“Embora o Hinduísmo possa ser considerado a religião mais antiga dentre as existentes hoje em dia, o termo é relativamente novo, dando a impressão equivocada de uma fé unificada, com um único conjunto de crenças e práticas religiosas. As origens do hinduísmo remontam à Idade do Ferro, mas a palavra hinduísmo é mais um hiperônimo conveniente para denominar a maior parte das religiões do subcontinente indiano” (WERNER, Camila. O livro das religiões. 2.ed. São Paulo: Globo Livros, 2016). Algumas ideias, porém, são centrais em praticamente todas as vertentes do hinduísmo, exceto:
Para explicar a origem do mal em nosso planeta, conforme nos conta o poeta Hesíodo em seu livro Os trabalhos e os dias (c. 700 a.C.), a religião grega antiga elaborou um mito, segundo o qual, a primeira mulher criada por Zeus, teria impulsiva e curiosamente, uma caixa proibida, espalhando, assim, pelo mundo todos os males que estavam aprisionados dentro dela (BULFINCH, Thomas. 26.ed. O livro de ouro da mitologia. Rio de Janeiro: Ediouro, 2022). Os manuais de mitologia identificam esse relato simbólico como:
Não é incomum surgir no cenário religioso discriminações socialmente propagadas e opiniões distorcidas, muitas vezes como base em generalizações simplistas e estereotipadas para com os devotos de algumas tradições religiosas, do tipo: “católico-carola”, “crente-fanático”, espírita-macumbeiro”, “adepto do candomblé -adepto do demônio” e, mais recentemente, “muçulmano-terrorista” (MESSEDER, 2023:188-189). Decorre daí a importância do ensino religioso no contexto escolar como forma de:

























