Homem de 68 anos, hipertenso e diabético há 15 anos, chega ao pronto atendimento com dispneia progressiva, edema de membros inferiores e aumento de peso nos últimos 10 dias. Refere uso irregular de anti-hipertensivos e furosemida. Ao exame: PA 160/90 mmHg, FC 96 bpm, estertores crepitantes bibasais e turgência jugular. Exames: creatinina 2,1 mg/dL (prévia 1,3), ureia 72 mg/dL, potássio 5,4 mEq/L, BNP 1.850 pg/mL. ECG: ritmo sinusal, sobrecarga ventricular esquerda. Com base no quadro clínico e nos princípios fisiopatológicos envolvidos, assinale a alternativa correta.
Mulher de 59 anos, tabagista há 30 anos, portadora de diabetes mellitus tipo 2 em uso irregular de metformina, procura atendimento com tosse produtiva, cansaço e perda de peso nas últimas semanas. Ao exame: murmúrio vesicular diminuído difusamente, sibilos expiratórios e glicemia capilar de 256 mg/dL. Relata uso frequente de corticoide inalatório. Considerando o quadro clínico e os princípios de abordagem integrada da paciente, qual conduta inicial é mais adequada?
Homem de 42 anos, morador de área ribeirinha, procura atendimento com icterícia, urina escura, febre baixa e mialgia há 5 dias. Trabalha em abatedouro e relata contato frequente com água de enchente. Ao exame: pele e escleróticas ictéricas, dor leve à palpação em hipocôndrio direito e discreta desidratação. Exames: bilirrubina total 7,8 mg/dL (direta 5,2), creatinina 1,8 mg/dL, AST 115 U/L, ALT 98 U/L. Considerando o quadro clínico e as medidas de saúde pública associadas, assinale a alternativa que representa a conduta mais adequada.
Homem de 64 anos, professor aposentado, sofreu AVC isquêmico há três meses em território da artéria cerebral média esquerda, evoluindo com afasia de expressão, mas sem déficits motores. Desde então, apresenta tristeza persistente, isolamento, perda de interesse, insônia e ideação suicida sem plano estruturado. A esposa relata dificuldade de comunicação e resistência do paciente em participar da reabilitação fonoaudiológica. A equipe da Atenção Primária acompanha o caso regularmente, sem sinais de risco suicida iminente. Considerando os fundamentos da atenção integral, da segurança farmacológica e da articulação entre níveis de cuidado, qual conduta é mais adequada?
Mulher de 34 anos procura o pronto atendimento relatando febre, feridas de difícil cicatrização e episódios recorrentes de fraqueza. Afirma ser portadora de HIV e apresenta dois exames recentes com carga viral indetectável e contagem de CD4+ normal. Relata internações repetidas por infecções não confirmadas e múltiplos tratamentos prévios. Ao exame físico, nota-se presença de lesões em diferentes estágios de cicatrização, em locais de fácil acesso manual. Durante visita domiciliar, observam-se medicamentos e substâncias químicas não prescritas. Considerando o quadro descrito e os princípios éticos e farmacológicos envolvidos, qual conduta é mais adequada?
Caso 1: Gestante de 25 anos, G1P0, com 34 semanas, chega ao pronto atendimento com cefaleia intensa, epigastralgia e PA 180/115 mmHg. Exames mostram proteinúria 3+, plaquetas 90.000/mm³, TGO 88 U/L, TGP 75 U/L e creatinina 1,4 mg/dL. Está lúcida, ansiosa e resistente à internação. Faz uso irregular de metildopa e não iniciou o carbonato de cálcio prescrito no pré-natal. Caso 2: Gestante de 36 anos, G3P2, com 32 semanas, em seguimento por pré-eclâmpsia grave, evolui com dispneia, oligúria e confusão mental. Exames: plaquetas 70.000/mm³, TGO 150 U/L, TGP 160 U/L, creatinina 2,1 mg/dL e bilirrubina 3,2 mg/dL. A família insiste em “esperar o bebê crescer”, mesmo após explicação sobre o risco materno iminente. Com base nos casos e nos princípios da bioética aplicados à conduta médica, assinale a alternativa mais adequada.
Homem de 58 anos, pedreiro, tabagista e hipertenso em uso irregular de losartana e hidroclorotiazida, procura a unidade básica com tosse produtiva há três semanas, febre vespertina, sudorese noturna e perda de 8 kg. Apresenta glicemia de jejum 162 mg/dL e pressão arterial 160/100 mmHg. Ao exame: estertores em ápices pulmonares e linfonodo cervical palpável. A radiografia de tórax mostra infiltrado cavitário em lobo superior direito, e o escarro é positivo para BAAR. Durante a consulta, o paciente demonstra resistência ao tratamento prolongado e questiona a necessidade de notificação à vigilância sanitária, alegando receio de perder o emprego. Com base na integração entre clínica médica, farmacologia, saúde pública e princípios éticos, assinale a conduta mais adequada.
Durante o surto nacional de intoxicação por metanol presente em bebidas alcoólicas clandestinas, um homem de 46 anos é admitido no pronto-socorro após ingerir uma “cachaça caseira” comprada em feira local. Inicia, após 18 horas, com cefaleia intensa, dor retro-orbitária, vômitos e visão turva. Ao exame: Glasgow 12, FR 26 irpm, SatO₂ 91%, PA 135/90 mmHg. A gasometria mostra pH 7,12, HCO₃⁻ 14 mEq/L, ânion gap 28, gap osmolar 32. Creatinina 2,2 mg/dL. O diagnóstico presuntivo é confirmado após contato com o CIATox, conforme fluxograma do Ministério da Saúde (03/10/25). I. O tratamento específico deve incluir fomepizol 15 mg/kg IV (ataque) seguido de 10 mg/kg a cada 12h, associado a bicarbonato de sódio 1 –3 mEq/kg IV para correção da acidose, ácido fólico 50 mg IV a cada 4h e hemodiálise imediata se pH ≤ 7,15 ou metanol > 70 mg/dL. II. O uso de etanol IV a 10%, embora citado no protocolo nacional, é contraindicado em casos de depressão do SNC, por potencializar a toxicidade hepática e ocular do metanol, devendo ser reservado apenas a pacientes não candidatos à diálise. Considerando as assertivas acima, analise-as e assinale a alternativa correta.
Um médico da equipe do Consultório na Rua (CnaR), pautado pelos princípios da Política Nacional de Humanização (PNH), realiza uma rodada de visitas e encontra cinco pacientes com quadros clínicos agudos. A equipe deve definir a conduta imediata mais adequada para cada caso, considerando o contexto ambulatorial, o território e os recursos disponíveis. Pacientes avaliados: P1: Jovem de 25 anos, em tratamento quimioterápico para leucemia. Apresenta náuseas intensas, confusão leve (Glasgow 14), parestesias e diurese reduzida nas últimas 6 horas. P2: Homem de 65 anos, em situação de rua, com dor aguda intensa no hálux direito, eritema e edema local, sem trauma prévio. P3: Idosa de 82 anos, acamada, com DPOC avançada, febre (38,5 °C), taquipneia (FR 26 ipm) e estertores em base direita. P4: Paciente oncológico com alta carga tumoral, que fará o primeiro ciclo de quimioterapia em 48 h, assintomático, mas com hiperuricemia e hiperfosfatemia nos exames de rotina. P5: Mulher de 40 anos, com cefaleia intensa e visão turva súbita em olho esquerdo, vermelhidão ocular e náuseas, mas sem sinais neurológicos focais. Qual conduta é a mais adequada e prioritária para o paciente correspondente, dentro do contexto ambulatorial do CnaR?

























