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Prova Professor da Educação Básica Classe Inicial - Ensino Fundamental - 6º ao 9º Ano - História - Pref. Timon/MA
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Questão 1 de 33 Q3093127 Q1 da prova

(...) “Eles tendem a ser julgados pela quantidade e pela qualidade do conhecimento que já trazem de casa, além de várias ‘heranças’, como a postura corporal e a habilidade de falar em público.”Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/1826/pierre-bourdieu-o-investigador-da-desigualdade. Acesso em: 26/12/19

Considerando-se o sentido do recorte de texto acima e o pensamento do sociólogo francês Pierre Bourdieu sobre a função social da escola, considera-se que esta

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Questão 2 de 33 Q3093128 Q2 da prova

“Para trabalhar probabilidades com turmas de 2o ano, por exemplo, Elcie recorreu ao volante da Megassena,que informa: quem faz o jogo mínimo de seis números tem uma chance em mais de 50 milhões de ganhar o maior prêmio. "Proponho fazer as contas para descobrir como se chega a essa conclusão", explica. Logo fica fácil constatar que, quanto mais números a aposta tiver, maiores são as chances de acertar as seis dezenas. A aula prossegue com os jovens testando outras variáveis para entender por que a probabilidade de alguém se tornar um milionário sobe, vertiginosamente, para uma em 10 mil se a pessoa puder pagar pela aposta máxima de 15 números.” Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/7193/contextualizar-o-conteudo. Acesso em: 22/12/19).
O texto apresenta um exemplo de contextualização do conhecimento. Esse princípio representa no cenário didático

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Questão 3 de 33 Q3093129 Q4 da prova

O objetivo de desenvolvimento sustentável (ODS) número 4 estabelece o seguinte: Educação de Qualidade tem o propósito de assegurar a educação inclusiva, equitativa e qualificada e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.A meta para o Brasil, em relação ao ensino fundamental e ao médio, é

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Questão 4 de 33 Q3093130 Q16 da prova

“De acordo com a psicologia histórico-cultural, a aprendizagem não deve orientar-se pelas demandas espontâneas do sujeito e nem deve manter-se à espera de uma maturidade biológica que possibilite aprender. Ao contrário, o ensino deve tomar como ponto de partida a zona de desenvolvimento próximo e transformá-la em desenvolvimento real, qualificando a aprendizagem como aquela que vai possibilitar a efetivação das funções psicológicas superiores como funções internalizadas, ou seja, funções intrapsíquicas que assim se constituíram a partir de funções interpsíquicas.”(Vigotski, Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. 10.ed. São Paulo: Ícone, 2006. p.103-17. 2006, p.114).

O texto apresenta uma elaboração teórica de Vigotski. A leitura atenta autoriza concluir que o conceito de bom ensino é aquele que

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Questão 5 de 33 Q3093131 Q17 da prova

“Segundo Edneia Gonçalves, assessora da ONG Ação Educativa, o PPP (Projeto Político Pedagógico) só tem sentido se a gestão permitir que todos se manifestem. E alerta: o documento tem de representar as diferenças, não apenas a opinião da maioria. No caso de pontos muito polêmicos, em que não haja acordo, a sugestão é registrar no próprio documento que o debate seguirá ao longo do ano. Fica sob responsabilidade da gestão planejar momentos para isso, inclusive convidando especialistas no tema para retomar a conversa e aclarar as ideias.”Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/8152/um-guia-para-um-ppp-com-a-cara-de2017?gclid=EAIaIQobChMIj4yPxoDq5gIVhRCRCh2EDg0lEAAYAiAAEgLma_D_BwE Acesso em: 28/12/2019 (adaptado).

No trecho de reportagem, explicita-se uma situação acerca do Projeto Político-Pedagógico (PPP), que é a diretriz das ações educativas da escola. No trecho referido, destaca-se o aspecto

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Questão 6 de 33 Q3093132 Q18 da prova

Apesar de um dia já ter sido reconhecido pela sua capacidade assertiva de controlar uma turma, o professor do futuro irá se destacar por ser um verdadeiro curador de conteúdos, um bom líder de equipe e um analista capaz de fazer diagnósticos cognitivos. Quem aponta isso é o especialista em gestão de carreiras.Marcelo Veras, presidente da Inova Business School e CEO da Unit à Educacional.” Disponível em: http://porvir.org/inovacoes-em-educacao. Acesso em 02/01/2020.

A afirmação negritada no trecho, de que o professor se destacará por ser um “curador de conteúdos”, a exemplo do papel exercido por um curador de arte, justifica-se quando se aceita que

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Questão 7 de 33 Q3093133 Q19 da prova

O conceito de competência adotado pela BNCC orienta as decisões pedagógicas no ensino brasileiro e oferece referências para o fortalecimento de ações que assegurem as aprendizagens essenciais. Esse conceito corresponde à ideia de

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Questão 8 de 33 Q3093134 Q21 da prova

Esperemos da história uma certa objetividade, a objetividade que lhe convém: a maneira pela qual a história nasce e renasce nô-lo atesta; procede ela sempre da retificação da arrumação oficial e pragmática feita pelas sociedades tradicionais com relação ao seu passado. Tal retificação não é de espírito diferente da retificação operada pelas ciências físicas em relação ao primeiro arranjo das aparências na percepção e nas cosmologias que lhe são tributárias. (RICOEUR, Paul. História e verdade. São Paulo: Forense, 1968, p. 24-25).

No texto acima, Paul Ricoeur serve-se da obra de Marc Bloch “Apologia da História”, para caracterizar a objetividade histórica, afirmando que tudo que o historiador necessita, para uma reflexão sobre essa objetividade incompleta, encontra nessa obra, pois, nela, o autor deixa evidente que

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Questão 9 de 33 Q3093135 Q22 da prova

TEXTO EGÍPICIO

Limpe-se antes dos seus (próprios) olhos,
Para que outro não o limpe.
Tome uma esposa saudável, um filho vai nascer você.
É para o filho que você constrói uma casa,
Quando você faz um lugar para você.
Faça sua morada no cemitério,
Faça digna sua estação no oeste.
Dado que a morte nos humilha,
Dado que a vida nos exalta,
A casa da morte é para a vida.
Procure por você mesmo campos bem regados. (Lichtheim 2006, 58).

Para as pesquisadoras Gabriela Cruz Vásquez e Adriana Pastorello Buim Arena, em “As contribuições da civilização egípcia na literatura e na educação: primeiras relações históricas entre texto verbal e texto não verbal” (2017), o Antigo Egito exerce fascínio às civilizações modernas pela magia da sua cultura, sua arte,sua religião e sua literatura.
Para as autoras, dois elementos foram superiores a qualquer relíquia, aos saques e, inclusive, ao tempo. Tais elementos pareciam profetizar o futuro do Egito e os perigos aos quais sua cultura estaria exposta na época atual. Estes elementos são tesouros inestimáveis, que nos permitem compreender esse passado. Referimo-nos à escrita e à pintura, pois

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Questão 10 de 33 Q3093136 Q23 da prova

Ao longo do século III a. C., a costa da Itália tornou-se uma potência marítima e enfrentou, com sucesso, o domínio da marinha cartaginesa (também chamada de púnica) no mar ocidental, em duas sangrentas guerras. A segunda guerra púnica foi particularmente violenta. Os cartagineses, que haviam sido expulsos domar, voltaram sua atenção para a península ibérica e suas ricas fontes de metais. De lá lançaram um ataque por terra à própria Itália, comandados por Aníbal. O general cartaginês permaneceu 15 anos em terras italianas, sem conseguir romper a aliança romana.(GUARINELLO, Norberto Luiz.História Antiga. São Paulo: Contexto, 2013, p.128)

As Guerras Púnicas foram enfrentamentos entre Roma e Cartago, nos anos de 264 a.C. a 146 a.C. Essas guerras foram marcadas

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Questão 11 de 33 Q3093137 Q24 da prova

A cidade medieval é, antes de mais nada, uma sociedade da abundância, concentrada num pequeno espaço em meio a vastas regiões pouco povoadas. Em seguida, é um lugar de produção e de trocas, onde se articulam o artesanato e o comércio, sustentados por uma economia monetária. É também o centro de um sistema de valores particular, do qual emerge a prática laboriosa e criativa do trabalho, o gosto pelo negócio e pelo dinheiro, a inclinação para o luxo, o senso da beleza.(LE GOFF, Jacques. Cidade. IN: LE GOFF, Jacques e SCHIMIDIT, Jean-Claude. Dicionário temático do Ocidente Medieval. Bauru, SP:EDUSC; São Paulo, SP: IMPRENSA Oficial do Estado, 2002, p.223, v.I)

O desenvolvimento das cidades na Europa, durante a Segunda Idade Média, deve-se

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Questão 12 de 33 Q3093138 Q25 da prova

O destino da Europa foi comandado, de ponta a ponta, pelo desenvolvimento obstinado de liberdades particulares, de franquias, que constituem privilégios reservados a determinados grupos, uns estreitos, outros amplos. Tais liberdades se opõem com frequência e até se excluem mutuamente.Claro, tais liberdades só puderam vir à luz, quando a Europa Ocidental se constituiu enquanto espaço homogêneo, enquanto casa abrigada. Sem casa defendida, não há liberdades possíveis. Os dois problemas são um só.(BRAUDEL, Fernand. Gramática das civilizações. São Paulo: Martins Fontes,2004, p.287)

A liberdade, uma das grandes questões da história do homem, tem sido demandada em diversas modalidades e formas durante toda a trajetória da humanidade: pensamento, expressão, ação, organização,movimento, entre outras. Por seu caráter histórico, em cada experiência assume um propósito e uma feição própria. Com base no texto, a noção de liberdade (libertates), experimentada pelos europeus entre os séculos XI e XVIII, é identificada

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Questão 13 de 33 Q3093139 Q26 da prova

O Renascimento, ou os renascimentos, essa prodigiosa riqueza de manifestações variadas e divergentes, presta-se de maneira excepcional, neste caso, como uma lição sobre a vitalidade incontrolável da cultura humana, quando atravessada por um sopro ou um anseio geral de liberdade. Se a complexidade que o movimento renascentista representou deve ser vista como a raiz de nossa consciência moderna, então não se deve ressaltar apenas a dimensão metódica e harmoniosa em torno de um só eixo dessa consciência.(SEVCENKO, Nicolau. O Renascimento. 17 ed. São Paulo: Atual, 1994. p. 85. Coleção Discutindo a história).

O texto faz referência à “racionalização crescente e avassaladora da experiência humana”. Esse importante processo

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Questão 14 de 33 Q3093140 Q27 da prova

Procurando determinar os contrastes entre o comércio de africanos e o comércio de índios, examino o contexto ligado às práticas comutativas por meio das quais o escravo é obtido por métodos convencionados e transações preestabelecidas. Leis sucessivamente editadas permitiam três modos de apropriação de indígenas: os resgates, os cativeiros e os descimentos.(ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras,2000, p.119).

O autor cita os três principais modos de aquisição de mão de obra indígena para o trabalho compulsório, no Brasil colonial. Em relação a esses modos de aquisição, justifica-se considerar que

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Questão 15 de 33 Q3093141 Q28 da prova

[...]. No mundo dos engenhos, a mobilidade que permitia a transformação de lavradores em proprietários,escravos em libertos, trabalhadores em patrões, ou simplesmente, de negro em branco, foi mais evidente nas categorias de trabalhadores assalariados, que sempre estiveram presentes no processo do fabrico do açúcar.Muito embora a mão de obra escrava caracterizasse a economia açucareira no Brasil, desde seus primórdios até o final século XIX e os cativos sempre fossem preponderantes como força de trabalho, o caráter da produção açucareira e suas exigências específicas criaram a necessidade de um grupo de assalariados no cerne do processo. [...].(SCHWARTZ, Stuart B. Segredos internos: engenhos e escravos na sociedade colonial. São Paulo: Cia. das Letas, 2011. p. 261).

O trecho remete ao universo da produção do açúcar na economia colonial e às relações de trabalho que lhe deram suporte, dando destaque para

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Questão 16 de 33 Q3093142 Q29 da prova

A coroa portuguesa instituiu o Estado do Maranhão independente do Estado do Brasil. Conforme Carta Régia de junho de 1621, o Estado do Maranhão abrangeu o vasto território do Ceará até as margens do Rio Oiapoque. Extinto em 1652 e restaurado em 1654, perdeu o Ceará, em 1656, e tomou nova forma em 1774,com o nome de Estado do Maranhão e Grão-Pará.(LACROIX, Maria de Lourdes Lauande. A fundação francesa de São Luís e seus mitos. São Luís: Editora UEMA, 2008, p.63)

O período da organização administrativa do Maranhão, destacado no texto acima,

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Questão 17 de 33 Q3093143 Q30 da prova

A historiadora Lynn Hunt, em História da Vida Privada: da Revolução Francesa à primeira Guerra Mundial(2001), afirma que, durante a Revolução Francesa, as fronteiras entre a vida privada e vida pública apresentaram grandes flutuações, tendo o espírito público invadido as esferas habitualmente privadas da vida, fazendo essa última sofrer a mais dura agressão da história ocidental.Como se observa no texto, os revolucionários da França do século XVIII empenharam-se em traçar a diferença entre as dimensões do público e as do privado. Essa diferença é bem observada na

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Questão 18 de 33 Q3093144 Q31 da prova

Iluminismo. Termo que expressa um conceito de extrema complexidade utilizado para, de modo geral, indicar um movimento de ideias desenvolvido essencialmente no século XVIII. Outros termos têm sido empregados para definir ou caracterizar o Iluminismo, dependendo do ambiente cultural em que o fenômeno venha a ser considerado. Assim o alemão aufklärung (“esclarecimento”, “descobrimento”, “reconhecimento”), o espanhol ilustracion (“ilustração”) ou o inglês enlightenment assumiram sentidos diferenciados, ainda que convergentes para um denominador comum. [...].(AZEVEDO, Antonio Carlos do Amaral. Dicionário de nomes, termos e conceitos históricos. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira,1990.p.216-217).

Azevedo destaca, no verbete acima, a natureza histórica do conceito Iluminismo, evidenciando a dificuldade de elaborar uma compreensão única para o termo, ao longo da história contemporânea. Na atualidade essa expressão vincula-se a debates

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Questão 19 de 33 Q3093145 Q32 da prova

A América Latina (AL), como se sabe, “nasceu” católica. Isto é, os primeiros viajantes e exploradores espanhóis e portugueses aqui chegaram com o intuito não somente de conquistar economicamente terras e riquezas naturais, mas, também, de ver concretizado o sonho milenarista e salvacionista cristão, acalentado pelo imaginário europeu, de encontrar o paraíso terrestre, noção baseada no Gênesis e recheada pelo imaginário edênico ao longo dos séculos. Portanto, a expansão ibérica significou também a expansão do catolicismo na América Latina, mediante a união da cruz e da espada, do trono e do altar, fato este que não mudou durante as décadas e os séculos, mesmo com a constituição dos Estados-Nações no continente,posto que muitos países adotaram legalmente o catolicismo como religião oficial, com a consequente ausência ou limitação da liberdade religiosa na região.ORO,Pedro e URETA, Marcela. Religião e política na América Latina: uma análise da legislação dos países. In: Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 13, n. 27, , jan./jun. 2007, p. 281-282).

Embora a situação descrita acima para a América Latina (AL) tenha passado por mudanças em diferentes aspectos, permitindo que exista hoje nos países que integram essa parte do continente uma heterogeneidade de posicionamentos, no que concerne às relações oficiais entre religião e política, Igreja e Estado, observa-se nessa trajetória

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Questão 20 de 33 Q3093146 Q33 da prova

Em várias outras províncias, os movimentos separatistas ou federalistas se sucedem, assumindo designações que lembravam o mês de sua ocorrência – Abrilada, Novembrada – ou o nome de seus líderes,como no caso da Sabinada. Vez por outra, porém, tais movimentos fugiam ao controle da elite, tornando-se levantes populares. As chances de esses grupos alimentarem seus projetos de independência eram grandes, pois, nos embates com as tropas oficiais, os fazendeiros armavam os cativos e homens pobres. Além disso,os movimentos separatistas criavam divisões no interior das elites, como era o caso dos liberais exaltados se contrapondo aos grupos que procuram se alinhar ao governo regencial.(DEL PRIORE, Mary & VENANCIO, Renato. Uma breve História do Brasil. São Paulo: Editora Planeta, 2010.p. 168).

O texto faz referência às conjunturas de surgimento dos movimentos separatistas ou federalista da Regência e do Império que ganharam notoriedade, como

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Questão 21 de 33 Q3093147 Q34 da prova

Os portugueses eram os dirigentes do Maranhão e, protestando contra a separação do Brasil dos territórios lusitanos, reuniram-se para resistir, organizando um Governo – a Junta provisória – presidida pelo Bispo Dom Frei Joaquim de Nossa Senhora de Nazaré. Esse foi o mais destacado ator político na defesa da pregação da obediência brasileira ao ordenamento constitucional português. Não obstante os cuidados do religioso e companheiros, nos campos e nas cidades eram crescentes os rumores favoráveis à liquidação da subordinação do Brasil a Portugal: o Maranhão, ainda que, a princípio, minoritário, estava contagiado.(CORRÊA, José Rossini Campos do Couto. Formação Social do Maranhão: o presente de uma arqueologia. São Luis:Engenho, 2017, p.93, V.II)

À medida, então, que os independentistas se aproximavam do Maranhão, os portugueses,

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Questão 22 de 33 Q3093148 Q36 da prova

A primeira era da globalização e da liberalização terminou no banho de sangue da Primeira Guerra Mundial,quando a disputa geopolítica imperial interrompeu precocemente a marcha global para o progresso. Nos dias seguintes ao assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando em Sarajevo, constatou-se que as grandes potências acreditavam muito mais no imperialismo que no liberalismo, em vez de unir o mundo mediante um comércio livre e pacífico elas se concentraram em conquistar uma fatia maior do mundo pela força bruta.(HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras. 2018, p. 28)

Nos primeiros dias de agosto de 1914, o mundo presenciou o início de um conflito, “a grande guerra mundial”,do tipo que a Europa e o restante do mundo não viam há mais de um século, quando os exércitos napoleônicos foram derrotados. A crise que resultou na Primeira Guerra Mundial deu-se em um contexto internacional, cujas raízes estão relacionadas

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Questão 23 de 33 Q3093149 Q37 da prova

Novos países emergiram da luta contra o colonialismo [...]. Tratava-se de um processo de mudança que teve inicio logo após o término da guerra na Europa, e se intensificou na década de 1950 [...]. Os impérios coloniais construídos, em grande parte, no século XIX, pareciam iniciar, de fato, um processo de liquidação.Na África, na Índia, Indonésia, era como se ingleses, franceses, belgas, portugueses e holandeses começassem a sentir que a dominação do homem branco sobre o planeta terra entrava em fase de extinção.(LINHARES, Maria Yedda. Descolonização e lutas de libertação nacional . IN: REIS, Daniel Aarão; FERREIRA, Jorge e ZENHA, Celeste.O século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002, p.40-41).

Os processos de descolonização da Ásia e da África referidos no texto ocorreram no pós-guerra, num contexto em que

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Questão 24 de 33 Q3093150 Q39 da prova

Em novembro de 1937 instaura-se no país um regime político que afirma inaugurar uma experiência única na história do Brasil. Assim, o Estado Novo, ou o novo Estado Nacional, procura articular uma política ideológica que assinale toda a grandeza de sua inovação e que legitime seu formato político-institucional perante todos os atores relevantes do sistema. Com este objetivo, mobiliza uma série de recursos específicos que as seguram a produção e a divulgação de um certo conjunto de ideias que conforma o seu projeto político.[...].(GOMES, Angela Maria de Castro. O redescobrimento do Brasil. p.109-150. In.: OLIVEIRA, Lucia Lippi; VELLOSO, Mônica Pimenta;GOMES, Ângela Maria de Castro. Estado Novo – Ideologia e Poder. Rio de Janeiro: Zahar Ed. 1982. p.109).

O texto de Ângela Maria de Castro Gomes trata da organização do Estado Novo, durante a Era Vargas. São aspectos dessa estrutura

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Questão 25 de 33 Q3093151 Q40 da prova

Provavelmente, a figura mais eminente no estudo do totalitarismo foi Hannah Arendt, que o definiu em seu livro Origens do Totalitarismo, de 1949, como uma “nova forma de governo” propiciada pelo advento da modernidade. Segundo ela, a destruição das sociedades e dos modos de vida tradicionais criou as condições para o desenvolvimento da “personalidade autoritária”, homens e mulheres cujas identidades são inteiramente dependentes do Estado.(APPLEBAUM, Anne. Cortina de ferro: o esfacelamento do leste europeu (1944-1956). São Paulo: Três Estrelas, 2016, p.18).

Entre os anos 40 e os anos 80 do século XX, o “totalitarismo” foi mais que um conceito teórico. Ele adquiriu associações políticas concretas, produzindo diferentes debates e práticas sobre sua natureza e capacidade,estando alguns fundamentados na ideia

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Questão 26 de 33 Q3093152 Q41 da prova

A tentação de negar é constante. Não quero saber que minha mulher (ou meu marido) me trai, que meu filhos e droga, que estou com câncer, que a tortura é cotidiana. Quanto ao holocausto, os franceses sabiam?Toda a maquinaria de morte se fundava sobre este único princípio: que as pessoas não sabem para onde vão nem o que as espera” (Richard Glazer, citado em Shoah). Quando a França foi derrotada, moravam no país 300 mil judeus, metade deles estrangeiros. Em 3 de outubro de 1940, é publicado o “Estatuto dos judeus de nacionalidade francesa”.(VINCENT, Gérard. Guerras ditas, guerras silenciadas e o enigma identitário. IN: ARIÉS, Phillipe e DUBY, Georges. História da vida privada: da Primeira Guerra aos nossos dias. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p. 215).

A publicação do documento mencionado no texto teve como desdobramento

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Questão 27 de 33 Q3093153 Q42 da prova

Em vez de enfrentar os japoneses, o Mao aumentou suas forças no norte da China. No fim da guerra, em 1945, Stalin, sempre rígido e pragmático, assinou um tratado de aliança com o Kuomintang, diminuindo as perspectivas de apoio ao comunismo na eventualidade de uma guerra civil. Logo após a rendição do Japão,reiniciou-se a guerra total entre comunistas e nacionalistas, Stalin ficou de lado novamente, chegando até a avisar Mao para tomar cuidado com os Estados Unidos, que apoiaram Chiang Kai-Shek, agora reconhecido como líder mundial na vitória dos aliados contra o Japão. Mao ignorou o aviso. Os comunistas finalmente conseguiam vantagem. Quando chegaram à capital, Nanquim, a União Soviética foi um dos poucos países a permitir que seu embaixador fugisse junto com o Kuomintang.(DIKÖTTER, Frank. A grande fome de Mao: a história da catástrofe mais devastadora da China (1958-1962). Rio de Janeiro: Record,2017, p.30).

As relações entre a China pós-revolucionária e a União Soviética foram marcadas por

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Questão 28 de 33 Q3093154 Q43 da prova

Um traço peculiar do regime imposto em 1964 gerou efeitos também peculiares para a vida privada de seus opositores. A “Revolução de Março” foi essencialmente uma ordem autoritária pouco institucionalizada. Suas regras eram cambiantes, e móveis as divisas entre o proibido e o permitido. Manteve, distorcidas, instituições e liturgias próprias do sistema democrático: eleições (semi competitivas), partidos políticos (cerceados),espaço (estreito) para o Congresso, Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais. Por isso, ao tratar do Brasil, o cientista político espanhol Juan Linz preferiu escrever situação autoritária, em vez de regime autoritário.(ALMEIDA, Maria Hermínia Tavares de e WEIS, Luis. Carro Zero e Pau-de-Arara: o cotidiano da oposição de classe média ao regime militar. IN: Scharcz, Lilia Moritz. História da vida privada no Brasil: contrastes da intimidade contemporânea. São Paulo: Companhia das Letras, 1998,p.327).

A situação acima descrita, sobre a natureza do regime militar instaurado no Brasil entre 1964-1985, permite concluir que

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Questão 29 de 33 Q3093155 Q44 da prova

Década de sessenta. Auge da Guerra Fria. Tempo de viva disputa entre as grandes potências, Estados Unidos e União Soviética. O planeta dividido em dois blocos geopolíticos, espelhados pelos três mundos da Guerra Fria. O Primeiro mundo do capitalismo ocidental, o Segundo Mundo dos países socialistas e o Terceiro Mundo da América Latina, Ásia e África. Capitalismo versus socialismo. O mundo todo é palco da competição. Amplo cenário, ameaçado por temerária corrida armamentista. A situação só vai mudar após aqueda do Muro de Berlim, em 1989, marco simbólico do fim do socialismo real.(COUTO, Ronaldo Costa. História indiscreta da ditadura e da abertura: Brasil – 1964-1985. Rio de Janeiro; Record, 2003, p.23).Tony Judt, ao comentar o legado da Segunda Guerra em sua obra “Pós-guerra: uma história da Europa desde 1945” (2008), pondera que, na sequência desse evento, a perspectiva da Europa era de miséria e de desolamento total. Tudo e todos parecem exauridos. Fizeram parte desse cenário político e social caótico

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Questão 30 de 33 Q3093156 Q46 da prova

O pensamento moderno ocidental é um pensamento abissal. Consiste num sistema de distinções visíveis e invisíveis, sendo que as invisíveis fundamentam as visíveis. As distinções invisíveis são estabelecidas através de linhas radicais que dividem a realidade social em dois universos distintos: o universo ‘deste lado da linha’ e o universo ‘do outro lado da linha’. A divisão é tal, que o ‘outro lado da linha’ desaparece enquanto realidade;torna-se inexistente, e é mesmo produzido como inexistente. Inexistência significa não existir sob qualquer forma de ser relevante ou compreensível. Tudo aquilo que é produzido como inexistente é excluído de forma radical porque permanece exterior ao universo que a própria concepção aceita de inclusão considera como sendo o Outro. (DOS SANTOS, Boaventura e MENESES, Maria Paula. Epistemologia do Sul. São Paulo: Cortez, 2010, p.31-32)

.Para Boaventura dos Santos e Maria Paula Meneses, a existência das linhas abissais por todo o período moderno não significa que elas tenham permanecido fixas. Nos dias atuais, as linhas globais que dividem os dois lados podem ser observadas

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Questão 31 de 33 Q3093157 Q47 da prova

O cenário político brasileiro é perpassado por expressões como “lulismo”, “carlismo”, “malufismo”,“sarneyismo”, “brizolismo”, “getulismo”, “janismo” etc.Esses “ismos” possuem uma função muito mais avaliativa do que denotativa (COLLOVALD, 1991), isto é, julgamentos pejorativos e leituras consagradoras mesclam-se em um universo de personificação do capital político como forma de capital simbólico.(BOURDIEU, 1989). Tais termos fixam igualmente uma idéia (sic) de unidade e de continuidade, a partir da associação reivindicada ou denunciada entre agentes atuantes no espaço político. (GRILL, 2012, p.193).

Dois indivíduos tiveram seus “nomes” e suas “lideranças” como bases da constituição de “etiquetas políticas”que dominaram a cena eleitoral maranhense ao longo do período 1945- 2010, sucedendo-se nas posições de poder político no estado: Victorino Freire e José Sarney. Em torno de ambos constituíram-se redes de seguidores e, em oposição aos mesmos e às facções que dirigiram, consolidaram-se facções rivais (“frentes oposicionistas” articuladas em nome do objetivo comum de derrotar o “grupo” dominante).
(GRILL, 2012, p.197).

O autor dos textos acima destaca que os “ismos”, quando se referem ao universo da política, relacionam-se diretamente às condições de elegibilidade, apresentando-se como “instrumentos de localização de agente sem “linhagens” e agentes de associação com patrimônios coletivos”. Fez (fizeram) parte das dinâmicas de estruturação do “vitorinismo” e do “sarneysmo”.

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Questão 32 de 33 Q3093158 Q49 da prova

Povoamento – [...]. Quando da transferência da capital piauiense para Teresina, 1852, se tinha conhecimento da existência de um porto, onde as pessoas pernoitavam, o qual veio denominar-se Porto das Cajazeiras, as margens do Parnaíba, em frente à capital do Piauí, onde se formava pequena povoação que, posteriormente,provando mais uma vez o costume de nossa gente, chamava-se São José de Parnaíba para alguns,identificando a povoação com a maior expressão geográfica existente na região que é o Velho Monge; para outros, a maioria, São José das Cajazeiras, isto porque predominavam, orlando o rio, inúmeras mangueiras e cajazeiras com predomínio destas que já haviam batizado o porto e que agora batizavam também a povoação. [...].(SOUSA, Raimunda de Carvalho. Timon sua história, sua gente. Teresina: Editora Halley, 2005. p.20).O texto compreende aspectos históricos sobre o povoamento e formação do atual município de Timon (MA).Sobre a constituição desse município é procedente afirmar que

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Questão 33 de 33 Q3093159 Q50 da prova

TESE VIII

A tradição dos oprimidos ensina-nos que o “estado de exceção” em que vivemos é a regra. Temos de chegara um conceito de história que corresponda a essa ideia. Só então se perfilará diante dos nossos olhos, como nossa tarefa, a necessidade de provocar o verdadeiro estado de exceção; e assim a nossa posição na luta contra o fascismo melhorará. A hipótese de ele se afirmar reside em grande parte no fato de seus opositores o verem com uma norma histórica, em nome do progresso. O espanto por as coisas a que assistimos “ainda”poderem ser assim no século vinte não é espanto filosófico. Ele não está no início de um processo de conhecimento, a não ser o de que a ideia de história de onde provém não é sustentável.(BENJAMIN, Walter. O anjo da história. Belo Horizonte: Autentica Editora, 2016, p.13.)

Segundo Michael Lowy (2005), estamos acostumados a classificar as diferentes teorias da história conforme seu caráter progressista e conservador, revolucionário ou nostálgico em relação ao passado. Esse tipo de etiqueta não se aplicaria ao pensamento de Walter Benjamim, para o qual

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