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Prova Professor II - Atendimento Educacional Especial - Pref. Nova Iguaçu/RJ - SEMED
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Questão 1 de 10 Q1234996 Q1 da prova
Na escuridão miserável
Ergam sete horas da noite quando entrei no carro, ali no Jardim Botânico. Senti que alguém me observava, enquanto punha o motor em movimento. Voltei -me e dei com uns olhos grandes e parados como os de um bicho, a me espiar, através do vidro da janela, junto ao meio -fio. Eram de uma negrinha mirrada, raquítica, um fiapo de gente encostado ao poste como um animalzinho, não teria mais que uns sete anos. Inclinei -me sobre o banco, abaixando o vidro: – O que foi, minha filha? – perguntei, naturalmente, pensando tratar -se de esmola. – Nada não senhor – respondeu -me, a medo, um fio de voz infantil. – O que é que você está me olhando aí? – Nada não senhor – repetiu. – Tou esperando o ônibus... – Onde é que você mora? – Na Praia do Pinto. – Vou para aquele lado. Quer uma carona? Ela vacilou, intimidada. Insisti, abrindo a porta: – Entra aí, que eu te levo. Acabou entrando, sentou -se na pontinha do banco, e enquanto o carro ganhava velocidade, ia olhando duro para a frente, não ousava fazer o menor movimento. Tentei puxar conversa: – Como é o seu nome? – Teresa. – Quantos anos você tem, Teresa? – Dez. – E o que estava fazendo ali, tão longe de casa? – A casa da minha patroa é ali. – Patroa? Que patroa? Pela sua resposta, pude entender que trabalhava na casa de uma família no Jardim Botânico: lavava roupa, varria a casa, servia a mesa. Entrava às sete da manhã, saía às oito da noite. – Hoje saí mais cedo. Foi jantarado. – Você já jantou? – Não. Eu almocei. – Você não almoça todo dia? – Quando tem comida pra levar, eu almoço: mamãe faz um embrulho de comida pra mim. – E quando não tem? – Quando não tem, não tem – e ela até parecia sorrir, me olhando pela primeira vez. Na penumbra do carro, suas feições de criança, esquálidas, encardidas de pobreza, podiam ser as de uma velha. Eu não me continha mais de aflição, pensando nos meus filhos bem nutridos – um engasgo na garganta me afogava no que os homens experimentados chamam de sentimentalismo burguês: – Mas não te dão comida lá? – perguntei, revoltado. – Quando eu peço eles dão. Mas descontam no ordenado, mamãe disse pra eu não pedir. – E quanto é que você ganha? Diminuí a marcha, assombrado, quase parei o carro. Ela mencionara uma importância ridícula, uma ninharia, não mais que alguns trocados. Meu impulso era voltar, bater na porta da tal mulher e meter -lhe a mão na cara. – Como é que você foi parar na casa dessa... foi parar nessa casa? – perguntei ainda, enquanto o carro, ao fim de uma rua do Leblon, se aproximava das vielas da Praia do Pinto. Ela disparou a falar: – Eu estava na feira com mamãe e então a madame pediu para eu carregar as compras e aí noutro dia pediu a mamãe pra eu trabalhar na casa dela, então mamãe deixou porque mamãe não pode deixar os filhos todos sozinhos e lá em casa é sete meninos fora dois grandes que já são soldados pode parar que é aqui moço, obrigado. Mal detive o carro, ela abriu a porta e saltou, saiu correndo, perdeu -se logo na escuridão miserável da Praia do Pinto.

Segundo Maria da Garça Costa Val, “textualidade é a característica fundamental dos textos, orais ou escritos, que faz com que eles sejam percebidos como textos. Não é inerente a eles, pois uma mesma sequência linguística, falada ou escrita, pode ser considerada como texto legítimo por uns e parecer um absurdo, sem sentido, para outros”. Em relação ao texto, é improvável inferir que o cronista:

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Questão 2 de 10 Q1234997 Q2 da prova
Na escuridão miserável
Ergam sete horas da noite quando entrei no carro, ali no Jardim Botânico. Senti que alguém me observava, enquanto punha o motor em movimento. Voltei -me e dei com uns olhos grandes e parados como os de um bicho, a me espiar, através do vidro da janela, junto ao meio -fio. Eram de uma negrinha mirrada, raquítica, um fiapo de gente encostado ao poste como um animalzinho, não teria mais que uns sete anos. Inclinei -me sobre o banco, abaixando o vidro: – O que foi, minha filha? – perguntei, naturalmente, pensando tratar -se de esmola. – Nada não senhor – respondeu -me, a medo, um fio de voz infantil. – O que é que você está me olhando aí? – Nada não senhor – repetiu. – Tou esperando o ônibus... – Onde é que você mora? – Na Praia do Pinto. – Vou para aquele lado. Quer uma carona? Ela vacilou, intimidada. Insisti, abrindo a porta: – Entra aí, que eu te levo. Acabou entrando, sentou -se na pontinha do banco, e enquanto o carro ganhava velocidade, ia olhando duro para a frente, não ousava fazer o menor movimento. Tentei puxar conversa: – Como é o seu nome? – Teresa. – Quantos anos você tem, Teresa? – Dez. – E o que estava fazendo ali, tão longe de casa? – A casa da minha patroa é ali. – Patroa? Que patroa? Pela sua resposta, pude entender que trabalhava na casa de uma família no Jardim Botânico: lavava roupa, varria a casa, servia a mesa. Entrava às sete da manhã, saía às oito da noite. – Hoje saí mais cedo. Foi jantarado. – Você já jantou? – Não. Eu almocei. – Você não almoça todo dia? – Quando tem comida pra levar, eu almoço: mamãe faz um embrulho de comida pra mim. – E quando não tem? – Quando não tem, não tem – e ela até parecia sorrir, me olhando pela primeira vez. Na penumbra do carro, suas feições de criança, esquálidas, encardidas de pobreza, podiam ser as de uma velha. Eu não me continha mais de aflição, pensando nos meus filhos bem nutridos – um engasgo na garganta me afogava no que os homens experimentados chamam de sentimentalismo burguês: – Mas não te dão comida lá? – perguntei, revoltado. – Quando eu peço eles dão. Mas descontam no ordenado, mamãe disse pra eu não pedir. – E quanto é que você ganha? Diminuí a marcha, assombrado, quase parei o carro. Ela mencionara uma importância ridícula, uma ninharia, não mais que alguns trocados. Meu impulso era voltar, bater na porta da tal mulher e meter -lhe a mão na cara. – Como é que você foi parar na casa dessa... foi parar nessa casa? – perguntei ainda, enquanto o carro, ao fim de uma rua do Leblon, se aproximava das vielas da Praia do Pinto. Ela disparou a falar: – Eu estava na feira com mamãe e então a madame pediu para eu carregar as compras e aí noutro dia pediu a mamãe pra eu trabalhar na casa dela, então mamãe deixou porque mamãe não pode deixar os filhos todos sozinhos e lá em casa é sete meninos fora dois grandes que já são soldados pode parar que é aqui moço, obrigado. Mal detive o carro, ela abriu a porta e saltou, saiu correndo, perdeu -se logo na escuridão miserável da Praia do Pinto.

“– O que foi, minha filha? – perguntei, naturalmente, pensando tratar -se de esmola.” (2º§) O que leva o cronista a supor que a menina “queria esmola”?

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Questão 3 de 10 Q1234998 Q3 da prova
Na escuridão miserável
Ergam sete horas da noite quando entrei no carro, ali no Jardim Botânico. Senti que alguém me observava, enquanto punha o motor em movimento. Voltei -me e dei com uns olhos grandes e parados como os de um bicho, a me espiar, através do vidro da janela, junto ao meio -fio. Eram de uma negrinha mirrada, raquítica, um fiapo de gente encostado ao poste como um animalzinho, não teria mais que uns sete anos. Inclinei -me sobre o banco, abaixando o vidro: – O que foi, minha filha? – perguntei, naturalmente, pensando tratar -se de esmola. – Nada não senhor – respondeu -me, a medo, um fio de voz infantil. – O que é que você está me olhando aí? – Nada não senhor – repetiu. – Tou esperando o ônibus... – Onde é que você mora? – Na Praia do Pinto. – Vou para aquele lado. Quer uma carona? Ela vacilou, intimidada. Insisti, abrindo a porta: – Entra aí, que eu te levo. Acabou entrando, sentou -se na pontinha do banco, e enquanto o carro ganhava velocidade, ia olhando duro para a frente, não ousava fazer o menor movimento. Tentei puxar conversa: – Como é o seu nome? – Teresa. – Quantos anos você tem, Teresa? – Dez. – E o que estava fazendo ali, tão longe de casa? – A casa da minha patroa é ali. – Patroa? Que patroa? Pela sua resposta, pude entender que trabalhava na casa de uma família no Jardim Botânico: lavava roupa, varria a casa, servia a mesa. Entrava às sete da manhã, saía às oito da noite. – Hoje saí mais cedo. Foi jantarado. – Você já jantou? – Não. Eu almocei. – Você não almoça todo dia? – Quando tem comida pra levar, eu almoço: mamãe faz um embrulho de comida pra mim. – E quando não tem? – Quando não tem, não tem – e ela até parecia sorrir, me olhando pela primeira vez. Na penumbra do carro, suas feições de criança, esquálidas, encardidas de pobreza, podiam ser as de uma velha. Eu não me continha mais de aflição, pensando nos meus filhos bem nutridos – um engasgo na garganta me afogava no que os homens experimentados chamam de sentimentalismo burguês: – Mas não te dão comida lá? – perguntei, revoltado. – Quando eu peço eles dão. Mas descontam no ordenado, mamãe disse pra eu não pedir. – E quanto é que você ganha? Diminuí a marcha, assombrado, quase parei o carro. Ela mencionara uma importância ridícula, uma ninharia, não mais que alguns trocados. Meu impulso era voltar, bater na porta da tal mulher e meter -lhe a mão na cara. – Como é que você foi parar na casa dessa... foi parar nessa casa? – perguntei ainda, enquanto o carro, ao fim de uma rua do Leblon, se aproximava das vielas da Praia do Pinto. Ela disparou a falar: – Eu estava na feira com mamãe e então a madame pediu para eu carregar as compras e aí noutro dia pediu a mamãe pra eu trabalhar na casa dela, então mamãe deixou porque mamãe não pode deixar os filhos todos sozinhos e lá em casa é sete meninos fora dois grandes que já são soldados pode parar que é aqui moço, obrigado. Mal detive o carro, ela abriu a porta e saltou, saiu correndo, perdeu -se logo na escuridão miserável da Praia do Pinto.

O título é uma síntese precisa do texto, cuja função é estratégica na sua articulação: ele nomeia o texto após sua produção, sugere o sentido do mesmo, desperta o interesse do leitor para o tema, estabelece vínculos com informações textuais e extratextuais, e contribui para a orientação da conclusão à que o leitor deverá chegar. A expressão metafórica “na escuridão miserável” – título da crônica se refere:

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Questão 4 de 10 Q1234999 Q4 da prova
Na escuridão miserável
Ergam sete horas da noite quando entrei no carro, ali no Jardim Botânico. Senti que alguém me observava, enquanto punha o motor em movimento. Voltei -me e dei com uns olhos grandes e parados como os de um bicho, a me espiar, através do vidro da janela, junto ao meio -fio. Eram de uma negrinha mirrada, raquítica, um fiapo de gente encostado ao poste como um animalzinho, não teria mais que uns sete anos. Inclinei -me sobre o banco, abaixando o vidro: – O que foi, minha filha? – perguntei, naturalmente, pensando tratar -se de esmola. – Nada não senhor – respondeu -me, a medo, um fio de voz infantil. – O que é que você está me olhando aí? – Nada não senhor – repetiu. – Tou esperando o ônibus... – Onde é que você mora? – Na Praia do Pinto. – Vou para aquele lado. Quer uma carona? Ela vacilou, intimidada. Insisti, abrindo a porta: – Entra aí, que eu te levo. Acabou entrando, sentou -se na pontinha do banco, e enquanto o carro ganhava velocidade, ia olhando duro para a frente, não ousava fazer o menor movimento. Tentei puxar conversa: – Como é o seu nome? – Teresa. – Quantos anos você tem, Teresa? – Dez. – E o que estava fazendo ali, tão longe de casa? – A casa da minha patroa é ali. – Patroa? Que patroa? Pela sua resposta, pude entender que trabalhava na casa de uma família no Jardim Botânico: lavava roupa, varria a casa, servia a mesa. Entrava às sete da manhã, saía às oito da noite. – Hoje saí mais cedo. Foi jantarado. – Você já jantou? – Não. Eu almocei. – Você não almoça todo dia? – Quando tem comida pra levar, eu almoço: mamãe faz um embrulho de comida pra mim. – E quando não tem? – Quando não tem, não tem – e ela até parecia sorrir, me olhando pela primeira vez. Na penumbra do carro, suas feições de criança, esquálidas, encardidas de pobreza, podiam ser as de uma velha. Eu não me continha mais de aflição, pensando nos meus filhos bem nutridos – um engasgo na garganta me afogava no que os homens experimentados chamam de sentimentalismo burguês: – Mas não te dão comida lá? – perguntei, revoltado. – Quando eu peço eles dão. Mas descontam no ordenado, mamãe disse pra eu não pedir. – E quanto é que você ganha? Diminuí a marcha, assombrado, quase parei o carro. Ela mencionara uma importância ridícula, uma ninharia, não mais que alguns trocados. Meu impulso era voltar, bater na porta da tal mulher e meter -lhe a mão na cara. – Como é que você foi parar na casa dessa... foi parar nessa casa? – perguntei ainda, enquanto o carro, ao fim de uma rua do Leblon, se aproximava das vielas da Praia do Pinto. Ela disparou a falar: – Eu estava na feira com mamãe e então a madame pediu para eu carregar as compras e aí noutro dia pediu a mamãe pra eu trabalhar na casa dela, então mamãe deixou porque mamãe não pode deixar os filhos todos sozinhos e lá em casa é sete meninos fora dois grandes que já são soldados pode parar que é aqui moço, obrigado. Mal detive o carro, ela abriu a porta e saltou, saiu correndo, perdeu -se logo na escuridão miserável da Praia do Pinto.

A coerência textual tem a ver com o conteúdo do texto, sua organização e sua articulação. Entender um texto é atribuir coerência a ele, é processá -lo com os conhecimentos e a habilidade de interpretação que se tem. Dessa forma, há uma inadequação sobre a acepção das palavras em:

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Questão 5 de 10 Q1235000 Q5 da prova
Na escuridão miserável
Ergam sete horas da noite quando entrei no carro, ali no Jardim Botânico. Senti que alguém me observava, enquanto punha o motor em movimento. Voltei -me e dei com uns olhos grandes e parados como os de um bicho, a me espiar, através do vidro da janela, junto ao meio -fio. Eram de uma negrinha mirrada, raquítica, um fiapo de gente encostado ao poste como um animalzinho, não teria mais que uns sete anos. Inclinei -me sobre o banco, abaixando o vidro: – O que foi, minha filha? – perguntei, naturalmente, pensando tratar -se de esmola. – Nada não senhor – respondeu -me, a medo, um fio de voz infantil. – O que é que você está me olhando aí? – Nada não senhor – repetiu. – Tou esperando o ônibus... – Onde é que você mora? – Na Praia do Pinto. – Vou para aquele lado. Quer uma carona? Ela vacilou, intimidada. Insisti, abrindo a porta: – Entra aí, que eu te levo. Acabou entrando, sentou -se na pontinha do banco, e enquanto o carro ganhava velocidade, ia olhando duro para a frente, não ousava fazer o menor movimento. Tentei puxar conversa: – Como é o seu nome? – Teresa. – Quantos anos você tem, Teresa? – Dez. – E o que estava fazendo ali, tão longe de casa? – A casa da minha patroa é ali. – Patroa? Que patroa? Pela sua resposta, pude entender que trabalhava na casa de uma família no Jardim Botânico: lavava roupa, varria a casa, servia a mesa. Entrava às sete da manhã, saía às oito da noite. – Hoje saí mais cedo. Foi jantarado. – Você já jantou? – Não. Eu almocei. – Você não almoça todo dia? – Quando tem comida pra levar, eu almoço: mamãe faz um embrulho de comida pra mim. – E quando não tem? – Quando não tem, não tem – e ela até parecia sorrir, me olhando pela primeira vez. Na penumbra do carro, suas feições de criança, esquálidas, encardidas de pobreza, podiam ser as de uma velha. Eu não me continha mais de aflição, pensando nos meus filhos bem nutridos – um engasgo na garganta me afogava no que os homens experimentados chamam de sentimentalismo burguês: – Mas não te dão comida lá? – perguntei, revoltado. – Quando eu peço eles dão. Mas descontam no ordenado, mamãe disse pra eu não pedir. – E quanto é que você ganha? Diminuí a marcha, assombrado, quase parei o carro. Ela mencionara uma importância ridícula, uma ninharia, não mais que alguns trocados. Meu impulso era voltar, bater na porta da tal mulher e meter -lhe a mão na cara. – Como é que você foi parar na casa dessa... foi parar nessa casa? – perguntei ainda, enquanto o carro, ao fim de uma rua do Leblon, se aproximava das vielas da Praia do Pinto. Ela disparou a falar: – Eu estava na feira com mamãe e então a madame pediu para eu carregar as compras e aí noutro dia pediu a mamãe pra eu trabalhar na casa dela, então mamãe deixou porque mamãe não pode deixar os filhos todos sozinhos e lá em casa é sete meninos fora dois grandes que já são soldados pode parar que é aqui moço, obrigado. Mal detive o carro, ela abriu a porta e saltou, saiu correndo, perdeu -se logo na escuridão miserável da Praia do Pinto.

A linguagem figurada consiste em uma ferramenta ou modalidade de comunicação que utiliza figuras de linguagem para expressar um sentido não literal de um determinado enunciado. A linguagem figurada é usada para dar mais expressividade ao discurso, para tornar mais amplo o significado de uma palavra. Há exemplo de linguagem figurada em:

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Questão 6 de 10 Q1235001 Q6 da prova
Na escuridão miserável
Ergam sete horas da noite quando entrei no carro, ali no Jardim Botânico. Senti que alguém me observava, enquanto punha o motor em movimento. Voltei -me e dei com uns olhos grandes e parados como os de um bicho, a me espiar, através do vidro da janela, junto ao meio -fio. Eram de uma negrinha mirrada, raquítica, um fiapo de gente encostado ao poste como um animalzinho, não teria mais que uns sete anos. Inclinei -me sobre o banco, abaixando o vidro: – O que foi, minha filha? – perguntei, naturalmente, pensando tratar -se de esmola. – Nada não senhor – respondeu -me, a medo, um fio de voz infantil. – O que é que você está me olhando aí? – Nada não senhor – repetiu. – Tou esperando o ônibus... – Onde é que você mora? – Na Praia do Pinto. – Vou para aquele lado. Quer uma carona? Ela vacilou, intimidada. Insisti, abrindo a porta: – Entra aí, que eu te levo. Acabou entrando, sentou -se na pontinha do banco, e enquanto o carro ganhava velocidade, ia olhando duro para a frente, não ousava fazer o menor movimento. Tentei puxar conversa: – Como é o seu nome? – Teresa. – Quantos anos você tem, Teresa? – Dez. – E o que estava fazendo ali, tão longe de casa? – A casa da minha patroa é ali. – Patroa? Que patroa? Pela sua resposta, pude entender que trabalhava na casa de uma família no Jardim Botânico: lavava roupa, varria a casa, servia a mesa. Entrava às sete da manhã, saía às oito da noite. – Hoje saí mais cedo. Foi jantarado. – Você já jantou? – Não. Eu almocei. – Você não almoça todo dia? – Quando tem comida pra levar, eu almoço: mamãe faz um embrulho de comida pra mim. – E quando não tem? – Quando não tem, não tem – e ela até parecia sorrir, me olhando pela primeira vez. Na penumbra do carro, suas feições de criança, esquálidas, encardidas de pobreza, podiam ser as de uma velha. Eu não me continha mais de aflição, pensando nos meus filhos bem nutridos – um engasgo na garganta me afogava no que os homens experimentados chamam de sentimentalismo burguês: – Mas não te dão comida lá? – perguntei, revoltado. – Quando eu peço eles dão. Mas descontam no ordenado, mamãe disse pra eu não pedir. – E quanto é que você ganha? Diminuí a marcha, assombrado, quase parei o carro. Ela mencionara uma importância ridícula, uma ninharia, não mais que alguns trocados. Meu impulso era voltar, bater na porta da tal mulher e meter -lhe a mão na cara. – Como é que você foi parar na casa dessa... foi parar nessa casa? – perguntei ainda, enquanto o carro, ao fim de uma rua do Leblon, se aproximava das vielas da Praia do Pinto. Ela disparou a falar: – Eu estava na feira com mamãe e então a madame pediu para eu carregar as compras e aí noutro dia pediu a mamãe pra eu trabalhar na casa dela, então mamãe deixou porque mamãe não pode deixar os filhos todos sozinhos e lá em casa é sete meninos fora dois grandes que já são soldados pode parar que é aqui moço, obrigado. Mal detive o carro, ela abriu a porta e saltou, saiu correndo, perdeu -se logo na escuridão miserável da Praia do Pinto.

“– Como é que você foi parar na casa dessa... foi parar nessa casa?” (31º§) É possível depreender, pela suspensão do pensamento enfatizada pelas reticências, que o narrador mostra-se:

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Questão 7 de 10 Q1235002 Q7 da prova

“Acabou entrando, sentou-se na pontinha do banco, e enquanto o carro ganhava velocidade, ia olhando duro para a frente, não ousava fazer o menor movimento.” (11º§) O vocábulo correspondente a “enquanto”, nessa frase, é

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Questão 8 de 10 Q1235004 Q9 da prova

Assinale a alternativa em que ocorra erro de concordância.

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Questão 9 de 10 Q1235019 Q24 da prova

Observe a tabela no Excel 2019:

Com a célula C6 selecionada, ao clicar no botão, o que irá acontecer com a célula C6?

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Questão 10 de 10 Q1235020 Q25 da prova

Sobre os conceitos de banco de dados, analise as afirmativas a seguir.
I. Um banco de dados é uma coleção organizada de dados relacionados, projetada para permitir acesso, recuperação e atualização eficientes.
II. Dados e informações são termos que podem ser usados de forma intercambiável, significando o mesmo em um contexto de banco de dados.
III. Um dos objetivos da integridade dos dados em um banco de dados é garantir que os dados sejam precisos, consistentes e válidos, sem duplicações ou corrupções.
IV. A redundância de dados ocorre quando as mesmas informações são armazenadas em vários lugares dentro de um banco de dados, aumentando o risco de inconsistências e dificultando a manutenção e atualização.
Está correto o que se afirma apenas em:

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