A autora e pesquisadora Ana Regina Campello (2014) discute a tradução e interpretação dos intérpretes surdos como uma nova modalidade de atuação profissional nessa área. A identidade profissional dos intérpretes surdos se constitui
Marques e Oliveira (2008) argumentam, à luz dos estudos fenomenológicos, que a constituição do ser intérprete na relação com a comunidade surda envolve mais do que a aquisição da língua de sinais e o domínio da ação de interpretar. A constituição do ser intérprete precisa considerar a experiência de
Conforme afirma José Carlos F. Souza (2014), o intérprete ouvinte filho de pais surdos – o intérprete Coda – tem uma lógica diferente em relação ao intérprete ouvinte filho de pais ouvintes no que se refere ao trânsito entre os dois mundos. No primeiro caso, a identidade desse sujeito é constituída por uma visão de dentro para fora sobre a cultura surda. Os intérpretes codas
Ao discutirem a dimensão sociocultural da atuação do tradutor intérprete de língua de sinais (TILS), os autores Renato Messias F. Calixto, Regiane Lucas de O. Garcês e Sônia Marta Oliveira (2012) afirmam que traduzir e/ou interpretar é criar um novo lugar, que surge da tensão entre a cultura surda e a ouvinte. Segundo esses autores, para assumir esse novo lugar como espaço singular de tradução e interpretação, é necessário que o TILS
A interação linguístico-social entre o surdo-cego e as demais pessoas nos diferentes contextos é possibilitada, conforme afirma Wolney Gomes Almeida (2015), pelos profissionais guia-intérprete e instrutor mediador. Segundo o autor, o que diferencia as duas funções é o fato de
Conforme afirma Sofia Oliveira P. Coimbra-Anjos (2018), a incorporação, pelo narrador, de referentes animados, não humanos e inanimados caracteriza um recurso linguístico comumente utilizado nas narrativas em línguas de sinais e consiste em expressar aparências, sentimentos e comportamentos dos referentes envolvidos na história, atribuindo-lhes traços humanos. Esse fenômeno é denominado
A fidelidade é um dos fundamentos que todo tradutor e intérprete de línguas deve discutir e entender. De acordo com Arrojo (1986) e Ronái (1987), a prática da fidelidade entre o texto de partida e o texto de chegada é impossível e irreal, pois
São sugeridas por Roman Jakobson (2007) três categorias de tradução: a intralingual ou reformulação (rewording), a interlingual ou tradução propriamente dita e a intersemiótica ou transmutação. Para esse autor, a tradução interlingual consiste na interpretação dos signos verbais por meio de
O código de conduta e ética (CCE) da FEBRAPILS, aprovado em reunião ordinária no dia 13 de abril de 2014, está dividido em quatro capítulos que orientam a conduta profissional e ética da categoria, dos quais fazem parte: Tradutores e Intérpretes (TILS) e Guias-Intérpretes (GI) de Línguas de Sinais. No capítulo III - Da responsabilidade profissional, TILS e GI são
O código de conduta e ética da FEBRAPILS estabelece como princípio definidor para a conduta profissional do tradutor e intérprete de língua de sinais (TILS) e do guia-intérprete (GI) a
Em um determinado contexto de interpretação, o palestrante se vira para o intérprete e diz: 'Por favor não interprete isto...' (MEC, 2004). Considerando o código de conduta e ética e a legislação pertinente ao exercício da profissão, recomenda-se a esse profissional
Para Marília do Socorro Oliveira Araújo e Márcia Monteiro Carvalho (2017), os intérpretes de línguas de sinais (ILS) se diferenciam por atuarem em diferentes espaços. São denominados intérprete educacionais (IE) aqueles que atuam em salas de aulas. Com base nas autoras, essa categoria se diferencia das demais em decorrência
Rogério da Silva Marques (2018), ao discutir a política de formação do profissional tradutor e intérprete de língua de sinais educacional (TILSE), afirma que a inserção de profissionais nessa função, sem formação técnica, teórica e metodológica sólida, na área de tradução e interpretação,
Conforme assegura Teresa Dias Carneiro (2017), muitos intérpretes de libras no Brasil, que estão em exercício profissional atualmente, surgiram no seio da família, nas igrejas – principalmente evangélicas – e em cursos livres organizados pelas associações de surdos e/ou pela Feneis. Por conta disso, a atividade de interpretação em línguas de sinais se consolidou como prática profissional em
As demandas de atuação dos intérpretes de língua de sinais (ILS) se concentram em dois grandes âmbitos: na interpretação comunitária e na interpretação de conferência. Segundo Rodrigues (2012), configura-se interpretação comunitária aquela que se dá na esfera pública, com o intuito de facilitar a comunicação dos não falantes da língua oficial do país, e seu consequente acesso aos provedores de serviços. O intérprete comunitário atua em
Harrison e Nascimento (2013) apresentam composições verbo-visuais necessárias ao tratar do trabalho enunciativo-discursivo desenvolvido pelos ILS ao atuarem na esfera jornalística. Os intérpretes que atuam na esfera política se deparam com a esfera midiática em que a interpretação para a Libras é veiculada pela televisão em canais abertos. Os ILS na esfera política precisam
A Lei n. 10.098, de 19/12/2000, estabelece, no capítulo VII, que o poder público deve promover a eliminação de barreiras na comunicação e na sinalização às pessoas portadoras de deficiência sensorial e com dificuldade de comunicação (Art. 17). De acordo com a referida lei, tradutor e intérprete de Libras (TILS) que atua na esfera política tem como função:
O Decreto n. 5.626, de 22/12/2005, que regulamenta a Lei de Libras n. 10.436, de 24/04/2002, dá providências quanto ao apoio do poder público à Língua Brasileira de Sinais – Libras. Em se tratando da esfera política de uma câmara municipal, o poder público deve
A Lei n. 12.319, de 01/09/2010, que regulamenta o exercício da profissão de tradutor e intérprete da Libras, estabelece que esse profissional deverá
Ao incumbir o tradutor e intérprete de Libras, por meio da Lei n. 12.319/2010, uma atuação profissional que zele 'pela solidariedade e consciência de que o direito de expressão é um direito social, independentemente da condição social e econômica daqueles que dele necessitem', o Estado preza para que a pessoa surda
O Modelo dos Esforços, proposto por Gile (1995), descreve o processamento cognitivo exigido durante a interpretação simultânea (IS). Nesse modelo, afirma-se a existência de três esforços principais: Recepção, Produção e Memória de Curto Prazo. Em 2015, o autor acrescenta mais dois esforços por considerar a IS entre uma língua falada e uma língua de sinais, que são:
As pesquisadoras Flávia Medeiros A. Machado e Heloísa Pedroso de M. Feltes (2015) afirmam ser um equívoco pensar que a substituição das palavras da língua portuguesa por sinais manuais em Libras é o suficiente para o desempenho do tradutor e intérprete de línguas de sinais e português (TILSP). Isso se deve ao fato de que os atos de traduzir e interpretar
Na atuação tradutória e interpretativa entre uma língua oral e outra de sinais, Carlos Henrique Rodrigues (2013) menciona, com base nos estudos de Isham (1994), que os intérpretes de línguas de sinais (ILS) tendem a cometer menos erros de compreensão e de tradução do que os intérpretes de línguas orais. Isso se deve à
Apesar da distinção, segundo Roberts (1987), de que intérpretes de línguas faladas têm trabalhado em situações de conferência e contextos de alto nível, enquanto os intérpretes de línguas sinalizadas têm trabalhado predominantemente em contextos comunitários e dialógicos, há atividades comuns que ambos realizam e que são de natureza linguística,
A escrita de sinais propõe um sistema que torna viável a representação escrita de uma língua de matriz visual e modalidade espacial, conforme Souza et al. (2018). No Brasil, além do sistema SignWriting (SW), existem outras propostas de sistemas de escrita para a Libras, a saber:
Conforme afirma Vilma Rodrigues Cardoso (2018), o neologismo é um fenômeno linguístico comum no contexto das línguas de sinais. Para a autora, há diferenças entre os processos de aprendizagem de sinais de áreas de conhecimentos, de linguagens específicas e de sinais comuns. A categoria 'sinais comuns' é apreendida de forma
Os autores José Ishac Brandão El Khouri, Bruno Gonçalves Carneiro e Aline da Cruz (2017) reconhecem a existência de mecanismos linguísticos para diferenciar as categorias dêiticas 'próximo' e 'distante' expressas pelos verbos indicadores na Libras. Para os pesquisadores, as noções de proximidade e de distanciamento dos referentes envolvidos no evento são manifestas
Conforme afirma Carlos Henrique Rodrigues (2013), aos intérpretes de línguas de sinais é possível o emprego de elementos das duas línguas, a de sinal e a oral, simultaneamente (code-blend). Isso é possível porque os intérpretes intermodais
De acordo com Rodrigues (2014), o tradutor e intérprete de Libras – Língua Portuguesa (TISLP) é um profissional que atua entre duas modalidades distintas de línguas. Hipoteticamente, a TV Câmara transmitirá, com janela para Libras, a sessão 'novas candidaturas'. Essa atividade de atuação do intérprete de Libras pode ser descrita como uma atividade do tipo:
O Registry of Interpreters for the Deaf (RID), órgão que regulamenta o trabalho profissional dos intérpretes nos Estados Unidos, define como equipe de interpretação 'a utilização de dois ou mais intérpretes atuando como membros iguais de uma equipe, alternando responsabilidades em intervalos predefinidos, e fornecendo apoio e feedback um para o outro'. Assim, os ILS devem trabalhar em dupla uma vez que
A modalidade das línguas tem implicações no fazer tradutório. A denominação que melhor define a modalidade das línguas de trabalho do tradutor e intérprete de Libras-Língua Portuguesa (TILSP) é
Sob a perspectiva da análise da conversação, bóias de listagem foram identificadas por Tarcísio A. Leite (2008) em diálogos entre surdos. Na tradução e na interpretação para Libras, os ILS utilizam esse recurso ao construir seu discurso em Libras. Esse recurso linguístico é bastante produtivo para duas funcionalidades na interação, ou seja, para estabelecer
Na interpretação de direção Libras-Português, conhecida como interpretação 'de voz', é importante diferenciar sinais nominais e sinais verbais. Segundo Hildomar J. Lima (2017), a categoria lexical 'nomes' na Libras apresenta uma relevante característica semântica na constituição dos sinais-nomes, que é a























