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Prova Professor de Ensino Fundamental 20H - Pref. Turneiras do Oeste/PR
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Questão 1 de 28 Q1 da prova
AS QUESTÕES DE 01 A 04 SE REFEREM AO TEXTO A SEGUIR.

Sobre pizzas e vacas
Comer é uma atividade social que vai muito além de saciar o apetite e tem provocado observações nem sempre sólidas sobre o caráter dos povos
Jaime Pinsky — Historiador e escritor, professor titular aposentado da Unicamp | 05/01/2025

Fim de ano é aquele período em que a roupa começa a encolher, dizia minha mãe, rindo de suas amigas ao ouvi-las reclamar que não era justo existir um mês em que se come muito (dezembro), seguido de outro (janeiro, férias escolares) em que se coloca roupa de banho e os quilos adquiridos se revelam de modo inequívoco. Comer é uma atividade social que vai muito além de saciar o apetite e tem provocado observações nem sempre sólidas sobre o caráter dos povos. A cultura da pizza, comida encarregada de resolver o problema de grande parte dos habitantes deste planeta, é um exemplo de como uma generalização superficial pode estar equivocada. Claro, pois a pizza, ao que tudo indica, não é a melhor representação gastronômica da Itália, mesmo porque sua origem está na Índia ou no Oriente Médio, já que é nessas regiões do planeta em que o pão tem esse formato, redondo e chato, provável inspiração dos inventores da pizza.
O mais fascinante, contudo, é a hipótese de um sociólogo brasileiro, já falecido, Gabriel Bolaffi, para o qual a pizza era um produto consumido apenas no sul da península, e sua expansão pela Itália toda teve a ver com a invasão dos americanos durante a Segunda Guerra Mundial. Os soldados ianques, à medida que avançavam para o norte, solicitavam aqueles discos práticos e saborosos, mas que não eram produzidos em outras regiões. Como os soldados tinham apetite, dólares e armas, donos de bares e pequenos restaurantes trataram de preparar as próprias pizzas, para alegria dos americanos. Assim, graças aos soldados estrangeiros, a pizza deixou de ser uma comida regional e tornou-se um verdadeiro símbolo nacional. Com a volta dos exércitos vencedores ao continente americano, a pizza tornou-se uma necessidade gastronômica também nos Estados Unidos, devidamente adaptada ao duvidoso gosto dos "gringos", que a devoram em pé, na rua, sem o uso de talheres, acompanhada de refrigerante em vez de vinho e preparada com queijo com sabor de plástico... Mas, de qualquer forma, baseada naquela encontrada pelos soldados em solo italiano.
O fato é que "comidas típicas" não são tão típicas assim, mas, por se apresentarem como tal, representam com dignidade, maior ou menor, seus supostos criadores. As famosas alheiras portuguesas, por exemplo, foram criadas por necessidade, não por prazer, alegria ou fome. Conta-se que o governo português, aliado da Igreja, desconfiava das pessoas que não comiam linguiça — provável indício de que mantinham clandestinamente práticas judaicas ou muçulmanas. Portugal, é importante ressaltar, estava preocupado em fazer uma espécie de "limpeza religiosa", acabando com resquícios não cristãos na sua população (século 16). E o governo morria de medo de avanços econômicos que pudessem ameaçar a estrutura de poder arcaica existente. Os judeus consumiam as alheiras e ostentavam fileiras de carne de aves e legumes temperados com alho para mostrar sua suposta adesão ao cristianismo quando, na verdade, não passavam de cristãos novos mal resolvidos, que tinham nojo da carne de porco, mas fingiam comê-la para não serem executados nas fogueiras da Inquisição e do retrógrado governo lusitano após terríveis torturas. Assim teria surgido essa linguiça sem carne de porco…
Vindo para o nosso continente, vale a pena recordar a história que o jornalista Ariel Palacios nos conta sobre a carne de vaca, símbolo gastronômico dos nossos vizinhos, em seu delicioso livro “Os argentinos”. Para início de conversa, Ariel nos lembra que a vaca não é argentina, nem sequer americana, mas foi trazida para a Argentina, via Brasil, várias décadas após a chegada de Cabral. Durante anos, os bovinos passearam sossegados entre os Andes e o Atlântico, sem que suas virtudes alimentícias fossem percebidas. Só então a vaca se tornaria um verdadeiro símbolo nacional. Segundo Palacios, os argentinos estão dispostos até a discutir se Pelé foi melhor do que Maradona, mas não admitem colocar em questão a superioridade de suas vacas. Para dizer a verdade, e que me perdoem os ótimos criadores que temos no Brasil, muitos brasileiros, como eu, concordam com eles.
PINSKY, Jaime. Sobre pizzas e vacas. Correio Braziliense , 05 de janeiro de 2025. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2025/01/7026305-sobre-pizzas-e-vacas.html. Acesso em: 05 jan. 2025. Adaptado.

Segundo as informações do texto,

Questão 2 de 28 Q2 da prova
AS QUESTÕES DE 01 A 04 SE REFEREM AO TEXTO A SEGUIR.

Sobre pizzas e vacas
Comer é uma atividade social que vai muito além de saciar o apetite e tem provocado observações nem sempre sólidas sobre o caráter dos povos
Jaime Pinsky — Historiador e escritor, professor titular aposentado da Unicamp | 05/01/2025

Fim de ano é aquele período em que a roupa começa a encolher, dizia minha mãe, rindo de suas amigas ao ouvi-las reclamar que não era justo existir um mês em que se come muito (dezembro), seguido de outro (janeiro, férias escolares) em que se coloca roupa de banho e os quilos adquiridos se revelam de modo inequívoco. Comer é uma atividade social que vai muito além de saciar o apetite e tem provocado observações nem sempre sólidas sobre o caráter dos povos. A cultura da pizza, comida encarregada de resolver o problema de grande parte dos habitantes deste planeta, é um exemplo de como uma generalização superficial pode estar equivocada. Claro, pois a pizza, ao que tudo indica, não é a melhor representação gastronômica da Itália, mesmo porque sua origem está na Índia ou no Oriente Médio, já que é nessas regiões do planeta em que o pão tem esse formato, redondo e chato, provável inspiração dos inventores da pizza.
O mais fascinante, contudo, é a hipótese de um sociólogo brasileiro, já falecido, Gabriel Bolaffi, para o qual a pizza era um produto consumido apenas no sul da península, e sua expansão pela Itália toda teve a ver com a invasão dos americanos durante a Segunda Guerra Mundial. Os soldados ianques, à medida que avançavam para o norte, solicitavam aqueles discos práticos e saborosos, mas que não eram produzidos em outras regiões. Como os soldados tinham apetite, dólares e armas, donos de bares e pequenos restaurantes trataram de preparar as próprias pizzas, para alegria dos americanos. Assim, graças aos soldados estrangeiros, a pizza deixou de ser uma comida regional e tornou-se um verdadeiro símbolo nacional. Com a volta dos exércitos vencedores ao continente americano, a pizza tornou-se uma necessidade gastronômica também nos Estados Unidos, devidamente adaptada ao duvidoso gosto dos "gringos", que a devoram em pé, na rua, sem o uso de talheres, acompanhada de refrigerante em vez de vinho e preparada com queijo com sabor de plástico... Mas, de qualquer forma, baseada naquela encontrada pelos soldados em solo italiano.
O fato é que "comidas típicas" não são tão típicas assim, mas, por se apresentarem como tal, representam com dignidade, maior ou menor, seus supostos criadores. As famosas alheiras portuguesas, por exemplo, foram criadas por necessidade, não por prazer, alegria ou fome. Conta-se que o governo português, aliado da Igreja, desconfiava das pessoas que não comiam linguiça — provável indício de que mantinham clandestinamente práticas judaicas ou muçulmanas. Portugal, é importante ressaltar, estava preocupado em fazer uma espécie de "limpeza religiosa", acabando com resquícios não cristãos na sua população (século 16). E o governo morria de medo de avanços econômicos que pudessem ameaçar a estrutura de poder arcaica existente. Os judeus consumiam as alheiras e ostentavam fileiras de carne de aves e legumes temperados com alho para mostrar sua suposta adesão ao cristianismo quando, na verdade, não passavam de cristãos novos mal resolvidos, que tinham nojo da carne de porco, mas fingiam comê-la para não serem executados nas fogueiras da Inquisição e do retrógrado governo lusitano após terríveis torturas. Assim teria surgido essa linguiça sem carne de porco…
Vindo para o nosso continente, vale a pena recordar a história que o jornalista Ariel Palacios nos conta sobre a carne de vaca, símbolo gastronômico dos nossos vizinhos, em seu delicioso livro “Os argentinos”. Para início de conversa, Ariel nos lembra que a vaca não é argentina, nem sequer americana, mas foi trazida para a Argentina, via Brasil, várias décadas após a chegada de Cabral. Durante anos, os bovinos passearam sossegados entre os Andes e o Atlântico, sem que suas virtudes alimentícias fossem percebidas. Só então a vaca se tornaria um verdadeiro símbolo nacional. Segundo Palacios, os argentinos estão dispostos até a discutir se Pelé foi melhor do que Maradona, mas não admitem colocar em questão a superioridade de suas vacas. Para dizer a verdade, e que me perdoem os ótimos criadores que temos no Brasil, muitos brasileiros, como eu, concordam com eles.
PINSKY, Jaime. Sobre pizzas e vacas. Correio Braziliense , 05 de janeiro de 2025. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2025/01/7026305-sobre-pizzas-e-vacas.html. Acesso em: 05 jan. 2025. Adaptado.

Quais foram as principais estratégias argumentativas adotadas pelo articulista para explicitar os dados sobre pratos típicos dos países citados?

Questão 3 de 28 Q3 da prova
AS QUESTÕES DE 01 A 04 SE REFEREM AO TEXTO A SEGUIR.

Sobre pizzas e vacas
Comer é uma atividade social que vai muito além de saciar o apetite e tem provocado observações nem sempre sólidas sobre o caráter dos povos
Jaime Pinsky — Historiador e escritor, professor titular aposentado da Unicamp | 05/01/2025

Fim de ano é aquele período em que a roupa começa a encolher, dizia minha mãe, rindo de suas amigas ao ouvi-las reclamar que não era justo existir um mês em que se come muito (dezembro), seguido de outro (janeiro, férias escolares) em que se coloca roupa de banho e os quilos adquiridos se revelam de modo inequívoco. Comer é uma atividade social que vai muito além de saciar o apetite e tem provocado observações nem sempre sólidas sobre o caráter dos povos. A cultura da pizza, comida encarregada de resolver o problema de grande parte dos habitantes deste planeta, é um exemplo de como uma generalização superficial pode estar equivocada. Claro, pois a pizza, ao que tudo indica, não é a melhor representação gastronômica da Itália, mesmo porque sua origem está na Índia ou no Oriente Médio, já que é nessas regiões do planeta em que o pão tem esse formato, redondo e chato, provável inspiração dos inventores da pizza.
O mais fascinante, contudo, é a hipótese de um sociólogo brasileiro, já falecido, Gabriel Bolaffi, para o qual a pizza era um produto consumido apenas no sul da península, e sua expansão pela Itália toda teve a ver com a invasão dos americanos durante a Segunda Guerra Mundial. Os soldados ianques, à medida que avançavam para o norte, solicitavam aqueles discos práticos e saborosos, mas que não eram produzidos em outras regiões. Como os soldados tinham apetite, dólares e armas, donos de bares e pequenos restaurantes trataram de preparar as próprias pizzas, para alegria dos americanos. Assim, graças aos soldados estrangeiros, a pizza deixou de ser uma comida regional e tornou-se um verdadeiro símbolo nacional. Com a volta dos exércitos vencedores ao continente americano, a pizza tornou-se uma necessidade gastronômica também nos Estados Unidos, devidamente adaptada ao duvidoso gosto dos "gringos", que a devoram em pé, na rua, sem o uso de talheres, acompanhada de refrigerante em vez de vinho e preparada com queijo com sabor de plástico... Mas, de qualquer forma, baseada naquela encontrada pelos soldados em solo italiano.
O fato é que "comidas típicas" não são tão típicas assim, mas, por se apresentarem como tal, representam com dignidade, maior ou menor, seus supostos criadores. As famosas alheiras portuguesas, por exemplo, foram criadas por necessidade, não por prazer, alegria ou fome. Conta-se que o governo português, aliado da Igreja, desconfiava das pessoas que não comiam linguiça — provável indício de que mantinham clandestinamente práticas judaicas ou muçulmanas. Portugal, é importante ressaltar, estava preocupado em fazer uma espécie de "limpeza religiosa", acabando com resquícios não cristãos na sua população (século 16). E o governo morria de medo de avanços econômicos que pudessem ameaçar a estrutura de poder arcaica existente. Os judeus consumiam as alheiras e ostentavam fileiras de carne de aves e legumes temperados com alho para mostrar sua suposta adesão ao cristianismo quando, na verdade, não passavam de cristãos novos mal resolvidos, que tinham nojo da carne de porco, mas fingiam comê-la para não serem executados nas fogueiras da Inquisição e do retrógrado governo lusitano após terríveis torturas. Assim teria surgido essa linguiça sem carne de porco…
Vindo para o nosso continente, vale a pena recordar a história que o jornalista Ariel Palacios nos conta sobre a carne de vaca, símbolo gastronômico dos nossos vizinhos, em seu delicioso livro “Os argentinos”. Para início de conversa, Ariel nos lembra que a vaca não é argentina, nem sequer americana, mas foi trazida para a Argentina, via Brasil, várias décadas após a chegada de Cabral. Durante anos, os bovinos passearam sossegados entre os Andes e o Atlântico, sem que suas virtudes alimentícias fossem percebidas. Só então a vaca se tornaria um verdadeiro símbolo nacional. Segundo Palacios, os argentinos estão dispostos até a discutir se Pelé foi melhor do que Maradona, mas não admitem colocar em questão a superioridade de suas vacas. Para dizer a verdade, e que me perdoem os ótimos criadores que temos no Brasil, muitos brasileiros, como eu, concordam com eles.
PINSKY, Jaime. Sobre pizzas e vacas. Correio Braziliense , 05 de janeiro de 2025. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2025/01/7026305-sobre-pizzas-e-vacas.html. Acesso em: 05 jan. 2025. Adaptado.

Observe as vírgulas sinalizadas nos excertos a seguir.

I. Vindo para o nosso continente, vale a pena recordar a história que o jornalista Ariel Palacios nos conta sobre a carne de vaca[,] símbolo gastronômico dos nossos vizinhos[,] em seu delicioso livro “Os argentinos”.
II. Segundo Palacios, os argentinos estão dispostos até a discutir se Pelé foi melhor do que Maradona[,] mas não admitem colocar em questão a superioridade de suas vacas.
Assinale a alternativa que apresenta a justificativa correta para o uso das vírgulas destacadas em cada um dos excertos.

Questão 4 de 28 Q4 da prova
AS QUESTÕES DE 01 A 04 SE REFEREM AO TEXTO A SEGUIR.

Sobre pizzas e vacas
Comer é uma atividade social que vai muito além de saciar o apetite e tem provocado observações nem sempre sólidas sobre o caráter dos povos
Jaime Pinsky — Historiador e escritor, professor titular aposentado da Unicamp | 05/01/2025

Fim de ano é aquele período em que a roupa começa a encolher, dizia minha mãe, rindo de suas amigas ao ouvi-las reclamar que não era justo existir um mês em que se come muito (dezembro), seguido de outro (janeiro, férias escolares) em que se coloca roupa de banho e os quilos adquiridos se revelam de modo inequívoco. Comer é uma atividade social que vai muito além de saciar o apetite e tem provocado observações nem sempre sólidas sobre o caráter dos povos. A cultura da pizza, comida encarregada de resolver o problema de grande parte dos habitantes deste planeta, é um exemplo de como uma generalização superficial pode estar equivocada. Claro, pois a pizza, ao que tudo indica, não é a melhor representação gastronômica da Itália, mesmo porque sua origem está na Índia ou no Oriente Médio, já que é nessas regiões do planeta em que o pão tem esse formato, redondo e chato, provável inspiração dos inventores da pizza.
O mais fascinante, contudo, é a hipótese de um sociólogo brasileiro, já falecido, Gabriel Bolaffi, para o qual a pizza era um produto consumido apenas no sul da península, e sua expansão pela Itália toda teve a ver com a invasão dos americanos durante a Segunda Guerra Mundial. Os soldados ianques, à medida que avançavam para o norte, solicitavam aqueles discos práticos e saborosos, mas que não eram produzidos em outras regiões. Como os soldados tinham apetite, dólares e armas, donos de bares e pequenos restaurantes trataram de preparar as próprias pizzas, para alegria dos americanos. Assim, graças aos soldados estrangeiros, a pizza deixou de ser uma comida regional e tornou-se um verdadeiro símbolo nacional. Com a volta dos exércitos vencedores ao continente americano, a pizza tornou-se uma necessidade gastronômica também nos Estados Unidos, devidamente adaptada ao duvidoso gosto dos "gringos", que a devoram em pé, na rua, sem o uso de talheres, acompanhada de refrigerante em vez de vinho e preparada com queijo com sabor de plástico... Mas, de qualquer forma, baseada naquela encontrada pelos soldados em solo italiano.
O fato é que "comidas típicas" não são tão típicas assim, mas, por se apresentarem como tal, representam com dignidade, maior ou menor, seus supostos criadores. As famosas alheiras portuguesas, por exemplo, foram criadas por necessidade, não por prazer, alegria ou fome. Conta-se que o governo português, aliado da Igreja, desconfiava das pessoas que não comiam linguiça — provável indício de que mantinham clandestinamente práticas judaicas ou muçulmanas. Portugal, é importante ressaltar, estava preocupado em fazer uma espécie de "limpeza religiosa", acabando com resquícios não cristãos na sua população (século 16). E o governo morria de medo de avanços econômicos que pudessem ameaçar a estrutura de poder arcaica existente. Os judeus consumiam as alheiras e ostentavam fileiras de carne de aves e legumes temperados com alho para mostrar sua suposta adesão ao cristianismo quando, na verdade, não passavam de cristãos novos mal resolvidos, que tinham nojo da carne de porco, mas fingiam comê-la para não serem executados nas fogueiras da Inquisição e do retrógrado governo lusitano após terríveis torturas. Assim teria surgido essa linguiça sem carne de porco…
Vindo para o nosso continente, vale a pena recordar a história que o jornalista Ariel Palacios nos conta sobre a carne de vaca, símbolo gastronômico dos nossos vizinhos, em seu delicioso livro “Os argentinos”. Para início de conversa, Ariel nos lembra que a vaca não é argentina, nem sequer americana, mas foi trazida para a Argentina, via Brasil, várias décadas após a chegada de Cabral. Durante anos, os bovinos passearam sossegados entre os Andes e o Atlântico, sem que suas virtudes alimentícias fossem percebidas. Só então a vaca se tornaria um verdadeiro símbolo nacional. Segundo Palacios, os argentinos estão dispostos até a discutir se Pelé foi melhor do que Maradona, mas não admitem colocar em questão a superioridade de suas vacas. Para dizer a verdade, e que me perdoem os ótimos criadores que temos no Brasil, muitos brasileiros, como eu, concordam com eles.
PINSKY, Jaime. Sobre pizzas e vacas. Correio Braziliense , 05 de janeiro de 2025. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2025/01/7026305-sobre-pizzas-e-vacas.html. Acesso em: 05 jan. 2025. Adaptado.

Em qual dos trechos a seguir a palavra ou a expressão sublinhada NÃO veicula uma opinião do autor do texto?

Questão 5 de 28 Q6 da prova

Três pessoas dividiram R$ 1.200,00 em partes proporcionais aos números 2, 3 e 7. Quanto recebeu a maior parte?

Questão 6 de 28 Q7 da prova

Um cilindro possui raio da base de 5 cm e altura de 10 cm. Qual é o volume do cilindro, considerando π=3,14?

Questão 7 de 28 Q8 da prova

Em uma progressão aritmética (PA), o primeiro termo é 2 e a razão é 6. Qual é o valor do décimo termo dessa PA?

Questão 8 de 28 Q9 da prova

Uma equipe de 4 trabalhadores produz 240 unidades de um produto em 6 horas. Se o número de trabalhadores for aumentado para 8 e o tempo de trabalho reduzido para 3 horas, quantas unidades serão produzidas?

Questão 9 de 28 Q10 da prova

Um terreno tem a forma de um trapézio, cujas bases medem 10 metros e 16 metros, e cuja altura é 8 metros. Qual é a área desse terreno?

Questão 10 de 28 Q11 da prova

A seguir estão listados os nome de dois ex-Presidentes da República, assinale a alternativa que indica se algum deles ocupa algum cargo eletivo no Congresso Nacional.

Questão 11 de 28 Q12 da prova

Entre as alternativas a seguir, assinale o nome do país que é o mais novo membro dos Brics:

Questão 12 de 28 Q13 da prova

Para que haja segundo turno em eleições municipais é necessário que a localidade tenha no mínimo 200 mil eleitores. Das capitais a seguir, qual delas foi a última a conseguir atingir essa margem mínima de 200 mil eleitores?

Questão 13 de 28 Q14 da prova

Quando da vacância do cargo de Presidente da República, devido ao Golpe Civil-Militar de 1964, quem ocupou inicialmente a Cadeira do Palácio do Planalto?

Questão 14 de 28 Q16 da prova

Em uma aula de alfabetização, a professora propõe atividades que buscam desenvolver aspectos linguísticos essenciais para a aquisição da leitura e da escrita. Considerando as diferentes abordagens linguísticas e suas implicações pedagógicas, é CORRETO afirmar que a(o):

Questão 15 de 28 Q17 da prova

Leia a situação hipotética abaixo.

Em uma turma de primeiro ano do Ensino Fundamental, a professora Ana, experiente em práticas de alfabetização, percebe que seus alunos estão se aproximando das primeiras etapas da aprendizagem da leitura e da escrita. No entanto, além dessas habilidades iniciais, alguns já demonstram interesse em produzir textos de forma mais significativa. A professora Ana está diante de um dilema comum nas práticas de alfabetização: como equilibrar a aprendizagem técnica da leitura e escrita com a capacidade de utilizar essas habilidades de maneira contextualizada e crítica.
Diante do desafio da professora Ana, é CORRETO:

Questão 16 de 28 Q18 da prova

Leia a situação hipotética abaixo.

Durante uma roda de conversa em uma turma de 1º ano do Ensino Fundamental, a professora Joana percebe que algumas crianças trazem para o ambiente escolar histórias e experiências vivenciadas em seu contexto familiar e comunitário. Ao planejar as atividades de alfabetização, considerando a perspectiva histórico-cultural, a professora Joana, deve:

Questão 17 de 28 Q19 da prova

Na Pedagogia Histórico-Crítica, o planejamento de ensino deve contemplar, a:

I. integração entre conhecimento formal, acadêmico, com o que é vivido pelos alunos em seu contexto social, cultural e histórico.
II. interação com a cultura, família e comunidade, a experiência, as práticas e saberes cotidianos que os alunos trazem para a escola.
III. adaptação do conteúdo às demandas do mercado de trabalho e à formação de competências técnicas específicas.
IV. reprodução das normas e valores da sociedade buscando preparar os alunos para se integrarem ao status quo social.
V. organização do ensino com base em um currículo estruturado que prioriza a adaptação do sujeito ao sistema educacional vigente.

Está CORRETO o que se afirma em:

Questão 18 de 28 Q20 da prova

Para Piaget (2003a), o desenvolvimento cognitivo ocorre pela interação entre o sujeito e o objeto. Nesse contexto, ao entrar em contato com um objeto desconhecido, a criança passa por um processo de organização do pensamento que envolve a assimilação e a acomodação. Esse processo possibilita a criança o desenvolvimento da:

Questão 19 de 28 Q21 da prova

Conforme Lopes (1996), a criança, no início de sua vida, constrói esquemas de ação a partir de reflexos neurológicos básicos, possibilitando a assimilação do meio. Piaget (1983) destaca que, nessa fase, o desenvolvimento cognitivo é marcado por uma inteligência essencialmente prática, baseada em ações e percepções, e não na linguagem. Esse período se caracteriza pelo desenvolvimento de noções como objeto permanente, causalidade e diferenciação entre meios e fins. Segundo Piaget, esse desenvolvimento, corresponde à fase:

Questão 20 de 28 Q22 da prova

A partir dos estudos de Vygotsky, o processo estímulo-resposta é ressignificado por meio da mediação simbólica em que o sujeito aciona instrumentos culturais, como a memória, para agir sobre o meio. A partir dessa perspectiva, assinale a alternativa que apresenta a aplicação CORRETA dos pressupostos de Vygotsky em sala de aula.

Questão 21 de 28 Q23 da prova

Leia a situação hipotética abaixo.

Uma professora de educação infantil, ao observar o comportamento de uma criança de 4 anos durante suas atividades diárias, percebe que a criança interage principalmente com os objetos e colegas de forma não verbal. Em momentos de frustração ou alegria, a criança expressa-se através de sons como balbucios, risos e até mesmo choro.

Com base nesse cenário, assinale a alternativa que descreve a ação pedagógica da professora alinhada aos pressupostos teóricos de Vygotsky.

Questão 22 de 28 Q24 da prova

A Lei nº 12.796/2013, que altera a Lei nº 9.394/1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, trouxe importantes modificações no sistema educacional brasileiro. A partir dessa nova configuração legal, assinale a alternativa que apresenta os impactos dessa lei na organização do ensino.

Questão 23 de 28 Q25 da prova

De acordo com os princípios da Didática Fundamental, defendidos por Candau (1984), a organização de uma aula deve considerar a multidimensionalidade do processo de ensino-aprendizagem. Com base nessa concepção, assinale a alternativa que apresenta a prática docente CORRETA baseada nos pressupostos da Didática Fundamental.

Questão 24 de 28 Q26 da prova

Considerando a natureza do Projeto Político Pedagógico (PPP), assinale a alternativa que contempla corretamente o papel do professor na construção desse documento.

Questão 25 de 28 Q27 da prova

Com base nos pressupostos de Paulo Freire, analise as afirmativas a seguir.

I. A educação deve partir da realidade concreta e cultural dos educandos, considerando suas experiências e histórias de vida, promovendo a construção de uma consciência crítica e libertadora.
II. A prática pedagógica dialógica pressupõe que educadores e educandos compartilhem saberes em uma relação horizontal, superando hierarquias que dificultam a emancipação.
III. A conscientização ocorre a partir da problematização da realidade, permitindo ao educando interpretar o mundo de forma crítica e agir para transformá-lo, em um movimento que Freire chama de “práxis educativa”.
IV. A prática pedagógica libertadora consiste em um processo neutro de aquisição de conhecimentos, pois o objetivo principal da educação é apenas a formação técnica e intelectual.

Está CORRETO o que se afirma em:

Questão 26 de 28 Q28 da prova

A Meta 4 do Plano Nacional de Educação visa à universalização do atendimento educacional especializado (AEE) para estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades. Considerando as estratégias e desafios para a implementação dessa meta, assinale a alternativa CORRETA:

Questão 27 de 28 Q29 da prova

No contexto da transição educacional brasileira durante o período da Primeira República (1889-1930), houve uma significativa influência das teorias pedagógicas europeias, especialmente das ideias de John Dewey e Ovide Decroly. Ao analisar as reformas educacionais dessa época, percebe-se que as práticas pedagógicas adotadas em alguns estados brasileiros, como São Paulo, buscaram conciliar métodos ativos e formação integral do sujeito. Considerando esse contexto, o impacto dessas reformas na constituição da identidade educacional brasileira promoveu a:

Questão 28 de 28 Q30 da prova

O Pensamento Pedagógico Brasileiro passou por diferentes fases de desenvolvimento, desde uma educação vinculada à Igreja Católica, até a inserção das pedagogias críticas nas décadas de 1970 e 1980. Cada momento histórico trouxe características próprias, que influenciaram tanto a formação dos professores quanto a construção do currículo escolar. Considerando esse contexto, assinale a alternativa que apresenta a associação INCORRETA dos movimentos pedagógicos e suas principais características e influências no contexto educacional brasileiro.

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