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Prova Agente Legislativo de Gestão - Operador de Multimídia - Câmara de Tatuí/SP
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Questão 1 de 9 Q2122729 Q1 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 09:
O céu pode esperar
Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo. Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar. Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde. Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte. Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira. Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu. (Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)

O cronista desistiu da ideia de ir ao velório porque

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Questão 2 de 9 Q2122731 Q2 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 09:
O céu pode esperar
Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo. Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar. Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde. Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte. Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira. Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu. (Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)

No trecho “... um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional.” (4o parágrafo), a palavra destacada

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Questão 3 de 9 Q2122733 Q3 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 09:
O céu pode esperar
Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo. Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar. Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde. Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte. Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira. Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu. (Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a palavra em destaque foi empregada em sentido figurado.

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Questão 4 de 9 Q2122734 Q4 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 09:
O céu pode esperar
Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo. Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar. Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde. Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte. Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira. Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu. (Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)

No trecho “Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.” (6o parágrafo), o cronista emprega dois-pontos a fim de

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Questão 5 de 9 Q2122736 Q5 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 09:
O céu pode esperar
Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo. Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar. Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde. Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte. Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira. Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu. (Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)

No trecho “... Humberto Werneck havia morrido.” (1o parágrafo), a expressão destacada pode ser substituída, sem prejuízo do sentido original, por:

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Questão 6 de 9 Q2122738 Q6 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 09:
O céu pode esperar
Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo. Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar. Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde. Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte. Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira. Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu. (Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)

Considere as passagens do 4o parágrafo a seguir:
• “... volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto...”
• “... não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer...”
As expressões destacadas apresentam, correta e respectivamente, circunstâncias de

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Questão 7 de 9 Q2122739 Q10 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 10 a 12:
Sobre a barulheira e a verdade dos fatos
Para que serve a imprensa, afinal? Por que o cidadão não deveria simplesmente substituir os jornais pelos aplicativos de mensagem da vida? A resposta é: a imprensa é o único método social capaz de ajudar o público a examinar, com base nos fatos, o exercício do poder. Não há, em qualquer modelo de democracia conhecido, outra instituição que entregue esse serviço para a sociedade. As redes sociais não fazem isso. Não apuram os fatos e não fornecem relatos confiáveis para abastecer o debate político mais consequente. A imprensa nos entrega ainda outro benefício. Ela expande na prática a liberdade de expressão e o direito à informação. Com isso, dá mais vigor à política democrática. Portanto, se trocassem as redações profissionais por redes sociais, os cidadãos renunciariam a tudo aquilo que faz deles cidadãos e se reduziriam a meros espectadores do entretenimento generalizado. Estariam trocando uma assembleia por um programa de auditório. Em outras palavras, estariam deixando de lado o diálogo amparado em balizas racionais e abandonando o debate entre argumentos para embarcar no fanatismo. O barulho das redes, em lugar de contribuir para identificar os fatos, só faz soterrá-los e condená-los ao esquecimento. (Eugênio Bucci, “Sobre a barulheira e a verdade dos fatos”. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/eugenio-bucci/sobre-a-barulheira-e-a-verdade-dos-fatos/. 29.06.2025. Adaptado)

Na opinião do autor, em uma sociedade democrática, a imprensa é a única instituição capaz de

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Questão 8 de 9 Q2122741 Q11 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 10 a 12:
Sobre a barulheira e a verdade dos fatos
Para que serve a imprensa, afinal? Por que o cidadão não deveria simplesmente substituir os jornais pelos aplicativos de mensagem da vida? A resposta é: a imprensa é o único método social capaz de ajudar o público a examinar, com base nos fatos, o exercício do poder. Não há, em qualquer modelo de democracia conhecido, outra instituição que entregue esse serviço para a sociedade. As redes sociais não fazem isso. Não apuram os fatos e não fornecem relatos confiáveis para abastecer o debate político mais consequente. A imprensa nos entrega ainda outro benefício. Ela expande na prática a liberdade de expressão e o direito à informação. Com isso, dá mais vigor à política democrática. Portanto, se trocassem as redações profissionais por redes sociais, os cidadãos renunciariam a tudo aquilo que faz deles cidadãos e se reduziriam a meros espectadores do entretenimento generalizado. Estariam trocando uma assembleia por um programa de auditório. Em outras palavras, estariam deixando de lado o diálogo amparado em balizas racionais e abandonando o debate entre argumentos para embarcar no fanatismo. O barulho das redes, em lugar de contribuir para identificar os fatos, só faz soterrá-los e condená-los ao esquecimento. (Eugênio Bucci, “Sobre a barulheira e a verdade dos fatos”. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/eugenio-bucci/sobre-a-barulheira-e-a-verdade-dos-fatos/. 29.06.2025. Adaptado)

Para o autor, a substituição da imprensa pelas redes sociais

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Questão 9 de 9 Q2122743 Q12 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 10 a 12:
Sobre a barulheira e a verdade dos fatos
Para que serve a imprensa, afinal? Por que o cidadão não deveria simplesmente substituir os jornais pelos aplicativos de mensagem da vida? A resposta é: a imprensa é o único método social capaz de ajudar o público a examinar, com base nos fatos, o exercício do poder. Não há, em qualquer modelo de democracia conhecido, outra instituição que entregue esse serviço para a sociedade. As redes sociais não fazem isso. Não apuram os fatos e não fornecem relatos confiáveis para abastecer o debate político mais consequente. A imprensa nos entrega ainda outro benefício. Ela expande na prática a liberdade de expressão e o direito à informação. Com isso, dá mais vigor à política democrática. Portanto, se trocassem as redações profissionais por redes sociais, os cidadãos renunciariam a tudo aquilo que faz deles cidadãos e se reduziriam a meros espectadores do entretenimento generalizado. Estariam trocando uma assembleia por um programa de auditório. Em outras palavras, estariam deixando de lado o diálogo amparado em balizas racionais e abandonando o debate entre argumentos para embarcar no fanatismo. O barulho das redes, em lugar de contribuir para identificar os fatos, só faz soterrá-los e condená-los ao esquecimento. (Eugênio Bucci, “Sobre a barulheira e a verdade dos fatos”. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/eugenio-bucci/sobre-a-barulheira-e-a-verdade-dos-fatos/. 29.06.2025. Adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma frase, elaborada a partir do texto, em que a norma-padrão de colocação pronominal foi plenamente respeitada.

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