O centenário dedicado ao músico, compositor, instrumentista e ritmista Jackson do Pandeiro está sendo palco de muitas homenagens de grandes personalidades artísticas e da sociedade em geral, por sua genialidade musical e contribuição na música popular brasileira.
Jackson influenciou gerações de artistas e personalidades locais, regionais, nacionais e internacionais.
Sobre Jackson do pandeiro, analise as proposições.
“Se a Semana é realizada por jovens inexperientes, sob o domínio de doutrinas europeias nem sempre bem assimiladas, conforme acentuam alguns críticos, ela significa também o atestado de óbito da arte dominante. O academicismo plástico, o romantismo musical e o parnasianismo literário esboroam-se por inteiro. Ela cumpre assim a função de qualquer vanguarda: exterminar o passado e limpar o terreno. (...) Mario de Andrade dirá mais tarde que faltou aos modernistas de 22 um maior empenho social, uma maior impregnação “com a angústia do tempo”. Com efeito, os autores que organizaram a Semana colocaram a renovação estética acima de outras preocupações importantes. As questões da arte são sempre remetidas para a esfera técnica e para os problemas da linguagem e da expressão. O principal inimigo eram as formas artísticas do passado. De qualquer maneira, a rebelião modernista destrói o imobilismo cultural – que entravava as criações mais revolucionárias e complexas – e instaura o império das experimentações, algo de indispensável para a fundação de uma arte verdadeiramente nacional.”
(ver http://bndigital.bn.gov.br/a-semana-de-arte-moderna)
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A partir da leitura do fragmento acima, escolha a alternativa abaixo, que esclareça os ideais da Semana de Arte Moderna, não apenas como um mero experimento, mas, sobretudo, como um processo revolucionário, fundamental para as transformações nas artes brasileiras:
“O Brasil recebe forte influência da cultura europeia, intensificada ainda mais com a chegada de um grupo de artistas franceses, em 1816, encarregado da fundação da Academia Imperial de Belas Artes, inaugurada em 1826, na qual os alunos poderiam aprender as artes e os ofícios artísticos. Este grupo ficou conhecido como Missão Artística Francesa. Chefiada por Jacques Le Breton, que dirigia a Academia Francesa de Belas-Artes na França, traziam a modernização desejada pelo soberano. Vieram pintores, escultores, arquitetos, músicos, artesãos, mecânicos, ferreiros e carpinteiros.”
(Ver https://www.historiadasartes.com)
Assinale a alternativa que traz a lista dos principais artistas que fizeram parte da Missão Francesa no período colonial brasileiro
A Literatura de Cordel no Brasil vem ganhando maior espaço e visibilidade, ao longo das décadas, porque tem se reinventado,transformando o seu status de tradição do passado, ligado à cantoria e à oralidade do interior para apropriar-se das tecnologias da comunicação e informação do tempo presente, rompendo, de certo modo, com as suas raízes tradicionais. Esta adaptação dos poetas ao novo contexto pode ser comprovada na permanência e vigor da produção e circulação do cordel que, na década de 1970, foi condenada à morte e desaparecimento eminentes face ao advento das novas tecnologias da época (rádio e televisão). Hoje, os poetas cordelistas se adaptam, recriando novas estratégias de produção e circulação, apropriam-se das novas tecnologias, reinventam suas práticas e superam desafios. Por esta razão, conseguiram conquistar novos espaços de performance, de linguagem, de produção, circulação e de diálogo com as novas mídias no século XXI, ou seja, conseguiram desenvolver uma literatura de cordel a partir da reinvenção da tradição sem se afastar dos seus elementos fundadores que fez com que se tornasse patrimônio cultural imaterial.
É CORRETO afirmar que a Literatura de Cordel está em processo de:
“Jackson do Pandeiro é um 'meio esquecido' em seu estado natal – Paraíba, em se tratando de cordéis, e não consta nenhum publicado sobre ele em vida; só a partir de 1983 é que começaram a sair alguns poucos folhetos biográficos sobre O Rei do Ritmo. Neste ano do Centenário de nascimento de José Gomes Filho (1019-2019) é que se começa a publicar cordéis contemplando sua obra e sua história, para que pelo menos se preserve a memória”. (Dantas, 2019).
A partir das afirmações do texto acima, que alternativa reforça a importância das comemorações dos 100 anos de Jackson do Pandeiro para a profusão de uma produção cordelística acerca de Jackson:
“Registros históricos revelam que a Paraíba, no início do século 20, exercitava a música, a partir de criações locais, naturalmente marcadas por influências externas, baseadas em leituras e interpretações de partituras produzidas no exterior ou em centros mais adiantados, como o Rio de Janeiro, desde essa época o principal polo de criação e difusão musical do país, de onde evoluiria o samba já manifestado noutras regiões do país, até a bossa nova e a MPB que viria congregar a música popular brasileira com diferentes estilos.(...)”(PEREIRA, 2011)
A partir do texto acima, analise as proposições abaixo e marque (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas tendo por base a contribuição deixada pelos músicos paraibanos na música nacional e internacional.
| ( ) | Sivuca é considerado um dos principais instrumentistas brasileiros. Natural de Itabaiana, iniciou a sua carreira na sanfona aos 9 anos de idade. Tocou todos os gêneros, desde o forró até a música erudita. Nos decênios de 1960 e 1975, percorreu os Estados Unidos, Europa, Ásia e África, apresentando e tocando com os principais nomes do jazz. Sua contribuição foi levar as raízes culturais do Nordeste para a música erudita universal. |
| ( ) | Jackson do Pandeiro (1919-1982) foi considerado o maior nome paraibano na MPB, tendo influenciado gerações de compositores e intérpretes, dentre os quais, João Gilberto e Gilberto Gil |
| ( ) | Vital Farias, paraibano de Taperoá (1943) é musico autodidata, exímio compositor. Muitas de suas composições foram gravadas por Elba Ramalho. Gravou dois discos (ao vivo), Cantoria (volume 1 e 2), em parceria com Elomar, Xangai e Geraldo Azevedo. |
| ( ) | Antônio Barros nasceu em Queimadas, na década de 1930. Sua obra é vasta, contando mais de 100 músicas gravadas por expressivos nomes da música brasileira. É de sua autoria sucesso como: Bate Coração, Homem com H e Por debaixo dos panos. |
“Pela primeira vez, depois de todos esses anos, é que eu venho vendo que o instrumento acordou muita gente para aplaudir os usuários, os bons instrumentistas, e está chamando agora a atenção, acordando muita gente para ouvir, para aplaudir, e se interessar para aprender a executar este tal instrumento, a sanfoninha de oito baixos.” (Peres, 2013).
Com base no depoimento do sanfoneiro Zé Calixto, escolha a alternativa que revela CORRETAMENTE seu sentimento e impressões.
O poeta popular e declamador José Laurentino Silva, artisticamente conhecido como Zé Laurentino, nasceu no Sítio Antas, município de Puxinanã, estado da Paraíba, no dia 11 de abril de 1943 e faleceu em Campina Grande, no ano de 2016. A infância do poeta, sua adolescência e vida adulta foram influenciadas pelas expressões culturais produzidas pelos sujeitos da cultura do Nordeste. Influenciou toda uma geração de poetas e cantadores, com os quais ele firmou parcerias, amizades e itinerâncias.
Analise as assertivas sobre José Laurentino e coloque (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas:
| ( ) | Possui vasta produção literária e fonográfica voltada às poéticas orais (causos, contos populares, motes e glosas). Seu acervo em cordel conta mais de 30 (trinta) títulos. Publicou 09 livros reeditados e com edições esgotadas. |
| ( ) | Como radialista, ancorado em uma experiência de mais de 20 anos de atividade, apresentou célebres programas dedicados à poesia na Rádio Borborema de Campina Grande (PB): Retalhos do Sertão, Aquarela Nordestina, Bom dia Para Você, Show da Noite, Nelson sempre Nelson, entre outros. |
| ( ) | José Laurentino atuou em programas de televisão, a exemplo da Sala de Reboco, de grande audiência regional, junto com o cantor e compositor Amazan. |
| ( ) | Foi vereador (o mais votado em sua cidade natal) até tornar-se funcionário público. Porém, nunca abandonou a poesia. |
Maria de Lourdes Nunes Ramalho, artisticamente conhecida como Lourdes Ramalho, foi uma dramaturga norte-rio-grandense, que viveu até o seu falecimento na Paraíba. Poeta, professora, cordelista, genealogista, filantropa; dentre tantos outros talentos é uma da sautoras mais respeitadas no cenário da dramaturgia local, regional e nacional. Deixou uma vasta obra, mais de cem textos, muitos ainda inéditos. Consagrou toda uma vida ao teatro, escrevendo peças tão genuinamente nordestinas, que ganharam renome nacional e internacional. Foi reconhecida como a Grande Dama do Teatro nordestino e brasileiro, a “Gil Vicente Sertaneja”, como a ela se referem críticos e estudiosos da Península Ibérica. São de sua autoria as célebres peças:
Após anos de iniciativas, projetos e lutas perante o poder público para a efetiva salvaguarda do forró, o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan) deu início, agora em 2019, à elaboração do Dossiê de Registro das Matrizes Tradicionais do Forró,procedimento técnico necessário para a inscrição do gênero no Livro das Formas de Expressão do Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. O Dossiê resultará de uma extensa pesquisa textual, audiovisual e fotográfica para catalogar e apresentar, junto ao Iphan, os aspectos históricos, sociais, culturais e musicais que envolvem as matrizes tradicionais do forró. ((...) In Revista Continente, 2019).
Com base nas informações acima, escolha a alternativa que apresenta CORRETAMENTE as matrizes do Forró, que serão documentadas.


























