Sinal de Roesler é a corrosão das margens inferiores das costelas, resultado das artérias intercostais dilatadas e hi - perpulsáteis. Este sinal é caracteristicamente encontrado desde a 3ª até a 7ª costela, bilateralmente. De qual cardio - patia congênita este sinal é característico?
Paciente alcoólatra crônico, com história de excesso al - coólico recente, com sinais de desnutrição calórica, evolu - indo com sinais de IC. O ecocardiograma mostra função sistólica de VE normal. O diagnóstico mais provável é:
É uma lipoproteína formada no fígado, no intestino e na circulação. Seu principal conteúdo proteico são as apopro - teínas I e II. É responsável pelo transporte do colesterol dos tecidos periféricos para o fígado, chamado de trans - porte reverso. Trata-se do
São considerados pacientes de alto risco para endocardite infecciosa após procedimento dentário invasivo, necessi - tando, portanto, de antibioticoprofilaxia:
Extrassístoles ventriculares (EVs) frequentes, bigeminis - mo ventricular com EVs polimórficas e taquicardia ventri - cular bidirecional são arritmias características do distúrbio:
(A)a duração das terapias de erradicação deve ser de 14 dias, especialmente para a terapia tripla padrão, visando alcançar altas taxas de erradicação.
(A)os distúrbios motores esofágicos representam a prin - cipal causa.
A microbiota intestinal (MI) é composta de aproximada - mente 100 trilhões de bactérias, perfazendo cerca de 1-2 kg em massa e recentemente tem sido reconhecida como um importante fator ambiental na fisiopatologia de muitas doenças humanas. Com relação à microbiota intestinal, considera-se o seguinte:
A disfunção renal comumente ocorre em pacientes com doença hepática, especialmente aqueles com cirrose he - pática avançada. Dessa forma, na síndrome hepatorrenal (SHR),
Paciente de 60 anos refere que há cinco semanas apre - senta diarreia aquosa, associada a dor abdominal, sem elementos patológicos, e nega febre. Refere perda de 2 kg no período. Nega uso de medicamentos, álcool ou fumo. Nega história prévia de diarreia. Colonoscopia apresenta mucosa colônica e de íleo terminal normal e raros divertículos em cólon esquerdo. Histopatologia de biópsias do cólon evidencia processo inflamatório, com extensa deposição de colágeno e infiltrado linfocítico. Qual é o diagnóstico mais provável?
(A)Artrite.
A encefalopatia hepática (EH) é um distúrbio funcional do cérebro, metabólico e potencialmente reversível. Com re - ferência ao tratamento atual dessa doença,
Um dentista de 47 anos foi encaminhado ao hematologis - ta por um exame de sangue de rotina que demonstrava o seguinte: hemoglobina de 23,3 g/dL, hematócrito de 68,9%, leucócitos de 4.400/mm³, plaquetas de 145.000/mm³, hiperuricemia e níveis de ferritina subnor - mais. Ele disse que se sentia "perfeitamente bem", e que estava trabalhando ultimamente 10 horas por dia. Duran - te a entrevista, ele reconheceu ter tido escotomas ocasio - nais e zumbido nas últimas semanas. Seu exame físico era normal, exceto pela hipertensão leve. Nesse caso, na solicitação de exames para investigação da hiperglobulia, deverá ser incluída:
Um homem de 32 anos foi admitido no hospital após iní - cio de febre, fadiga, perda de peso de 20 kg e linfadeno - patia difusa. O exame revelava esplenomegalia palpável e a avaliação laboratorial, creatinina de 2,5 mg /dL, he - matócrito de 22% e proteína C-reativa de 97 mg /L. A so - rologia para HIV era positiva. Uma biópsia do linfonodo cervical foi realizada no segundo dia de internação e re - velou células plasmáticas atípicas dentro da zona do manto do folículo linfonodal, as quais são positivas para o herpesvírus humano 8(HHV-8) e compatível com o di - agnóstico de doença de Castleman multicêntrica. A citocina implicada na patogênese desta doença é:
Uma mulher de 52 anos, que apresenta queixa de fadiga e falta de ar aos esforços, é avaliada na clínica de hematolo - gia. Sua história médica e cirúrgica inclui diabetes mellitus tipo 2 complicada por neuropatia diabética, hipertensão, obesidade mórbida após cirurgia de bypass gástrico em Y de Roux há cinco anos e apneia obstrutiva do sono. A ava - liação laboratorial inicial revela o seguinte: glóbulos brancos 2140/mm³; hemoglobina 9,7 g/dL; hema - tócrito 27%; plaquetas 358.000/mm³; volume corpuscular médio 106 fL; concentração de hemoglobina corpuscular média 34,3 g/dL; reticulócitos 1.3% (0,5% -1,5%); ferritina 52 (12-150 ng / mL); B12 486 (130-700 ng / l); folato 8 (2-20 ng / mL). A revisão de dados laboratoriais anteriores mostrou um de - clínio lento em sua hemoglobina durante os últimos dois anos. Os níveis de ferritina e B12 estão dentro do intervalo de referência várias vezes nesse intervalo de tempo. Na revisão dos sistemas, a paciente relata piora da dormência e formigamento nos braços e nas pernas. Ela está particu - larmente preocupada com isso porque seu diabetes tem estado sob excelente controle no ano passado e, apesar disso, os sintomas da neuropatia continuaram a piorar. No exame físico, ela tem sensibilidade vibratória diminuída nas pernas e nos pés e um teste positivo de Romberg. Seus medicamentos incluem clortalidona, metformina e gabapentina. Qual é o próximo passo para o diagnóstico?
É um importante fator de risco para trombose venosa:
Qual é a hemoglobina majoritária na talassemia major?
Um homem de 68 anos foi internado em unidade de terapia intensiva por insuficiência respiratória aguda 72 horas após hemicolectomia. A pressão era de 100/60 mmHg, a frequên - cia cardíaca de 120 batimentos por minuto (regular), a frequência respiratória de 28 respirações por minuto e tem - peratura de 38,1 ºC. A análise da gasometria arterial mostrou PaO2 de 63 mmHg e saturação de oxigênio de 84%, com oxigênio suplementar de 5 L/min. A análise laboratorial mos - trou concentração de hemoglobina de 11,0 g/dL, 84% de neutrófilos com desvio à esquerda notável, alguns esquizóci - tos no esfregaço de sangue periférico, creatinina de 2,4 mg/dL e concentração de bilirrubina total de 1,2 mg/dL. O paciente foi intubado e ventilado, obtendo uma saturação de oxigênio de 98% e estabilizado hemodinamicamente com cristaloides e administração intravenosa de vasopressor. Ele foi tratado com antibióticos de amplo espectro e contínua profilaxia com heparina subcutânea. Testes de coagulação de rotina mostraram uma contagem de plaquetas de 98.000 (152.000 no dia anterior), um tempo de protrombina (TP) de 17 segundos (normal, <12 segundos), o que equivale a uma razão normalizada internacional (INR) de 1,4, tempo de tromboplastina parcial ativada de 43 segundos (normal, <28 segundos), concentração de D-dímero de 7,5 μg/mL (normal, <0,5 μg/mL) e concentração de fibrinogênio de 3,5 g/L (nor - mal, 1-3 g/l). O diagnóstico do paciente é:
Paciente de 68 anos foi ao cirurgião geral para avaliação de hérnia inguinal. O médico fez a avaliação e solicitou exames pré-operatórios que demonstraram um hemograma com he - moglobina de 13,9 g/dl, plaquetas de 208.000, leucócitos to - tais de 32800 com 88% de linfócitos. O hematologista fez um esfregaço de sangue periférico que demonstrava predomínio de linfócitos pequenos e alguns raros prolinfócitos, além de manchas de Gumprecht. O diagnóstico do paciente é:
Um paciente com nefropatia diabética apresenta clearan - ce de creatinina de 16 ml/min. Ele tem insuficiência renal crônica estágio:
Na esclerose tuberosa, uma das manifestações clínicas mais comuns é a presença de múltiplos angiomiolipomas renais. Quando estes crescem muito e há o risco de san - gramento, qual droga está indicada?
Qual é a característica histológica mais marcante em uma biópsia renal de paciente com pré-eclâmpsia?
Dentre os marcadores, qual está provavelmente associa - do a GESF idiopática?
Dentre as drogas usadas como imunossupressores em um transplante renal, qual está mais associada à dislipidemia?
O tratamento da doença renal policística autossômica do - minante está sendo revolucionado nos últimos anos com o medicamento Tolvaptan. Existe preocupação com qual tipo de toxicidade decorrente deste medicamento?
Um paciente asiático internou duas vezes na UTI com hipo - calemia de até 1,7 mg/dl. Apresentava também quadro de paralisia flácida de membros inferiores e taquicardia impor - tante. O quadro melhorava com a reposição de potássio. Não havia histórico familiar. Provavelmente, qual é a etiologia desses sintomas?
Morte encefálica consiste na total e irreversível parada das funções encefálicas. Em 2017, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou atualização da resolução relativa a este tema. Conforme a Resolução nº 2.173/17 do CFM, um pré-requisito no processo de constatação de morte en - cefálica é:
Um jovem de 22 anos foi vítima de um acidente automobi - lístico em que houve colisão de vários carros e diversos óbitos no local. Chega sem queixas ao pronto atendimen - to, consciente, orientado, apenas com escoriações leves em fronte. Após uma hora em observação, é liberado para casa. É trazido novamente ao pronto atendimento cerca de duas horas depois já inconsciente e com anisocoria. A causa mais provável desta deterioração neurológica é:
Um estudante de 18 anos é levado ao pronto-socorro por apresentar quadro rapidamente progressivo de fraqueza com predomínio em membros inferiores, diplopia e disar - tria. Horas antes, havia apresentado náuseas, vômitos, dor abdominal e diarreia. Ao exame, apresenta-se alerta, porém com pupilas midriáticas fixas, oftalmoplegia bilate - ral, paraparesia arreflexa, sem comprometimento sensiti - vo. Sua mãe, de 46 anos, com quem ele mora, também é admitida no pronto-socorro com sintomas semelhantes. Qual é o diagnóstico clínico mais provável?
Uma senhora de 81 anos, previamente diabética e hiper - tensa, chega ao pronto-socorro trazida por familiares, que relatam dificuldade de fala, diminuição de força em face e membro superior direitos, precedidos por crise convulsi - va, há cerca de três horas e meia. Ao exame, a paciente está alerta, porém não responde a comandos, apresenta hemiparesia flácida à direita, PA 179x97 mmHg, ritmo cardíaco irregular, FC 120 BPM, glicemia capilar 153 mg/dL. Tomografia de crânio sem alterações agudas. A conduta terapêutica associada à melhoria de prognósti - co indicada, neste caso, é:
Uma senhora de 69 anos apresenta acidente vascular ce - rebral em ambos os tálamos mediais. A artéria mais prova - velmente associada a esse quadro clínico é:
Uma moça de 29 anos queixa-se de cefaleia e visão tur - va. Apresenta índice de massa corpórea elevado (IMC = 37,3) e papiledema bilateral à fundoscopia. Nega vômi - tos, queixas constitucionais ou diplopia, e o restante de seu exame neurológico é normal. Ela apresentou queixas semelhantes enquanto estava grávida de seu terceiro fi - lho. Para este caso, qual é o achado do líquido cefalorraquia - no mais esperado?
Uma jovem de 21 anos apresentou há duas semanas epi - sódio inédito de perda visual unilateral, dolorosa, associa - da a defeito pupilar aferente e papilite. Nunca apresentou sintomas neurológicos anteriormente, tampouco queixou- se de qualquer outro sintoma associado ao quadro. Foi tratada com metilprednisolona endovenosa por três dias, com melhora progressiva de sintomas. Comparece ao consultório de uma cardiologista, por ser amiga da famí - lia. Mostra sua ressonância nuclear magnética, que evi - dencia pequenos focos hiperintensos em T2, periventricu - lares, sem captação de contraste. Baseado no quadro de neurite óptica recente, qual doença neurológica esta jovem pode vir a desenvolver nos próxi - mos anos?
Paciente do sexo masculino, de 62 anos, tabagista, carga tabágica de 80 maços/ano. Refere que, há seis anos, vem apresentando dispneia progressiva até em peque - nos esforços, associada a tosse seca e chiado no peito diários. Alega que, no último ano, apresentou dois episó - dios de pneumonia, ambos tratados em ambiente domici - liar. Nega uso de medicações contínuas. Realizados espi - rometria e Raio X de tórax. Espirometria: Pré-broncodilatador: CVF 3,88(80%),VEF1 1,51(39%), VEF1/CVF 39% Pós-broncodilatador: CVF 4,50(92%),VEF1 1,98(49%), VEF1/CVF 44%. Raio X de tórax: hiperinsuflação pulmonar, retificação das hemicúpulas diafragmáticas bilateralmente, aumento do diâmetro anteroposterior. Qual é a hipótese diagnóstica?
Paciente do sexo masculino, de 67 anos, ex-tabagista (20 maços/ano), atualmente aposentado. Trabalhou por 30 anos na fábrica de caixa d’água, telhas e cimento, sem uso de EPI (equipamentos de proteção individual). Iniciou há cinco anos dispneia progressiva até em moderados es - forços. Realizados Raio X do tórax e tomografia do tórax, ilustrados a seguir. De acordo com a história clínica e ocupacional, qual é a hipótese diagnóstica para esse paciente?
Paciente do sexo feminino, de 36 anos, tem diagnóstico de asma desde os seis anos de idade. Faz uso de dose alta de corticoide inalatório associado com broncodilata - dor de longa duração (formoterol), anticolinérgico de lon - ga ação e antileucotrienos. Refere sintomas noturnos de dispneia e chiado no peito diariamente, uso de medica - ções de resgate cerca de quatro vezes por semana. Tem IGE total: 562 UI/ml. Qual é a melhor conduta para essa paciente?
Paciente do sexo masculino, de 70 anos, com diagnóstico prévio de diabetes e hipertensão arterial não controladas, em uso irregular das medicações. Residente em asilo. Inici - ou há sete dias queda do estado geral, hiporexia, febre não aferida, dispneia. Exame físico: regular estado geral, cons - ciente, orientado, hidratado, temperatura axilar 38,2 ºC , fre- quência respiratória 32 IRPM, pressão arterial 120x80 mmHg, frequência cardíaca 125 BPM. Exames laboratori- ais sem alterações. Raio X do tórax: Qual é a hipótese diagnóstica para o paciente apresentado?
Pacientes com síndrome antifosfolípide e, pelo menos, um episódio de trombose venosa profunda, na presença de anticorpos antifosfolípides positivos em duas ocasiões, de - vem ser anticoagulados para manter a INR (razão normali - zada internacional) entre:
De acordo com as Recomendações da Sociedade Brasi - leira de Reumatologia (2015) para o tratamento da nefrite lúpica (formas mesangiais e proliferativas),
Mulher de 48 anos queixa-se de fadiga, astenia, poliar - tralgia e mialgia generalizada, há três anos. Há um ano, vem apresentando ardor e prurido ocular esporádicos, principalmente quando em ambiente com ar-condiciona - do. Ao exame físico, observa-se dor à movimentação pas - siva dos punhos, metacarpofalangeanas e joelhos, sem sinais flogísticos. Os exames laboratoriais mostram os seguintes resultados: VHS = 50 mm, PCR = 12 mg/dl, fa - tor reumatoide = 400 UI, FAN = padrão nuclear pontilhado fino (1/640), anti-Ro e anti-La = positivos, sorologias para HBV, HCV, HIV = negativas. Considerando a principal hipótese diagnóstica para o qua - dro ocular, qual teste deve ser solicitado com o objetivo de avaliar a quantidade de lágrima produzida pelas glândulas lacrimais?
Mulher de 55 anos refere fraqueza muscular, de início há seis meses, de evolução insidiosa, progressiva, simétrica e proximal, dos membros superiores e inferiores. Atualmente, apresenta dificuldade de deglutição, dispneia, e diminuição da tolerância aos exercícios físicos. A eletroneuromiografia dos quatro membros revela potenciais de unidade motora polifásicos, de baixa amplitude e de curta duração; fibrila - ções e descargas de formato bizarro e repetitivas. De acordo com o diagnóstico para essa paciente, qual en - zima é útil no controle evolutivo da resposta terapêutica e remissão da doença, devido à sua alta sensibilidade?
A gota é uma doença hereditária crônica do metabolismo das purinas, que acomete, principalmente, o sexo masculi - no, entre a terceira e a quarta décadas de vida. Várias condições podem se associar à gota e/ou hiperuricemia, dentre as quais se inclui:
A osteoartrite é a doença mais prevalente do sistema mus - culoesquelético e constitui um problema de saúde pública. Segundo o Colégio Americano de Reumatologia, consi - dera-se como um critério de classificação, para osteoartri - te do quadril, o seguinte:
Mulher de 32 anos apresenta artrite dos punhos, metacar - pofalangeanas, interfalangeanas proximais, joelhos, torno - zelos e pés, há dois anos. Refere rigidez matinal de três horas. Nega queixas cutâneas e sintomas secos. Ao exa - me físico, observa-se dor à movimentação articular, ativa e passiva, aumento do volume e limitação aos movimentos das articulações citadas. Entre os diagnósticos diferenciais para essa paciente, de - vem ser incluídos:
Em pacientes com vasculites associadas ao anticorpo ANCA, sem risco de dano permanente a órgãos, ou seja, com doença localizada ou doença sistêmica inicial, uma opção para a indução da remissão é:

































