Em 2010, Almeida Filho publicou suas reflexões e hipóteses a respeito dos pensamentos de Abraham Flexner, presentes no Relatório Flexner e em outras obras. Analise as assertivas abaixo, tendo em vista essas reflexões e hipóteses: I. Flexner foi defensor de uma formação médica com base em conteúdos e não em métodos, partindo de uma visão de saúde exclusivamente biológica, apoiada em um modelo de prática curativa e individual. II. As propostas de Flexner para a educação médica incluíam a reforma curricular (com base em disciplinas) e institucional (removendo as cátedras), a adoção de tempo integral para os docentes das formações pré-clínicas e a redução do número de alunos nas salas e nas enfermarias. III. As ideias de Flexner, tomadas em conjunto, apontam à necessidade de uma educação médica geral, incluindo formação nas humanidades e na cultura, além das ciências básicas da saúde. Quais estão corretas?
Analise as assertivas abaixo, de acordo com Campos (2005), sobre o encontro trabalhador-usuário na atenção à saúde: I. A ampliação e a reformulação da clínica, valorizando os aspectos intersubjetivos e comunicativos, podem prescindir dos aspectos técnicos do trabalho, pois estes são incapazes de alavancar novos processos criativos e abertos à diversidade. II. A gestão em saúde deve criar dispositivos que permitam a tomada de decisões de forma coletiva e democrática, com tempos e espaços de fala e trocas, visando barrar e anular a influência de estados pulsionais inconscientes dos trabalhadores da saúde. III. A exacerbação dos apelos ideológicos na defesa do SUS é a estratégia mais adequada e pertinente para que os trabalhadores da saúde enfrentem seu próprio sofrimento psíquico, devendo, assim, ser estimulada por todos os atores sociais identificados com a Reforma Sanitária. Quais estão INCORRETAS?
Segundo Vilaça Mendes (2012), a situação epidemiológica brasileira é singular e complexa, podendo ser caracterizada pelas seguintes características, EXCETO:
Qual das alternativas abaixo corresponde às reflexões de Vilaça Mendes (2012) sobre as relações entre as Redes de Atenção à Saúde (RASs) e a Atenção Primária à Saúde (APS)?
Analise as assertivas abaixo sobre as definições apresentadas: I. Incidência indica o número de casos novos ocorridos em certo período de tempo em uma população específica. II. Letalidade é a relação entre o número de óbitos resultantes de determinada doença e o número de pessoas acometidas pela mesma, em certo período de tempo. III. Indicador de saúde é uma variável que não pode ser medida diretamente para refletir o estado de saúde das pessoas dentro de uma comunidade. Quais estão corretas?
Qual das alternativas abaixo NÃO corresponde à análise de Campos et al. (2013) sobre a utilização de evidências nas políticas e práticas em Saúde Mental?
A Portaria nº 3.088/2011 institui a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) para pessoas com sofrimento ou transtorno mental, incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Qual das alternativas abaixo apresenta um componente que NÃO constitui a RAPS?
Assinale a alternativa correta, de acordo com Campos (2000), sobre o campo e o núcleo de saberes e de práticas da saúde coletiva.
Analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas: ( ) Epidemia é a ocorrência, em uma região ou comunidade, de um número de casos em excesso, o que normalmente é esperado. ( ) A dinâmica de uma epidemia é determinada pelas características do seu agente, seu modo de transmissão e pela suscetibilidade dos seus hospedeiros humanos. ( ) As doenças transmissíveis são chamadas de endêmicas quando, em uma área geográfica ou grupo populacional, apresentam um padrão de ocorrência relativamente estável, com elevada incidência e baixa prevalência. ( ) A expressão “fator de risco” é geralmente utilizada para descrever fatores associados ao risco de desenvolvimento de uma doença que são suficientes para causá-la. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Analise as assertivas a seguir em relação à Lei nº 8.080/1990, que dispõe sobre as condições para promoção, proteção e recuperação da saúde, organização e funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências: I. A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover algumas condições indispensáveis ao seu pleno exercício. II. O dever do Estado de garantir a saúde não exclui os das pessoas, da família, das empresas e da sociedade. III. A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais. Quais estão corretas?
Campos (2011) analisa três racionalidades para compreender a relação entre conhecimento e prática, as quais se distinguem exatamente pelas maneiras como interferem no modo como os agentes lidam com a relação entre o saber e o fazer. Considerando essas racionalidades, relacione a Coluna 1 à Coluna 2. Coluna 1 1. Racionalidade tecnológica. 2. Racionalidade de práxis. 3. Racionalidade da arte. Coluna 2 ( ) Invenção, talento e intuição são elementos constitutivos do agente. ( ) O trabalho e as práticas humanas são regulados pelo saber previamente acumulado, de preferência consolidado como ciência. ( ) Conhece e leva em consideração, ainda que de forma crítica, o saber instituído, já que não se trataria de reinventar tudo a cada intervenção ou atividade. ( ) Reconhece contradições, paradoxos e aporias, buscando orientar a ação humana a partir de sínteses construídas pelos autores em cada processo. ( ) A variabilidade dos casos e a complexidade do processo dificultam a aplicação automática do saber prévio, exigindo-se, portanto, reflexão e criatividade do agente de prática. ( ) Necessita conhecer a lei, a norma e o padrão, mas exige capacidade de reflexão e de agir prudente, criando novos procedimentos em ato. ( ) A autonomia do agente da prática é restringida pela adoção de evidências científicas, desobrigando-o ao exercício da reflexão ou à tomada de decisão. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Com base no Artigo 9º do Decreto nº 7.508/2011 (que regulamenta a Lei nº 8.080/1990, para dispor sobre a organização do Sistema Único de Saúde, o planejamento da saúde, a assistência à saúde, a articulação interfederativa e dá outras providências), assinale a alternativa abaixo que NÃO corresponde a serviços que são portas de entrada para as Redes de Atenção à Saúde.
Em artigo de 2013, comemorando 25 anos da Constituição Federal de 1988, Jairnilson Silva Paim discute o desenvolvimento das políticas sociais, os projetos políticos e os desafios para a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Tendo em vista esse artigo, analise as assertivas abaixo: I. Com o neoliberalismo e as mudanças políticas e econômicas, a questão social passa a ser foco de controle internacional, condicionando prioridades no que tange aos direitos do trabalho, ao combate à pobreza e aos sistemas públicos de proteção social, assistência, previdência, programas de emprego e subsídios, deixando de fora, no entanto, a saúde. II. Uma atenção especial para a pluralidade de vozes permitiria constituir sujeitos políticos individuais e coletivos que questionem a subversão dos direitos sociais, as iniquidades em saúde e as relações de subordinação, desencadeando novas ações políticas. III. Inovações institucionais, descentralização, participação social, consciência do direito à saúde, formação de trabalhadores e tecnologias convivem, contraditoriamente, com o crescimento do setor privado, com a segmentação do mercado e com o comprometimento da equidade nos serviços e nas condições de saúde. Quais estão corretas?
Cohn (2013), debatendo o artigo de Paim (2013), assinala pontos importantes sobre o desenvolvimento das políticas sociais, os projetos políticos e os desafios para a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Tendo em vista o artigo de Cohn, analise as assertivas abaixo: I. Paim lança uma tese forte: a de que a política social no Brasil no período 2003–2012 consolida um processo de americanização da questão social. II. Uma segunda tese, igualmente forte, defendida por Paim, é a de que permanece uma tensão no interior do nosso processo de redemocratização e de consolidação democrática entre propostas assistencialistas e propostas universalizantes. III. Paim não aponta, com o destaque necessário, algo fundamental da própria natureza do processo de reforma sanitária brasileira: o fato de ele ter sido dado a partir do interior do Estado, via estratégia de “ocupação de espaços públicos” pelos quadros reformistas. Quais estão corretas?
Qual das alternativas abaixo contempla as reflexões de Goldim (2006) sobre as origens e a complexidade da bioética?
Assinale a alternativa que corresponde à discussão feita por Cecílio (1997) sobre o modelo tecnoassistencial que pensa o sistema de saúde como uma pirâmide.
Com relação às reflexões de Merhy (1997) sobre o tema da tecnologia em saúde, assinale a alternativa correta.
Assinale a alternativa INCORRETA, de acordo com Ayres (2011), sobre trabalho e interação nas práticas em saúde.
Analise as assertivas abaixo de acordo com as considerações de Ayres (2011) sobre o cuidado na perspectiva do trabalho e da interação nas práticas em saúde: I. O processo de adoecimento, assim como o Cuidado, só pode ser compreendido em sua relação com os contextos de interação de onde emerge, reclamando o mesmo tipo de compreensão. II. As transformações orientadas pela ideia do Cuidado somente poderão ocorrer se mudanças estruturais garantirem o desenvolvimento da intersetorialidade e interdisciplinaridade. III. Reconstruir continuamente o Cuidado significa não desenvolver atos assistenciais resolutivos. Quais estão corretas?
Em “Reforma Psiquiátrica e política de Saúde Mental no Brasil”, publicado em 2005 pelo Ministério da Saúde, são apresentados alguns desafios da Reforma Psiquiátrica. Dentre as alternativas abaixo, qual NÃO faz parte desses desafios?
Analise as assertivas abaixo sobre o imbricamento entre conceitos de Saúde e Cultura proposto por Campos (2002): I. Tanto a cultura quanto a saúde determinam a nossa existência, a forma como somos, o jeito de ser, e ambas são um produto humano. Somos produto e, ao mesmo tempo, produzimos, reproduzimos, reconstruímos esses conceitos. II. Cultura é uma cristalização, uma institucionalização de modos considerados legítimos de viver a vida, a cultura não cobra só renúncia, mas diz quais são os modos legítimos para ter prazer, para gozar, para defender o próprio interesse, ou seja, cada cultura cria modos legítimos e ilegítimos. III. Depois de dois modelos de promoção de saúde que não levavam em conta o desejo, um que somente legitimava a cultura científica e outro que hipervalorizava a sobrevivência, experimentamos no Brasil outro momento, em que a promoção de saúde considera o interesse de sobreviver, mas também o desejo, a cultura, o prazer, o sujeito e seu contexto, modelo que pode ser exemplificado pelo programa de Redução de Danos. Quais estão corretas?
No artigo Quando atos se tornam formas, o pesquisador e psicanalista Sousa (2002) propõe o ato criativo e o ato analítico como capazes de fazer “resistência à inércia que alimenta ideais de completude”. Para ele, as obras de arte funcionam como polos de desequilíbrio na relação entre o eu e o mundo. De acordo com suas proposições, esses atos, tanto artísticos como analíticos, se inscrevem de que maneira na construção da subjetividade?
Ao analisar e contrapor diferentes leituras sobre a obra de Van Gogh, Frayze-Pereira (2005) retoma a tese de seu livro Arte, Dor: inquietudes entre estética e psicanálise, evidenciando o seguinte aspecto:
Didi-Huberman (2011) parte de um texto-protesto de Pasolini, de 1975, sobre o desaparecimento dos vaga-lumes, uma metáfora também para o “desaparecimento” dos seres humanos diante da sociedade de controle. Ao longo do livro Sobrevivência dos Vaga-lumes, o autor tece um conceito de “experiência vaga-lume”. Analise as assertivas abaixo sobre esse conceito: I. O pensamento à altura da experiência é algo como uma bola de fogo ou um vaga-lume, admirável em seu desaparecimento. II. Não se pode afirmar que a experiência tenha sido destruída, ao contrário, faz-se necessário afirmar que a experiência é indestrutível. III. A experiência pode se encontrar reduzida às sobrevivências e às clandestinidades de simples lampejos na noite. Quais estão corretas?
A obra de Hélio Oiticica, marcada pelo experimentalismo, produziu a necessidade de uma reconceitualização da experiência estética. O programa desencadeado pelo “Parangolé”, ou antiarte ambiental, implicou sobretudo em uma “posição ética” que trouxe as relações de arte e vida para o plano conceitual. O operador dessas transformações é a categoria de:
São características da crítica genética, segundo Salles (2004): I. Investigação que vê a obra de arte a partir de sua construção. II. Comenta a história da produção de obras de natureza artística seguindo as pegadas deixadas pelos criadores. III. Entende que o artefato artístico surge ao longo de um processo complexo de apropriações, transformações e ajustes. IV. É uma interpretação do produto considerado final pelo artista. Quais estão corretas?
Uma análise processual da criação artística, segundo a crítica genética, posiciona o crítico como: I. Um voyeur que entra no espaço privado da criação. II. Aquele que reintegra a obra entregue ao público na cadeia contínua do percurso criador. III. Aquele que tem acesso direto ao fenômeno mental que os registros materializam. Quais estão corretas?
Rolnik (2002) afirma que o trabalho do artista consiste em uma decifração: “O que estou chamando de __________ é precisamente isso que se engendra em nossa relação com o mundo para além da percepção e do sentimento. Quando uma __________ se produz, nos incomoda por não encaixar-se no mapa dos sentidos que dispomos. Para nos livrarmos do mal-estar causado por esse estranhamento nos vemos obrigados a decifrar a __________ desconhecida, o que faz dela um signo”. A palavra-conceito que completa a reflexão da autora nas lacunas acima, é:
Marx Ernst, “o mais surrealista dos pintores surrealistas”, explica seu procedimento de criação de imagens: “uma realidade pronta cuja ingênua destinação parece ter sido fixada de uma vez por todas (um guarda-chuva), encontrando-se subitamente na presença de outra realidade muito distante e não menos absurda (uma máquina de costura), num lugar onde ambas devem se sentir deslocadas (sobre uma mesa de dissecação), escapara por isso mesmo à sua destinação ingênua e à sua identidade; passará de seu falso absoluto, por uma série de valores relativos, para um absoluto novo, verdadeiro e poético: o guarda-chuva e a máquina de costura vão fazer amor. A transmutação completa seguida de um ato puro como o amor ocorrerá, forçosamente, sempre que as condições tornarem-se favoráveis pelos fatos dados: acoplamento de duas realidades aparentemente inacopláveis sobre um plano que aparentemente não lhes convém.” Sobre sua explicação acima, analise as assertivas abaixo: I. A imagem, tal como a compreende Ernst, é um atentado ao princípio da identidade. II. A identidade será convulsiva ou ela não será. III. A imagem mais forte é a que apresenta o mais alto grau de arbítrio. Quais estão corretas?
Alex Flemming, artista brasileiro radicado na Alemanha desde 1991, tematiza em algumas obras a questão das relações entre vida e morte. Em obras como “Sacrifício” (1991), utiliza animais mortos empalhados. Os animais foram encontrados pelo artista em lixões no centro da cidade, alguns em lojas de quinquilharias, outros, ganhou de presente de amigos. De qualquer maneira, comenta Frayze-Pereira (2005), trata-se de lixo, lixo da ciência, da taxidermia, transformado pela recuperação estética. Algumas leituras sobre a obra do artista foram propostas pelo psicanalista: I. Na obra de Flemming, são encontrados signos exemplares da condição moderna, da crescente descartabilidade dos objetos. II. O artista faz um uso perverso da morte, espetacularizando-a. III. “Sacrifício” expressa, de um lado, o “trânsito natural” da vida para a morte. De outro lado, “a transcendência sobrenatural” entre o homem e o mito. De um lado, o efêmero, de outro, a permanência. IV. Ao utilizar animais mortos, Flemming evoca a cultura do xamanismo, reforçando sua busca pelo refinamento espiritual através de uma intensidade mística tal que se torna difícil para a mentalidade moderna, cética, imaginá-la. Os antigos xamãs achavam possível tornar-se um animal. Ao se tornar um animal mítico, o homem transformava-se em algo maior e mais forte do que ele próprio. Essa é a força oculta do trabalho do artista. Quais estão corretas?
No capítulo dedicado ao artista Alex Flemming, Frayze-Pereira (2005, p.273) destaca a questão da dor na arte, endereçando uma pergunta ao leitor: “será o objeto artístico aquele que, de forma incansável, volta depois das destruições e da agonia para testemunhar que existe mesmo uma sobrevivência à morte, que a imortalidade é possível? Será o objeto artístico, como disse Deleuze (1999), desta vez parafraseando André Malraux, “a única coisa que resiste à morte”? De acordo com o autor “por mais estranhas, contraditórias, provocantes e ilusórias que sejam essas criações de Flemming, enquanto as possibilidades de _______________________ subsistirem para transformar a destruição e a violência em algo lúdico e erótico, com a arte o artista faz o espectador-paciente pensar e, por isso mesmo, transicionalmente, faz Eros triunfar sobre a morte”. Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
A Body Art, movimento artístico que se constituiu definitivamente a partir dos anos 1960, vê no corpo e nas emoções a única realidade tangível, digna da arte: fotos, Raios-X, voz, exames clínicos, cabelos, unhas, excrementos, todo o tipo de vestígio humano é utilizado. Insistindo na pergunta: “que buscam os artistas?” e “Porque fazem isso?”, Frayze-Pereira (2005) oferece como resposta:
Rolnik (2002), ao escrever sobre a obra de Lygia Clark, propõe uma questão à arte contemporânea: arte cura? Em torno dela tece importantes considerações sobre arte, vida, contemporâneo e cura. Entre os conceitos de cura que evoca no texto, o conceito de Winnicott, segundo a autora, encontra ressonância no que a obra de Lygia ajuda a construir. São ideias que compõem esse conceito: I. A cura tem a ver com a experiência de participar da construção da existência, a desobstrução do corpo vibrátil e a sustentação de uma subjetividade estética. II. Cura tem a ver com saúde psíquica, que se avalia segundo um critério de fidelidade a um código. III. Cura é um processo equilibrado de identificações do ego com imagens dos personagens que compõem o mapa oficial de determinado meio social. Quais estão corretas?
”Toda obra de arte é um curativo do vazio, escreveu René Passeron. Não o vazio enquanto espaço entre as coisas, pois esse não é ferida, mas como ausência daquilo que o quadro oferece como simulacro” (TESSLER, 2002). Em lugar de remeter ao referente, a autora pontua que a pintura remete sempre para outro lugar, qual seja:
No livro Sobrevivência dos Vaga-lumes (2011), o tempo vai aparecer como um operador conceitual importante ao longo do texto. A principal compreensão de tempo para Didi-Huberman é:
As telas de Rothko, largas e abertas, buscavam a intimidade e, segundo Frayze-Pereira (2005), o artista esperava que os espectadores pudessem entrar nelas pela emoção. “Mas a pesquisa plástica, ao se expandir, levou o artista a penetrar cada vez mais fundo em experiências anteriores à representação verbal, à figuração geométrica do mundo e ao próprio sensível enquanto independentes do eu. E o que se percebe é que Rothko esforçou-se até o limite da angústia por fazer contato com uma imensidão tão grande, que não poderia de modo algum ser representada plasticamente. E o que encontrou, com efeito, foi a insondável região de um espaço mental que nada tinha a oferecer como imagens visuais. Em 1969, um ano antes do suicídio e depois de um período pleno de valores plásticos sombrios, que durou uns dez anos, o artista passa a trabalhar predominantemente com o preto e o cinza, renunciando ao hedonismo e à sensualidade dos trabalhos de fases anteriores”. Sobre a obra de Rothko, analise as assertivas abaixo: I. Ao olharmos suas pinturas, percebemos a constância com a qual o pintor trabalhou até o limite contra a morte da luz. II. Reconhecemos no trabalho de Rothko um caso extremo de regressão à psicose. III. No campo da arte, se é certo que vida e obra se comunicam, também é certo que a vida não explica os caminhos da obra; se é certo que não se pode interpretar a obra a partir da vida, “pode-se, a partir da obra, interpretar a vida”. Quais estão corretas?
Campos (2002) faz sete considerações sobre Saúde e Cultura. Qual alternativa NÃO corresponde às ideias defendidas pelo autor?
Rolnik (2002) localiza a força essencial no trabalho de Lygia Clark como “um acesso aquém/além da subjetividade psicológica” e “convocação de uma subjetividade estética”. Porém, a autora refere um mal-entendido corriqueiro na forma de interpretar a obra da artista que tem como efeito, justamente, a anulação dessa força. Essa maneira de mal interpretar promove uma:
“No ato criador, o artista passa da intenção à realização, através de uma cadeia de reações totalmente ____________. Sua luta pela realização é uma série de esforços, sofrimentos, satisfações, recusas, decisões que também não podem e não devem ser totalmente ___________, pelo menos no plano estético” (DUCHAMP, 1975). Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Didi-Huberman (2011) considera que a imaginação é:





















