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Prova Técnico de Enfermagem - Pref. Caieiras/SP
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Questão 1 de 40 Q1 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 6.

Até breve

Há temperamentos urbanos por nascimento, mas há, igualmente, os temperamentos rurais. Uns só podem viver no asfalto, embalam-se com o escapamento das lambretas, escutam a voz dos anjos no rádio do vizinho e vão para a fila da carne como para festinha de aniversário. O rural, ao contrário, só consegue viver na cidade como escafandrista debaixo d’água: de vez em quando carece ir à tona, a fim de se livrar da pressão; doses ilimitadas de cidade são, para tal gente, perigo de morte certa, bolha de ar no sangue, pulmão achatado, colapso periférico. Que fazer se sou um desses — se aqui em casa somos rurais? Eis por que esta semana me parto, em procura do retiro sertanejo de todos os anos. Alguns meses passaremos entre céu e terra, sem edifícios nem ruas, nem lotações, nem política, nem literatos, nem teatro, nem cinema; nenhum dos encantos da civilização a prejudicar o indispensável recolhimento pelo qual a alma chora e que o corpo não dispensa, sob pena de morrer ou enloucar e sair brizolando por aí, atirando pedra em quem não merece. Dirá quem não gosta de mim que isso é folga, que lugar de cronista é no asfalto, e que só se podem comentar acontecimentos estando no meio deles. E eu responderei que folgados têm muitos, mas não sou desses, minha lei e minha fé é o esforço e o sofrimento; e lembrarei também a verdade elementar de que não há perspectiva sem distância, e se há uma coisa neste país de que carecemos tanto quanto de divisas fortes, é de perspectiva. Vivemos dentro demais dos acontecimentos, somos absorvidos por eles, sugestionados por eles, exacerbados por eles. Eles é que nos arrastam, não somos nós que os esmiuçamos. [...] Envolvida pela fofoca, o transitório, o gás néon, perde a gente aqui os olhos de ver as grandes coisas. E tem mais: lembremo-nos de que hoje em dia já não há isolamento campestre que nos afaste do noticiário. Na selva mais perdida basta um pequeno transistor para nos transformar na testemunha auditiva da história. [...] Que vale a distância quando temos as asas do rádio? [...] Vocês aqui, e nas outras cidades grandes, pensam que são os únicos seres vivos do mundo — ou pelo menos do só mundo que interessa. Talvez, talvez contudo, ainda sobre muito mundo por aí. Vocês são os dançarinos no palco e não enxergam a plateia no escuro, por causa dos holofotes que só botam luz no pessoal do balé. Porém, há mais gente do lado de lá do que do lado de cá. Deixem-me ir para lá um pouquinho, para ver se lhes mando o eco do que vocês cantam, para lhes dizer na verdade se vocês funcionam e estão vivos. Lá para onde eu vou tem milhões, sim, milhões mais de povo do que aqui. Vocês não sabem deles, mas eles sabem de vocês. A comparação da plateia é certa: lindo pode ser o espetáculo, mas sem plateia não tem razão de ser; só da plateia é que parte a ovação ou a pateada. Meu Deus, estou falando tão bobo, cheia de imagens e de charadas, mas é isso — preciso mesmo sair de baixo da pressão, limpar o sangue. Sentiram o drama? O doutor bota aqui a lei do arroz, do açúcar ou da carne — deixem a gente ir ver como é que essa lei funciona lá no roçado onde o arroz nasce! [...] Enfim, enfim, as desculpas são muitas, mas a verdade é uma: está chovendo no Ceará que é uma beleza... Adeus, Guanabara, adeus!

Com a leitura do texto, depreende-se que, na visão da narradora:

Questão 2 de 40 Q2 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 6.

Até breve

Há temperamentos urbanos por nascimento, mas há, igualmente, os temperamentos rurais. Uns só podem viver no asfalto, embalam-se com o escapamento das lambretas, escutam a voz dos anjos no rádio do vizinho e vão para a fila da carne como para festinha de aniversário. O rural, ao contrário, só consegue viver na cidade como escafandrista debaixo d’água: de vez em quando carece ir à tona, a fim de se livrar da pressão; doses ilimitadas de cidade são, para tal gente, perigo de morte certa, bolha de ar no sangue, pulmão achatado, colapso periférico. Que fazer se sou um desses — se aqui em casa somos rurais? Eis por que esta semana me parto, em procura do retiro sertanejo de todos os anos. Alguns meses passaremos entre céu e terra, sem edifícios nem ruas, nem lotações, nem política, nem literatos, nem teatro, nem cinema; nenhum dos encantos da civilização a prejudicar o indispensável recolhimento pelo qual a alma chora e que o corpo não dispensa, sob pena de morrer ou enloucar e sair brizolando por aí, atirando pedra em quem não merece. Dirá quem não gosta de mim que isso é folga, que lugar de cronista é no asfalto, e que só se podem comentar acontecimentos estando no meio deles. E eu responderei que folgados têm muitos, mas não sou desses, minha lei e minha fé é o esforço e o sofrimento; e lembrarei também a verdade elementar de que não há perspectiva sem distância, e se há uma coisa neste país de que carecemos tanto quanto de divisas fortes, é de perspectiva. Vivemos dentro demais dos acontecimentos, somos absorvidos por eles, sugestionados por eles, exacerbados por eles. Eles é que nos arrastam, não somos nós que os esmiuçamos. [...] Envolvida pela fofoca, o transitório, o gás néon, perde a gente aqui os olhos de ver as grandes coisas. E tem mais: lembremo-nos de que hoje em dia já não há isolamento campestre que nos afaste do noticiário. Na selva mais perdida basta um pequeno transistor para nos transformar na testemunha auditiva da história. [...] Que vale a distância quando temos as asas do rádio? [...] Vocês aqui, e nas outras cidades grandes, pensam que são os únicos seres vivos do mundo — ou pelo menos do só mundo que interessa. Talvez, talvez contudo, ainda sobre muito mundo por aí. Vocês são os dançarinos no palco e não enxergam a plateia no escuro, por causa dos holofotes que só botam luz no pessoal do balé. Porém, há mais gente do lado de lá do que do lado de cá. Deixem-me ir para lá um pouquinho, para ver se lhes mando o eco do que vocês cantam, para lhes dizer na verdade se vocês funcionam e estão vivos. Lá para onde eu vou tem milhões, sim, milhões mais de povo do que aqui. Vocês não sabem deles, mas eles sabem de vocês. A comparação da plateia é certa: lindo pode ser o espetáculo, mas sem plateia não tem razão de ser; só da plateia é que parte a ovação ou a pateada. Meu Deus, estou falando tão bobo, cheia de imagens e de charadas, mas é isso — preciso mesmo sair de baixo da pressão, limpar o sangue. Sentiram o drama? O doutor bota aqui a lei do arroz, do açúcar ou da carne — deixem a gente ir ver como é que essa lei funciona lá no roçado onde o arroz nasce! [...] Enfim, enfim, as desculpas são muitas, mas a verdade é uma: está chovendo no Ceará que é uma beleza... Adeus, Guanabara, adeus!

No excerto “ Vocês são os dançarinos no palco e não enxergam a plateia no escuro ”, é predominante a figura de linguagem denominada:

Questão 3 de 40 Q3 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 6.

Até breve

Há temperamentos urbanos por nascimento, mas há, igualmente, os temperamentos rurais. Uns só podem viver no asfalto, embalam-se com o escapamento das lambretas, escutam a voz dos anjos no rádio do vizinho e vão para a fila da carne como para festinha de aniversário. O rural, ao contrário, só consegue viver na cidade como escafandrista debaixo d’água: de vez em quando carece ir à tona, a fim de se livrar da pressão; doses ilimitadas de cidade são, para tal gente, perigo de morte certa, bolha de ar no sangue, pulmão achatado, colapso periférico. Que fazer se sou um desses — se aqui em casa somos rurais? Eis por que esta semana me parto, em procura do retiro sertanejo de todos os anos. Alguns meses passaremos entre céu e terra, sem edifícios nem ruas, nem lotações, nem política, nem literatos, nem teatro, nem cinema; nenhum dos encantos da civilização a prejudicar o indispensável recolhimento pelo qual a alma chora e que o corpo não dispensa, sob pena de morrer ou enloucar e sair brizolando por aí, atirando pedra em quem não merece. Dirá quem não gosta de mim que isso é folga, que lugar de cronista é no asfalto, e que só se podem comentar acontecimentos estando no meio deles. E eu responderei que folgados têm muitos, mas não sou desses, minha lei e minha fé é o esforço e o sofrimento; e lembrarei também a verdade elementar de que não há perspectiva sem distância, e se há uma coisa neste país de que carecemos tanto quanto de divisas fortes, é de perspectiva. Vivemos dentro demais dos acontecimentos, somos absorvidos por eles, sugestionados por eles, exacerbados por eles. Eles é que nos arrastam, não somos nós que os esmiuçamos. [...] Envolvida pela fofoca, o transitório, o gás néon, perde a gente aqui os olhos de ver as grandes coisas. E tem mais: lembremo-nos de que hoje em dia já não há isolamento campestre que nos afaste do noticiário. Na selva mais perdida basta um pequeno transistor para nos transformar na testemunha auditiva da história. [...] Que vale a distância quando temos as asas do rádio? [...] Vocês aqui, e nas outras cidades grandes, pensam que são os únicos seres vivos do mundo — ou pelo menos do só mundo que interessa. Talvez, talvez contudo, ainda sobre muito mundo por aí. Vocês são os dançarinos no palco e não enxergam a plateia no escuro, por causa dos holofotes que só botam luz no pessoal do balé. Porém, há mais gente do lado de lá do que do lado de cá. Deixem-me ir para lá um pouquinho, para ver se lhes mando o eco do que vocês cantam, para lhes dizer na verdade se vocês funcionam e estão vivos. Lá para onde eu vou tem milhões, sim, milhões mais de povo do que aqui. Vocês não sabem deles, mas eles sabem de vocês. A comparação da plateia é certa: lindo pode ser o espetáculo, mas sem plateia não tem razão de ser; só da plateia é que parte a ovação ou a pateada. Meu Deus, estou falando tão bobo, cheia de imagens e de charadas, mas é isso — preciso mesmo sair de baixo da pressão, limpar o sangue. Sentiram o drama? O doutor bota aqui a lei do arroz, do açúcar ou da carne — deixem a gente ir ver como é que essa lei funciona lá no roçado onde o arroz nasce! [...] Enfim, enfim, as desculpas são muitas, mas a verdade é uma: está chovendo no Ceará que é uma beleza... Adeus, Guanabara, adeus!

Um termo sinônimo de “elementar” , no excerto “lembrarei também a verdade elementar de que não há perspectiva sem distância”, é:

Questão 4 de 40 Q4 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 6.

Até breve

Há temperamentos urbanos por nascimento, mas há, igualmente, os temperamentos rurais. Uns só podem viver no asfalto, embalam-se com o escapamento das lambretas, escutam a voz dos anjos no rádio do vizinho e vão para a fila da carne como para festinha de aniversário. O rural, ao contrário, só consegue viver na cidade como escafandrista debaixo d’água: de vez em quando carece ir à tona, a fim de se livrar da pressão; doses ilimitadas de cidade são, para tal gente, perigo de morte certa, bolha de ar no sangue, pulmão achatado, colapso periférico. Que fazer se sou um desses — se aqui em casa somos rurais? Eis por que esta semana me parto, em procura do retiro sertanejo de todos os anos. Alguns meses passaremos entre céu e terra, sem edifícios nem ruas, nem lotações, nem política, nem literatos, nem teatro, nem cinema; nenhum dos encantos da civilização a prejudicar o indispensável recolhimento pelo qual a alma chora e que o corpo não dispensa, sob pena de morrer ou enloucar e sair brizolando por aí, atirando pedra em quem não merece. Dirá quem não gosta de mim que isso é folga, que lugar de cronista é no asfalto, e que só se podem comentar acontecimentos estando no meio deles. E eu responderei que folgados têm muitos, mas não sou desses, minha lei e minha fé é o esforço e o sofrimento; e lembrarei também a verdade elementar de que não há perspectiva sem distância, e se há uma coisa neste país de que carecemos tanto quanto de divisas fortes, é de perspectiva. Vivemos dentro demais dos acontecimentos, somos absorvidos por eles, sugestionados por eles, exacerbados por eles. Eles é que nos arrastam, não somos nós que os esmiuçamos. [...] Envolvida pela fofoca, o transitório, o gás néon, perde a gente aqui os olhos de ver as grandes coisas. E tem mais: lembremo-nos de que hoje em dia já não há isolamento campestre que nos afaste do noticiário. Na selva mais perdida basta um pequeno transistor para nos transformar na testemunha auditiva da história. [...] Que vale a distância quando temos as asas do rádio? [...] Vocês aqui, e nas outras cidades grandes, pensam que são os únicos seres vivos do mundo — ou pelo menos do só mundo que interessa. Talvez, talvez contudo, ainda sobre muito mundo por aí. Vocês são os dançarinos no palco e não enxergam a plateia no escuro, por causa dos holofotes que só botam luz no pessoal do balé. Porém, há mais gente do lado de lá do que do lado de cá. Deixem-me ir para lá um pouquinho, para ver se lhes mando o eco do que vocês cantam, para lhes dizer na verdade se vocês funcionam e estão vivos. Lá para onde eu vou tem milhões, sim, milhões mais de povo do que aqui. Vocês não sabem deles, mas eles sabem de vocês. A comparação da plateia é certa: lindo pode ser o espetáculo, mas sem plateia não tem razão de ser; só da plateia é que parte a ovação ou a pateada. Meu Deus, estou falando tão bobo, cheia de imagens e de charadas, mas é isso — preciso mesmo sair de baixo da pressão, limpar o sangue. Sentiram o drama? O doutor bota aqui a lei do arroz, do açúcar ou da carne — deixem a gente ir ver como é que essa lei funciona lá no roçado onde o arroz nasce! [...] Enfim, enfim, as desculpas são muitas, mas a verdade é uma: está chovendo no Ceará que é uma beleza... Adeus, Guanabara, adeus!

Considerando-se as diferentes funções que a palavra “que” pode desempenhar, no contexto “Eis por que esta semana me parto”, o vocábulo atua como:

Questão 5 de 40 Q5 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 6.

Até breve

Há temperamentos urbanos por nascimento, mas há, igualmente, os temperamentos rurais. Uns só podem viver no asfalto, embalam-se com o escapamento das lambretas, escutam a voz dos anjos no rádio do vizinho e vão para a fila da carne como para festinha de aniversário. O rural, ao contrário, só consegue viver na cidade como escafandrista debaixo d’água: de vez em quando carece ir à tona, a fim de se livrar da pressão; doses ilimitadas de cidade são, para tal gente, perigo de morte certa, bolha de ar no sangue, pulmão achatado, colapso periférico. Que fazer se sou um desses — se aqui em casa somos rurais? Eis por que esta semana me parto, em procura do retiro sertanejo de todos os anos. Alguns meses passaremos entre céu e terra, sem edifícios nem ruas, nem lotações, nem política, nem literatos, nem teatro, nem cinema; nenhum dos encantos da civilização a prejudicar o indispensável recolhimento pelo qual a alma chora e que o corpo não dispensa, sob pena de morrer ou enloucar e sair brizolando por aí, atirando pedra em quem não merece. Dirá quem não gosta de mim que isso é folga, que lugar de cronista é no asfalto, e que só se podem comentar acontecimentos estando no meio deles. E eu responderei que folgados têm muitos, mas não sou desses, minha lei e minha fé é o esforço e o sofrimento; e lembrarei também a verdade elementar de que não há perspectiva sem distância, e se há uma coisa neste país de que carecemos tanto quanto de divisas fortes, é de perspectiva. Vivemos dentro demais dos acontecimentos, somos absorvidos por eles, sugestionados por eles, exacerbados por eles. Eles é que nos arrastam, não somos nós que os esmiuçamos. [...] Envolvida pela fofoca, o transitório, o gás néon, perde a gente aqui os olhos de ver as grandes coisas. E tem mais: lembremo-nos de que hoje em dia já não há isolamento campestre que nos afaste do noticiário. Na selva mais perdida basta um pequeno transistor para nos transformar na testemunha auditiva da história. [...] Que vale a distância quando temos as asas do rádio? [...] Vocês aqui, e nas outras cidades grandes, pensam que são os únicos seres vivos do mundo — ou pelo menos do só mundo que interessa. Talvez, talvez contudo, ainda sobre muito mundo por aí. Vocês são os dançarinos no palco e não enxergam a plateia no escuro, por causa dos holofotes que só botam luz no pessoal do balé. Porém, há mais gente do lado de lá do que do lado de cá. Deixem-me ir para lá um pouquinho, para ver se lhes mando o eco do que vocês cantam, para lhes dizer na verdade se vocês funcionam e estão vivos. Lá para onde eu vou tem milhões, sim, milhões mais de povo do que aqui. Vocês não sabem deles, mas eles sabem de vocês. A comparação da plateia é certa: lindo pode ser o espetáculo, mas sem plateia não tem razão de ser; só da plateia é que parte a ovação ou a pateada. Meu Deus, estou falando tão bobo, cheia de imagens e de charadas, mas é isso — preciso mesmo sair de baixo da pressão, limpar o sangue. Sentiram o drama? O doutor bota aqui a lei do arroz, do açúcar ou da carne — deixem a gente ir ver como é que essa lei funciona lá no roçado onde o arroz nasce! [...] Enfim, enfim, as desculpas são muitas, mas a verdade é uma: está chovendo no Ceará que é uma beleza... Adeus, Guanabara, adeus!

Analise o seguinte excerto, com especial atenção aos pronomes enumerados: “Vivemos dentro demais dos acontecimentos, somos absorvidos por eles(1), sugestionados por eles(2), exacerbados por eles(3). Eles(4) é que nos arrastam, não somos nós que os esmiuçamos”. Ainda que se apresentem de uma mesma forma, os pronomes em destaque desempenham funções sintáticas diferentes. Por essa razão, classificam-se, respectivamente, como:

Questão 6 de 40 Q6 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 6.

Até breve

Há temperamentos urbanos por nascimento, mas há, igualmente, os temperamentos rurais. Uns só podem viver no asfalto, embalam-se com o escapamento das lambretas, escutam a voz dos anjos no rádio do vizinho e vão para a fila da carne como para festinha de aniversário. O rural, ao contrário, só consegue viver na cidade como escafandrista debaixo d’água: de vez em quando carece ir à tona, a fim de se livrar da pressão; doses ilimitadas de cidade são, para tal gente, perigo de morte certa, bolha de ar no sangue, pulmão achatado, colapso periférico. Que fazer se sou um desses — se aqui em casa somos rurais? Eis por que esta semana me parto, em procura do retiro sertanejo de todos os anos. Alguns meses passaremos entre céu e terra, sem edifícios nem ruas, nem lotações, nem política, nem literatos, nem teatro, nem cinema; nenhum dos encantos da civilização a prejudicar o indispensável recolhimento pelo qual a alma chora e que o corpo não dispensa, sob pena de morrer ou enloucar e sair brizolando por aí, atirando pedra em quem não merece. Dirá quem não gosta de mim que isso é folga, que lugar de cronista é no asfalto, e que só se podem comentar acontecimentos estando no meio deles. E eu responderei que folgados têm muitos, mas não sou desses, minha lei e minha fé é o esforço e o sofrimento; e lembrarei também a verdade elementar de que não há perspectiva sem distância, e se há uma coisa neste país de que carecemos tanto quanto de divisas fortes, é de perspectiva. Vivemos dentro demais dos acontecimentos, somos absorvidos por eles, sugestionados por eles, exacerbados por eles. Eles é que nos arrastam, não somos nós que os esmiuçamos. [...] Envolvida pela fofoca, o transitório, o gás néon, perde a gente aqui os olhos de ver as grandes coisas. E tem mais: lembremo-nos de que hoje em dia já não há isolamento campestre que nos afaste do noticiário. Na selva mais perdida basta um pequeno transistor para nos transformar na testemunha auditiva da história. [...] Que vale a distância quando temos as asas do rádio? [...] Vocês aqui, e nas outras cidades grandes, pensam que são os únicos seres vivos do mundo — ou pelo menos do só mundo que interessa. Talvez, talvez contudo, ainda sobre muito mundo por aí. Vocês são os dançarinos no palco e não enxergam a plateia no escuro, por causa dos holofotes que só botam luz no pessoal do balé. Porém, há mais gente do lado de lá do que do lado de cá. Deixem-me ir para lá um pouquinho, para ver se lhes mando o eco do que vocês cantam, para lhes dizer na verdade se vocês funcionam e estão vivos. Lá para onde eu vou tem milhões, sim, milhões mais de povo do que aqui. Vocês não sabem deles, mas eles sabem de vocês. A comparação da plateia é certa: lindo pode ser o espetáculo, mas sem plateia não tem razão de ser; só da plateia é que parte a ovação ou a pateada. Meu Deus, estou falando tão bobo, cheia de imagens e de charadas, mas é isso — preciso mesmo sair de baixo da pressão, limpar o sangue. Sentiram o drama? O doutor bota aqui a lei do arroz, do açúcar ou da carne — deixem a gente ir ver como é que essa lei funciona lá no roçado onde o arroz nasce! [...] Enfim, enfim, as desculpas são muitas, mas a verdade é uma: está chovendo no Ceará que é uma beleza... Adeus, Guanabara, adeus!

As palavras destacadas no excerto a seguir, “ Lá para onde eu vou tem milhões, sim, milhões mais de povo do que aqui”, pertencem à classe gramatical:

Questão 7 de 40 Q7 da prova

A ênclise está aplicada em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa apenas em:

Questão 8 de 40 Q8 da prova

Nas palavras apresentadas a seguir, foram destacados diferentes elementos mórficos. Identifique aquela cuja parte em destaque corresponde a um morfema de número.

Questão 9 de 40 Q9 da prova

Não há erro ortográfico apenas em:

Questão 10 de 40 Q10 da prova

Todas as sentenças a seguir apresentam regência verbal transitiva direta, exceto:

Questão 11 de 40 Q11 da prova

Um agricultor observa o crescimento de uma de suas plantas. Ele mensura que às 14h00 do dia 01 de janeiro, a planta tinha 5 cm de comprimento, e que no mesmo horário no dia 21 de janeiro (do mesmo ano), a planta já estava com 9 cm de comprimento. Se a planta continuar crescendo na mesma proporção em centímetros por dia, qual tamanho terá às 14h00 do dia 20 de fevereiro do mesmo ano? Considere que o mês de janeiro tem 31 dias.

Questão 12 de 40 Q12 da prova

Em uma gráfica, 4 impressoras juntas conseguem imprimir 960 livros em 12 horas. A gráfica decide comprar mais 2 impressoras iguais às anteriores. Quantas horas serão necessárias para que todas as 6 impressoras juntas imprimam os mesmos 960 livros?

Questão 13 de 40 Q13 da prova

Uma calçada de extensão de 2 km será construída utilizando-se blocos de concreto de 10 cm de largura, que serão instalados lado a lado. Quantos blocos serão necessários para construir a calçada?

Questão 14 de 40 Q14 da prova

Em uma prova, a média aritmética simples das notas de uma turma com 30 alunos foi 6,8. Para ajudar os alunos, o professor decidiu aplicar uma prova complementar contendo uma única questão. Aqueles que acertaram a questão dada tiveram sua nota acrescida de 1,0 ponto. Os que erraram, não pontuaram. O professor recalculou a média e resultou em 7,6. Com isso, quantos alunos acertaram a questão complementar?

Questão 15 de 40 Q15 da prova

Qual deve ser a altura, em metros, de um paralelepípedo que tem uma base quadrada de lado 80 cm para que seu volume seja 1 metro cúbico?

Questão 16 de 40 Q16 da prova

Ao utilizar o sistema operacional Windows 7, acessar um diretório e clicar com o botão direito do mouse sobre uma pasta, é exibido um menu contextual com diversas opções para gerenciar e configurar o item selecionado. Nesse contexto, qual das alternativas abaixo não será apresentada no menu contextual:

Questão 17 de 40 Q17 da prova

No sistema operacional Windows, é possível utilizar combinações de teclas de atalho para executar ações rápidas e facilitar a interação com o ambiente de trabalho. Considerando a combinação de teclas Alt + Esc no Windows 7, qual é o resultado obtido ao utilizá-la:

Questão 18 de 40 Q18 da prova

O Bloco de Notas é um Software do sistema operacional Windows desde suas primeiras versões. Ele é amplamente utilizado para rotinas simples. Considerando as funcionalidades desse software, assinale a alternativa correta.

Questão 19 de 40 Q19 da prova

No contexto da tecnologia de transmissão de dados e navegação na internet, algumas soluções permitem a comunicação entre dispositivos próximos de forma prática e eficiente. Considerando as informações apresentadas, assinale a alternativa que completa corretamente o texto a seguir: O ___________ é uma tecnologia que utiliza sinais de rádio de alta frequência para permitir a transmissão de dados entre dispositivos eletrônicos próximos. A distância recomendada para seu funcionamento é de até 10 metros, enquanto a distância máxima, alcançada em condições ideais, pode chegar a 100 metros. Um dos benefícios dessa tecnologia é a possibilidade de integração com dispositivos variados, como notebooks, smartphones, computadores de mesa, mouses, teclados, joysticks e fones de ouvido, devido ao baixo custo e ao tamanho compacto de seus transmissores.

Questão 20 de 40 Q20 da prova

No Microsoft Excel 2019, diversas ferramentas estão disponíveis para facilitar a navegação e o manuseio de dados em planilhas. Com base nesse recurso, assinale a alternativa que descreve corretamente a função da opção "Congelar Painéis", localizada na guia "Exibir":

Questão 21 de 40 Q21 da prova

É importante ao técnico de enfermagem saber reconhecer quais são as atividades que são de responsabilidade do enfermeiro, para reportar-se a ele. Nesse sentido, compete ao enfermeiro como integrante da equipe de saúde as atribuições abaixo. Assinale a alternativa INCORRETA:

Questão 22 de 40 Q22 da prova

O conhecimento sobre os tempos relacionados à ação de um medicamento é essencial para que se possa prever seus efeitos. O período necessário para que o medicamento alcance sua concentração mais alta e efetiva no organismo é denominado de:

Questão 23 de 40 Q23 da prova

Em situações de urgência e emergência, a equipe de enfermagem deve estar preparada para identificar e manejar condições que podem comprometer a vida do paciente. Conhecer os possíveis sintomas é uma dessas exigências. Assim, qual das descrições abaixo corresponde ao sintoma conhecido como angioedema?

Questão 24 de 40 Q24 da prova

Qual é o exame realizado com o objetivo de isolar e identificar micro-organismos patogênicos no sangue, sendo essencial no diagnóstico de infecções hospitalares e doenças como endocardite?

Questão 25 de 40 Q25 da prova

Em relação à administração de medicamentos, observe a seguinte situação: “duas drogas são administradas juntas e uma potencializa o efeito da outra”; a situação relatada descreve que tipo de interação?

Questão 26 de 40 Q26 da prova

Sobre os curativos convencionais, realizados com o uso de compressas de gaze, assinale a alternativa CORRETA:

Questão 27 de 40 Q27 da prova

Sobre os cuidados e medidas fundamentais para o preparo e a administração segura de medicamentos, assinale a alternativa correta:

Questão 28 de 40 Q28 da prova

A febre pode ser causada por diversas condições. Assinale a alternativa que NÃO representa uma causa para a ocorrência de febre:

Questão 29 de 40 Q29 da prova

Sobre o procedimento de higienização das mãos para assepsia cirúrgica, de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), assinale a alternativa CORRETA:

Questão 30 de 40 Q30 da prova

O banho no leito é uma necessidade básica de higiene e conforto, especialmente para pacientes em estado grave. Sobre a técnica do banho no leito, assinale a alternativa correta:

Questão 31 de 40 Q31 da prova

A admissão de pacientes na UTI deve ser realizada com base em critérios específicos, considerando as prioridades de atenção e os benefícios que o paciente pode obter com o tratamento intensivo. De acordo com os critérios de admissão. Os critérios de admissão apoiam-se basicamente em dois modelos: um baseado nas funções orgânicas e outro nas prioridades de atendimento. No modelo de prioridades de atenção, distinguem-se aqueles pacientes que se beneficiarão do atendimento na UTI daqueles que não se beneficiarão. Ao ingressar, os critérios são: I - Prioridade I - paciente em estado agudo crítico, instável, com necessidade de tratamento intensivo e monitoração. II - Prioridade II - pacientes que precisem de monitoração intensiva e que possam necessitar de intervenções imediatas, como consequência de eventos graves agudos ou complicação de procedimentos médicos ou cirúrgicos. III - Prioridade III - paciente em estado agudo crítico, instável, com poucas possibilidades de recuperar-se das condições subjacentes ou pela própria natureza da doença aguda. IV - Prioridade IV - pacientes para os quais a internação na UTI é considerada inapropriada. A admissão desses pacientes deve ser decidida de maneira individualizada, sob circunstâncias não comuns e ajuizadas pelo médico responsável da UTI. É correto o que se afirma em:

Questão 32 de 40 Q32 da prova

A febre é classificada de acordo com a temperatura axilar. Qual alternativa descreve corretamente essas classificações?

Questão 33 de 40 Q33 da prova

Para cuidar da higiene, conforto e segurança do paciente, é preciso conhecer a constituição da pele. Nesse sentido, qual camada da pele é composta por tecido adiposo e conectivo, conectando a derme às estruturas subjacentes, além de conter vasos sanguíneos, vasos linfáticos e nervos?

Questão 34 de 40 Q34 da prova

Na terminologia cirúrgica, os prefixos possuem significados específicos que ajudam a identificar estruturas ou condições. Qual é o prefixo relacionado ao sangue?

Questão 35 de 40 Q35 da prova

Para administrar 500mL de SF 0,9% EV a cada 4 horas, quantas gotas deverão correr em 1 minuto?

Questão 36 de 40 Q36 da prova

Segundo a Lei do Exercício Profissional de Enfermagem n.º 7.498/86, qual das alternativas abaixo condiz literalmente com o enunciado que descreve uma das atribuições do técnico de enfermagem.

Questão 37 de 40 Q37 da prova

No cuidado da enfermagem ao paciente cirúrgico, é necessário conhecer terminologias específicas que são empregadas ao longo do procedimento. Nesse sentido, como é chamada a ligadura natural ou cirúrgica de dois canais ou vasos?

Questão 38 de 40 Q38 da prova

Os sinais vitais são uma parte da base de dados de avaliação no histórico de enfermagem. Avalie as seguintes afirmativas de quando a enfermagem deve medir os sinais vitais: I - Na internação em uma unidade de saúde. II - Ao avaliar um paciente durante as visitas domiciliares. III - Em um hospital, em uma programação de rotina de acordo com o pedido do profissional de saúde ou normas de práticas hospitalares antes, durante e após um procedimento cirúrgico ou procedimento diagnóstico invasivo. IV - Antes, nunca durante e somente após uma transfusão de sangue e hemoderivados. V - Antes, durante e após a administração de medicamentos ou terapias que afetam as funções cardiovascular, respiratória ou de controle de temperatura. É correto o que se afirma em:

Questão 39 de 40 Q39 da prova

Para realizar a higiene íntima/perineal, são necessários os seguintes materiais: I – Luva estéril II – Solução degermante padronizada pela instituição III – Comadre IV – Jarro com água morna V – Compressas para degermação É verdadeiro o que se afirma em:

Questão 40 de 40 Q40 da prova

Sobre as diferentes posições de decúbito, observe as seguintes características: “elevação da cabeceira da maca em um ângulo que pode variar entre 45° a 60°; o paciente fica em uma posição semissentada, que ajuda no alívio da pressão sobre a cavidade torácica, pois afasta os órgãos que pressionam o diafragma, facilitando a função pulmonar do enfermo. Normalmente, é utilizada para a recuperação de pacientes que passaram por cirurgia abdominal, preservando-o da formação de edemas e hematomas. Assim como, facilita a alimentação e, em alguns casos, evita a aspiração de secreções”. Como é definida a posição descrita anteriormente?

Acertos
Erros
40
Total