Entre os diferentes tipos de interpretação, há aquela em que os intérpretes — sempre em duplas — trabalham isolados numa cabine de vidro, de forma a permitir a visão do orador, e recebem o discurso por meio de fones de ouvido. Ao processar a mensagem, reexpressam-nana língua de chegada por meio de um microfone ligado a um sistema de som que leva sua fala até os ouvintes, por meio de fones de ouvido ou receptores semelhantes a rádios portáteis.
LACERDA, Cristina B.F. de. Intérprete de Libras: em atuação na
educação infantil e no ensino fundamental. Porto Alegre: Mediação, 2009
A atividade de interpretação acima descrita é de natureza
A atuação de tradutores-intérpretes de língua brasileira de sinais, no ensino básico, é uma condição necessária de acessibilidade aos conteúdos curriculares quando, em sala de aula, há a presença de alunos
O atendimento educacional a alunos com surdocegueira requer uma série de formas comunicacionais alfabéticas e não alfabéticas.
Dentre essas formas, há o Tadoma, que se caracteriza pela utilização de
Na circunstância de não haver língua comum entre aluno surdo e professor regente ouvinte, a atuação do intérprete em sala de aula visa a
Para a garantia de acessibilidade linguística num dado evento em que conta com a participação de uma pessoa surdocega, os organizadores devem, primeiramente, procurar:
O professor francês, surdo, E. Huet, escreveu um relatório dirigido ao Imperador Pedro II com a finalidade de obter apoio para abrir uma escola para educação de surdos no Brasil.
Esse relatório foi escrito em
O Imperador D. Pedro II, em viagem no ano de 1876, visitou uma instituição de educação de surdos registrando as seguintes impressões:
Neste belo estabelecimento perfeitamente colocado e com 150 acres de terreno onde os alunos trabalham, saem deles bacharéis em letras ou ciências. Metade deles articula e fala melhor ou pior. Resolvem equações algébricas, discorrem por escrito na pedra perfeitamente expondo um a teoria dos eclipses e outro traduzindo falando Horácio e uma passagem das Catilinárias mostrando saber bem o latim. O diretor é filho de uma pessoa que aprendeu em Paris com abbé Sicard. Casou com uma de suas discípulas surda-muda que é a mãe do diretor e a qual me deu uma hera que eu plantei perto da escada do estabelecimento. Fiquei encantado da visita.
O método oral e os métodos mistos são abordagens educacionais na área da surdez.
O método oral e os métodos mistos, respectivamente, são historicamente identificados como:
O livro Reduction De Las Letras, Y Arte Para Ensenar a Ablar Los Mudos, considerado a primeira obra conhecida sobre educação de surdos, foi publicado no
O reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais, Libras, em 2002, como meio legal de comunicação e expressão, e sua regulamentação em 2005, foi fruto de uma longa luta política por parte da comunidade surda. Um marco político que acelerou esse reconhecimento foi a publicidade do documento intitulado “A EDUCAÇÃO QUE NÓSSURDOS QUEREMOS”.
Esse documento foi elaborado no contexto do V Congresso Latino-americano de educação bilíngue para surdos, que foi realizado no ano
No decorrer da década de 1980, a pesquisadora e linguista Lucinda Ferreira Brito desenvolveu pesquisa pioneira cujo tema central era a língua de sinais praticada pelos surdos brasileiros nos grandes centros urbanos. Em suas pesquisas, registrou outra língua de sinais utilizada por um dos povos indígenas do Brasil.
Esse povo é denominado:
No livro Implante Coclear: normalização e resistência surda encontramos a seguinte afirmação:
(...) vejo os sujeitos surdos em sua constituição social, cultural e linguística. Isso significa que parto do entendimento de que o sujeito surdo não possui uma natureza dada que o determine como anormal, deficiente, etc. Qualquer representação surda é uma invenção cultural que pode ser determinada por distintos discursos, sejam eles de base clínica, psicológica, pedagógica, religiosa, linguística, entre outros. Posiciono-me dentro de um campo de saber que entende os sujeitos surdos como pertencentes a uma comunidade linguística e cultural distinta.
No ano de 2013, o Instituto Nacional de Educação de Surdos criou um canal de televisão denominado TVINES que conta com uma grade de programação variada. Essa importante conquista da comunidade surda brasileira caracteriza-se por uma série de inovações.
Entre essas inovações, podemos destacar a(o)
Em decorrência da Lei no 10.435/2002 e do Decreto no 5.626/2005, foram criados cursos de formação em graduação na área da surdez em todo o Brasil. Recentemente, o Instituto Nacional de Educação de Surdos inaugurou o curso de
O Implante Coclear em crianças surdas é objeto de intenso questionamento na comunidade surda. Entre as diferentes críticas presentes nesse debate, pode-se destacara ideia de “normalização da surdez”.
Com base na visão socioantropológica da surdez, o argumento que se alinha a essa ideia é o de que implante coclear
“O intérprete educacional é importante para que o aluno tenha acesso aos conteúdos programáticos, no entanto, é essencial salientar que: [...] a presença do intérprete de língua de sinais não é suficiente para uma inclusão satisfatória, sendo necessária uma série de outras providências para que este aluno possa ser atendido adequadamente: adequação curricular, aspectos didáticos e metodológicos, conhecimentos sobre a surdez e sobre a língua de sinais, entre outros
A função primordial do intérprete de Libras que atua em contextos de ensino é
É de grande importância que os tradutores-intérpretes de Libras e português que atuam nos contextos de ensino tenham uma formação de qualidade, pois para favorecera aprendizagem do estudante surdo, esse trabalho requer principalmente
A iconicidade é um aspecto constitutivo de todas as línguas de sinais.
Esse fenômeno linguístico na Libras pode ser observado APENAS na seguinte sequência de sinais:
De acordo com a publicação O tradutor e intérprete de Língua Brasileira de sinais e língua portuguesa (Quadros, 2004), editada pelo MEC, há uma série de recomendações de ordem ética sobre como esse profissional deve se portar em contexto de interpretação da língua portuguesa escrita no momento de provas e concursos. Segundo essas recomendações, é correto afirmar que o intérprete:
Ao interpretar de português para Libras os enunciados ‘Você tem paciência com criança.’ / ‘Você tem muita paciência com criança.’, as diferenças de sentidos entre as duas frases serão marcadas por
A compreensão mais atual do trabalho de tradução e interpretação entre línguas considera essas práticas como lugar de construção e produção de sentidos, que pressupõe uma postura dialógica no ato tradutório. O tradutor-intérprete no exercício de seu trabalho não lida com palavras ou sinais isolados, mas com enunciados concretos e seus sentidos no discurso.
A opção que melhor corresponde a essa concepção é ade que o tradutor-intérprete deve
“Em outubro de 1898, voltamos a Boston. Por oito meses o Sr. Keith me deu aulas cinco vezes por semana em períodos de cerca de uma hora. Ele explicava todas as vezes o que eu não entendera na aula anterior, determinava novo trabalho e levava para casa com ele os exercícios de grego que eu fizera durante a semana na máquina de escrever, corrigia-os completamente e devolvia. Desse modo, minha preparação para a faculdade continuou sem interrupção. Eu achava muito mais fácil e agradável ser ensinada sozinha do que ter aulas na turma. Não havia pressa nem confusão. Meu professor tinha muito tempo para explicar o que eu não entendia, portanto eu avançava mais rápido e fazia um trabalho melhor do que na escola.
Ao traduzir determinadas frases de língua portuguesa para Libras, o intérprete faz uso de sinais da Libras classificados morfossintaticamente como verbo com concordância ou direcional.
Tal fato ocorre na tradução de:
As pesquisas apontam a existência de cinco componentes na estruturação dos sinais, os chamados parâmetros das línguas de sinais: a configuração de mão, o ponto de articulação, o movimento, a orientação e as expressões não manuais.
Qual das duplas a seguir pode ser considerada um parmínimo em Libras, ou seja, uma dupla de sinais que sediferenciam por um único parâmetro?
A escola deve preocupar-se não apenas com a identidade surda do aluno, mas, também, com outras identidades manifestadas pelos sujeitos. A identidade surda é apenas uma delas; existem as identidades voltadas ao gênero, à cor, à raça, etc.
Uma afirmação que corresponde a esse modo de conceber a identidade é:
Pizzio, Rezende e Quadros explicam:
A forma do sinal utilizado com função de pronome pessoal é realizada pelo dedo indicador (um index) diretamente apontado para um ponto no espaço. Se o referente estiver presente na situação comunicativa, a apontação será feita diretamente para tal referente.
No caso de referentes ausentes, a referenciação pronominal, ao longo de um ato comunicativo, é realizada por
A inclusão de crianças e jovens surdos nos contextos educacionais demanda experiências linguísticas e culturais plenamente acessíveis.
Para que essa demanda seja efetiva e amplamente contemplada, é necessário que o poder público se comprometa com a
A configuração de mão em Y está presente na formação de vários classificadores. Um exemplo desse caso é quando a configuração de mão em Y é usada para representar objetos ou entidades, tais como:
A Libras, como qualquer outra língua natural, apresenta em seu léxico empréstimos linguísticos, sejam motivados pelo contato entre Libras e português, sejam decorrentes do contato da Libras com outras línguas de sinais.
Configuram sinais da Libras, criados a partir de empréstimos linguísticos, os dois exemplos apresentados em:




























