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Prova Assistente Social - SEMAE/RS
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Questão 1 de 7 Q1503670 Q2 da prova
LÍNGUA PORTUGUESA A escolha é sua! Por Gilmar Marcílio Há, basicamente, duas maneiras de reagir aos fatos: refletindo com prudência e só então tomando alguma atitude ou deixando-se guiar pelo primeiro impulso, ignorando a razão. É um dos eixos centrais da linhagem dos pensadores estoicos. Em um dizer mais sucinto: a escolha é sempre nossa. O cômputo de tudo o que vivemos depende da forma como o interpretamos. Isso tem se tornado fundamental para mim. Eu poderia usar aqui a palavra contenção. Parar e analisar o que vai construindo o dia ___ dia. Mas, reconheço, haja disciplina! A teoria, na prática, é bem diversa. Portanto, tenho extremo cuidado em me entregar a determinados comportamentos. Só o faço após me certificar que se sustentam além do meu discurso verbal. Não pretendo ser um político da filosofia, um sofista. De bom grado, convido amigos e conhecidos a vasculhar minhas condutas para ver se há coerência entre elas. Caso contrário, posso estar cedendo ___ mera vaidade intelectual, bastante perigosa, sobretudo em um universo polarizado onde a expressão “pós-verdade” passou a ser levada a sério por tantos. Se você optar por uma existência meditada, refletida, perceberá: depois de certo tempo, a sua consciência ditará qual o caminho ideal a seguir. Para Platão, o mal é fruto da ignorância. O ser humano age a partir das suas convicções e a maioria delas são consequência das experiências pessoais. A vida saudável resulta do persistente estudo da realidade interna. As relações tendem a se tornar mais saudáveis se também vemos o outro como um ser complexo, forçando-nos a exercitar a tolerância para atingir o aprimoramento. Vou ilustrar com um exemplo. Uma colega, ao notar algo que a desagrada, mesmo que seja de ordem insignificante, transforma isso em um drama shakespeariano. Um objeto deslocado (segundo seus critérios) é suficiente para ela ter um surto. Chega a ser engraçado. Contudo, logo se torna disparatado. Inúmeras vezes eu lhe disse ser uma forte candidata a ter um ataque cardíaco. Sua resposta: “Eu sou assim!”. Infelizmente, só mudamos quando há comprometimento. Isso exige um esforço de grande envergadura e é comum desistir já no começo. Cumpramos com nossas lições. No trabalho, em casa. Polir, aprimorar, crescer. O investimento é de longo prazo. É tão bonito acompanhar alguém disposto a colocar uma lupa sobre si. Consegue-se garimpar qualidades, reforçando-as; e os defeitos serão eliminados. Podemos fazer isso em qualquer hora e lugar. Basta acessar o modo boa vontade. Reagir corretamente é o ponto central quando falamos em alcançar serenidade. O controle sobre os fatos é limitado; porém, está em nós habitar o céu ou o inferno interior. A ideia de estar com a mente perturbada não me atrai. Faço exercícios espirituais em busca de refinamento. Preciso ser meu mestre para confrontar um mundo que expulsa o lento ofício de compor a alma. Melhor ser tartaruga em um universo de lebres cansadas. (Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2024/08/a-escolha-e-sua-cm0h5vfeb001m015s41uymgk8.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 07, 12 e 31.

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Questão 2 de 7 Q1503672 Q3 da prova
LÍNGUA PORTUGUESA A escolha é sua! Por Gilmar Marcílio Há, basicamente, duas maneiras de reagir aos fatos: refletindo com prudência e só então tomando alguma atitude ou deixando-se guiar pelo primeiro impulso, ignorando a razão. É um dos eixos centrais da linhagem dos pensadores estoicos. Em um dizer mais sucinto: a escolha é sempre nossa. O cômputo de tudo o que vivemos depende da forma como o interpretamos. Isso tem se tornado fundamental para mim. Eu poderia usar aqui a palavra contenção. Parar e analisar o que vai construindo o dia ___ dia. Mas, reconheço, haja disciplina! A teoria, na prática, é bem diversa. Portanto, tenho extremo cuidado em me entregar a determinados comportamentos. Só o faço após me certificar que se sustentam além do meu discurso verbal. Não pretendo ser um político da filosofia, um sofista. De bom grado, convido amigos e conhecidos a vasculhar minhas condutas para ver se há coerência entre elas. Caso contrário, posso estar cedendo ___ mera vaidade intelectual, bastante perigosa, sobretudo em um universo polarizado onde a expressão “pós-verdade” passou a ser levada a sério por tantos. Se você optar por uma existência meditada, refletida, perceberá: depois de certo tempo, a sua consciência ditará qual o caminho ideal a seguir. Para Platão, o mal é fruto da ignorância. O ser humano age a partir das suas convicções e a maioria delas são consequência das experiências pessoais. A vida saudável resulta do persistente estudo da realidade interna. As relações tendem a se tornar mais saudáveis se também vemos o outro como um ser complexo, forçando-nos a exercitar a tolerância para atingir o aprimoramento. Vou ilustrar com um exemplo. Uma colega, ao notar algo que a desagrada, mesmo que seja de ordem insignificante, transforma isso em um drama shakespeariano. Um objeto deslocado (segundo seus critérios) é suficiente para ela ter um surto. Chega a ser engraçado. Contudo, logo se torna disparatado. Inúmeras vezes eu lhe disse ser uma forte candidata a ter um ataque cardíaco. Sua resposta: “Eu sou assim!”. Infelizmente, só mudamos quando há comprometimento. Isso exige um esforço de grande envergadura e é comum desistir já no começo. Cumpramos com nossas lições. No trabalho, em casa. Polir, aprimorar, crescer. O investimento é de longo prazo. É tão bonito acompanhar alguém disposto a colocar uma lupa sobre si. Consegue-se garimpar qualidades, reforçando-as; e os defeitos serão eliminados. Podemos fazer isso em qualquer hora e lugar. Basta acessar o modo boa vontade. Reagir corretamente é o ponto central quando falamos em alcançar serenidade. O controle sobre os fatos é limitado; porém, está em nós habitar o céu ou o inferno interior. A ideia de estar com a mente perturbada não me atrai. Faço exercícios espirituais em busca de refinamento. Preciso ser meu mestre para confrontar um mundo que expulsa o lento ofício de compor a alma. Melhor ser tartaruga em um universo de lebres cansadas. (Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2024/08/a-escolha-e-sua-cm0h5vfeb001m015s41uymgk8.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica palavra que poderia substituir corretamente o vocábulo “aprimoramento” (l. 19), sem causar alterações significativas ao sentido do trecho em que ocorre.

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Questão 3 de 7 Q1503673 Q4 da prova
LÍNGUA PORTUGUESA A escolha é sua! Por Gilmar Marcílio Há, basicamente, duas maneiras de reagir aos fatos: refletindo com prudência e só então tomando alguma atitude ou deixando-se guiar pelo primeiro impulso, ignorando a razão. É um dos eixos centrais da linhagem dos pensadores estoicos. Em um dizer mais sucinto: a escolha é sempre nossa. O cômputo de tudo o que vivemos depende da forma como o interpretamos. Isso tem se tornado fundamental para mim. Eu poderia usar aqui a palavra contenção. Parar e analisar o que vai construindo o dia ___ dia. Mas, reconheço, haja disciplina! A teoria, na prática, é bem diversa. Portanto, tenho extremo cuidado em me entregar a determinados comportamentos. Só o faço após me certificar que se sustentam além do meu discurso verbal. Não pretendo ser um político da filosofia, um sofista. De bom grado, convido amigos e conhecidos a vasculhar minhas condutas para ver se há coerência entre elas. Caso contrário, posso estar cedendo ___ mera vaidade intelectual, bastante perigosa, sobretudo em um universo polarizado onde a expressão “pós-verdade” passou a ser levada a sério por tantos. Se você optar por uma existência meditada, refletida, perceberá: depois de certo tempo, a sua consciência ditará qual o caminho ideal a seguir. Para Platão, o mal é fruto da ignorância. O ser humano age a partir das suas convicções e a maioria delas são consequência das experiências pessoais. A vida saudável resulta do persistente estudo da realidade interna. As relações tendem a se tornar mais saudáveis se também vemos o outro como um ser complexo, forçando-nos a exercitar a tolerância para atingir o aprimoramento. Vou ilustrar com um exemplo. Uma colega, ao notar algo que a desagrada, mesmo que seja de ordem insignificante, transforma isso em um drama shakespeariano. Um objeto deslocado (segundo seus critérios) é suficiente para ela ter um surto. Chega a ser engraçado. Contudo, logo se torna disparatado. Inúmeras vezes eu lhe disse ser uma forte candidata a ter um ataque cardíaco. Sua resposta: “Eu sou assim!”. Infelizmente, só mudamos quando há comprometimento. Isso exige um esforço de grande envergadura e é comum desistir já no começo. Cumpramos com nossas lições. No trabalho, em casa. Polir, aprimorar, crescer. O investimento é de longo prazo. É tão bonito acompanhar alguém disposto a colocar uma lupa sobre si. Consegue-se garimpar qualidades, reforçando-as; e os defeitos serão eliminados. Podemos fazer isso em qualquer hora e lugar. Basta acessar o modo boa vontade. Reagir corretamente é o ponto central quando falamos em alcançar serenidade. O controle sobre os fatos é limitado; porém, está em nós habitar o céu ou o inferno interior. A ideia de estar com a mente perturbada não me atrai. Faço exercícios espirituais em busca de refinamento. Preciso ser meu mestre para confrontar um mundo que expulsa o lento ofício de compor a alma. Melhor ser tartaruga em um universo de lebres cansadas. (Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2024/08/a-escolha-e-sua-cm0h5vfeb001m015s41uymgk8.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego de recursos coesivos referenciais, analise as assertivas a seguir: I. Nas linhas 08-09, em “só o faço”, a palavra “o” é pronome pessoal e tem como referente a expressão “discurso verbal” na linha 09. II. Na linha 16, em “a maioria delas”, “delas” tem como referente a palavra “convicções”, também na linha 16. III. Na linha 29, o pronome pessoal “as” em “garimpando-as” tem como referente a palavra “qualidades” na mesma linha. Quais estão corretas?

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Questão 4 de 7 Q1503675 Q5 da prova
LÍNGUA PORTUGUESA A escolha é sua! Por Gilmar Marcílio Há, basicamente, duas maneiras de reagir aos fatos: refletindo com prudência e só então tomando alguma atitude ou deixando-se guiar pelo primeiro impulso, ignorando a razão. É um dos eixos centrais da linhagem dos pensadores estoicos. Em um dizer mais sucinto: a escolha é sempre nossa. O cômputo de tudo o que vivemos depende da forma como o interpretamos. Isso tem se tornado fundamental para mim. Eu poderia usar aqui a palavra contenção. Parar e analisar o que vai construindo o dia ___ dia. Mas, reconheço, haja disciplina! A teoria, na prática, é bem diversa. Portanto, tenho extremo cuidado em me entregar a determinados comportamentos. Só o faço após me certificar que se sustentam além do meu discurso verbal. Não pretendo ser um político da filosofia, um sofista. De bom grado, convido amigos e conhecidos a vasculhar minhas condutas para ver se há coerência entre elas. Caso contrário, posso estar cedendo ___ mera vaidade intelectual, bastante perigosa, sobretudo em um universo polarizado onde a expressão “pós-verdade” passou a ser levada a sério por tantos. Se você optar por uma existência meditada, refletida, perceberá: depois de certo tempo, a sua consciência ditará qual o caminho ideal a seguir. Para Platão, o mal é fruto da ignorância. O ser humano age a partir das suas convicções e a maioria delas são consequência das experiências pessoais. A vida saudável resulta do persistente estudo da realidade interna. As relações tendem a se tornar mais saudáveis se também vemos o outro como um ser complexo, forçando-nos a exercitar a tolerância para atingir o aprimoramento. Vou ilustrar com um exemplo. Uma colega, ao notar algo que a desagrada, mesmo que seja de ordem insignificante, transforma isso em um drama shakespeariano. Um objeto deslocado (segundo seus critérios) é suficiente para ela ter um surto. Chega a ser engraçado. Contudo, logo se torna disparatado. Inúmeras vezes eu lhe disse ser uma forte candidata a ter um ataque cardíaco. Sua resposta: “Eu sou assim!”. Infelizmente, só mudamos quando há comprometimento. Isso exige um esforço de grande envergadura e é comum desistir já no começo. Cumpramos com nossas lições. No trabalho, em casa. Polir, aprimorar, crescer. O investimento é de longo prazo. É tão bonito acompanhar alguém disposto a colocar uma lupa sobre si. Consegue-se garimpar qualidades, reforçando-as; e os defeitos serão eliminados. Podemos fazer isso em qualquer hora e lugar. Basta acessar o modo boa vontade. Reagir corretamente é o ponto central quando falamos em alcançar serenidade. O controle sobre os fatos é limitado; porém, está em nós habitar o céu ou o inferno interior. A ideia de estar com a mente perturbada não me atrai. Faço exercícios espirituais em busca de refinamento. Preciso ser meu mestre para confrontar um mundo que expulsa o lento ofício de compor a alma. Melhor ser tartaruga em um universo de lebres cansadas. (Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2024/08/a-escolha-e-sua-cm0h5vfeb001m015s41uymgk8.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho retirado do texto “Se você optar por uma existência meditada, refletida, perceberá”, caso fosse substituída a forma verbal “optar” por “optasse”, haveria a necessidade de alteração da forma verbal “perceberá”. Assinale a alternativa que indica a conjugação correta do verbo “perceber” após a alteração sugerida.

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Questão 5 de 7 Q1503677 Q6 da prova
LÍNGUA PORTUGUESA A escolha é sua! Por Gilmar Marcílio Há, basicamente, duas maneiras de reagir aos fatos: refletindo com prudência e só então tomando alguma atitude ou deixando-se guiar pelo primeiro impulso, ignorando a razão. É um dos eixos centrais da linhagem dos pensadores estoicos. Em um dizer mais sucinto: a escolha é sempre nossa. O cômputo de tudo o que vivemos depende da forma como o interpretamos. Isso tem se tornado fundamental para mim. Eu poderia usar aqui a palavra contenção. Parar e analisar o que vai construindo o dia ___ dia. Mas, reconheço, haja disciplina! A teoria, na prática, é bem diversa. Portanto, tenho extremo cuidado em me entregar a determinados comportamentos. Só o faço após me certificar que se sustentam além do meu discurso verbal. Não pretendo ser um político da filosofia, um sofista. De bom grado, convido amigos e conhecidos a vasculhar minhas condutas para ver se há coerência entre elas. Caso contrário, posso estar cedendo ___ mera vaidade intelectual, bastante perigosa, sobretudo em um universo polarizado onde a expressão “pós-verdade” passou a ser levada a sério por tantos. Se você optar por uma existência meditada, refletida, perceberá: depois de certo tempo, a sua consciência ditará qual o caminho ideal a seguir. Para Platão, o mal é fruto da ignorância. O ser humano age a partir das suas convicções e a maioria delas são consequência das experiências pessoais. A vida saudável resulta do persistente estudo da realidade interna. As relações tendem a se tornar mais saudáveis se também vemos o outro como um ser complexo, forçando-nos a exercitar a tolerância para atingir o aprimoramento. Vou ilustrar com um exemplo. Uma colega, ao notar algo que a desagrada, mesmo que seja de ordem insignificante, transforma isso em um drama shakespeariano. Um objeto deslocado (segundo seus critérios) é suficiente para ela ter um surto. Chega a ser engraçado. Contudo, logo se torna disparatado. Inúmeras vezes eu lhe disse ser uma forte candidata a ter um ataque cardíaco. Sua resposta: “Eu sou assim!”. Infelizmente, só mudamos quando há comprometimento. Isso exige um esforço de grande envergadura e é comum desistir já no começo. Cumpramos com nossas lições. No trabalho, em casa. Polir, aprimorar, crescer. O investimento é de longo prazo. É tão bonito acompanhar alguém disposto a colocar uma lupa sobre si. Consegue-se garimpar qualidades, reforçando-as; e os defeitos serão eliminados. Podemos fazer isso em qualquer hora e lugar. Basta acessar o modo boa vontade. Reagir corretamente é o ponto central quando falamos em alcançar serenidade. O controle sobre os fatos é limitado; porém, está em nós habitar o céu ou o inferno interior. A ideia de estar com a mente perturbada não me atrai. Faço exercícios espirituais em busca de refinamento. Preciso ser meu mestre para confrontar um mundo que expulsa o lento ofício de compor a alma. Melhor ser tartaruga em um universo de lebres cansadas. (Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2024/08/a-escolha-e-sua-cm0h5vfeb001m015s41uymgk8.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Na linha 20, a locução conjuntiva “mesmo que” indica uma ____________ e poderia ser substituída por ______________, _______________ necessárias alterações no período a fim de que se mantenham as corretas relações gramaticais. Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.

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Questão 6 de 7 Q1503678 Q7 da prova
LÍNGUA PORTUGUESA A escolha é sua! Por Gilmar Marcílio Há, basicamente, duas maneiras de reagir aos fatos: refletindo com prudência e só então tomando alguma atitude ou deixando-se guiar pelo primeiro impulso, ignorando a razão. É um dos eixos centrais da linhagem dos pensadores estoicos. Em um dizer mais sucinto: a escolha é sempre nossa. O cômputo de tudo o que vivemos depende da forma como o interpretamos. Isso tem se tornado fundamental para mim. Eu poderia usar aqui a palavra contenção. Parar e analisar o que vai construindo o dia ___ dia. Mas, reconheço, haja disciplina! A teoria, na prática, é bem diversa. Portanto, tenho extremo cuidado em me entregar a determinados comportamentos. Só o faço após me certificar que se sustentam além do meu discurso verbal. Não pretendo ser um político da filosofia, um sofista. De bom grado, convido amigos e conhecidos a vasculhar minhas condutas para ver se há coerência entre elas. Caso contrário, posso estar cedendo ___ mera vaidade intelectual, bastante perigosa, sobretudo em um universo polarizado onde a expressão “pós-verdade” passou a ser levada a sério por tantos. Se você optar por uma existência meditada, refletida, perceberá: depois de certo tempo, a sua consciência ditará qual o caminho ideal a seguir. Para Platão, o mal é fruto da ignorância. O ser humano age a partir das suas convicções e a maioria delas são consequência das experiências pessoais. A vida saudável resulta do persistente estudo da realidade interna. As relações tendem a se tornar mais saudáveis se também vemos o outro como um ser complexo, forçando-nos a exercitar a tolerância para atingir o aprimoramento. Vou ilustrar com um exemplo. Uma colega, ao notar algo que a desagrada, mesmo que seja de ordem insignificante, transforma isso em um drama shakespeariano. Um objeto deslocado (segundo seus critérios) é suficiente para ela ter um surto. Chega a ser engraçado. Contudo, logo se torna disparatado. Inúmeras vezes eu lhe disse ser uma forte candidata a ter um ataque cardíaco. Sua resposta: “Eu sou assim!”. Infelizmente, só mudamos quando há comprometimento. Isso exige um esforço de grande envergadura e é comum desistir já no começo. Cumpramos com nossas lições. No trabalho, em casa. Polir, aprimorar, crescer. O investimento é de longo prazo. É tão bonito acompanhar alguém disposto a colocar uma lupa sobre si. Consegue-se garimpar qualidades, reforçando-as; e os defeitos serão eliminados. Podemos fazer isso em qualquer hora e lugar. Basta acessar o modo boa vontade. Reagir corretamente é o ponto central quando falamos em alcançar serenidade. O controle sobre os fatos é limitado; porém, está em nós habitar o céu ou o inferno interior. A ideia de estar com a mente perturbada não me atrai. Faço exercícios espirituais em busca de refinamento. Preciso ser meu mestre para confrontar um mundo que expulsa o lento ofício de compor a alma. Melhor ser tartaruga em um universo de lebres cansadas. (Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2024/08/a-escolha-e-sua-cm0h5vfeb001m015s41uymgk8.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego correto dos sinais de pontuação, analise as assertivas a seguir: I. Na linha 14, os dois pontos introduzem uma fala em discurso direto de alguém externo ao texto. II. Na linha 22, o emprego dos parênteses se deve à inserção de um comentário do autor a respeito do que está sendo descrito. III. Na linha 24, o emprego das aspas se deve à demarcação de uma expressão usada com sentido diverso do seu sentido usual. Quais estão corretas?

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Questão 7 de 7 Q1503680 Q10 da prova
LÍNGUA PORTUGUESA A escolha é sua! Por Gilmar Marcílio Há, basicamente, duas maneiras de reagir aos fatos: refletindo com prudência e só então tomando alguma atitude ou deixando-se guiar pelo primeiro impulso, ignorando a razão. É um dos eixos centrais da linhagem dos pensadores estoicos. Em um dizer mais sucinto: a escolha é sempre nossa. O cômputo de tudo o que vivemos depende da forma como o interpretamos. Isso tem se tornado fundamental para mim. Eu poderia usar aqui a palavra contenção. Parar e analisar o que vai construindo o dia ___ dia. Mas, reconheço, haja disciplina! A teoria, na prática, é bem diversa. Portanto, tenho extremo cuidado em me entregar a determinados comportamentos. Só o faço após me certificar que se sustentam além do meu discurso verbal. Não pretendo ser um político da filosofia, um sofista. De bom grado, convido amigos e conhecidos a vasculhar minhas condutas para ver se há coerência entre elas. Caso contrário, posso estar cedendo ___ mera vaidade intelectual, bastante perigosa, sobretudo em um universo polarizado onde a expressão “pós-verdade” passou a ser levada a sério por tantos. Se você optar por uma existência meditada, refletida, perceberá: depois de certo tempo, a sua consciência ditará qual o caminho ideal a seguir. Para Platão, o mal é fruto da ignorância. O ser humano age a partir das suas convicções e a maioria delas são consequência das experiências pessoais. A vida saudável resulta do persistente estudo da realidade interna. As relações tendem a se tornar mais saudáveis se também vemos o outro como um ser complexo, forçando-nos a exercitar a tolerância para atingir o aprimoramento. Vou ilustrar com um exemplo. Uma colega, ao notar algo que a desagrada, mesmo que seja de ordem insignificante, transforma isso em um drama shakespeariano. Um objeto deslocado (segundo seus critérios) é suficiente para ela ter um surto. Chega a ser engraçado. Contudo, logo se torna disparatado. Inúmeras vezes eu lhe disse ser uma forte candidata a ter um ataque cardíaco. Sua resposta: “Eu sou assim!”. Infelizmente, só mudamos quando há comprometimento. Isso exige um esforço de grande envergadura e é comum desistir já no começo. Cumpramos com nossas lições. No trabalho, em casa. Polir, aprimorar, crescer. O investimento é de longo prazo. É tão bonito acompanhar alguém disposto a colocar uma lupa sobre si. Consegue-se garimpar qualidades, reforçando-as; e os defeitos serão eliminados. Podemos fazer isso em qualquer hora e lugar. Basta acessar o modo boa vontade. Reagir corretamente é o ponto central quando falamos em alcançar serenidade. O controle sobre os fatos é limitado; porém, está em nós habitar o céu ou o inferno interior. A ideia de estar com a mente perturbada não me atrai. Faço exercícios espirituais em busca de refinamento. Preciso ser meu mestre para confrontar um mundo que expulsa o lento ofício de compor a alma. Melhor ser tartaruga em um universo de lebres cansadas. (Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2024/08/a-escolha-e-sua-cm0h5vfeb001m015s41uymgk8.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa na qual a forma verbal sublinhada esteja conjugada no modo imperativo.

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