Os elementos climáticos são definidos pelos atributos físicos que representam as propriedades da atmosfera geográfica de um dado local. (...) A grande variação espacial e temporal da manifestação dos elementos climáticos deve-se à ação de controles climáticos, também conhecidos como fatores do clima. (...) Os fatores climáticos correspondem àquelas características geográficas estáticas diversificadoras da paisagem, como latitude, altitude, relevo, vegetação, continentalidade/maritimidade e atividades humanas.”
(Mendonça, F e Danni-Oliveira. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. São Paulo: Oficina de textos, 2007, página 41.)“A superfície da Terra caracteriza-se por elevações e depressões que constituem o relevo terrestre, cujas macro formas são descritas por denominações convencionais como depressões, planícies, planaltos e montanhas.”
(Florenzano, T. G. (org.). Geomorfologia: conceitos e tecnologias atuais. São Paulo: Oficina de Textos, 2008, página 12).
Sobre as macro formas do relevo, analise as afirmativas abaixo.
I- Planaltos são superfícies elevadas, podendo ser de topo plano (chapadas) ou ondulado (colinas, morrotes e morros).
II- Planícies são superfícies baixas e planas, formadas por acumulação de material de origem fluvial, aluvial, marinha, lacustre, glacial e eólica.
III- Depressões são superfícies planas, situadas abaixo de 100 metros de altitude e rodeadas por planícies sedimentares.
Está CORRETO o que se afirma em:
Os domínios morfoclimáticos brasileiros consistem em grandes áreas territoriais que apresentam semelhanças fisiográficas internas, ou seja, relevo, solos, vegetação e clima parecidos. O Geógrafo Aziz N. Ab´Saber, em 1970, definiu 6 domínios morfoclimáticos: Amazônico, Cerrado, Mares de Morros, Caatinga, Araucárias e pradarias. Acerca dos domínios morfoclimáticos brasileiros assinale a alternativa CORRETA.
Sobre o clima de monções, típico do sul e sudeste asiático, assinale a alternativa CORRETA.
“Para compreender a Amazônia no cenário mundial globalizado, é necessário analisar o processo histórico de organização desse espaço geográfico. Para tanto, serão considerados três períodos distintos na formação dessa região: O primeiro corresponde à formação territorial, que vai de 1616 a 1930; o segundo, ao planejamento regional, entre 1930 e 1985, e o terceiro refere-se à incógnita do heartland, que se constitui a partir de 1985.
Na primeira fase, ocorreu a apropriação efetiva do território, marcada pela ocupação das terras situadas além da Linha de Tordesilhas. Nesse processo, destacaram-se a comercialização das drogas do sertão e o papel dos missionários de diversas ordens, e de mercenários que ocuparam o vale do rio Amazonas em nome da corte portuguesa.”
(Albuquerque, M. A. M. de et. al., Geografia: sociedade e cotidiano 2, espaço brasileiro, volume 2. São Paulo: Escala Educacional, 2010, página 36).Atente à citação seguinte e, em seguida, responda o que se pede.
“Esta área constitui o marco principal da interiorização da ocupação portuguesa no século XVIII, e hoje em dia, num estado onde a exploração de minérios é uma das principais atividades econômicas, a área em questão assume uma importância nacional, sendo considerada a mais importante província mineral do país. As estimativas do início do século apontam que dali se extraía cerca de 55 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.
Acredita-se que seu nome, adotado no final dos anos 50, seja autoria do geólogo Gonzaga de Campos, que se baseou nos vastos depósitos de minério de ferro que ocorrem numa área limitada aproximadamente pelas linhas que ligam Itabira, Rio Piracicaba, Mariana, Congonhas do Campo, Casa Branca e Itaúna.
Com relação ao aspecto geológico, representa uma importante área do Pré-Cambriano brasileiro, (sendo aliás, uma das áreas clássicas da geologia pré-cambriana do mundo inteiro) por causa de suas riquezas minerais, destacando-se o ouro, o ferro e o manganês. Sua diversidade em minérios e tipos litológicos é conhecida mundialmente, registrando um longo e importante período na história da Terra. Já sob o aspecto da geomorfologia, apresenta grande diversidade de relevo e altitudes máximas que atingem cerca de 2000 m. Em seu território estão ainda as cabeceiras de duas das principais bacias brasileiras, a do rio das Velhas e a do doce, que abrigam enorme quantidade de biomas, resquícios de Mata Atlântica, trechos de cerrado, campos rupestres.
A região é também sede de diversas áreas de proteção ambiental e de diversas categorias de unidades de conservação, destacando-se a Área de Proteção Ambiental das Andorinhas, o Parque Estadual do Itacolomi, a Floresta do Uaimii, o Parque Estadual do Rola-Moça e a Estação Ecológica do Tripuí.”
(https://www.infoescola.com, acesso em 20 de setembro de 2018).Fronteira Agrícola é uma expressão utilizada para designar o avanço da produção agropecuária sobre o meio natural. Trata-se de uma região na qual as atividades capitalistas fazem frente com as grandes reservas florestais e áreas pouco povoadas. No Brasil, a fronteira agrícola, que antes se localizava na região do Cerrado, atualmente se encontra na região Norte, em contato com a Floresta Amazônica.
(Extraído de https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/fronteira-agricola-no-brasil.htm, acesso em 18 de setembro de 2018).
Sobre as fronteiras agrícolas brasileiras é CORRETO afirmar que
I- o Cerrado, onde antes se encontrava a Fronteira Agrícola, foi ocupado ao longo de todo o século XX e conheceu a sua quase completa devastação, restando atualmente menos de 20% de sua vegetação natural. Atualmente, tal zona de expansão encontra-se sobre a Amazônia, que passa a ser então ameaçada.
II- ocorrem muitos conflitos no campo envolvendo posseiros e grileiros (e, em alguns casos, comunidades indígenas). Os primeiros ligados a movimentos sociais do campo, como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), e os segundos geralmente representados pelos grandes latifundiários e empresas rurais.
III- à medida que o agronegócio se expande, as pequenas propriedades são pressionadas ora para avançar ainda mais a fronteira agrícola, ora para praticarem o êxodo rural, o que resulta na migração de uma grande quantidade de trabalhadores rurais para as cidades.
IV- os grandes latifúndios voltam sua produção, exclusivamente, para o mercado interno, enquanto os gêneros alimentícios básicos são deixados de lado. Inúmeros estudos avaliam que mais da metade da produção de alimentos voltada para consumo interno no Brasil é realizada pelos grandes produtores rurais.
“Conjunto de medidas e ações que visam promover a redistribuição da propriedade rural. Deve vir acompanhada de políticas públicas (federais, estaduais e municipais) que apoiem a produção e a comercialização dos bens, além de oferecer os serviços básicos necessários e de direito do cidadão, como educação, saúde e habitação aos assentados, integrando-os no processo produtivo nacional.”
(Albuquerque, M. A. M. de et. al., Geografia: sociedade e cotidiano 2, espaço brasileiro, volume 2. São Paulo: Escala Educacional, 2010, página 124).

























