo, aos adultos resta a trabalhosa tarefa de se adaptar. O fato é que a lousa é apenas mais um meio de comunicação assim como essa parafernália toda, tablets, smartphones, laptops. Os veículos mudam e a pretensão é a mesma: aproximar as pessoas, facilitar o acesso aos semelhantes e suas informações.
Porque então essa melancólica impressão de solidão? Vejo pessoas meio em transe a perambular pelas ruas hipnotizadas, olhos fixos na telinha, dedos a teclar...
Tenho como amigo de rede social o vizinho do lado. Pela rede sei de suas férias, do último filme que assistiu e de suas preferências culinárias, no entanto, nunca passamos do “bom dia” ao nos cruzarmos no elevador...
Percebo que a tecnologia não aproxima ninguém. Na medida em que avança a evolução tecnológica parece que nos tornamos mais individualistas, mais ego-cêntricos até. Estamos bem mais centrados numa competição estéril para preencher os espaços das redes sociais de informações superficiais enquanto se expandem os espaços vazios da nossa existência deixados pela dinâmica fria da vida moderna que restringe a sociabilidade real.
O que os humanos querem desde a pré-história é o que as redes sociais fingem que são capazes de oferecer: afeto e atenção. E num estranho paradoxo, essa demanda escasseia na proporção em que se sofisticam os veículos e modalidades de comunicação.
É claro que não podemos mais prescindir da moderna tecnologia que criou a interação virtual entre outras facilidades. Mas quem disse que com ela não pode haver também a interação real? Ouvir presencialmente o outro é exercício de paciência, mas é bem mais gratificante que teclar, permite intercambio de sinais que vão muito além da oralidade. Olhos nos olhos beneficiam a empatia e linguagem corporal é a dança da vida.
Solitude pode ser condição criadora. Porém, a solidão que vivemos hoje, fantasiada de convivência, nos torna uma multidão de sozinhos que habita um mundo virtual onde não há os riscos e nem as delícias da convivência humana e onde a convivência prazerosa deu lugar ao network.
Eu, como um Quixote na comunicação hodierna, continuo a fazer amigos por ruas e praças. Ao contrário do que possa parecer não sou um saudosista. Ou melhor, não sinto saudade da lousa dos meus tempos de estudante. Do que sinto mesmo saudade são dos meus amigos, das minhas amigas, da época de escola e de todas as épocas subsequentes.
Todos eles já devidamente adicionados ao meu facebook e subtraídos irremediavelmente do meu convívio.
Quanto ao gênero, podemos classificar o texto acima como:
Leia o texto a seguir para responder as questões de 31 a 33.
A INVOLUÇÃO DO AFETO
No final do século XIX surge no Brasil inovação tecnológica sem precedentes. Para ensinar a utilizar a novidade técnicos franceses vieram ao Brasil treinar os professores nas técnicas de utilização.
Era o quadro-negro.
Parece mentira, não é? Afinal qual seria a dificuldade com uma lousa? Não sei quanto ao leitor, mas às vezes quando estou em apuros com o computador peço ajuda de meu sobrinho de dez anos que, solícito, resolve tudo com facilidade humilhante. Tão simples para ele é o uso da informática quanto apagar palavras de uma lousa.
É o que chamam hoje de protagonismo infanto-juvenil na cultura digital. As crianças já nascem sabendo, aos adultos resta a trabalhosa tarefa de se adaptar. O fato é que a lousa é apenas mais um meio de comunicação assim como essa parafernália toda, tablets, smartphones, laptops. Os veículos mudam e a pretensão é a mesma: aproximar as pessoas, facilitar o acesso aos semelhantes e suas informações.
Porque então essa melancólica impressão de solidão? Vejo pessoas meio em transe a perambular pelas ruas hipnotizadas, olhos fixos na telinha, dedos a teclar...
Tenho como amigo de rede social o vizinho do lado. Pela rede sei de suas férias, do último filme que assistiu e de suas preferências culinárias, no entanto, nunca passamos do “bom dia” ao nos cruzarmos no elevador...
Percebo que a tecnologia não aproxima ninguém. Na medida em que avança a evolução tecnológica parece que nos tornamos mais individualistas, mais ego-cêntricos até. Estamos bem mais centrados numa competição estéril para preencher os espaços das redes sociais de informações superficiais enquanto se expandem os espaços vazios da nossa existência deixados pela dinâmica fria da vida moderna que restringe a sociabilidade real.
O que os humanos querem desde a pré-história é o que as redes sociais fingem que são capazes de oferecer: afeto e atenção. E num estranho paradoxo, essa demanda escasseia na proporção em que se sofisticam os veículos e modalidades de comunicação.
É claro que não podemos mais prescindir da moderna tecnologia que criou a interação virtual entre outras facilidades. Mas quem disse que com ela não pode haver também a interação real? Ouvir presencialmente o outro é exercício de paciência, mas é bem mais gratificante que teclar, permite intercambio de sinais que vão muito além da oralidade. Olhos nos olhos beneficiam a empatia e linguagem corporal é a dança da vida.
Solitude pode ser condição criadora. Porém, a solidão que vivemos hoje, fantasiada de convivência, nos torna uma multidão de sozinhos que habita um mundo virtual onde não há os riscos e nem as delícias da convivência humana e onde a convivência prazerosa deu lugar ao network.
Eu, como um Quixote na comunicação hodierna, continuo a fazer amigos por ruas e praças. Ao contrário do que possa parecer não sou um saudosista. Ou melhor, não sinto saudade da lousa dos meus tempos de estudante. Do que sinto mesmo saudade são dos meus amigos, das minhas amigas, da época de escola e de todas as épocas subsequentes.
Todos eles já devidamente adicionados ao meu facebook e subtraídos irremediavelmente do meu convívio.
É um termo lírico que se refere à privacidade e que foi utilizado no texto acima:
Leia o texto a seguir para responder as questões de 31 a 33.
A INVOLUÇÃO DO AFETO
No final do século XIX surge no Brasil inovação tecnológica sem precedentes. Para ensinar a utilizar a novidade técnicos franceses vieram ao Brasil treinar os professores nas técnicas de utilização.
Era o quadro-negro.
Parece mentira, não é? Afinal qual seria a dificuldade com uma lousa? Não sei quanto ao leitor, mas às vezes quando estou em apuros com o computador peço ajuda de meu sobrinho de dez anos que, solícito, resolve tudo com facilidade humilhante. Tão simples para ele é o uso da informática quanto apagar palavras de uma lousa.
É o que chamam hoje de protagonismo infanto-juvenil na cultura digital. As crianças já nascem sabendo, aos adultos resta a trabalhosa tarefa de se adaptar. O fato é que a lousa é apenas mais um meio de comunicação assim como essa parafernália toda, tablets, smartphones, laptops. Os veículos mudam e a pretensão é a mesma: aproximar as pessoas, facilitar o acesso aos semelhantes e suas informações.
Porque então essa melancólica impressão de solidão? Vejo pessoas meio em transe a perambular pelas ruas hipnotizadas, olhos fixos na telinha, dedos a teclar...
Tenho como amigo de rede social o vizinho do lado. Pela rede sei de suas férias, do último filme que assistiu e de suas preferências culinárias, no entanto, nunca passamos do “bom dia” ao nos cruzarmos no elevador...
Percebo que a tecnologia não aproxima ninguém. Na medida em que avança a evolução tecnológica parece que nos tornamos mais individualistas, mais ego-cêntricos até. Estamos bem mais centrados numa competição estéril para preencher os espaços das redes sociais de informações superficiais enquanto se expandem os espaços vazios da nossa existência deixados pela dinâmica fria da vida moderna que restringe a sociabilidade real.
O que os humanos querem desde a pré-história é o que as redes sociais fingem que são capazes de oferecer: afeto e atenção. E num estranho paradoxo, essa demanda escasseia na proporção em que se sofisticam os veículos e modalidades de comunicação.
É claro que não podemos mais prescindir da moderna tecnologia que criou a interação virtual entre outras facilidades. Mas quem disse que com ela não pode haver também a interação real? Ouvir presencialmente o outro é exercício de paciência, mas é bem mais gratificante que teclar, permite intercambio de sinais que vão muito além da oralidade. Olhos nos olhos beneficiam a empatia e linguagem corporal é a dança da vida.
Solitude pode ser condição criadora. Porém, a solidão que vivemos hoje, fantasiada de convivência, nos torna uma multidão de sozinhos que habita um mundo virtual onde não há os riscos e nem as delícias da convivência humana e onde a convivência prazerosa deu lugar ao network.
Eu, como um Quixote na comunicação hodierna, continuo a fazer amigos por ruas e praças. Ao contrário do que possa parecer não sou um saudosista. Ou melhor, não sinto saudade da lousa dos meus tempos de estudante. Do que sinto mesmo saudade são dos meus amigos, das minhas amigas, da época de escola e de todas as épocas subsequentes.
Todos eles já devidamente adicionados ao meu facebook e subtraídos irremediavelmente do meu convívio.
Sobre o termo “Quixote” utilizado no texto acima podemos afirmar: