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Prova Técnico em Eletromecânica - UFV
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Questão 1 de 35 Q1 da prova
Leia o texto abaixo e responda às questões a ele pertinentes:
Facultativo
1º § Estatuto dos Funcionários, artigo 240: “O dia 28 de outubro será consagrado ao Servidor Público” (com maiúsculas).
2º § Então é feriado, raciocina o escriturário, que, justamente, tem um “programa” na pauta para essas emergências. Não, responde -lhe o governo, que tem o programa de trabalhar; é consagrado, mas não é feriado.
3º § É, não é, e o dia se passou na dureza, sem ponto facultativo. Saberão os groenlandeses o que seja ponto facultativo? (Os brasileiros sabem.) É descanso obrigatório, no duro. João Brandão, o de alma virginal, não entendia assim, e lá um dia em que o Departamento Meteorológico anunciava: “céu azul, praia, ponto facultativo”, não lhe apetecendo a casa nem as atividades lúdicas, deliberou usar de sua “faculdade” de assinar o ponto no Instituto Nacional da Goiaba, que, como é do domínio público, estuda as causas da inexistência dessa matéria -prima na composição das goiabadas.
4º § Hoje deve haver menos gente por lá, conjeturou; ótimo, porque assim trabalho à vontade. Nossas repartições atingiram tal grau de dinamismo e fragor, que chega a ser desejável o não comparecimento de noventa por cento dos funcionários, para que os restantes possam, na calma, produzir um bocadinho.
5º § Encontrou cerradas as grandes portas de bronze, ouro e pórfiro, e nenhum sinal de vida nos arredores. Nenhum — a não ser aquele gato que se lambia à sombra de um tinhorão. Era, pela naturalidade da pose, o dono do jardim que orna a fachada do Instituto, mas — sentia-se pela ágata dos olhos — não possuía as chaves do prédio.
6º § João Brandão tentou forçar as portas, mas as portas mantiveram-se surdas e nada facultativas. Correu a telefonar de uma confeitaria para a residência do chefe, mas o chefe pescava em Mangaratiba, jogava pingue -pongue em Correias, estudava holandês com uma nativa, na Barra da Tijuca; o certo é que o telefone não respondeu. João decidiu-se a penetrar no edifício galgando-lhe a fachada e utilizando a vidraça que os serventes sempre deixam aberta, na previsão de casos como esse, talvez. E começava a fazê-lo, com a teimosia calma dos Brandões, quando um vigia brotou da grama e puxou-o pela perna.
7º § — Desce daí, moço. Então não está vendo que é dia de descansar?
8º § — Perdão, é dia em que se pode ou não descansar, e eu estou com o expediente atrasado.
9º § — Desce — repetiu o outro, com tédio. — Olha que te encanam se você começa a virar macaco pela parede acima.
10º § — Mas, e o senhor por que então está vigiando, se é dia de descanso?
11º § — Estou aqui porque a patroa me escaramuçou, dizendo que não quer vagabundo em casa. Não tenho para onde ir, tá bem?
12º § João Brandão aquiesceu, porque o outro, pelo tom de voz, parecia disposto a tudo, inclusive a trabalhar de braço, a fim de impedir que ele trabalhasse de pena. Era como se o vigia lhe dissesse: “Veja bem, está estragando meu dia. Então não sabe o que quer dizer facultativo?”. João pensava saber, mas nesse momento teve a intuição de que o verdadeiro sentido das palavras não está no dicionário; está na vida, no uso que delas fazemos. Pensou na Constituição e nos milhares de leis que declaram obrigatórias milhares de coisas, e essas coisas, na prática, são facultativas ou inexistentes. Retirou-se, digno, e foi decifrar palavras cruzadas.
(ANDRADE, C. Drummond. Fala amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 34 -35.)

De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que João Brandão interpreta o sentido da expressão “ponto facultativo” como:

Questão 2 de 35 Q2 da prova
Leia o texto abaixo e responda às questões a ele pertinentes:
Facultativo
1º § Estatuto dos Funcionários, artigo 240: “O dia 28 de outubro será consagrado ao Servidor Público” (com maiúsculas).
2º § Então é feriado, raciocina o escriturário, que, justamente, tem um “programa” na pauta para essas emergências. Não, responde -lhe o governo, que tem o programa de trabalhar; é consagrado, mas não é feriado.
3º § É, não é, e o dia se passou na dureza, sem ponto facultativo. Saberão os groenlandeses o que seja ponto facultativo? (Os brasileiros sabem.) É descanso obrigatório, no duro. João Brandão, o de alma virginal, não entendia assim, e lá um dia em que o Departamento Meteorológico anunciava: “céu azul, praia, ponto facultativo”, não lhe apetecendo a casa nem as atividades lúdicas, deliberou usar de sua “faculdade” de assinar o ponto no Instituto Nacional da Goiaba, que, como é do domínio público, estuda as causas da inexistência dessa matéria -prima na composição das goiabadas.
4º § Hoje deve haver menos gente por lá, conjeturou; ótimo, porque assim trabalho à vontade. Nossas repartições atingiram tal grau de dinamismo e fragor, que chega a ser desejável o não comparecimento de noventa por cento dos funcionários, para que os restantes possam, na calma, produzir um bocadinho.
5º § Encontrou cerradas as grandes portas de bronze, ouro e pórfiro, e nenhum sinal de vida nos arredores. Nenhum — a não ser aquele gato que se lambia à sombra de um tinhorão. Era, pela naturalidade da pose, o dono do jardim que orna a fachada do Instituto, mas — sentia-se pela ágata dos olhos — não possuía as chaves do prédio.
6º § João Brandão tentou forçar as portas, mas as portas mantiveram-se surdas e nada facultativas. Correu a telefonar de uma confeitaria para a residência do chefe, mas o chefe pescava em Mangaratiba, jogava pingue -pongue em Correias, estudava holandês com uma nativa, na Barra da Tijuca; o certo é que o telefone não respondeu. João decidiu-se a penetrar no edifício galgando-lhe a fachada e utilizando a vidraça que os serventes sempre deixam aberta, na previsão de casos como esse, talvez. E começava a fazê-lo, com a teimosia calma dos Brandões, quando um vigia brotou da grama e puxou-o pela perna.
7º § — Desce daí, moço. Então não está vendo que é dia de descansar?
8º § — Perdão, é dia em que se pode ou não descansar, e eu estou com o expediente atrasado.
9º § — Desce — repetiu o outro, com tédio. — Olha que te encanam se você começa a virar macaco pela parede acima.
10º § — Mas, e o senhor por que então está vigiando, se é dia de descanso?
11º § — Estou aqui porque a patroa me escaramuçou, dizendo que não quer vagabundo em casa. Não tenho para onde ir, tá bem?
12º § João Brandão aquiesceu, porque o outro, pelo tom de voz, parecia disposto a tudo, inclusive a trabalhar de braço, a fim de impedir que ele trabalhasse de pena. Era como se o vigia lhe dissesse: “Veja bem, está estragando meu dia. Então não sabe o que quer dizer facultativo?”. João pensava saber, mas nesse momento teve a intuição de que o verdadeiro sentido das palavras não está no dicionário; está na vida, no uso que delas fazemos. Pensou na Constituição e nos milhares de leis que declaram obrigatórias milhares de coisas, e essas coisas, na prática, são facultativas ou inexistentes. Retirou-se, digno, e foi decifrar palavras cruzadas.
(ANDRADE, C. Drummond. Fala amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 34 -35.)

É CORRETO afirmar que o texto:

Questão 3 de 35 Q3 da prova
Leia o texto abaixo e responda às questões a ele pertinentes:
Facultativo
1º § Estatuto dos Funcionários, artigo 240: “O dia 28 de outubro será consagrado ao Servidor Público” (com maiúsculas).
2º § Então é feriado, raciocina o escriturário, que, justamente, tem um “programa” na pauta para essas emergências. Não, responde -lhe o governo, que tem o programa de trabalhar; é consagrado, mas não é feriado.
3º § É, não é, e o dia se passou na dureza, sem ponto facultativo. Saberão os groenlandeses o que seja ponto facultativo? (Os brasileiros sabem.) É descanso obrigatório, no duro. João Brandão, o de alma virginal, não entendia assim, e lá um dia em que o Departamento Meteorológico anunciava: “céu azul, praia, ponto facultativo”, não lhe apetecendo a casa nem as atividades lúdicas, deliberou usar de sua “faculdade” de assinar o ponto no Instituto Nacional da Goiaba, que, como é do domínio público, estuda as causas da inexistência dessa matéria -prima na composição das goiabadas.
4º § Hoje deve haver menos gente por lá, conjeturou; ótimo, porque assim trabalho à vontade. Nossas repartições atingiram tal grau de dinamismo e fragor, que chega a ser desejável o não comparecimento de noventa por cento dos funcionários, para que os restantes possam, na calma, produzir um bocadinho.
5º § Encontrou cerradas as grandes portas de bronze, ouro e pórfiro, e nenhum sinal de vida nos arredores. Nenhum — a não ser aquele gato que se lambia à sombra de um tinhorão. Era, pela naturalidade da pose, o dono do jardim que orna a fachada do Instituto, mas — sentia-se pela ágata dos olhos — não possuía as chaves do prédio.
6º § João Brandão tentou forçar as portas, mas as portas mantiveram-se surdas e nada facultativas. Correu a telefonar de uma confeitaria para a residência do chefe, mas o chefe pescava em Mangaratiba, jogava pingue -pongue em Correias, estudava holandês com uma nativa, na Barra da Tijuca; o certo é que o telefone não respondeu. João decidiu-se a penetrar no edifício galgando-lhe a fachada e utilizando a vidraça que os serventes sempre deixam aberta, na previsão de casos como esse, talvez. E começava a fazê-lo, com a teimosia calma dos Brandões, quando um vigia brotou da grama e puxou-o pela perna.
7º § — Desce daí, moço. Então não está vendo que é dia de descansar?
8º § — Perdão, é dia em que se pode ou não descansar, e eu estou com o expediente atrasado.
9º § — Desce — repetiu o outro, com tédio. — Olha que te encanam se você começa a virar macaco pela parede acima.
10º § — Mas, e o senhor por que então está vigiando, se é dia de descanso?
11º § — Estou aqui porque a patroa me escaramuçou, dizendo que não quer vagabundo em casa. Não tenho para onde ir, tá bem?
12º § João Brandão aquiesceu, porque o outro, pelo tom de voz, parecia disposto a tudo, inclusive a trabalhar de braço, a fim de impedir que ele trabalhasse de pena. Era como se o vigia lhe dissesse: “Veja bem, está estragando meu dia. Então não sabe o que quer dizer facultativo?”. João pensava saber, mas nesse momento teve a intuição de que o verdadeiro sentido das palavras não está no dicionário; está na vida, no uso que delas fazemos. Pensou na Constituição e nos milhares de leis que declaram obrigatórias milhares de coisas, e essas coisas, na prática, são facultativas ou inexistentes. Retirou-se, digno, e foi decifrar palavras cruzadas.
(ANDRADE, C. Drummond. Fala amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 34 -35.)

De acordo com o texto, a passagem acima constitui parte do discurso do:

Questão 4 de 35 Q4 da prova
Leia o texto abaixo e responda às questões a ele pertinentes:
Facultativo
1º § Estatuto dos Funcionários, artigo 240: “O dia 28 de outubro será consagrado ao Servidor Público” (com maiúsculas).
2º § Então é feriado, raciocina o escriturário, que, justamente, tem um “programa” na pauta para essas emergências. Não, responde -lhe o governo, que tem o programa de trabalhar; é consagrado, mas não é feriado.
3º § É, não é, e o dia se passou na dureza, sem ponto facultativo. Saberão os groenlandeses o que seja ponto facultativo? (Os brasileiros sabem.) É descanso obrigatório, no duro. João Brandão, o de alma virginal, não entendia assim, e lá um dia em que o Departamento Meteorológico anunciava: “céu azul, praia, ponto facultativo”, não lhe apetecendo a casa nem as atividades lúdicas, deliberou usar de sua “faculdade” de assinar o ponto no Instituto Nacional da Goiaba, que, como é do domínio público, estuda as causas da inexistência dessa matéria -prima na composição das goiabadas.
4º § Hoje deve haver menos gente por lá, conjeturou; ótimo, porque assim trabalho à vontade. Nossas repartições atingiram tal grau de dinamismo e fragor, que chega a ser desejável o não comparecimento de noventa por cento dos funcionários, para que os restantes possam, na calma, produzir um bocadinho.
5º § Encontrou cerradas as grandes portas de bronze, ouro e pórfiro, e nenhum sinal de vida nos arredores. Nenhum — a não ser aquele gato que se lambia à sombra de um tinhorão. Era, pela naturalidade da pose, o dono do jardim que orna a fachada do Instituto, mas — sentia-se pela ágata dos olhos — não possuía as chaves do prédio.
6º § João Brandão tentou forçar as portas, mas as portas mantiveram-se surdas e nada facultativas. Correu a telefonar de uma confeitaria para a residência do chefe, mas o chefe pescava em Mangaratiba, jogava pingue -pongue em Correias, estudava holandês com uma nativa, na Barra da Tijuca; o certo é que o telefone não respondeu. João decidiu-se a penetrar no edifício galgando-lhe a fachada e utilizando a vidraça que os serventes sempre deixam aberta, na previsão de casos como esse, talvez. E começava a fazê-lo, com a teimosia calma dos Brandões, quando um vigia brotou da grama e puxou-o pela perna.
7º § — Desce daí, moço. Então não está vendo que é dia de descansar?
8º § — Perdão, é dia em que se pode ou não descansar, e eu estou com o expediente atrasado.
9º § — Desce — repetiu o outro, com tédio. — Olha que te encanam se você começa a virar macaco pela parede acima.
10º § — Mas, e o senhor por que então está vigiando, se é dia de descanso?
11º § — Estou aqui porque a patroa me escaramuçou, dizendo que não quer vagabundo em casa. Não tenho para onde ir, tá bem?
12º § João Brandão aquiesceu, porque o outro, pelo tom de voz, parecia disposto a tudo, inclusive a trabalhar de braço, a fim de impedir que ele trabalhasse de pena. Era como se o vigia lhe dissesse: “Veja bem, está estragando meu dia. Então não sabe o que quer dizer facultativo?”. João pensava saber, mas nesse momento teve a intuição de que o verdadeiro sentido das palavras não está no dicionário; está na vida, no uso que delas fazemos. Pensou na Constituição e nos milhares de leis que declaram obrigatórias milhares de coisas, e essas coisas, na prática, são facultativas ou inexistentes. Retirou-se, digno, e foi decifrar palavras cruzadas.
(ANDRADE, C. Drummond. Fala amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 34 -35.)

Com base na lógica de João Brandão exposta no 4º §, é CORRETO afirmar que o rendimento do serviço nas repartições públicas é:

Questão 5 de 35 Q5 da prova
Leia o texto abaixo e responda às questões a ele pertinentes:
Facultativo
1º § Estatuto dos Funcionários, artigo 240: “O dia 28 de outubro será consagrado ao Servidor Público” (com maiúsculas).
2º § Então é feriado, raciocina o escriturário, que, justamente, tem um “programa” na pauta para essas emergências. Não, responde -lhe o governo, que tem o programa de trabalhar; é consagrado, mas não é feriado.
3º § É, não é, e o dia se passou na dureza, sem ponto facultativo. Saberão os groenlandeses o que seja ponto facultativo? (Os brasileiros sabem.) É descanso obrigatório, no duro. João Brandão, o de alma virginal, não entendia assim, e lá um dia em que o Departamento Meteorológico anunciava: “céu azul, praia, ponto facultativo”, não lhe apetecendo a casa nem as atividades lúdicas, deliberou usar de sua “faculdade” de assinar o ponto no Instituto Nacional da Goiaba, que, como é do domínio público, estuda as causas da inexistência dessa matéria -prima na composição das goiabadas.
4º § Hoje deve haver menos gente por lá, conjeturou; ótimo, porque assim trabalho à vontade. Nossas repartições atingiram tal grau de dinamismo e fragor, que chega a ser desejável o não comparecimento de noventa por cento dos funcionários, para que os restantes possam, na calma, produzir um bocadinho.
5º § Encontrou cerradas as grandes portas de bronze, ouro e pórfiro, e nenhum sinal de vida nos arredores. Nenhum — a não ser aquele gato que se lambia à sombra de um tinhorão. Era, pela naturalidade da pose, o dono do jardim que orna a fachada do Instituto, mas — sentia-se pela ágata dos olhos — não possuía as chaves do prédio.
6º § João Brandão tentou forçar as portas, mas as portas mantiveram-se surdas e nada facultativas. Correu a telefonar de uma confeitaria para a residência do chefe, mas o chefe pescava em Mangaratiba, jogava pingue -pongue em Correias, estudava holandês com uma nativa, na Barra da Tijuca; o certo é que o telefone não respondeu. João decidiu-se a penetrar no edifício galgando-lhe a fachada e utilizando a vidraça que os serventes sempre deixam aberta, na previsão de casos como esse, talvez. E começava a fazê-lo, com a teimosia calma dos Brandões, quando um vigia brotou da grama e puxou-o pela perna.
7º § — Desce daí, moço. Então não está vendo que é dia de descansar?
8º § — Perdão, é dia em que se pode ou não descansar, e eu estou com o expediente atrasado.
9º § — Desce — repetiu o outro, com tédio. — Olha que te encanam se você começa a virar macaco pela parede acima.
10º § — Mas, e o senhor por que então está vigiando, se é dia de descanso?
11º § — Estou aqui porque a patroa me escaramuçou, dizendo que não quer vagabundo em casa. Não tenho para onde ir, tá bem?
12º § João Brandão aquiesceu, porque o outro, pelo tom de voz, parecia disposto a tudo, inclusive a trabalhar de braço, a fim de impedir que ele trabalhasse de pena. Era como se o vigia lhe dissesse: “Veja bem, está estragando meu dia. Então não sabe o que quer dizer facultativo?”. João pensava saber, mas nesse momento teve a intuição de que o verdadeiro sentido das palavras não está no dicionário; está na vida, no uso que delas fazemos. Pensou na Constituição e nos milhares de leis que declaram obrigatórias milhares de coisas, e essas coisas, na prática, são facultativas ou inexistentes. Retirou-se, digno, e foi decifrar palavras cruzadas.
(ANDRADE, C. Drummond. Fala amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 34 -35.)

No trecho o narrador apresenta as:

Questão 6 de 35 Q6 da prova
Leia o texto abaixo e responda às questões a ele pertinentes:
Facultativo
1º § Estatuto dos Funcionários, artigo 240: “O dia 28 de outubro será consagrado ao Servidor Público” (com maiúsculas).
2º § Então é feriado, raciocina o escriturário, que, justamente, tem um “programa” na pauta para essas emergências. Não, responde -lhe o governo, que tem o programa de trabalhar; é consagrado, mas não é feriado.
3º § É, não é, e o dia se passou na dureza, sem ponto facultativo. Saberão os groenlandeses o que seja ponto facultativo? (Os brasileiros sabem.) É descanso obrigatório, no duro. João Brandão, o de alma virginal, não entendia assim, e lá um dia em que o Departamento Meteorológico anunciava: “céu azul, praia, ponto facultativo”, não lhe apetecendo a casa nem as atividades lúdicas, deliberou usar de sua “faculdade” de assinar o ponto no Instituto Nacional da Goiaba, que, como é do domínio público, estuda as causas da inexistência dessa matéria -prima na composição das goiabadas.
4º § Hoje deve haver menos gente por lá, conjeturou; ótimo, porque assim trabalho à vontade. Nossas repartições atingiram tal grau de dinamismo e fragor, que chega a ser desejável o não comparecimento de noventa por cento dos funcionários, para que os restantes possam, na calma, produzir um bocadinho.
5º § Encontrou cerradas as grandes portas de bronze, ouro e pórfiro, e nenhum sinal de vida nos arredores. Nenhum — a não ser aquele gato que se lambia à sombra de um tinhorão. Era, pela naturalidade da pose, o dono do jardim que orna a fachada do Instituto, mas — sentia-se pela ágata dos olhos — não possuía as chaves do prédio.
6º § João Brandão tentou forçar as portas, mas as portas mantiveram-se surdas e nada facultativas. Correu a telefonar de uma confeitaria para a residência do chefe, mas o chefe pescava em Mangaratiba, jogava pingue -pongue em Correias, estudava holandês com uma nativa, na Barra da Tijuca; o certo é que o telefone não respondeu. João decidiu-se a penetrar no edifício galgando-lhe a fachada e utilizando a vidraça que os serventes sempre deixam aberta, na previsão de casos como esse, talvez. E começava a fazê-lo, com a teimosia calma dos Brandões, quando um vigia brotou da grama e puxou-o pela perna.
7º § — Desce daí, moço. Então não está vendo que é dia de descansar?
8º § — Perdão, é dia em que se pode ou não descansar, e eu estou com o expediente atrasado.
9º § — Desce — repetiu o outro, com tédio. — Olha que te encanam se você começa a virar macaco pela parede acima.
10º § — Mas, e o senhor por que então está vigiando, se é dia de descanso?
11º § — Estou aqui porque a patroa me escaramuçou, dizendo que não quer vagabundo em casa. Não tenho para onde ir, tá bem?
12º § João Brandão aquiesceu, porque o outro, pelo tom de voz, parecia disposto a tudo, inclusive a trabalhar de braço, a fim de impedir que ele trabalhasse de pena. Era como se o vigia lhe dissesse: “Veja bem, está estragando meu dia. Então não sabe o que quer dizer facultativo?”. João pensava saber, mas nesse momento teve a intuição de que o verdadeiro sentido das palavras não está no dicionário; está na vida, no uso que delas fazemos. Pensou na Constituição e nos milhares de leis que declaram obrigatórias milhares de coisas, e essas coisas, na prática, são facultativas ou inexistentes. Retirou-se, digno, e foi decifrar palavras cruzadas.
(ANDRADE, C. Drummond. Fala amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 34 -35.)

A alternativa em que o termo em destaque NÃO tem o mesmo sentido que o da palavra ou expressão sublinhada na passagem do texto é:

Questão 7 de 35 Q7 da prova

A alternativa em que a substituição do elemento sublinhado altera o sentido da sentença é:

Questão 8 de 35 Q8 da prova

A alternativa em que o pronome sublinhado NÃO faz referência específica a João Brandão é:

Questão 9 de 35 Q9 da prova

A alternativa em que está INCORRETA a conjugação da forma verbal sublinhada é:

Questão 10 de 35 Q10 da prova

Assinale a alternativa em que a reescrita da oração sublinhada na passagem acima NÃO altera substancialmente o sentido do texto:

Questão 11 de 35 Q11 da prova

Considerando o emprego de por que e porque nas frases acima, assinale a alternativa em que a palavra sublinhada está INCORRETAMENTE grafada:

Questão 12 de 35 Q12 da prova

Na passagem acima, o autor se vale de um registro informal da língua, de marcada oralidade, para caracterizar a fala do vigia. Das reescritas abaixo, a que está de acordo com as normas da língua culta é:

Questão 13 de 35 Q13 da prova

Das alterações processadas em passagens do texto, aquela que está em DESACORDO com a norma culta, quanto à concordância verbal, é:

Questão 14 de 35 Q14 da prova

A sentença em que a concordância do adjetivo sublinhado está INCORRETA, com relação à norma culta da língua, é:

Questão 15 de 35 Q15 da prova

Das alterações processadas em passagens do texto, aquela que está CORRETA quanto à pontuação, é:

Questão 16 de 35 Q16 da prova

O paquímetro analógico é um dos instrumentos de medição mais comuns e versáteis presentes em oficinas e na indústria em geral. Com ele pode-se medir dimensões externas, internas e profundidades, por exemplo. De acordo com a configuração da escala do nônio, tem-se a leitura da medida com uma certa exatidão. Observe a figura abaixo, que representa um paquímetro aberto para uma dimensão 'd':

Questão 17 de 35 Q17 da prova

No nônio da figura abaixo, é indicada a leitura que determina o valor da dimensão ‘d’, destacada em vermelho:

Questão 18 de 35 Q18 da prova

O relógio comparador é um dos instrumentos de medição mais versáteis, podendo ser utilizado em várias aplicações, como na medição de dimensões internas e externas. A figura abaixo apresenta um relógio comparador que registra uma leitura:

Questão 19 de 35 Q19 da prova

Um instrumento de medição muito utilizado para aferir medidas com exatidão é o micrômetro. Na figura a seguir, é ilustrado um micrômetro que registra uma medida:

Questão 20 de 35 Q20 da prova

Observe na figura abaixo a ilustração de uma placa de identificação padrão de um motor elétrico. Nesta placa constam informações importantes sobre os principais parâmetros de funcionamento, instalação e elementos críticos do motor elétrico.

Questão 21 de 35 Q21 da prova

A velocidade síncrona de um motor elétrico é definida pela velocidade de rotação do campo girante, a qual depende do número de polos do motor e da frequência da rede, em Hertz. Os enrolamentos podem ser construídos com um ou mais pares de polos, que se distribuem alternadamente (um “norte” e um “sul”) ao longo da periferia do núcleo magnético. O campo girante percorre um par de polos a cada ciclo.

Questão 22 de 35 Q22 da prova

Para determinar a seção transversal do condutor, conforme a norma ABNT-NBR 5410/1997, deve-se utilizar a corrente indicada na placa do motor, ou essa mesma corrente multiplicada pelo fator de serviço (FS). A norma NBR 7094 exige que esse fator de serviço seja informado nessa placa. Assim, considere a necessidade de dimensionar o condutor para um motor trifásico de 15 cv, IV polos, tensão 220 V, corrente nominal de 45 A e FS = 1,15; localizado a 60 m do ponto de alimentação da rede. Use a tabela abaixo para auxiliar na seleção do condutor. Faça, se necessário, a devida aproximação.

Questão 23 de 35 Q23 da prova

Observe o circuito ilustrado na figura abaixo. Trata-se de um circuito inversor básico. O ganho de tensão diferencial do circuito inversor é a relação entre a tensão da saída e a tensão de entrada.

Questão 24 de 35 Q24 da prova

Na tela do osciloscópio, como ilustrado na figura abaixo, são mostrados dois sinais, um na forma de uma onda senoidal e outro na forma de uma onda dente de serra. O osciloscópio é ajustado no eixo do tempo, horizontal, para 1/3 ms/div, enquanto a escala de tensão é 2,5V/div.

Questão 25 de 35 Q25 da prova

Considere o circuito ilustrado na figura a seguir. O ganho deve ser considerado igual 100.000.

Questão 26 de 35 Q26 da prova

Considere o circuito do Amplificador Inversor da Figura 1 a e do Não Inversor da Figura 1 b, onde, para ambos, Rf = 1,2kΩ e R1 = 1kΩ.

Questão 27 de 35 Q27 da prova

Considere o circuito da Figura abaixo.

Questão 28 de 35 Q28 da prova

A liga Fe-C, utilizada na construção mecânica, é classificada de acordo com o percentual de carbono (C) presente nessa composição. Assinale a alternativa em que o percentual de carbono está classificado de forma INCORRETA:

Questão 29 de 35 Q29 da prova

Uma transmissão é composta por três engrenagens engajadas sucessivamente, sendo o número de dentes de cada uma delas Z1 = 21, Z2 = 36 e Z3 = 63 dentes. O módulo das engrenagens é m = 4 mm. A figura abaixo mostra o desenho esquemático da disposição das engrenagens. O pinhão tem rotação de 1245 rpm (SAH – Sentido Anti-horário). Assinale a alternativa que apresenta os valores CORRETOS da distância entre os eixos 1 e 2, 2 e 3, o valor do trem, a rotação e o sentido de giro de Z3, respectivamente:

Questão 30 de 35 Q30 da prova

Aços liga são ligas de ferro e carbono que contêm, entre tantos outros elementos, o Mn, Mg, Co e o Cr. Cada um desses elementos, ao ser adicionado na liga Fe-C, atribui a esta certas características mecânicas, térmicas e químicas muito desejadas. Dentro desse aspecto, a inclusão de Cr atribui ao aço uma característica muito interessante, resistência à corrosão, o que se destaca a partir de um determinado percentual. Para que a liga de aço tenha a propriedade de resistência à corrosão e seja determinada como aço inoxidável, o percentual de Cr incluído deve ser acima de:

Questão 31 de 35 Q31 da prova

O aço carbono é uma liga dos elementos Ferro (Fe) e o Carbono com baixos teores de outros elementos. O tratamento térmico dos aços é conhecido como têmpera, uma alteração da estrutura cristalográfica do material, através de um processo térmico, que atribui características de endurecimento à estrutura do aço. O percentual mínimo de carbono necessário para que a têmpera ocorra no aço-carbono é:

Questão 32 de 35 Q32 da prova

Sobre as ligas não ferrosas, o Latão é um dos metais largamente utilizados na indústria. A composição desse material é formada por dois elementos principais, que são, respectivamente:

Questão 33 de 35 Q33 da prova

As máquinas e equipamentos necessitam de reparos, ou seja, de manutenção. O método de manutenção que NÃO está associado às práticas que antecipam o reparo de algum equipamento ou máquina é o:

Questão 34 de 35 Q34 da prova

Assinale a alternativa que NÃO apresenta os equipamentos de proteção individual (EPI) que devem ser utilizados na manutenção elétrica de uma máquina ou equipamento:

Questão 35 de 35 Q35 da prova

A administração da manutenção envolve determinados custos. Assinale a alternativa que apresenta os tipos de custos de manutenção:

Acertos
Erros
35
Total