Paciente apresenta azotemia, com rins de tamanho normal no ultrassom, e EAS normal. O resultado da avaliação laboratorial que diferencia uma lesão pré-renal de uma necrose tubular aguda é:
Mulher de 50 anos apresenta dispneia aos esforços, sem outros sintomas. Seu exame físico indica que há hiperfonese de P2 e sopro holossistólico 3+, na região xifoide, que aumenta com inspiração. O ecocardiograma da paciente mostra pressão sistólica em artéria pulmonar de 50 mmHg, insuficiência tricúspide moderada e função sistólica biventricular preservada, e sua tomografia computadorizada (TC) de tórax, com angiotomografia da artéria pulmonar, é normal. Nesse caso, a conduta apropriada é:
Paciente com cirrose é internado, descompensado por ascite e edema de membros inferiores. Seus exames laboratoriais mostram ureia = 50mg/dL, creatinina = 1mg/dL, sódio = 125mEq/L e potássio = 5,7mEq/L. Nesse caso, o tratamento mais apropriado consiste em:
Paciente com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) está em tratamento com enalapril 10mg/dia, furosemida 40mg/dia, espironolactona 25mg/dia e bisoprolol 10mg/dL e encontra-se em classe funcional II, com peso estável e sinais vitais controlados. A conduta mais indicada é:
Paciente de 50 anos, hipertenso e diabético, assintomático, faz uso de atenolol, AAS, estatina, enalapril, metformina e dapaglifozina, e seus sinais vitais estão normais. Com finalidade de iniciar exercícios físicos, o médico solicita um teste ergométrico, que mostra infradesnível do segmento ST horizontal (-0,25mV) em várias derivações, assim como queda da pressão arterial no pico de esforço. A melhor conduta é:
Mulher de 30 anos é internada com hematúria e hipertensão. Seu exame de urina mostra 20 hemácias por campo, cinco piócitos por campo, cilindros hemáticos, proteinúria de 400mg/g de creatinina, nitrito e esterase leucocitária negativos. Seu hemograma é normal, não havendo azotemia, e os marcadores autoimunes (FAN, ANCA e anti-MBG) são negativos. Sua ultrassonografia de vias urinárias mostra rins com 10cm no maior eixo, simétricos, bexiga com boa repleção e paredes finas, sem outras anormalidades. Nesse caso, a conduta indicada é:
Homem de 70 anos, sem comorbidades, refere progressão gradual de dispneia aos esforços e tosse seca, iniciada há seis meses. Não apresenta febre, secreção ou dor. No exame físico do paciente, há estertores grosseiros em bases pulmonares, a frequência respiratória é de 24irpm, a oximetria é de 84% e sua radiografia de tórax revela opacidades reticulares difusas nas áreas pulmonares inferiores e periféricas. Uma hipótese diagnóstica é:
Paciente hipertenso e com relato de AVC isquêmico (com sequela motora no dimídio direito) está internado, há dois meses, em pós-operatório de artroplastia de quadril. No segundo dia após a cirurgia, apresenta dispneia súbita, com hipoxemia e hipotensão arterial significativa. Sua angioTC de tórax confirma embolia pulmonar maciça. A conduta mais apropriada é:
Homem de 40 anos, sem comorbidades, há três meses apresenta emagrecimento e dor pleurítica à direita. Exames complementares mostram derrame pleural à direita. Toracocentese é solicitada e a análise do líquido mostra: leucócitos = 1.000cel/mm³; 80% mononucleares; glicose = 40mg/dL; pH = 7,3; proteína = 5g/dL (sérica = 7g/dL); LDH = 5 10UI/L; raras células mesoteliais e ausência de microrganismos na microscopia direta. O exame indicado para realizar o diagnóstico é:
Homem de 70 anos, hipertenso há 20 anos, está em uso de enalapril, anlodipina e clortalidona, em dose máxima tolerada. A pressão arterial é de 130x80mmHg. No intervalo de quatro meses entre as consultas ambulatoriais, sua creatinina passou de 1,4 para 1,7mg/dL, a ureia manteve-se em 40mg/dL e os eletrólitos normais. O residente de clínica médica solicita um Doppler de artérias renais, que mostra rins simétricos e de tamanho normal, com discreta estenose de artéria renal direita estimada em 30%. A conduta mais apropriada é:
Paciente com neoplasia de pâncreas está em quimioterapia e apresenta febre de 39ºC, uma semana após a última sessão. Ao exame físico, a pressão arterial é de 120x70mmHg e as frequências cardíaca, de 110bpm, e respiratória, de 18irpm. Não há outras alterações e o cateter tunelado implantado não apresenta flogose. Exames laboratoriais mostram hemograma e bioquímica normais, mas duas hemoculturas estão positivas, ambas com cocos Gram-positivos, ainda em identificação. Nesse caso, é indicado:
Paciente internado com linfoma Burkitt estágio IV desenvolve profundas alterações em seus exames laboratoriais, após iniciada a quimioterapia. Sendo o diagnóstico síndrome de lise tumoral, é correto afirmar que:
Homem de 50 anos está, há três meses, com hematúria, acompanhada de dor lombar e emagrecimento. Ficou cego de um olho quando jovem, devido a um angioma da retina. Ao exame físico, há perda ponderal e é palpada hepatomegalia de 15cm, sendo possível palpar alguns cistos hepáticos na borda; os rins são palpáveis, também com presença de cistos. Exames laboratoriais mostram hemoglobina 16g/dL, leucócitos e plaquetas normais, bioquímica normal, cálcio total = 12,5mg/dL, fósforo = 4mg/dL, TGO = 110UI/L, TGP = 90UI/L, fosfatase alcalina e bilirrubina normais. A hipótese explicativa mais provável para a hematúria é:
Homem de 57 anos é internado em função de anemia e déficit neurológico em membros inferiores. Ao exame físico, o paciente apresenta-se pálido (hipocorado 3+/4+), ictérico (2+/4+) e com sinais de lesão do cordão posterior da medula espinhal e do trato corticoespinhal; o restante do exame físico é normal. Se os exames laboratoriais iniciais revelam pancitopenia, com volume corpuscular médio das hemácias de 122fL, hiperbilirrubinemia de padrão indireto, aumento de LDH e hiper-homocisteinemia. Uma hematoscopia mostra hipersegmentação dos neutrófilos. Para confirmar a melhor hipótese diagnóstica, o exame complementar indicado e seu resultado esperado, respectivamente, são:
Mulher de 27 anos comparece ao ambulatório de clínica médica, com queixas de diplopia, fraqueza e fadiga, predominantemente vespertinas. Não há turvação visual ou queixas compatíveis com disautonomia. Ao exame físico, é evidente a presença de ptose palpebral (mais intensa à direita), além de diplopia que é induzida após a repetição da manobra de olhar sacádico. A força muscular é levemente reduzida nos quatro membros, sendo normais os reflexos profundos. Um “teste do pacote de gelo” revela melhora da ptose palpebral. Diante do exposto, o diagnóstico correto é:
Idoso de 78 anos, recentemente diagnosticado com gamopatia monoclonal de significado indeterminado (leve pico monoclonal gama), queixa-se de sangramentos gengival e nasal frequentes. O paciente sofre de diabetes mellitus e usa metformina e dapagliflozina. Seu coagulograma completo evidencia prolongamentos significativos do tempo de tromboplastina parcial ativado e do tempo de sangramento, sendo normais as contagens plaquetárias e o tempo de protrombina. Há diminuição da concentração sérica do fator VIII da coagulação. A melhor explicação para a diátese hemorrágica do paciente é:
Mulher de 42 anos é internada em função de suspeita de celulite no pavilhão auricular esquerdo, no contexto do uso de terapia imunossupressora, e informa que vem apresentando febre, fadiga, emagrecimento e artralgias. Ao exame físico, apresenta processo auricular inflamatório bilateral (mais intenso à esquerda), restrito à região cartilaginosa e poupando o lóbulo da orelha. Há presença de deformidade em sela do nariz, disfonia e sinais de artrite não deformante em algumas articulações. O acometimento reumatológico é confirmado por biópsia da cartilagem auricular. A condição mórbida sofrida pela paciente, que mais provavelmente a predispôs à ocorrência de condrite, é:
Mulher de 68 anos é internada em clínica médica, em razão de anemia e lombalgia mecânica de forte intensidade, que a desperta do sono noturno. Seus exames complementares evidenciam anemia normocrômica/normocítica moderada (hemoglobina = 8,7g/dL), hipercalcemia de 12,8mg/dL e retenção de creatinina de 2,3mg/dL, além de um inventário ósseo que revela a presença de múltiplas lesões líticas nas vértebras lombares, crânio e costelas. O dado da investigação que sustenta a principal hipótese diagnóstica é:
Veterinário, especialista em pequenos felinos, procura assistência médica em razão de quadro de febre, conjuntivite e linfonodomegalia pré-auricular à direita, iniciado há cerca de dez dias. Inicialmente, apresentou conjuntivite à direita e uma pápula, de cerca de 7mm, eritematosa, indolor, ipsilateral, na face lateral do nariz. Relata que, há cerca de cinco dias, procurou assistência médica e realizou biópsia da lesão cutânea, que revelou presença de alguns granulomas com necrose, microabscessos coalescentes e ocasionais células gigantes multinucleadas. A conjuntivite tem aspecto granulomatoso, sendo caracterizada a síndrome oculoglandular de Parinaud. Após confirmação diagnóstica, através de sorologia, o tratamento do caso deverá ser feito com:
Homem de 23 anos, caucasiano, procura ambulatório de clínica médica, com queixa de lombalgia crônica. Informa que a dor é pior pela manhã, havendo rigidez matinal que melhora após cerca de 30 minutos. Ao exame físico, a manobra de Schöber evidencia limitação da flexão lombar (incremento de apenas 2,5cm), enquanto a manobra de Patrick induz ao surgimento de dor nas nádegas, ao final do movimento de compressão, para baixo, do joelho testado. Exames iniciais evidenciam elevações da velocidade de hemossedimentação e da proteína C reativa, e a radiografia convencional mostra padrão de “coluna em bambu”. Nesse caso, sobre a doença que afeta o paciente, é correto afirmar que:
Homem de 64 anos procura ambulatório de clínica médica, com queixa de cefaleia recorrente, pouco responsiva a analgésicos comuns, associada a astenia, mal-estar, anorexia, mialgias proximais nos membros e febre intermitente. Questionado, afirma ter apresentado dois episódios de amaurose fugaz nos últimos dez dias, além de apresentar claudicação intermitente de mandíbula com frequência. Ao exame físico, suas artérias temporais são endurecidas, tortuosas e dolorosas à compressão. Exames trazidos pelo paciente evidenciam a presença de anemia normocrômica/normocítica, leucocitose, trombocitose e aumento da velocidade de hemossedimentação, maior do que 100mm na primeira hora. Diante desses dados, a conduta adequada deve ser:
Homem de 38 anos é admitido em clínica médica com quadro de tosse produtiva, febre, predominantemente vespertina, e sudorese noturna. Ao exame físico, além da ausculta pulmonar com ruídos adventícios na base pulmonar direita, é observada a presença de monilíase oral. A pesquisa de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) é positiva e a TC de tórax revela a presença de extenso processo inflamatório nos lobos inferior e médio direitos. As pesquisas de bacilo álcool-ácido resistente e do GeneXpert da secreção traqueal são positivas. Obtém-se a contagem de linfócitos T CD4+ que é de 74células/mm3. Nesse caso, a conduta correta é iniciar:
Paciente de 44 anos é atendido em ambulatório de clínica médica, com quadro sugestivo de sífilis secundária. É prescrito tratamento com penicilina benzatina, que é administrada na mesma tarde. No dia seguinte, o paciente retorna ao setor, queixando-se de estar apresentando febre, calafrios e cefaleia. Ao exame físico, o paciente se revela levemente taquicárdico e taquipneico, além de ter pequena redução em seus níveis tensionais habituais; suas lesões cutâneas parecem estar mais edemaciadas e eritematosas. Feito hemograma completo, há leve leucocitose com neutrofilia. A principal hipótese diagnóstica é:
Paciente lúpica, recém diagnosticada, apresenta quadro de anemia significativa. Além da palidez, há icterícia, e seus exames laboratoriais revelam leve aumento do volume corpuscular médio (VCM) de suas hemácias (VCM = 103fL, sendo o valor de referência = 80-100fL), hiperbilirrubinemia indireta e aumento de LDH. Um teste de Coombs direto revela-se positivo. Acerca da anemia hemolítica apresentada pela paciente, é correto afirmar que:
Mulher de 42 anos, com diagnóstico de trombofilia por fator V Leiden, é internada para tratamento de trombose venosa profunda no membro inferior esquerdo. Dois dias após a internação, subitamente a paciente apresenta déficit neurológico abrupto, caracterizado por afasia não fluente e hemiparesia direita, de predomínio braquiofacial, associada a hemianestesia e presumível hemianopsia homônima ipsilateral. Em cerca de 30 minutos, a paciente é levada à realização de TC de crânio, que não apresenta anormalidades aparentes. A melhor explicação para o quadro neurológico da paciente é:
Paciente é avaliado em função de declínio de suas funções cognitivas, caracterizando quadro demencial. A hipótese diagnóstica principal recai sobre a demência dos corpúsculos de Lewy, em razão de:
Durante o tratamento intra-hospitalar de pneumonia comunitária por CA-MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina, adquirido na comunidade), com clindamicina intravenosa, um paciente desenvolve quadro de diarreia sanguinolenta, associada a febre e leucocitose. É solicitada pesquisa de toxinas A e B de Clostridium difficile nas fezes, em razão da suspeita de:
Paciente com episódios de vertigem, com cerca de 20 segundos de duração e provocados por mudanças posicionais da cabeça, como deitar, virar na cama, levantar ao acordar e olhar para cima, apresenta nistagmo. A manobra usada para confirmar o diagnóstico é:
Paciente apresenta onda “a” em canhão ao pulso venoso jugular e taquicardia com QRS alargado ao eletrocardiograma. O ritmo cardíaco do paciente tem origem:
Paciente é diagnosticado com lesão tumoral unilateral extensa no córtex cerebral do lobo occipital. O campo visual computadorizado evidencia:
Homem, hígido previamente, queixa-se de disfagia e halitose há cerca de seis meses. Nesse período, apresentou três episódios de pneumonia. Realizou exame que gerou as seguintes imagens: O tratamento adequado em relação à lesão é:
Paciente internado por complicação cirúrgica de procedimento no andar superior do abdômen recebe nutrição enteral polimérica pós-pilórica e passa a apresentar diarreia volumosa. O gap osmolar fecal é de 15mOsm/Kg. Nesse caso, a conduta adequada é:
Mulher submetida à gastroplastia redutora com “Y” de Roux há cinco anos, sem outras comorbidades, refere início recente de diarreia e distensão abdominal. O aspecto de suas fezes é compatível com esteatorreia, e a paciente apresenta anemia macrocítica, com níveis séricos baixos de cobalamina e elevados de folato. O teste respiratório para o hidrogênio expirado foi positivo. O diagnóstico mais provável é:
Mulher de 32 anos, com ingesta de cerca de 150g/dia de bebidas alcoólicas nos últimos 15 meses, apresenta há uma semana: adinamia, icterícia, colúria e aumento do volume abdominal. A paciente refere histórico de tireoidite de Hashimoto, negando outras manifestações clínicas, como infecções bacterianas, hemorragia digestiva, pancreatite ou disfunção renal. Seu escore MELD é de 25 pontos. A pesquisa para vírus hepatotróficos foi negativa. Nesse caso, a conduta terapêutica inicial mais adequada é prescrever:
Mulher jovem, sem queixas, realiza ultrassonografia de tireoide em exame periódico que revela nódulo de 1,5cm, classificado como TI-RADS 3 (conforme a Associação Americana de Radiologia). Os níveis de TSH e T4 livre são normais. Nesse caso, a conduta adequada é:
Jovem com obesidade grau I, em uso abusivo de medicação para perda ponderal, é levado ao hospital, referindo náuseas e vômitos. Ao exame físico, apresenta temperatura axilar de 39,8ºC, hipertensão arterial, taquicardia, pupilas isocóricas em midríase, sudorese intensa, estado de agitação psicomotora e comportamento repetitivo; em seguida, tem crise convulsiva generalizada. O hemograma mostra: ureia = 147mg/dL, creatinina = 4,8mg/dL e creatinofosfoquinase = 37.000UI/L. A TC de crânio apresenta edema cerebral difuso. Com base nesses dados, é correto afirmar que a substância que ele usou é:
Paciente alcoolista crônico, com índice de massa corpórea de 18,5kg/m2, é internado com diagnóstico de pancreatite aguda leve, de origem biliar. Após 48 horas de internação e jejum, não apresenta mais dor abdominal ou vômitos. A equipe multiprofissional de terapia nutricional é chamada para avaliar o início de suporte nutricional, que deve ser feito por:

































