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Prova Professor Ensino Fundamental II - Português 30H - Pref. Caçador/SC
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Questão 1 de 30 Q1 da prova
Texto 1 Sobre a Guerra do Contestado A Guerra do Contestado colocou em evidência, pela primeira vez no Brasil, temas fundamentais do mundo contemporâneo: a ecologia, a liberdade religiosa, a posse da terra e a contestação de relações sociais arcaicas em pleno século XX. Teve grande influência nos rumos tomados pela sociedade catarinense no presente e deixou cicatrizes que até hoje reclamam nossa consideração. Entre os anos de 1912 e 1916, a região do Contestado, cujo território era alvo de disputas entre os estados de Santa Catarina e Paraná, foi palco de um dos mais sangrentos episódios da história do Brasil. Juntou-se à questão das fronteiras a eclosão de um surto messiânico influenciado pelo grande número de pessoas sem terras e sem emprego na região. Eram ex-camponeses, expulsos de suas terras para a implantação de uma madeireira, e ex-operários da estrada de ferro Brazil Railway, que trabalharam na construção e se viram sem trabalho com o fim do empreendimento. Nesse cenário, surgiram profetas e monges pregando ideais de justiça, paz e comunhão, indo de encontro ao autoritarismo e à ordem republicana vigentes. Preocupados com o crescimento do movimento popular, os governos estadual e federal começaram a agir contra a comunidade, com o envio de tropas militares para a região. Os sertanejos resistiram à ação da artilharia pesada do exército até 1916. Desde então, a Guerra foi narrada de diversas formas pelos diferentes personagens que dela tomaram parte e por aqueles que refletiram sobre ela posteriormente. Analisar essas narrativas é uma forma de recontar essa história com a perspectiva do presente. Recordar as marcas, reavivar as memórias, mostrar os lugares que lembram esse passado devem contribuir para analisarmos com outros olhos o nosso tempo atual e ver que muitos dos temas trazidos pelos rebeldes do Contestado continuam tão vivos como há 100 anos.

Sobre o texto 1, é correto o que se afirma em:

Questão 2 de 30 Q2 da prova
Texto 1 Sobre a Guerra do Contestado A Guerra do Contestado colocou em evidência, pela primeira vez no Brasil, temas fundamentais do mundo contemporâneo: a ecologia, a liberdade religiosa, a posse da terra e a contestação de relações sociais arcaicas em pleno século XX. Teve grande influência nos rumos tomados pela sociedade catarinense no presente e deixou cicatrizes que até hoje reclamam nossa consideração. Entre os anos de 1912 e 1916, a região do Contestado, cujo território era alvo de disputas entre os estados de Santa Catarina e Paraná, foi palco de um dos mais sangrentos episódios da história do Brasil. Juntou-se à questão das fronteiras a eclosão de um surto messiânico influenciado pelo grande número de pessoas sem terras e sem emprego na região. Eram ex-camponeses, expulsos de suas terras para a implantação de uma madeireira, e ex-operários da estrada de ferro Brazil Railway, que trabalharam na construção e se viram sem trabalho com o fim do empreendimento. Nesse cenário, surgiram profetas e monges pregando ideais de justiça, paz e comunhão, indo de encontro ao autoritarismo e à ordem republicana vigentes. Preocupados com o crescimento do movimento popular, os governos estadual e federal começaram a agir contra a comunidade, com o envio de tropas militares para a região. Os sertanejos resistiram à ação da artilharia pesada do exército até 1916. Desde então, a Guerra foi narrada de diversas formas pelos diferentes personagens que dela tomaram parte e por aqueles que refletiram sobre ela posteriormente. Analisar essas narrativas é uma forma de recontar essa história com a perspectiva do presente. Recordar as marcas, reavivar as memórias, mostrar os lugares que lembram esse passado devem contribuir para analisarmos com outros olhos o nosso tempo atual e ver que muitos dos temas trazidos pelos rebeldes do Contestado continuam tão vivos como há 100 anos.

Analise a frase abaixo: “Recordar as marcas, reavivar as memórias, mostrar os lugares que lembram esse passado devem contribuir para analisarmos com outros olhos o nosso tempo atual e ver que muitos dos temas trazidos pelos rebeldes do Contestado continuam tão vivos como há 100 anos.” De acordo com a frase, infere-se que alguns temas motivacionais da Guerra do Contestado permanecem vivos atualmente no Brasil, entre os quais:

Questão 3 de 30 Q3 da prova
Texto 1 Sobre a Guerra do Contestado A Guerra do Contestado colocou em evidência, pela primeira vez no Brasil, temas fundamentais do mundo contemporâneo: a ecologia, a liberdade religiosa, a posse da terra e a contestação de relações sociais arcaicas em pleno século XX. Teve grande influência nos rumos tomados pela sociedade catarinense no presente e deixou cicatrizes que até hoje reclamam nossa consideração. Entre os anos de 1912 e 1916, a região do Contestado, cujo território era alvo de disputas entre os estados de Santa Catarina e Paraná, foi palco de um dos mais sangrentos episódios da história do Brasil. Juntou-se à questão das fronteiras a eclosão de um surto messiânico influenciado pelo grande número de pessoas sem terras e sem emprego na região. Eram ex-camponeses, expulsos de suas terras para a implantação de uma madeireira, e ex-operários da estrada de ferro Brazil Railway, que trabalharam na construção e se viram sem trabalho com o fim do empreendimento. Nesse cenário, surgiram profetas e monges pregando ideais de justiça, paz e comunhão, indo de encontro ao autoritarismo e à ordem republicana vigentes. Preocupados com o crescimento do movimento popular, os governos estadual e federal começaram a agir contra a comunidade, com o envio de tropas militares para a região. Os sertanejos resistiram à ação da artilharia pesada do exército até 1916. Desde então, a Guerra foi narrada de diversas formas pelos diferentes personagens que dela tomaram parte e por aqueles que refletiram sobre ela posteriormente. Analisar essas narrativas é uma forma de recontar essa história com a perspectiva do presente. Recordar as marcas, reavivar as memórias, mostrar os lugares que lembram esse passado devem contribuir para analisarmos com outros olhos o nosso tempo atual e ver que muitos dos temas trazidos pelos rebeldes do Contestado continuam tão vivos como há 100 anos.

Quanto ao gênero, o texto 1 é:

Questão 4 de 30 Q4 da prova
Texto 1 Sobre a Guerra do Contestado A Guerra do Contestado colocou em evidência, pela primeira vez no Brasil, temas fundamentais do mundo contemporâneo: a ecologia, a liberdade religiosa, a posse da terra e a contestação de relações sociais arcaicas em pleno século XX. Teve grande influência nos rumos tomados pela sociedade catarinense no presente e deixou cicatrizes que até hoje reclamam nossa consideração. Entre os anos de 1912 e 1916, a região do Contestado, cujo território era alvo de disputas entre os estados de Santa Catarina e Paraná, foi palco de um dos mais sangrentos episódios da história do Brasil. Juntou-se à questão das fronteiras a eclosão de um surto messiânico influenciado pelo grande número de pessoas sem terras e sem emprego na região. Eram ex-camponeses, expulsos de suas terras para a implantação de uma madeireira, e ex-operários da estrada de ferro Brazil Railway, que trabalharam na construção e se viram sem trabalho com o fim do empreendimento. Nesse cenário, surgiram profetas e monges pregando ideais de justiça, paz e comunhão, indo de encontro ao autoritarismo e à ordem republicana vigentes. Preocupados com o crescimento do movimento popular, os governos estadual e federal começaram a agir contra a comunidade, com o envio de tropas militares para a região. Os sertanejos resistiram à ação da artilharia pesada do exército até 1916. Desde então, a Guerra foi narrada de diversas formas pelos diferentes personagens que dela tomaram parte e por aqueles que refletiram sobre ela posteriormente. Analisar essas narrativas é uma forma de recontar essa história com a perspectiva do presente. Recordar as marcas, reavivar as memórias, mostrar os lugares que lembram esse passado devem contribuir para analisarmos com outros olhos o nosso tempo atual e ver que muitos dos temas trazidos pelos rebeldes do Contestado continuam tão vivos como há 100 anos.

Analise o fragmento do texto 1 abaixo: “Juntou-se à questão das fronteiras a eclosão de um surto messiânico influenciado pelo grande número de pessoas sem terras e sem emprego na região. Eram ex-camponeses, expulsos de suas terras para a implantação de uma madeireira, e ex-operários da estrada de ferro Brazil Railway, que trabalharam na construção e se viram sem trabalho com o fim do empreendimento.” Assinale a alternativa correta sobre o fragmento do texto 1.

Questão 5 de 30 Q5 da prova

Sobre o emprego dos pronomes, assinale a alternativa correta.

Questão 6 de 30 Q6 da prova

Assinale a alternativa em que não há palavras que devam ser acentuadas graficamente.

Questão 7 de 30 Q7 da prova

Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal.

Questão 8 de 30 Q8 da prova

Assinale a frase que está de acordo com as normas da língua padrão.

Questão 9 de 30 Q12 da prova

Em 14 de fevereiro de 2024, foi registrada a 1ª fuga na história do Sistema Penitenciário Federal, que conta com cinco presídios de segurança máxima. Assinale a alternativa que aponta corretamente o local do presídio.

Questão 10 de 30 Q13 da prova

Sobre a história de Caçador, a cidade ficou conhecida na década de 40 como:

Questão 11 de 30 Q14 da prova

O Estado de Santa Catarina é dividido geograficamente em 6 mesorregiões. Caçador está localizada na Mesorregião Oeste Catarinense e faz limites com diversos municípios. Assinale a alternativa que aponta de forma correta municípios que fazem limite com o Município de Caçador.

Questão 12 de 30 Q15 da prova

Em fevereiro de 2024, o governo federal reconheceu a situação de emergência decretada por um município de Santa Catarina, após o vazamento de ácido sulfônico em um rio que desemboca na estação de captação e distribuição de água da cidade. A situação causou a interrupção no abastecimento de água de 75% do município mais populoso do Estado. Assinale a alternativa que aponta corretamente o município que decretou situação de emergência.

Questão 13 de 30 Q16 da prova

Sabemos que as seguintes afirmações referentes a um grupo de alunos são verdadeiras: “Alguns dos alunos baixos são famosos” e “Nenhum aluno velho é famoso”. Logo, é verdade que:

Questão 14 de 30 Q17 da prova

Uma sorveteria tem 18 sabores diferentes de sorvete em um balcão, dos quais 8 incluem chocolate e os outros não incluem chocolate. Se uma pessoa escolher, simultaneamente, 3 sorvetes aleatoriamente do balcão, qual é a probabilidade de nenhum dos sorvetes escolhidos incluir chocolate?

Questão 15 de 30 Q18 da prova

Durante uma conferência de médicos, cada médico apertou a mão de todos os outros presentes, exceto o Dr. José, que não apertou a mão de ninguém. Ao todo, foram trocados 105 apertos de mão. Considerando que ninguém apertou a própria mão, quantos médicos estavam presentes na conferência?

Questão 16 de 30 Q19 da prova

Uma empresa tem 20 funcionários, dos quais 12 são desenvolvedores e 8 são designers. A empresa quer formar uma equipe de projeto com 3 desenvolvedores e 2 designers. De quantas maneiras diferentes essa equipe pode ser formada?

Questão 17 de 30 Q20 da prova

Em uma feira, há 20 comerciantes que oferecem vegetais orgânicos e convencionais. Entre os comerciantes, 8 vendem vegetais orgânicos e 4 vendem tanto vegetais orgânicos quanto vegetais convencionais. Logo, o número de comerciantes que vende vegetais convencionais é:

Questão 18 de 30 Q21 da prova

Assinale a alternativa correta de acordo com a Lei Orgânica do Município de Caçador.

Questão 19 de 30 Q22 da prova

Assinale a alternativa correta nos termos do Regime Estatuário dos Servidores Públicos Civis do Município de Caçador, instituído pela Lei Complementar nº 56, de 20 de dezembro de 2004.

Questão 20 de 30 Q23 da prova

Assinale a alternativa correta nos termos do Plano de Cargos e Carreiras do Servidor Público do Município de Caçador, instituído pela Lei Complementar nº 203, de 23 de fevereiro de 2011.

Questão 21 de 30 Q24 da prova
Texto 1 Sérgio Augusto, 14/01/2024, O Estado de S. Paulo https://www.estadao.com.br/cultura/sergio-augusto/nao-sao-muitos-os-jogadores-de-futebol-chegados-a-livros-mas-eles-existem/ Não são muitos os jogadores de futebol chegados a livros, mas eles existem. Desconfio que foi a propósito de Franz Beckenbauer e seu jeito sobranceiro de jogar, sempre de cabeça erguida, que ouvi ou li pela primeira vez esta observação: “Ele nem sabe qual a cor da grama”. Outros, geralmente volantes e meio-campistas, como Didi, Falcão e Ademir da Guia, também fizeram por merecê-la, mas é quase unânime a certeza de que, no futebol das últimas décadas, o kaiser do Bayern e da seleção alemã, zagueiro de ofício, reinou absoluto no quesito elegância. Franz Beckenbauer foi campeão da Copa do Mundo de 1974 jogando pela Alemanha Ocidental Foto: AFP. Craque dentro e fora do campo, inclusive como cartola, Beckenbauer teve participação decisiva até na entrada do primeiro negro no escrete teutônico, Erwin Kostedde. Atletas e dirigentes racistas opuseram-lhe resistência; Franz nem precisou de prorrogação para derrotá-los. Gerd Wenzel, o jornalista que, entre nós, mais de perto acompanha o futebol alemão, revelou há dias quão determinante foi a mãe de Beckenbauer para a formação ética e moral do jogador. Se influenciou o filho intelectualmente, não sei. Mas é fato que ele adorava livros. Armando Nogueira me contou tê-lo surpreendido lendo Shakespeare na concentração dos alemães na Copa de 1974. Não são muitos os jogadores de futebol chegados a livros e muito menos versados em escrevê-los, mas eles existem. Nenhum deles, por certo, ambiciona emular Camus, goleiro do Racing Universitário da Argélia quase cem anos atrás, e ainda estou para conhecer quem, dos nossos, além do Tostão, possa ser tranquilamente identificado como intelectual. Até nessa disputa, os argentinos levam a melhor sobre a gente. O atacante e depois técnico argentino César Luís Menotti, campeão do mundo de 1978, sabe de cor trechos inteiros da prosa de Ernesto Sábato. O atacante Jorge Valdano, um dos hermanos que fizeram história no Real Madrid e também virou técnico e comentarista esportivo, lê muita poesia e, por conta dos livros de contos que escreveu e editou, ganhou o epíteto de “filósofo do futebol”. Pelo que depreendi das crônicas de Enrique Vila-Matas no El País, os espanhóis, notadamente os bascos e catalães, convivem sem apertos com a fauna futebolística, compartilhando as mesmas mesas de bares e restaurantes e as mesmas conversas. Com o brilhante Pep Guardiola, autor de pelo menos um livro (Mi Gente, Mi Fútbol), é mole. Idem com o atacante Pardeza, ademais formado em Direito e Filologia pela Universidade de Saragoça, que, como Guardiola, prefere falar sempre mais de literatura que do esporte que lhes deu renome mundial. Qual uma dupla de adolescentes, o catalão Vila-Matas e seu colega basco Bernardo Atxaga disputam entre si quem tem mais amigos de chuteiras. Juntos já abordaram em público vários boleiros cujos interesses se estendem além dos gramados, como o goleiro Zubizarreta e o extrema Ernesto Valverde. Conheceram ambos numa feira literária em Valência. Como? Autografando livros – de sua própria lavra.

Assinale a afirmativa correta sobre o texto 1.

Questão 22 de 30 Q25 da prova
Texto 1 Sérgio Augusto, 14/01/2024, O Estado de S. Paulo https://www.estadao.com.br/cultura/sergio-augusto/nao-sao-muitos-os-jogadores-de-futebol-chegados-a-livros-mas-eles-existem/ Não são muitos os jogadores de futebol chegados a livros, mas eles existem. Desconfio que foi a propósito de Franz Beckenbauer e seu jeito sobranceiro de jogar, sempre de cabeça erguida, que ouvi ou li pela primeira vez esta observação: “Ele nem sabe qual a cor da grama”. Outros, geralmente volantes e meio-campistas, como Didi, Falcão e Ademir da Guia, também fizeram por merecê-la, mas é quase unânime a certeza de que, no futebol das últimas décadas, o kaiser do Bayern e da seleção alemã, zagueiro de ofício, reinou absoluto no quesito elegância. Franz Beckenbauer foi campeão da Copa do Mundo de 1974 jogando pela Alemanha Ocidental Foto: AFP. Craque dentro e fora do campo, inclusive como cartola, Beckenbauer teve participação decisiva até na entrada do primeiro negro no escrete teutônico, Erwin Kostedde. Atletas e dirigentes racistas opuseram-lhe resistência; Franz nem precisou de prorrogação para derrotá-los. Gerd Wenzel, o jornalista que, entre nós, mais de perto acompanha o futebol alemão, revelou há dias quão determinante foi a mãe de Beckenbauer para a formação ética e moral do jogador. Se influenciou o filho intelectualmente, não sei. Mas é fato que ele adorava livros. Armando Nogueira me contou tê-lo surpreendido lendo Shakespeare na concentração dos alemães na Copa de 1974. Não são muitos os jogadores de futebol chegados a livros e muito menos versados em escrevê-los, mas eles existem. Nenhum deles, por certo, ambiciona emular Camus, goleiro do Racing Universitário da Argélia quase cem anos atrás, e ainda estou para conhecer quem, dos nossos, além do Tostão, possa ser tranquilamente identificado como intelectual. Até nessa disputa, os argentinos levam a melhor sobre a gente. O atacante e depois técnico argentino César Luís Menotti, campeão do mundo de 1978, sabe de cor trechos inteiros da prosa de Ernesto Sábato. O atacante Jorge Valdano, um dos hermanos que fizeram história no Real Madrid e também virou técnico e comentarista esportivo, lê muita poesia e, por conta dos livros de contos que escreveu e editou, ganhou o epíteto de “filósofo do futebol”. Pelo que depreendi das crônicas de Enrique Vila-Matas no El País, os espanhóis, notadamente os bascos e catalães, convivem sem apertos com a fauna futebolística, compartilhando as mesmas mesas de bares e restaurantes e as mesmas conversas. Com o brilhante Pep Guardiola, autor de pelo menos um livro (Mi Gente, Mi Fútbol), é mole. Idem com o atacante Pardeza, ademais formado em Direito e Filologia pela Universidade de Saragoça, que, como Guardiola, prefere falar sempre mais de literatura que do esporte que lhes deu renome mundial. Qual uma dupla de adolescentes, o catalão Vila-Matas e seu colega basco Bernardo Atxaga disputam entre si quem tem mais amigos de chuteiras. Juntos já abordaram em público vários boleiros cujos interesses se estendem além dos gramados, como o goleiro Zubizarreta e o extrema Ernesto Valverde. Conheceram ambos numa feira literária em Valência. Como? Autografando livros – de sua própria lavra.

Analise as afirmativas abaixo sobre o texto 1. 1. O texto é fundamentalmente narração, pois se limita a contar episódios de jogadores e de técnicos. 2. O texto pertence ao gênero opinativo, artigo de imprensa, com a posição do articulista. 3. O texto é basicamente injuntivo, pois prescreve como devem agir os jogadores de futebol. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

Questão 23 de 30 Q26 da prova
Texto 1 Sérgio Augusto, 14/01/2024, O Estado de S. Paulo https://www.estadao.com.br/cultura/sergio-augusto/nao-sao-muitos-os-jogadores-de-futebol-chegados-a-livros-mas-eles-existem/ Não são muitos os jogadores de futebol chegados a livros, mas eles existem. Desconfio que foi a propósito de Franz Beckenbauer e seu jeito sobranceiro de jogar, sempre de cabeça erguida, que ouvi ou li pela primeira vez esta observação: “Ele nem sabe qual a cor da grama”. Outros, geralmente volantes e meio-campistas, como Didi, Falcão e Ademir da Guia, também fizeram por merecê-la, mas é quase unânime a certeza de que, no futebol das últimas décadas, o kaiser do Bayern e da seleção alemã, zagueiro de ofício, reinou absoluto no quesito elegância. Franz Beckenbauer foi campeão da Copa do Mundo de 1974 jogando pela Alemanha Ocidental Foto: AFP. Craque dentro e fora do campo, inclusive como cartola, Beckenbauer teve participação decisiva até na entrada do primeiro negro no escrete teutônico, Erwin Kostedde. Atletas e dirigentes racistas opuseram-lhe resistência; Franz nem precisou de prorrogação para derrotá-los. Gerd Wenzel, o jornalista que, entre nós, mais de perto acompanha o futebol alemão, revelou há dias quão determinante foi a mãe de Beckenbauer para a formação ética e moral do jogador. Se influenciou o filho intelectualmente, não sei. Mas é fato que ele adorava livros. Armando Nogueira me contou tê-lo surpreendido lendo Shakespeare na concentração dos alemães na Copa de 1974. Não são muitos os jogadores de futebol chegados a livros e muito menos versados em escrevê-los, mas eles existem. Nenhum deles, por certo, ambiciona emular Camus, goleiro do Racing Universitário da Argélia quase cem anos atrás, e ainda estou para conhecer quem, dos nossos, além do Tostão, possa ser tranquilamente identificado como intelectual. Até nessa disputa, os argentinos levam a melhor sobre a gente. O atacante e depois técnico argentino César Luís Menotti, campeão do mundo de 1978, sabe de cor trechos inteiros da prosa de Ernesto Sábato. O atacante Jorge Valdano, um dos hermanos que fizeram história no Real Madrid e também virou técnico e comentarista esportivo, lê muita poesia e, por conta dos livros de contos que escreveu e editou, ganhou o epíteto de “filósofo do futebol”. Pelo que depreendi das crônicas de Enrique Vila-Matas no El País, os espanhóis, notadamente os bascos e catalães, convivem sem apertos com a fauna futebolística, compartilhando as mesmas mesas de bares e restaurantes e as mesmas conversas. Com o brilhante Pep Guardiola, autor de pelo menos um livro (Mi Gente, Mi Fútbol), é mole. Idem com o atacante Pardeza, ademais formado em Direito e Filologia pela Universidade de Saragoça, que, como Guardiola, prefere falar sempre mais de literatura que do esporte que lhes deu renome mundial. Qual uma dupla de adolescentes, o catalão Vila-Matas e seu colega basco Bernardo Atxaga disputam entre si quem tem mais amigos de chuteiras. Juntos já abordaram em público vários boleiros cujos interesses se estendem além dos gramados, como o goleiro Zubizarreta e o extrema Ernesto Valverde. Conheceram ambos numa feira literária em Valência. Como? Autografando livros – de sua própria lavra.

Analise a seguinte passagem do texto 1: “Com o brilhante Pep Guardiola, autor de pelo menos um livro (Mi Gente, Mi Fútbol), é mole. Idem com o atacante Pardeza, ademais formado em Direito e Filologia pela Universidade de Saragoça, que, como Guardiola, prefere falar sempre mais de literatura que do esporte que lhes deu renome mundial.” Assinale a alternativa correta em relação a passagem.

Questão 24 de 30 Q29 da prova

Analise as afirmativas abaixo sobre os textos 1 e 2. 1. O texto 1 emprega ora modelo mais formal, caso do emprego do pronome relativo cujos, (destacado no texto), alternando com expressões da variante coloquial, caso da expressão a gente, (destacada no texto). 2. O texto 2 mostra variante linguística inadequada à maioria da população brasileira. 3. No trecho a seguir, retirado do texto 1, temos emprego de acordo com a variante brasileira em relação aos pronomes: “Atletas e dirigentes racistas opuseram-lhe resistência; Franz nem precisou de prorrogação para derrotá-los”. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

Questão 25 de 30 Q30 da prova

Assinale a alternativa correta em relação à concordância verbal.

Questão 26 de 30 Q31 da prova

Em seu livro Norma Culta, Marcos Bagno traz alguns exemplos do português brasileiro retirados dos veículos de comunicação. 1. “Carmen foi uma inocente brasileira altamente criativa triturada pela indústria do show business americano, que levou ela linda, nova e devolveu num caixão, inchada de injeção, de pílulas para ficar esperta” (Folha de S. Paulo, 14/02/1998, p. 4-4) 2. “Falta ao governo FH decisões corajosas e firmes, principalmente contra os partidos que o apoiam” (O Estado de S. Paulo, 17/09/1995, A-2, c.2) 3. “Não é verdade que a relação entre eu e Woody era tão clara que não necessitasse explicações no set de filmagens.” (Folha de S. Paulo, 11/05/1994) Assinale a alternativa correta em relação às construções acima.

Questão 27 de 30 Q32 da prova
Texto 3 Depoimento O Povo Não Fala Errado, de Magda Becker Soares, integrante da Comissão da Reforma do Ensino de Língua Portuguesa Jornal LEIA, 02/1986 Do seu ponto de vista quais as principais conclusões da Comissão? Magda – Para mim, o mais importante foram as reflexões quanto às causas dos problemas atuais no uso e no ensino de língua no Brasil, problemas que surgem contemporâneos à democratização do ensino. Enquanto a escola serviu apenas às classes favorecidas, às classes dominantes, não se discutiam esses problemas porque a escola só recebia alunos que dominavam a variedade linguística que a ela interessa e que pretende ensinar. A partir do momento em que as classes populares conquistam a escola (é, eu gosto de usar o termo conquistam, porque, em geral, se coloca o Estado oferece, e isso é um termo detestável, já que não é um oferecimento, é um conquista das classes populares, uma resposta às suas reivindicações), é a partir daí que surgem problemas. Por quê? É aí que a linguística ou a sociolinguística podem dar uma grande contribuição ao ensino, mostrando que não há um único português, como não há um português correto e todos os demais são errados, mas que há variedades linguísticas. No caso específico, as camadas populares usam um dialeto popular, diferente do dialeto que a escola usa. O da escola é o dialeto das classes dominantes, por isso mesmo o padrão, como o modo de comer das classes dominantes deve ser padrão, como seu modo de vestir deve ser padrão, e o modo de falar deve ser padrão.

Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as lacunas do texto 3.

Questão 28 de 30 Q33 da prova

Assinale a alternativa correta a respeito do gênero do texto jornalístico do Texto 4.

Questão 29 de 30 Q34 da prova

Analise as afirmativas abaixo sobre o texto 4, em relação à norma culta. 1. Há no primeiro parágrafo um desvio de concordância verbal. 2. O verbo acontecer, na última linha, deveria estar na 3ª pessoa do plural para atender à norma culta. 3. A próclise no terceiro parágrafo deveria ser substituída por mesóclise a fim de atender à norma culta. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

Questão 30 de 30 Q35 da prova

Assinale a alternativa correta em relação ao texto 4.

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