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Prova Professor de Ensino Fundamental Anos Finais - Ciências - Pref. João Alfredo/PE
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Questão 1 de 40 Q1 da prova

Analise as proposições a respeito da taxonomia e da classificação dos seres vivos: I. A adoção de critérios filogenéticos possibilita organizar espécies com base em ancestralidade comum. II. A distinção entre reinos considera, entre outros fatores, aspectos nutricionais e estruturais (presença de cloroplastos, parede celular). III. Classificações modernas não incluem estudos de sequências genéticas em análises taxonômicas. IV. O reino Fungi abrange organismos heterotróficos que podem atuar como decompositores, influenciando ciclos ecológicos. Estão CORRETAS as alternativas:

Questão 2 de 40 Q2 da prova

A poluição do meio ambiente tem gerado desequilíbrios ecológicos e afetado a saúde humana. Assinale a alternativa que descreve uma ação de conservação baseada em princípios sustentáveis.

Questão 3 de 40 Q3 da prova

As proteínas exercem múltiplas funções celulares, desde atividade enzimática até sinalização. Identifique a alternativa CORRETA sobre sua estrutura ou papel biológico.

Questão 4 de 40 Q4 da prova

Uma turma apresentou dificuldades na compreensão de células procarióticas e eucarióticas, resultando em baixo desempenho na avaliação. O professor percebeu que havia poucas conexões entre o conteúdo teórico e exemplos práticos. Como reverter esse cenário, favorecendo aprendizagem significativa dos conceitos de Citologia?

Questão 5 de 40 Q5 da prova

Analise as ideias sobre a evolução das espécies, considerando fatores genéticos e adaptações ambientais: I. O surgimento de características inéditas pode ser influenciado por mutações no DNA, gerando variações fenotípicas. II. O ambiente exerce pressão seletiva, favorecendo organismos cujos traços sejam mais adaptativos. III. As teorias contemporâneas excluem a deriva genética, pois mudanças aleatórias não afetam populações a longo prazo. IV. A especiação pode ocorrer quando populações acumulam diferenças genéticas significativas ao longo do tempo. Estão CORRETAS as alternativas:

Questão 6 de 40 Q6 da prova

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) de Ciências destacam uma abordagem contextualizada e voltada para a participação cidadã. Indique a alternativa correta sobre essa proposta.

Questão 7 de 40 Q7 da prova

As reações bioquímicas relacionadas aos lipídios envolvem processos energéticos e estruturais específicos. Assinale a alternativa que descreve corretamente uma dessas funções ou propriedades.

Questão 8 de 40 Q8 da prova

Em um projeto pedagógico sobre preservação ambiental, uma turma realizou visitas a áreas degradadas e coletou amostras de solo. Embora os resultados laboratoriais apontassem poluentes, parte dos alunos não relacionou esses dados ao descarte irregular de resíduos nas proximidades. De que modo o professor pode ampliar a compreensão, conectando as evidências experimentais ao impacto humano?

Questão 9 de 40 Q9 da prova

Analise as afirmações sobre a atmosfera terrestre e o equilíbrio climático: I. O efeito estufa natural é fundamental para manter a Terra em temperaturas adequadas à vida. II. A ação antrópica pode aumentar a concentração de gases estufa, afetando a estabilidade climática global. III. Poluentes atmosféricos não interferem na camada de ozônio, pois se depositam somente na superfície. IV. O desequilíbrio entre absorção e emissão de radiação infravermelha se relaciona a eventos climáticos extremos. Estão CORRETAS as alternativas:

Questão 10 de 40 Q10 da prova

A tabela periódica organiza os elementos químicos de acordo com o número atômico e suas propriedades. Selecione a alternativa CORRETA quanto à implicação dessa organização.

Questão 11 de 40 Q11 da prova

A reprodução nos seres vivos pode ocorrer por meio sexuado ou assexuado, modulando a variabilidade genética. Qual alternativa caracteriza adequadamente um desses mecanismos?

Questão 12 de 40 Q12 da prova

Uma turma discute a teoria do Big Bang e o surgimento do Sistema Solar. Alguns questionam a consistência entre modelos cosmológicos e observações astronômicas atuais. Como o professor pode promover aprofundamento e a análise crítica, estimulando pesquisa autônoma?

Questão 13 de 40 Q13 da prova

Analise as proposições referentes à aplicação das metodologias ativas no ensino de Ciências: I. A problematização de situações reais pode incentivar a busca de soluções que mobilizem conhecimentos multidisciplinares. II. A aprendizagem por projetos anula a autonomia do aluno, impondo roteiros inflexíveis. III. A experimentação investigativa fortalece o protagonismo discente, relacionando hipóteses a dados empíricos. IV. Tais metodologias prescindem de planejamento, pois a dinâmica da sala de aula supre lacunas didáticas. Estão CORRETAS as alternativas:

Questão 14 de 40 Q14 da prova

A Lei nº 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente) assegura proteção integral, incluindo acesso a ensino de qualidade. Qual a implicação prática se relaciona ao ensino de Ciências, visando equidade?

Questão 15 de 40 Q15 da prova

A energia é um conceito unificador na Física, abrangendo mecânica, calor, ondas e eletricidade. Qual a alternativa que relaciona corretamente esse conceito ao cotidiano?

Questão 16 de 40 Q16 da prova

Uma escola enfrenta altos índices de repetência em Ciências, pois física e química são ensinadas de modo fragmentado, sem relação com o contexto local, enquanto biologia permanece expositiva. Que medida estrutural pode revitalizar o currículo, estimulando o interesse estudantil?

Questão 17 de 40 Q17 da prova

Analise as afirmações sobre fisiologia animal, considerando sistemas circulatório e respiratório: I. Em vertebrados, a circulação pode ser simples ou dupla, variando conforme o número de câmaras cardíacas e o trajeto sanguíneo. II. O sistema respiratório das aves apresenta fluxo de ar unidirecional, aumentando a eficiência das trocas gasosas. III. Anfíbios adultos conservam somente a respiração branquial, não havendo envolvimento pulmonar ou cutâneo. IV. A adequação respiratória e circulatória correlaciona-se com o ambiente, traduzindo as pressões seletivas ao longo da evolução. Estão CORRETAS as alternativas:

Questão 18 de 40 Q18 da prova

A gestão escolar deve promover ações formativas embasadas na Lei nº 9.394/96 (LDB) e nas práticas avaliativas democráticas. Marque a alternativa CORRETA quanto à implementação dessas ações.

Questão 19 de 40 Q19 da prova

A tectônica de placas fornece a base para a compreensão da formação de cadeias montanhosas e fenômenos sísmicos. Qual alternativa reflete corretamente um de seus princípios?

Questão 20 de 40 Q20 da prova

Uma turma demonstrou grande curiosidade sobre reciclagem, mas as aulas de Ciências restringiam-se à exposição de conceitos gerais de química e física, sem conexões práticas. Observou-se dificuldade em relacionar propriedades dos materiais à separação seletiva. Que estratégia fortaleceria o vínculo conceitual com o contexto local?

Questão 21 de 40 Q21 da prova
Leia o texto a seguir para responder as questões 21, 22, 23, 24, 25, 26 e 27: Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. Se no berço experimentei esta fome humana, e ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos. Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. (Pertencer, Clarice Lispector)

De acordo com o texto, qual é a principal emoção que a autora descreve sentir desde a infância?

Questão 22 de 40 Q22 da prova
Leia o texto a seguir para responder as questões 21, 22, 23, 24, 25, 26 e 27: Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. Se no berço experimentei esta fome humana, e ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos. Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. (Pertencer, Clarice Lispector)

Segundo o texto, o que a autora deseja ao expressar a vontade de pertencer?

Questão 23 de 40 Q23 da prova
Leia o texto a seguir para responder as questões 21, 22, 23, 24, 25, 26 e 27: Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. Se no berço experimentei esta fome humana, e ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos. Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. (Pertencer, Clarice Lispector)

No texto, a autora fala sentir inveja de uma freira. Por quê?

Questão 24 de 40 Q24 da prova
Leia o texto a seguir para responder as questões 21, 22, 23, 24, 25, 26 e 27: Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. Se no berço experimentei esta fome humana, e ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos. Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. (Pertencer, Clarice Lispector)

De acordo com a autora, a "pobreza" em si mesma é:

Questão 25 de 40 Q25 da prova
Leia o texto a seguir para responder as questões 21, 22, 23, 24, 25, 26 e 27: Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. Se no berço experimentei esta fome humana, e ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos. Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. (Pertencer, Clarice Lispector)

Segundo o texto, de onde vem a vontade intensa de pertencer da autora?

Questão 26 de 40 Q26 da prova
Leia o texto a seguir para responder as questões 21, 22, 23, 24, 25, 26 e 27: Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. Se no berço experimentei esta fome humana, e ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos. Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. (Pertencer, Clarice Lispector)

Infere-se do texto que a sua principal mensagem é:

Questão 27 de 40 Q27 da prova
Leia o texto a seguir para responder as questões 21, 22, 23, 24, 25, 26 e 27: Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. Se no berço experimentei esta fome humana, e ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos. Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. (Pertencer, Clarice Lispector)

Qual a função sintática do termo sublinhado na frase: "Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente"?

Questão 28 de 40 Q28 da prova

Em se tratando de colocação pronominal, qual das frases abaixo está em DESACORDO com a norma culta da língua portuguesa?

Questão 29 de 40 Q29 da prova

Assinale a única alternativa que apresenta uma oração coordenada sindética explicativa:

Questão 30 de 40 Q30 da prova

Assinale a única alternativa a qual o termo sublinhado é complemento nominal:

Questão 31 de 40 Q31 da prova

Em relação às figuras de linguagem, assinale a única alternativa que apresenta um exemplo de metáfora:

Questão 32 de 40 Q32 da prova

Assinale a alternativa que apresenta o sinônimo de léxico:

Questão 33 de 40 Q33 da prova

Amanda e Lívio foram para uma pizzaria, no cardápio eles verificaram que o valor de uma pizza grande é de R$ 48,00, a pizza média é 60 % do valor da pizza grande, e a pizza pequena é de 50 % do valor da pizza média. Qual o valor em R$ da pizza pequena?

Questão 34 de 40 Q34 da prova

Uma praça tem as dimensões de 25 metros de largura por 40 metros de comprimento, possui uma área verde e uma área esportiva (quadra), sabendo-se que 40% é de área verde, e 60% é área esportiva. Qual é a área verde em metros quadrado (m²)?

Questão 35 de 40 Q35 da prova

Resolva a expressão numérica: X + 5/3 - Y - 1/5 + Z. Considere: X= 3; Y=2 e Z= -1

Questão 36 de 40 Q36 da prova

Roberta tem um sítio com várias plantações, contratou um agrônomo para estudar o plantio de abacate. A área para o teste do plantio de abacate é de 2,2 hectares. Sabendo-se que no primeiro ano a proprietária colheu 3 abacates por metro quadrado, e no segundo ano colheu 4 abacates por metro quadrado. Qual foi a quantidade total de abacate colhido no segundo ano, na área de 2,2 hectares?

Questão 37 de 40 Q37 da prova

Carlos, Ricardo e André juntos têm uma quantia de R$ 720,00. Ricardo tem o dobro da quantia de Carlos, e André tem o triplo da quantia de Ricardo. Qual a quantia em R$ de André?

Questão 38 de 40 Q38 da prova

José e Márcia têm cinco filhos, com as idades de 4 anos, 6 anos, 12 anos, 18 anos e 26 anos. Qual a média aritmética das idades dos cinco filhos?

Questão 39 de 40 Q39 da prova

Marília deixou de pagar um boleto bancário, no valor de R$ 650,00, e depois de 14 dias de atraso emitiu um novo boleto, a uma taxa de juros de 2,5 % ao mês. Considere o mês com trinta dias, e para a correção financeira foi utilizado o sistema de juros simples. Determine o valor corrigido em R$, do boleto de pagamento:

Questão 40 de 40 Q40 da prova

Considere uma caixa d’água de capacidade de 500 litros, que está vazia, e sendo alimentada por duas torneiras, a primeira com uma vazão de 25 litros por hora, e a segunda com 50 litros por hora. Em quanto tempo aproximadamente a caixa ficará com 500 litros d’água?

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