Um paciente passou a afirmar que sua esposa havia sido substituída por uma sósia, que estava fingindo ser sua esposa. Contudo, as demais pessoas de sua convivência eram reconhecidas normalmente. Quanto à psicopatologia do delírio, esse quadro é compatível com a síndrome
Com relação à distinção entre delirium e demência, assinale a opção correta.
Acerca dos transtornos mentais relacionados ao uso de substâncias psicoativas, assinale a opção correta.
Em relação ao tratamento por meio da eletroconvulsoterapia (ECT), assinale a opção correta.
No que diz respeito à emergência psiquiátrica, assinale a opção correta.
Alguns carcinomas podem apresentar, como sintoma precoce, um quadro depressivo. Isso geralmente ocorre com maior frequência no carcinoma de
Em relação aos neurolépticos, assinale a opção correta.
M.P.O., homem de 42 anos de idade, negro, deu entrada no pronto atendimento de emergência médica com dor torácica (sem irradiação), dispneia, taquicardia, sudorese profusa, tremores. Ao exame físico, constatou-se normotenso, com FC = 110 bpm, FR = 22 irpm, SatO2 = 92%, ausculta cardíaca e respiratória sem alterações dignas de nota. Exames laboratoriais, incluindo dosagem de enzimas cardíacas e ECG, não mostraram alterações. Já era a quinta vez, nos últimos 3 meses, que o paciente havia procurado o pronto atendimento de emergência médica por motivos semelhantes. Quanto a antecedentes médicos patológicos, negou hipertensão, diabetes, dislipidemia. Apresentava bronquite asmática leve controlada, sendo a última crise há 2 anos. Não fazia uso de medicamentos. Durante a adolescência, quando se mudou do interior para trabalhar no centro urbano, teve episódios parecidos, com remissão espontânea após estabilidade, no primeiro emprego. O paciente reside com esposa de 38 anos de idade e com dois filhos de 10 e 12 anos de idade em Estância. Há 5 meses, encontra-se em assistência por seguro-desemprego, com direito a receber somente mais uma parcela do benefício, a vencer no próximo mês. Há um mês, antes do atendimento médico, o paciente havia relatado piora significativa em suas relações familiares e conjugais. Considerando esse caso clínico, o diagnóstico mais provável é de
R.S.O., 37 anos de idade, técnica de enfermagem há 12 anos, deu entrada em um Centro de Trauma, com apresentação de múltiplas perfurações por arma branca em hemitérax direito e esquerdo, em face direita, membro superior direito e membros inferiores; lesão em vulva; fratura de 5 dentes; queimadura de primeiro e segundo graus em 20% da superfície corporal. Após estabilização do quadro clínico, passou por diversas cirurgias e permaneceu internada por 3 meses no hospital. Nos 2 anos seguintes, viveu em outro estado da federação, com identidade alterada por meio do Programa de Proteção à Vítimas e Testemunhas, até que seu agressor e ex-marido, pai de uma de suas filhas e ex-policial, fosse detido. Na ocasião, o agressor não havia suportado o término da relação conjugal. Desde então, a paciente passou por diversos tratamentos psiquiátricos e psicológicos, com melhora relativa de seu estado mental e persistência de sintomas de: hipervigilância (medo, ansiedade, insônia); evitação (da casa em que moravam e de quaisquer relacionamentos amorosos); e revivência (lembranças recorrentes involuntárias do trauma e pesadelos relacionados ao evento traumático). Passados 10 anos, após cumprimento parcial da pena e bom comportamento, seu agressor pleiteia judicialmente progressão no regime. Desde então, a paciente vem apresentando piora progressiva dos sintomas. Com base no caso clínico descrito, assinale a opção correta.
F.R.L, mulher com 27 anos de idade, casada e com dois filhos, é enfermeira em uma unidade materno-infantil. Foi levada ao hospital por seu marido porque estava muito eufórica e verborrágica. Depois de discutir com seu marido 4 dias antes, saiu de casa irritada para a igreja protestante que frequentava esporadicamente e permaneceu em vigília durante toda a noite. Na manhã seguinte, foi para a casa de sua mãe, onde permaneceu desde então. Seguiu muito excitada, sem dormir, falava quase incessantemente e se negava a comer. Fazia orações fervorosamente incluindo palavras incompreensíveis, alegando ter o dom de “falar em línguas”. O conteúdo do discurso era predominantemente sobre religião e somente interrompia para cantar hinos e louvores religiosos entremeados com abordagem de pessoas desconhecidas, acusando-as de serem “pecadoras”, ordenando-as a orar consigo. Sua mãe chamou o marido e disse que ela era responsabilidade dele. Como a paciente se negava a ir ao hospital, seu marido a conduziu à emergência psiquiátrica mediante contenção física. Pelo histórico pessoal, consta que, aos 22 anos, a paciente teve um longo episódio depressivo ao final de seu primeiro casamento. Estava triste e insegura, permaneceu isolada e recusava qualquer iniciativa de contato social. Tinha dificuldade para dormir, despertava muito cedo e sentia-se cansada diuturnamente; associado, não tinha vontade de comer e perdeu bastante peso. Apesar dos sintomas, decidiu continuar no trabalho, ainda que com prejuízo no desempenho laboral e, por isso, foi afastada por poucos dias. Não consultou médico à ocasião e, depois de alguns meses, gradualmente melhorou e recobrou seu estado de ânimo habitual e seu nível de atividade. Ao ser admitida no pronto-socorro de psiquiatria, a paciente mostrava-se inquieta e irritada e gritava agressivamente. Falava incessantemente e sua fala era difícil de compreender porque era demasiadamente rápida, mudando de um tema para outro. Dizia-se superior aos demais, que estavam com inveja de si, por sua voz e sua beleza. Sua inteligência era igualmente superior ao normal e sentia-se mais forte e saudável do que nunca. Distraia-se com facilidade, mas estava globalmente orientada auto e alopsiquicamente. Não mostrava prejuízo na memória ou outras funções cognitivas. Os resultados dos exames físico e neurológico e dos exames laboratoriais foram normais. Em relação ao caso clínico apresentado, o diagnóstico mais provável é de
Paciente com 13 anos de idade, sexo masculino, compareceu à consulta psiquiátrica pela primeira vez, por encaminhamento da escola. Apresentava queda atual no rendimento escolar, associada à distratibilidade, tinha envolvimentos em conflitos no recreio e escassa aceitação de regras disciplinares em sala de aula. Em casa, sua mãe relatou que ele tinha comportamento desafiador, mau humor e queixas frequentes de náusea e cefaleia. Era o capitão do time de futebol da rua onde morava até o ano anterior, mas atualmente se recusa a realizar qualquer atividade desportiva. Os pais referem que começaram a perceber essas alterações há aproximadamente um ano, após a transferência da família do interior para o Rio de Janeiro. O quadro clínico desse paciente reúne mais critérios para a hipótese diagnóstica principal de
Considerando o caso clínico 4A2-I e os aspectos a ele relacionados, assinale a opção correta.
Ainda com relação ao caso clínico 4A2-I, a prescrição do estimulante para a criança também foi motivo de questionamento da equipe. Nesse contexto e considerando o processo de revisão da conduta pelo médico, assinale a opção correta.


























