O ensino de Língua/linguagem tem como função social:
( ) Garantir a todos os alunos o acesso aos saberes linguísticos necessários para a participação social e o efetivo exercício da cidadania.
( ) Avaliar o discurso didático do professor como transmissor de saberes a um grupo, institucionalmente definido.
( ) Constatar que a questão linguística vai além de constituir um rol de palavras e regras; pois entra no terreno do social, do cultural, do político, do simbólico e de suas representações e valores.
O preenchimento CORRETO dos parênteses está na alternativa
No dizer de Ana Sílvia Moço Aparício (In: KLEIMAN, A Formação do Professor, 2001, p. 181), “A sala de aula é entendida como micro espaço social onde se reproduzem características de um macro espaço social”.
Neste sentido, pode-se afirmar que
I- a sala de aula, por fazer parte da instituição social escola, pode ser considerada como um sistema de comunicação, em que a interação linguística pressupõe a participação de sujeitos sociais, cognitivamente envolvidos.
II- partindo do princípio de que na interação em sala de aula, o professor tem por objetivo ensinar e o aluno aprender, o quadro interativo não é afetado por restrições circunstanciais, em relação à instância institucional.
III- os lugares e papéis sociais, definidos previamente para o evento aula, direcionam o grau de formalidade no registro linguístico utilizado e as relações interpessoais.
Está CORRETO o que se afirma em
Nas práticas de linguagem, o texto, em suas multimodalidades, é o eixo norteador para várias atividades.
Nesta perspectiva, pode-se afirmar que
( ) as regularidades do funcionamento da língua só acontecem por meio de textos em suas várias modalidades, em práticas discursivas, as mais diversas.
( ) a sociedade na qual estamos inseridos se constitui como um grande ambiente multimodal, em que palavras, sons, imagens, cores, músicas, aromas e texturas diversificadas formam um “mosaico multissistêmico”.
( ) a prática de uma língua em função, sob a forma de textualidade e propriedades discursivas, constitui o objeto de um ensino de língua produtivo e relevante.
O preenchimento CORRETO dos parênteses está na alternativa
Na visão de Kleiman, (In: CORRÊA e BOCH. Ensino de Língua: Representação e Letramento, São Paulo: Mercado de Letras, 2006, p.87), “Olhando para a história, percurso e transformação das ideias linguísticas na prática de ensino de Língua Portuguesa, percebe-se que, nos trinta anos passados, houve uma adesão bastante acentuada aos modelos e construtos teóricos das ciências da linguagem”.
Pode-se compreender que
A professora chega para Joãozinho e diz:
- Joãozinho, qual é o tempo da frase: Eu procuro um homem fiel!
- E, então, Joãozinho responde:
- É tempo perdido, professora!
Fonte: www.anedotadodia.net/
Leia a piada acima, analise as proposições e coloque V para Verdadeiras e F para Falsas.
( ) O discurso humorístico apresenta-se como potencialidade a ser explorada e disseminada no âmbito educacional.
( ) O gênero textual “piada” desvia a atenção do aluno e faz com que ele se desinteresse pelo conteúdo que está sendo transferido.
( ) O humor é uma valiosa ferramenta para o estabelecimento de um clima propício à aprendizagem em sala de aula.
O preenchimento CORRETO dos parênteses está na alternativa
Partindo do princípio de que as práticas discursivas de leitura e escrita são fenômenos sociais que ultrapassam os limites da escola, pode-se afirmar que
I- o trabalho de leitura e produção de textos deve ser baseado, apenas, na decifração e transcrição de signos linguísticos.
II- leitura e produção de textos é construção de significado e atribuição de sentidos mediante, não apenas, os elementos linguísticos.
III- a leitura e a escrita são atividades dialógicas e a imagem mútua dos interlocutores é um elemento crucial para os processos que se realizam na interlocução.
Está CORRETO o que se afirma apenas em
Tomando-se a leitura como construção de sentidos, pode-se afirmar que a(as)
( ) seleção dos textos deve basear-se no grau de dificuldade gramatical e lexical, assim como na capacidade de compreensão dos alunos dos dados explícitos e implícitos do texto.
( ) atividades de leitura devem enfatizar a dialogia textual, sendo o aluno um participante ativo dessa interação, fundamentando-se nas pistas textuais e na sua visão de mundo.
( ) compreensão de um texto deve estabelecer, por meio da leitura, um evento interativo entre autor e leitor, cuja prática de atribuição de significados ultrapassa o momento em que é realizada a leitura.
O preenchimento CORRETO dos parênteses está na alternativa
“É preciso saber gramática para falar e escrever bem é um mito que, pareceria facilmente desmontável, bastando para tanto inverter seus termos”. (Marcos Bagno. Dramática da Língua Portuguesa: Tradição Gramatical, Mídia e Exclusão Social. São Paulo: Edições Loyola, 2000, p. 83).
Nesta perspectiva, pode-se compreender que:
I- A aquisição das estruturas da língua deve ser vista como uma finalidade do ensino desligada de aplicação prática.
II- O ensino da gramática deve ser o ponto de chegada da prática pedagógica, e não, seu ponto de partida.
III- O ensino de Língua Portuguesa deixe de ser visto como transmissão de conteúdos prontos e passe a ser uma tarefa de construção de conhecimentos.
Analise as proposições e marque a alternativa adequada. Está(ão) CORRETA(S), apenas
A sala de aula é um local onde professores e alunos, mediados pela linguagem, constroem ativamente, o sentido do mundo.
Nesta perspectiva, pode-se afirmar que
Leia o enunciado: “Matei a aula para viver o sol lá fora”.
(Ulisses Tavares. Viva a poesia viva. São Paulo: Saraiva, 1997, p. 47).
Do enunciado, pode-se compreender que a(o)(s)
( ) mudanças que ocorrem na sociedade, quer sejam sociais, quer sejam tecnológicas, refletem na instituição escolar.
( ) matizes das mudanças sinalizam para a urgência de a escola redimensionar seu “jeito de fazer” escola, para além da escola-prédio.
( ) escola leva em conta as diferenças do contexto de uma sociedade impregnada pela complexidade do progresso.
O preenchimento CORRETO dos parênteses está na alternativa
“Até hoje, os professores não sabem muito bem como agir diante dos chamados 'erros de português', que consideramos uma expressão inadequada e preconceituosa”.
(BORTONI-RICARDO. Educação em língua materna: A Sociolinguística em sala de aula. São Paulo: Parábola, 2004, p. 37).
Neste sentido, pode-se compreender que
Leia a estrofe do poema “Aula de Português” de Drummond, a seguir:
[...] Já esqueci a língua em que comia
Em que pedia para ir lá fora,
Em que levava e dava pontapé.
A língua, breve língua entrecortada
Do namoro com a prima.
(In: ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática: por um ensino de língua sem pedras no caminho. São Paulo: Editorial, 2007, p.29).
A estrofe expressa:
I- A perplexidade de quem, na escola, se encontra frente a frente com uma língua que parece outra.
II- A realidade de uma gramática de um ensino de língua que particulariza usos considerados aceitáveis na ótica da variante de prestígio na sociedade.
III- A certeza de que a norma culta deve ser endeusada, absolutizada como um recurso único e suficiente ao sucesso de interação.
Está CORRETO o que se afirma apenas em
Segundo Marcos Bagno (In: Português Brasileiro: um convite à pesquisa. São Paulo: Parábola, 2001, p.30), “Saber a língua (saber a gramática de uma língua) não tem nada a ver com saber a ortografia dessa língua. São dois saberes diferentes, um é natural, o outro é artificial”.
Diante do exposto, analise as proposições e coloque V para Verdadeiras e F para Falsas.
( ) O peso da tradição gramatical leva muita gente a confundir saber a língua com 'saber a ortografia oficial da língua.
( ) Aortografia é um aprendizado que não é adquirido espontaneamente, daí ela ser conservadora e resistente às mudanças.
( ) Escrever de acordo com a ortografia oficial é uma competência que nós exercemos automaticamente, naturalmente e com excelentes resultados.
O preenchimento CORRETO dos parênteses está na alternativa


























