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Prova Geografia - IFPA
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Questão 1 de 12 Q1289342 Q14 da prova
David Harvey coloca, ao alcance de estudiosos e do grande público, uma obra audaciosa. Fruto de uma análise crítica e rigorosa sobre o modo pelo qual o capital se movimenta em busca do lucro, buscando superar todas as barreiras que aparecem em seu caminho e submetendo toda a sociabilidade humana à lógica da acumulação. Para Harvey, o sistema de capital é orientado para a expansão e a acumulação. Daí a necessidade de as empresas capitalistas estarem sempre em busca de novos mercados, redefinindo os espaços e formas de relação com a natureza. Desse modo, visando ao objetivo primeiro de melhor e mais eficiente controle do capital sobre a produção do valor. O resultado é o que ele chama de "compressão do tempo-espaço", isto é, um mundo no qual o capital se move, cada vez mais rápido, e as distâncias são compactadas. Harvey parte da discussão da crise econômica de 2008 para demonstrar que ela, assim como as anteriores, é intrínseca e inerente ao modo de produção capitalista. "As crises financeiras servem para racionalizar as irracionalidades do capitalismo." Procede, então, a uma análise das crises no curso da evolução do capitalismo, na tentativa bem-sucedida de explicar o processo pelo qual o capital, por meio delas, realimenta, sempre com novos arranjos temporais e espaciais, sua expansão e acumulação. Destaca que a taxa mínima de crescimento aceitável para uma economia capitalista saudável é de 3%/ano, ou seja, com lucro para os capitalistas, segundo analistas econômicos. Ocorre que está se tornando cada vez mais difícil sustentar essa taxa, o que tem levado às crises em função da ascensão do capital financeiro fictício. O autor afirma que, em 2009, um terço do equipamento de capital nos Estados Unidos estava parado, enquanto 17% da força de trabalho estavam desempregados ou parados.

Com base no texto, assinale a alternativa que corresponde ao papel desempenhado pelas crises do capitalismo:

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Questão 2 de 12 Q1289343 Q15 da prova
A industrialização foi caracterizada, por Josué de Castro, de uma forma preocupante, posto que, segundo ele, a indústria também é objeto de desigualdade. Pelo fato de as populações rurais tornarem-se mais pobres e com menor capacidade de produção de alimentos, cedo ou tarde, a industrialização descontrolada poderia trazer problemas, até mesmo, aos povos das cidades, visto que o abastecimento alimentar poderia ser ainda mais comprometido. Diante disso, a indústria é a forma mais efetiva de garantir a produtividade de todos os itens necessários para viver -quer muito essenciais, como os produtos destinados à alimentação, quer coisas que não sejam indispensáveis, mas satisfaçam necessidades humanas nos mais diferentes níveis. O aumento da população concentrada em cidades também assusta e traz uma percepção aparente de que não será possível alimentar tantas pessoas. A visão hegemônica ligada à economia mainstream, portanto amplamente divulgada na sociedade, de que os recursos disponíveis são escassos e limitados e as mudanças ambientais muito rápidas, que ocorrem nos territórios industrializados e nos espaços onde as pessoas vivem, ajudam na percepção catastrófica da indústria.

De acordo com o texto, marque a alternativa que apresenta o principal desafio enfrentado pelas áreas urbanas devido à industrialização:

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Questão 3 de 12 Q1289344 Q16 da prova
O início da extração industrial dos recursos naturais (não-renováveis), na Amazônia, reformulou a estrutura do poder decisório em diversas localidades, repercutindo na divisão política administrativa dos municípios. Localizada na Mesorregião Sudeste Paraense, a Microrregião de Parauapebas está dividida em cinco (05) municípios: Água Azul do Norte, Canaã dos Carajás, Curionópolis, Eldorado dos Carajás e a sede municipal (IBGE, 2005). Parauapebas se destaca pela imensa riqueza mineral em seu subsolo, além da Floresta Nacional de Carajás (FLONA), da Reserva Biológica do Tapirapé (REBIO) e da Área de Proteção Ambiental do Igarapé Gelado (APA). Possui uma área de 7.007.737 km², limita-se a Leste, com Curionópolis; ao Norte, com Marabá; a Oeste com São Félix do Xingu; ao Sul, com Água Azul do Norte e Canaã dos Carajás, esses dois últimos desmembrados de Parauapebas, na década de 1990 (PEREIRA, 2007). A origem do município está ligada à extração mineral, quando, em 1967, descobre-se uma imensa jazida de ferro e outros minérios na região. Era o arrefecimento da economia baseada na extração vegetal, assim como do poder político e econômico das oligarquias extrativistas locais. A instalação da Vale para exploração e exportação do ferro, na mina de Carajás, muda completamente a trajetória do sudeste do Estado do Pará. Para a instalação do Projeto Grande Carajás (PGC), no início da década de 1980, a Vale planejou dois núcleos urbanos. O primeiro abrigaria engenheiros da companhia envolvidos diretamente na extração mineral. Construído no topo da serra foi dotado de toda uma infraestrutura e padronização das cidades modernas, é o chamado Núcleo Urbano de Carajás. O segundo, no sopé da serra, serviria como uma espécie de cidade relais (AB SABER, 2004: 267), isto é, serviria como um centro secundário de apoio que abrigaria estoques de reserva de comércios, de serviços e de força de trabalho excedente.

Com base no texto fornecido, referente ao impacto da instalação do Projeto Ferro Carajás (PGC) na região de Parauapebas, marque a alternativa correta:

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Questão 4 de 12 Q1289345 Q17 da prova
A microrregião de Paragominas, localizada no sudeste paraense, tem sido palco de profundas transformações no uso e cobertura do solo, desde a década de 1970, com o surgimento de vários projetos e políticas que tinham como objetivo desenvolver, integrar e ocupar a região amazônica. Contudo, essas prerrogativas, ao longo dos anos, têm causado vários impactos em todo ecossistema humano, ambiental, econômico e cultural nesse território.

Evolução da área plantada dos municípios da microrregião de Paragominas 2011ª 2021.
Fonte: Elaborado pelos autores (2022) baseado nos dados do IBGE/PAM (2021).

Após essa região, composta por 7 municípios, passar por vários ciclos - como o das drogas do sertão (no período colonial), da borracha, da madeira, da mineração e da pecuária - nas últimas duas décadas, principalmente, ela tem vivenciado um novo ciclo decorrente do avanço da fronteira agrícola: o ciclo de grãos. A Microrregião de Paragominas vem se tornando um grande celeiro produtor de grãos, sendo responsável, segundo dados da Pesquisa da Agricultura Municipal (PAM), por 51% (384.932 hectares) da área plantada e 54% (1.220.256 toneladas) da produção de soja, em 2021, no estado. O que representa um aumento de 509,6% da área plantada de soja, de 2011 a 2021. Como base nas informações do texto e no gráfico disponibilizado, qual a única alternativa correta:

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Questão 5 de 12 Q1289346 Q18 da prova
A Amazônia, uma das maiores florestas tropicais do mundo, é um ecossistema crucial para a regulação do clima global e abriga uma rica diversidade biológica. No entanto, sua preservação enfrenta desafios constantes devido à exploração descontrolada de recursos naturais, expansão da agricultura e atividades ilegais como o desmatamento e a mineração. Além disso, a região amazônica é habitada por diversas comunidades tradicionais, incluindo os quilombolas. Essas comunidades têm uma relação profunda e ancestral com a terra, dependendo dos recursos naturais para sua subsistência e preservando práticas culturais únicas. No entanto, a pressão sobre os recursos naturais da Amazônia coloca em risco não apenas o meio ambiente, mas também o modo de vida e a sobrevivência dessas comunidades. Estima-se a existência de mais de mil famílias quilombolas no Município de Óbidos (PA), distribuídas em 19 comunidades e seis territórios coletivos. A primeira área regularizada em Óbidos foi a Terra Quilombola Cabeceiras, titulada em 2000 pelo governo federal. A segunda regularização ocorreu, somente em 2018, quando o Incra outorgou à comunidade peruana o título de suas terras. Os outros quatro territórios, cujos processos de regularização tiveram início, entre 2004 e 2006, demandam a conclusão pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Considerando a interação entre meio ambiente, quilombolas e a região amazônica, assinale a alternativa verdadeira:

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Questão 6 de 12 Q1289347 Q19 da prova
A exploração de petróleo, na bacia da foz do rio Amazonas, emerge como um tema de considerável controvérsia, entrelaçando intricadamente preocupações ambientais, econômicas e sociais, em uma teia complexa de interesses divergentes e consequências imprevisíveis. Esse ecossistema singular, uma das joias da biodiversidade global, abriga uma miríade de espécies vegetais e animais, muitas das quais são endêmicas e vulneráveis a qualquer forma de perturbação. No entanto, sua proximidade a vastas reservas de petróleo subterrâneo estimula um debate acalorado sobre o equilíbrio delicado entre a preservação ambiental e a exploração de recursos naturais. Os defensores da exploração argumentam que a extração de petróleo poderia impulsionar o desenvolvimento econômico da região, gerando empregos, receitas fiscais e infraestrutura essenciais para comunidades, muitas vezes, marginalizadas e carentes. Além disso, afirmam que a tecnologia moderna de exploração minimiza os riscos ambientais e que a indústria do petróleo pode coexistir em harmonia com a natureza, desde que adote práticas sustentáveis. Por outro lado, os críticos alertam para os perigos inerentes à exploração de petróleo em uma área tão sensível e ecologicamente vital. Apontam para os riscos de derramamentos de petróleo catastróficos, poluição do ar e da água, destruição de habitats naturais e impactos negativos sobre as populações indígenas e tradicionais que dependem diretamente dos recursos naturais da região para sua sobrevivência e cultura. Ademais, destacam as ameaças mais amplas que a exploração de petróleo na Amazônia representa para o clima global, dada a liberação potencial de grandes quantidades de carbono armazenado no solo e na vegetação. Nesse contexto, a questão torna-se complexa e multifacetada, exigindo uma abordagem equilibrada e holística que leve em conta não apenas os benefícios econômicos imediatos, mas também os custos ambientais, sociais e climáticos a longo prazo. A busca por soluções sustentáveis e equitativas que conciliem a proteção do meio ambiente com as necessidades de desenvolvimento humano continua a desafiar governos, empresas e sociedade civil em todo o mundo.

De acordo com o texto, assinale a alternativa que demonstre como a exploração de petróleo, na região da foz do rio Amazonas, pode impactar a biodiversidade aquática e terrestre, os ecossistemas costeiros adjacentes e as comunidades locais que dependem desses recursos naturais. Considerando não apenas as consequências imediatas, como vazamentos de óleo e poluição, mas também os efeitos a longo prazo, como as mudanças climáticas e o desequilíbrio ecológico resultante do aumento das atividades de extração de recursos naturais.

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Questão 7 de 12 Q1289348 Q20 da prova
A globalização, como fenômeno intrínseco à interconexão e interdependência das nações, tem sido tanto um catalisador quanto um desafio na abordagem dos refugiados climáticos, cuja existência e magnitude têm se intensificado como resultado das mudanças ambientais em escala planetária. A aceleração dos processos de globalização, caracterizada pela rápida circulação de capitais, mercadorias, informações e, não menos importante, pessoas, tem gerado uma rede complexa de interações e consequências que transcende fronteiras geográficas e políticas. No entanto, paradoxalmente, essa mesma interconexão exacerbou as disparidades socioeconômicas e ambientais entre regiões, amplificando os impactos das mudanças climáticas em comunidades já marginalizadas e vulneráveis. Os refugiados climáticos emergem como uma manifestação direta e urgente dessa interseção entre globalização e crise ambiental. Condições climáticas extremas, como secas prolongadas, inundações catastróficas, aumento do nível do mar e eventos meteorológicos extremos, desencadeiam deslocamentos em massa de populações inteiras, forçadas a abandonar seus lares em busca de segurança e sobrevivência. Essa migração forçada não apenas sobrecarrega os sistemas de recepção e acolhimento em países receptores, mas também desafia os fundamentos da soberania nacional e levanta questões éticas sobre responsabilidade compartilhada e solidariedade global. A resposta internacional a essa crise complexa tem sido fragmentada e, muitas vezes, inadequada, refletindo tanto interesses geopolíticos quanto limitações estruturais na governança global. A ausência de um quadro legal vinculativo para proteger os direitos dos refugiados climáticos deixa muitos deles em um estado de limbo legal, sem reconhecimento formal ou proteção adequada sob a lei internacional. Além disso, as políticas de controle de fronteiras e imigração em muitos países desenvolvidos tendem a ser cada vez mais restritivas, dificultando a entrada e o reassentamento desses indivíduos e famílias deslocadas. Nesse contexto, a globalização não apenas amplifica as causas subjacentes da migração climática, como também oferece oportunidades para uma resposta mais coordenada e eficaz. A colaboração entre governos, organizações não governamentais e o setor privado é essencial para desenvolver soluções abrangentes que abordem tanto as causas quanto as consequências dos deslocamentos climáticos. Isso inclui investimentos em adaptação e resiliência em comunidades vulneráveis, políticas de migração que protejam os direitos dos deslocados e um compromisso renovado com a redução das emissões de gases de efeito estufa para mitigar os impactos das mudanças climáticas. Em última análise, a crise dos refugiados climáticos não é apenas um desafio humanitário ou ambiental isolado, mas sim um sintoma de uma ordem global desequilibrada e insustentável. Abordar essa crise exigirá uma abordagem holística e integrada que reconheça as interconexões entre economia, meio ambiente, política e sociedade, e que esteja enraizada em princípios de justiça, equidade e cooperação internacional. Somente então poderemos construir um futuro mais resiliente e inclusivo para todas as pessoas, independentemente de sua origem ou circunstâncias.

Com base no texto acima, assinale a alternativa que sintetiza como o processo de globalização pode gerar grandes fluxos populacionais:

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Questão 8 de 12 Q1289349 Q23 da prova
Texto 1
O período militar, iniciado em abril de 1964, foi ocasionado por acontecimentos que já vinham se desenvolvendo no passado. Após aplicar o regime, houve o período de consolidação de um Estado autoritário, nacionalista e desenvolvimentista.
FREGONEZI, R. M. C.; PRIORI. A. A ditadura militar no Brasil: golpe, repressão e tortura. VIII Congresso Internacional de História, 2017.
Texto 2
No período de 1967 -1973, assumiu o Ministério da Fazenda Antonio Delfim Netto, que defendia a teoria de “primeiro crescer para depois dividir”, promovendo mudanças na orientação da política econômica do governo, conhecido, na literatura econômica, como “Milagre Econômico”.
GREMAUD, A.P.; VASCONCELLOS, M.A.S.; TONETO JÚNIOR, R. Economia Brasileira Contemporânea. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2004.

Analisando o Período Militar que durou de 1964 a 1985, no qual está inserido o “Milagre Econômico”, pode-se afirmar que:

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Questão 9 de 12 Q1289350 Q24 da prova
Valor adimensional que representa a relação entre duas grandezas lineares. No caso de um mapa, representa a relação entre uma distância representada sobre o mapa e o seu respectivo valor sobre o modelo usado para representar o mundo real.
VIEIRA, A. J.B.; OLIVEIRA, L.C. Textos didáticos: conceitos importantes de Cartografia Digital - Curitiba: Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciência da Terra, Departamento de Geomática, 2001.

O texto descreve um importante elemento cartográfico denominado:

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Questão 10 de 12 Q1289351 Q25 da prova
A transformação da produção é definida por quatro estágios da produção capitalista que promovem mudanças globais na cultura, política, economia, informação, conhecimento. Desse modo, a produção aprofunda ainda mais as desigualdades sociais. O assalariado se torna co-proprietário e, ao mesmo tempo, não co-proprietário, ou seja, ele possui o conhecimento, mas, o conhecimento transformado em capital fixo, apesar de ser produzido por ele, não o pertence, onde o conhecimento se tornou o principal fator de produção.
MIRA, B.S.; ÁVILA, D.M.; GRÁCIO, M.C.C. Capitalismo Informacional e sua Relação com o Conhecimento como Mercadoria. In: VALERO, P.P. et al (cord) Perspectivas sociais em informação [recurso eletrônico]: estudos hispanos-brasileiros. São Paulo: ECA -USP, 2021.

O texto enfatiza uma fase do sistema capitalista denominada:

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Questão 11 de 12 Q1289352 Q26 da prova
O espaço se globaliza, mas não é mundial como um todo senão como metáfora. Todos os lugares são mundiais mas não há um espaço mundial. Quem se globaliza mesmo são as pessoas.
SANTOS, M. A aceleração contemporânea. In SANTOS, Milton et al. (Orgs.). O novo mapa do mundo. São Paulo: Hucitec, 1993.

O atual processo de globalização pode ser definido como:

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Questão 12 de 12 Q1289353 Q27 da prova
O intemperismo é o conjunto de modificações de ordem física (desagregação) e química (decomposição) que as rochas sofrem ao aflorar na superfície da Terra.
TOLEDO, M. C. M. et al. Intemperismo e formação do solo. In: TEIXEIRA, Wilson et al. org. Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2008. 568p. il. p. 140-166.

A erosão altera o relevo por meio de suas três fases: intemperismo, transporte e sedimentação. Sobre o intemperismo é correto afirmar que:

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