Conforme o que afirma Libâneo (1998, p.58), “[...] a didática ocupa-se dos processos de ensino e aprendizagem na sua globalidade, na sua interseção ou interação, com finalidade de orientar o trabalho do professor. Portanto, ensino como atividade prática, melhor dizendo práxis, que é também, fonte de investigação, estimulando o próprio professor a descobrir suas possibilidades de ação. ” “O currículo define-se como projeção do projeto pedagógico, ou seja, o currículo é um desdobramento necessário do projeto pedagógico, materializando intenções e propósitos em objetivos e conteúdos”. A partir dos recortes, podemos afirmar que:
O livro “Geografia: Pequena História Crítica”, de Antonio Carlos Robert Moraes (primeira edição em 1981, várias reedições posteriores), é considerado um clássico da Geografia Crítica no Brasil. Ele busca apresentar, a história do pensamento geográfico de forma sintética, como a Geografia foi se constituindo enquanto ciência e como se articulou com diferentes projetos políticos e sociais ao longo da história. Com base em Moraes (2007) e em seus conhecimentos sobre a trajetória da história do pensamento geográfico, analise as afirmativas a seguir: I. Até o final do século XVIII, não era possível falar de conhecimento geográfico como algo padronizado, com um mínimo que seja de unidade temática e de continuidade de formulações. Trata-se de um período de dispersão do conhecimento geográfico denominado por Leibniz de “pré-história da Geografia”. II. As obras de Humboldt e Ritter compõe a base da Geografia Tradicional. A Geografia de Ritter é regional e antropocêntrica, a de Humboldt buscava abarcar todo o globo sem privilegiar o ser humano. Deste modo, estes autores criaram uma linha de continuidade no pensamento geográfico. III. Vidal de La Blache definiu o objeto da Geografia como a relação homem-natureza, na perspectiva da paisagem. Colocou o homem como um ser ativo, que sofre a influência do meio, porém que atua sobre este, transformando-o. IV. Os autores da Geografia Crítica como Yves Lacoste, Pierre George, Milton Santos entre outros assumem o conteúdo político de conhecimento científico, propondo uma Geografia militante, que lute por uma sociedade mais justa e pensam a análise geográfica como um instrumento de libertação do homem. V. Os geógrafos críticos, em suas diferenciadas orientações, assumem a perspectiva popular, a da transformação da ordem social. Buscam um Geografia mais generosa e um espaço mais justo, que seja organizado em função dos interesses dos homens. É correto o que se afirma em:
Andrade (1985. p18) destaca em sua obra clássica sobre a relação pesquisa e Geografia que “desde da segunda metade do século XIX e até os primeiros anos do século XX, consolidou-se a ideia de que o método geográfico se baseava nos cinco princípios enunciados por eminentes mestres, como Alexandre Humboldt, Karl Ritter, Frederico Ratzel e Jean Brunhes”. Com base na citação de Andrade (1985, p. 18) e considerando seus conhecimentos acerca dos princípios fundamentais da Geografia, analise as afirmativas a seguir: I. Princípio de extensão, enunciado por Frederico Ratzel, segundo o qual o geógrafo, ao estudar uma área, deveria, inicialmente, procurar localizá-la e estabelecer seus limites, usando mapas disponíveis e o conhecimento direto da área. II. Princípio da analogia, enunciado por Alexandre Humboldt, segundo o qual, delimitada e observada uma área em estudo, deveria ser a mesma comparada com o que se observa em outras áreas, estabelecendo as semelhanças e as diferenças existentes. III. Princípio da causalidade, enunciado por Karl Ritter, segundo o qual observado os fatos, se deverá procurar as causas que o determinaram, estabelecendo relações de causa e efeito. IV. Princípio da conexidade, enunciado por Jean Brunhes, onde ele chamava a atenção para o fato de que os fatores físicos e humanos, ao elaborarem as paisagens, não agiram separada e independentemente, havendo uma interpenetração na ação de vários fatores físicos entre si, e ainda dos dois grandes grupos de fatores. V. Princípio de atividade, também anunciado por Jean Brunhes, no qual assinala o caráter dinâmico do fato geográfico, de vez que o espaço está em perpétua reorganização, em constante transformação, graças à ação ininterrupta dos vários fatores. É correto o que se afirma em:
“(...) Para explicitar a compreensão que estou tendo de espaço geográfico utilizo-me da expressão uno e múltiplo. Considero que o espaço geográfico pode ser compreendido como uno e múltiplo, aberto a múltiplas conexões que se expressam através dos diferentes conceitos adotados pelos geógrafos em suas análises (...)” SUERTEGARAY, Dirce Maria Antunes. Notas sobre espistemologia da Geografia. Cadernos Geográficos / Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Departamento de Geociências. – n.1. (Florianópolis: Imprensa Universitária, 1999.p 49. A partir do trecho destacado do texto que menciona a expressão “uno e múltiplo” e considerando seus conhecimentos acerca das categorias de análise geográfica, assinale a alternativa correta:
“(...) compreende uma extensa área rabaixada e predominantemente aplanada, constituindo superfície de erosão que secciona uma grande diversidade de litologias e arranjos estruturais. Esta superfície apresenta inúmeros trechos como ocorrência de relevos residuais constituindo de inselbergs, quase sempre associados às litologias do cristalino”. ROSS, Jurandyr L. Sanches (Org). Geografia do Brasil. 5 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2005. p.63. A partir da citação de Ross (2005, p. 63) e considerando seus conhecimentos acerca das principais estruturas e formas do relevo brasileiro, indique a qual unidade de relevo o autor faz referência.
“A organização regional do espaço brasileiro é algo muito complexo, pois se trata da regionalização de um país de grandes dimensões que tem passado por um complexo e desigual processo de diferenciação que envolve o espaço e tempo. E mais, que envolve ritmos distintos de transformações e, ao que parece, tendem a se tornarem mais velozes ao final do século XX e início do século XXI. (...) assim, os processos sociais e econômicos que a partir da década de 1950 passaram a atuar sobre a organização espacial brasileira geraram, entre outras consequências, uma nova regionalização caracterizada por três grandes regiões, o Centro-Sul, o Nordeste e a Amazônia” (Corrêa,2005, p.197). Adaptado de CORRÊA, Roberto Lobato. Trajetórias Geográficas. 3 ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005. p 197. A partir da citação de Corrêa (2005) e considerando seus conhecimentos sobre o processo de regionalização do território brasileiro, analise as sentenças que expressam corretamente como essa regionalização pode ser caracterizada e reconhecida. I. Como uma regionalização que expressa uma nova divisão territorial do trabalho vinculada à dinâmica da acumulação capitalista internacional e brasileira e aos numerosos conflitos de classe. II. Como uma regionalização que tem como base a caracterização dos elementos de ordem natural relacionados à geologia, o clima, a vegetação e a hidrografia. III. Como uma regionalização que considera o processo histórico da formação do território brasileiro, levando em conta, especialmente, as características socioeconômicas relativas à população e às atividades produtivas. IV. Como uma regionalização que privilegia apenas a distribuição dos setores primário e secundário, mediante o número de estabelecimentos agrícolas e industriais localizado no território brasileiro. V. Como uma regionalização que apresenta uma fragilidade no processo de urbanização brasileira considerando-se a distribuição das cidades e suas funções urbanas no território brasileiro. É correto o que se afirma em:
“A revolução industrial longe de se apresentar como um fenômeno técnico significou uma transformação na ciência, nas ideias e nos valores da sociedade. Significou também trocas no volume e na distribuição de riqueza centrada, até então, no monopólio da nobreza que lhe conferia também o poder político. Por sua vez, é produto de um processo histórico do desenvolvimento das forças produtoras e do princípio da especialização assentada na divisão do trabalho, já que o homem não produzia mais para auto-subsistência. A revolução industrial criou as condições necessárias para que o capital acumulado pudesse se reproduzir (...) Carlos (1994, p. 28). Texto adaptado de CARLOS, Ana Fani A. Espaço e Indústria. 6 ed. São Paulo: Contexto, 1994. p 28. Com base na citação de Carlos (1994) e em seus conhecimentos sobre as condições necessárias criadas pela Revolução Industrial para que o capital acumulado pudesse se reproduzir, promovendo a fragmentação e, ao mesmo tempo, a articulação do espaço geográfico, é correto afirmar que esse processo resultou em: I. Incremento da produtividade do solo, liberando a população do campo que migra para a cidade, e vai servir de mão-de-obra para a indústria. II. Desenvolvimento dos transportes e melhorias das vias de comunicação, expandindo o mercado interno e externo. III. Aumento do preço das mercadorias. IV. Inovação nos instrumentos e métodos de trabalho. V. Ampliação do comércio. É correto o que se afirma em:
“(...) o camponês sob o capitalismo difere do servo ou do escravo. Diríamos até que esse camponês, livre da servidão, produtor de mercadoria, é produto das transformações que a agricultura feudal sofreu na sua transição para o capitalismo. Mas que isso, esse camponês produtor de mercadoria, hoje ultra especializado e com invejável capacidade produtiva, é produto do capitalismo (...) o processo de reprodução da produção camponesa é simples, o que significa dizer que o camponês repõe, a cada ciclo da atividade produtiva, os meios de produção e a força de trabalho para a repetição pura e simples dessa atividade produtiva (...)” (OLIVEIRA, 1990, p 67-71). Texto adaptado de OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de. Modo capitalista de produção e agricultura. São Paulo: Editora Ática, 1990. Com base em seus conhecimentos e nas contribuições de Oliveira (1990), analise as proposições a seguir acerca dos elementos estruturais da produção camponesa no contexto do capitalismo no campo brasileiro e julgue-as como verdadeiras (V) ou falsas (F). ( ) Na produção camponesa temos o movimento de circulação do capital expresso na fórmula D – M – D. ( ) Na produção camponesa temos o movimento de circulação do capital expresso na fórmula M – D – M. ( ) O trabalho acessório se faz presente. ( ) A socialização do camponês. ( ) A força do trabalho familiar. Com base na análise das proposições, conclui-se que a sequência correta é:
“Vivemos num mundo confuso e confusamente percebido. Haveria nisto um paradoxo pedindo uma explicação? De um lado, é abusivamente mencionado o extraordinário progresso das ciências e das técnicas, das quais um dos frutos são os novos materiais artificiais que autorizam a precisão e a intencionalidade. De outro lado, há, também, referência obrigatória à aceleração contemporânea e todas as vertigens que cria, a começar pela própria velocidade. Todos esses, porém, são dados de um mundo físico fabricado pelo homem, cuja utilização, aliás, permite que o mundo se torne esse mundo confuso e confusamente percebido. Explicações mecanicistas são, todavia, insuficientes. É a maneira como, sobre essa base material, se produz a história humana que é a verdadeira responsável pela criação da torre de babel em que vive a nossa era globalizada (...) se desejamos escapar à crença de que esse mundo assim apresentado é verdadeiro, e não queremos admitir a permanência de sua percepção enganosa, devemos considerar a existência de pelo menos três mundos num só. O primeiro seria o mundo tal como nos fazem vê-lo: a globalização como fábula; o segundo seria o mundo tal como ele é: a globalização como perversidade; e o terceiro, o mundo como ele pode ser: uma outra globalização” (SANTOS, 2008. p.17). Texto adaptado de SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 16 ed. Rio de Janeiro: Record, 2008. Com base no texto e em seus conhecimentos de Geografia, analise as proposições a seguir: I. Embora apresente tendência à homogeneização do espaço mundial, é seletivo e excludente. desemprego é gerado e a remuneração do emprego se torna cada vez pior, ao mesmo tempo em que o poder público se retira das tarefas de proteção social. II. Apresenta tendência à fragmentação do espaço mundial, reduzindo as desigualdades socioeconômicas. III. Tem sua face mais destacada na rede mundial de computadores através da internet, que permite um intenso fluxo de troca de ideias e informações. IV. A ciência passa a produzir aquilo que interessa ao mercado, e não à humanidade em geral. É correto o que se afirma em:





















