Provas para Download

Prova Professor de Educação Básica - Infantil - Pref. Botucatu/SP
Visualizar os arquivos PDF
Ver professor-de-educacao-basica-infantil.pdf
PDF
professor-de-educacao-basica-infantil.pdf
Ver gabarito.pdf
PDF
gabarito.pdf
Download dos arquivos PDF
Baixar professor-de-educacao-basica-infantil.pdf
PDF
professor-de-educacao-basica-infantil.pdf
Baixar gabarito.pdf
PDF
gabarito.pdf
Compartilhar os arquivos PDF
Ver professor-de-educacao-basica-infantil.pdf
PDF
professor-de-educacao-basica-infantil.pdf
Ver gabarito.pdf
PDF
gabarito.pdf
Compartilhe:
Questões extraídas da Prova :: clique na alternativa correta
0
Acertos
0
Erros
0%
Nota
Limpar
Questão 1 de 10 Q1645125 Q1 da prova
Considere o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10. Animais não humanos ensinam? Ensaio discute o conceito de ensinar e o seu foco na experiência humana e na cognição mental . “Quem nunca perguntou: ‘será que bicho aprende?’”, questiona Bruna de -Sá, pesquisadora e doutoranda do Laboratório de Etologia, Desenvolvimento e Interações Sociais (Ledis) do Instituto de Psicologia (IP) da USP. Em seus estudos, ela mirou em outra questão que pode ocorrer: “bicho ensina?” – e desenvolveu um ensaio voltado ao conceito e à ampliação do ensino entre animais não humanos. O processo de ensino -aprendizagem muitas vezes é relacionado a salas de aula e metodologias muito específicas. “As pessoas têm curiosidade sobre isso, e é natural perguntar sobre outros animais”, explica de -Sá sobre a escolha do tema. Entretanto, a pesquisadora também lembra que o assunto é relevante para questionar o que acreditamos ser ensino -aprendizagem, e como ela exclui animais não humanos. No mundo do comportamento animal, um dos principais exemplos de ensino é o de uma ave chamada popularmente de zaragateiro ( Turdoides bicolor ). Durante visitas aos filhotes para alimentá -los, o pássaro utiliza vocalizações específicas, que passavam a ser ligadas à alimentação pelos filhotes. Mais tarde, os pais levariam os filhotes até o alimento através desses sons, um método de ensino -aprendizagem conhecido como condicionamento clássico. O ensaio se fundamenta na existência de diferentes definições para ensino. Com base em vários conceitos da etologia – especialidade que estuda o comportamento de animais não humanos – , a pesquisadora traz uma visão de que o aprendizado não é focado apenas na cognição mental, e enfatiza o papel da influência social e das interações entre os indivíduos e o ambiente para os processos de ensino e de aprendizagem. Com embasamento em diversos pesquisadores – de Robert Hinde, um importante etólogo, a Paulo Freire, patrono da educação brasileira – Bruna de -Sá quis expandir o diálogo e possibilitar um debate sobre o tema. “A literatura [sobre aprendizagem em animais não humanos] é basicamente em inglês. Então, a gente achou legal trazer essa discussão também para a língua portuguesa, porque ela não se encerra na aprendizagem social”, diz a pesquisadora. As definições para ensino geralmente estão relacionadas à intencionalidade, ou seja, quem ensina está consciente e tem intenção de ensinar algo. Essa associação faz com que o ensino seja entendido como algo apenas humano, porque a intencionalidade não foi identificada nos demais animais. Mas, nem mesmo os humanos trazem a bagagem requerida em todos os processos de ensino. “Tanto nós quanto os outros animais, não necessariamente estamos fazendo um planejamento simbólico para que o outro consiga aprender. Com os macacos, é uma coisa mais dinâmica, interativa. Então, a gente faz essa reflexão de que conosco também é dinâmica, interativa e, em grande parte, inconsciente. Pode não haver [intencionalidade] e pode haver”, explica Briseida Resende, coordenadora do Ledis e orientadora do trabalho. Entre chimpanzés adultos e filhotes, já foi observado por pesquisadoras que existe uma mudança no comportamento para facilitar o aprendizado do mais jovem. Para abrir um coco, por exemplo, as mães costumam diminuir a velocidade da batida, ou ajustar a pedra para uma posição que atenda melhor ao objetivo enquanto os filhotes estão observando. Resende, no entanto, lembra que, na literatura, um caso relacionado ao ensino e amplamente discutido é o dos suricatos. Eles são insetívoros, mas também se alimentam de animais perigosos, como escorpiões e aranhas. E, conforme os filhotes vão crescendo, os adultos variam a forma como entregam a presa a eles, deixando o inseto cada vez mais vivo ou em pedaços maiores. Quando sozinhos, os suricatos adultos apenas ingerem o inseto. Ou seja, há uma mudança no comportamento. Outro aspecto levantado pelas pesquisadoras quando abordamos o ensino e a aprendizagem é a centralização da cognição no cérebro. Nesse caso, elas falam sobre a adoção de uma perspectiva que englobe o cérebro, o corpo e o ambiente, para dar destaque ao contexto em que o ensino ocorre. A cognição corporeada é uma teoria que aborda a descentralização da cognição, abrangendo a importância da sensorialidade, percepção e ação do indivíduo para a construção do aprendizado. A importância do contexto também trata sobre a agência – conceito filosófico que fala sobre a capacidade dos indivíduos de agir sobre o ambiente. Usando a teoria de construção de nichos, que diz que os indivíduos são agentes de transformação do ambiente, as pesquisadoras puderam enfatizar a importância da tríade professor -aluno -ambiente, aplicando um paralelo entre a pedagogia libertadora, desenvolvida por Paulo Freire, e a importância das interações sociais no entendimento do contexto social, assunto estudado por Robert Hinde.

Assinale a alternativa que apresenta o principal questionamento levantado pelo estudo mencionado no texto:

Reportar Erro
Questão 2 de 10 Q1645126 Q2 da prova
Considere o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10. Animais não humanos ensinam? Ensaio discute o conceito de ensinar e o seu foco na experiência humana e na cognição mental . “Quem nunca perguntou: ‘será que bicho aprende?’”, questiona Bruna de -Sá, pesquisadora e doutoranda do Laboratório de Etologia, Desenvolvimento e Interações Sociais (Ledis) do Instituto de Psicologia (IP) da USP. Em seus estudos, ela mirou em outra questão que pode ocorrer: “bicho ensina?” – e desenvolveu um ensaio voltado ao conceito e à ampliação do ensino entre animais não humanos. O processo de ensino -aprendizagem muitas vezes é relacionado a salas de aula e metodologias muito específicas. “As pessoas têm curiosidade sobre isso, e é natural perguntar sobre outros animais”, explica de -Sá sobre a escolha do tema. Entretanto, a pesquisadora também lembra que o assunto é relevante para questionar o que acreditamos ser ensino -aprendizagem, e como ela exclui animais não humanos. No mundo do comportamento animal, um dos principais exemplos de ensino é o de uma ave chamada popularmente de zaragateiro ( Turdoides bicolor ). Durante visitas aos filhotes para alimentá -los, o pássaro utiliza vocalizações específicas, que passavam a ser ligadas à alimentação pelos filhotes. Mais tarde, os pais levariam os filhotes até o alimento através desses sons, um método de ensino -aprendizagem conhecido como condicionamento clássico. O ensaio se fundamenta na existência de diferentes definições para ensino. Com base em vários conceitos da etologia – especialidade que estuda o comportamento de animais não humanos – , a pesquisadora traz uma visão de que o aprendizado não é focado apenas na cognição mental, e enfatiza o papel da influência social e das interações entre os indivíduos e o ambiente para os processos de ensino e de aprendizagem. Com embasamento em diversos pesquisadores – de Robert Hinde, um importante etólogo, a Paulo Freire, patrono da educação brasileira – Bruna de -Sá quis expandir o diálogo e possibilitar um debate sobre o tema. “A literatura [sobre aprendizagem em animais não humanos] é basicamente em inglês. Então, a gente achou legal trazer essa discussão também para a língua portuguesa, porque ela não se encerra na aprendizagem social”, diz a pesquisadora. As definições para ensino geralmente estão relacionadas à intencionalidade, ou seja, quem ensina está consciente e tem intenção de ensinar algo. Essa associação faz com que o ensino seja entendido como algo apenas humano, porque a intencionalidade não foi identificada nos demais animais. Mas, nem mesmo os humanos trazem a bagagem requerida em todos os processos de ensino. “Tanto nós quanto os outros animais, não necessariamente estamos fazendo um planejamento simbólico para que o outro consiga aprender. Com os macacos, é uma coisa mais dinâmica, interativa. Então, a gente faz essa reflexão de que conosco também é dinâmica, interativa e, em grande parte, inconsciente. Pode não haver [intencionalidade] e pode haver”, explica Briseida Resende, coordenadora do Ledis e orientadora do trabalho. Entre chimpanzés adultos e filhotes, já foi observado por pesquisadoras que existe uma mudança no comportamento para facilitar o aprendizado do mais jovem. Para abrir um coco, por exemplo, as mães costumam diminuir a velocidade da batida, ou ajustar a pedra para uma posição que atenda melhor ao objetivo enquanto os filhotes estão observando. Resende, no entanto, lembra que, na literatura, um caso relacionado ao ensino e amplamente discutido é o dos suricatos. Eles são insetívoros, mas também se alimentam de animais perigosos, como escorpiões e aranhas. E, conforme os filhotes vão crescendo, os adultos variam a forma como entregam a presa a eles, deixando o inseto cada vez mais vivo ou em pedaços maiores. Quando sozinhos, os suricatos adultos apenas ingerem o inseto. Ou seja, há uma mudança no comportamento. Outro aspecto levantado pelas pesquisadoras quando abordamos o ensino e a aprendizagem é a centralização da cognição no cérebro. Nesse caso, elas falam sobre a adoção de uma perspectiva que englobe o cérebro, o corpo e o ambiente, para dar destaque ao contexto em que o ensino ocorre. A cognição corporeada é uma teoria que aborda a descentralização da cognição, abrangendo a importância da sensorialidade, percepção e ação do indivíduo para a construção do aprendizado. A importância do contexto também trata sobre a agência – conceito filosófico que fala sobre a capacidade dos indivíduos de agir sobre o ambiente. Usando a teoria de construção de nichos, que diz que os indivíduos são agentes de transformação do ambiente, as pesquisadoras puderam enfatizar a importância da tríade professor -aluno -ambiente, aplicando um paralelo entre a pedagogia libertadora, desenvolvida por Paulo Freire, e a importância das interações sociais no entendimento do contexto social, assunto estudado por Robert Hinde.

O ensaio discutido no texto fundamenta-se na existência de diferentes definições para ensino. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma dessas definições apresentadas:

Reportar Erro
Questão 3 de 10 Q1645129 Q3 da prova
Considere o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10. Animais não humanos ensinam? Ensaio discute o conceito de ensinar e o seu foco na experiência humana e na cognição mental . “Quem nunca perguntou: ‘será que bicho aprende?’”, questiona Bruna de -Sá, pesquisadora e doutoranda do Laboratório de Etologia, Desenvolvimento e Interações Sociais (Ledis) do Instituto de Psicologia (IP) da USP. Em seus estudos, ela mirou em outra questão que pode ocorrer: “bicho ensina?” – e desenvolveu um ensaio voltado ao conceito e à ampliação do ensino entre animais não humanos. O processo de ensino -aprendizagem muitas vezes é relacionado a salas de aula e metodologias muito específicas. “As pessoas têm curiosidade sobre isso, e é natural perguntar sobre outros animais”, explica de -Sá sobre a escolha do tema. Entretanto, a pesquisadora também lembra que o assunto é relevante para questionar o que acreditamos ser ensino -aprendizagem, e como ela exclui animais não humanos. No mundo do comportamento animal, um dos principais exemplos de ensino é o de uma ave chamada popularmente de zaragateiro ( Turdoides bicolor ). Durante visitas aos filhotes para alimentá -los, o pássaro utiliza vocalizações específicas, que passavam a ser ligadas à alimentação pelos filhotes. Mais tarde, os pais levariam os filhotes até o alimento através desses sons, um método de ensino -aprendizagem conhecido como condicionamento clássico. O ensaio se fundamenta na existência de diferentes definições para ensino. Com base em vários conceitos da etologia – especialidade que estuda o comportamento de animais não humanos – , a pesquisadora traz uma visão de que o aprendizado não é focado apenas na cognição mental, e enfatiza o papel da influência social e das interações entre os indivíduos e o ambiente para os processos de ensino e de aprendizagem. Com embasamento em diversos pesquisadores – de Robert Hinde, um importante etólogo, a Paulo Freire, patrono da educação brasileira – Bruna de -Sá quis expandir o diálogo e possibilitar um debate sobre o tema. “A literatura [sobre aprendizagem em animais não humanos] é basicamente em inglês. Então, a gente achou legal trazer essa discussão também para a língua portuguesa, porque ela não se encerra na aprendizagem social”, diz a pesquisadora. As definições para ensino geralmente estão relacionadas à intencionalidade, ou seja, quem ensina está consciente e tem intenção de ensinar algo. Essa associação faz com que o ensino seja entendido como algo apenas humano, porque a intencionalidade não foi identificada nos demais animais. Mas, nem mesmo os humanos trazem a bagagem requerida em todos os processos de ensino. “Tanto nós quanto os outros animais, não necessariamente estamos fazendo um planejamento simbólico para que o outro consiga aprender. Com os macacos, é uma coisa mais dinâmica, interativa. Então, a gente faz essa reflexão de que conosco também é dinâmica, interativa e, em grande parte, inconsciente. Pode não haver [intencionalidade] e pode haver”, explica Briseida Resende, coordenadora do Ledis e orientadora do trabalho. Entre chimpanzés adultos e filhotes, já foi observado por pesquisadoras que existe uma mudança no comportamento para facilitar o aprendizado do mais jovem. Para abrir um coco, por exemplo, as mães costumam diminuir a velocidade da batida, ou ajustar a pedra para uma posição que atenda melhor ao objetivo enquanto os filhotes estão observando. Resende, no entanto, lembra que, na literatura, um caso relacionado ao ensino e amplamente discutido é o dos suricatos. Eles são insetívoros, mas também se alimentam de animais perigosos, como escorpiões e aranhas. E, conforme os filhotes vão crescendo, os adultos variam a forma como entregam a presa a eles, deixando o inseto cada vez mais vivo ou em pedaços maiores. Quando sozinhos, os suricatos adultos apenas ingerem o inseto. Ou seja, há uma mudança no comportamento. Outro aspecto levantado pelas pesquisadoras quando abordamos o ensino e a aprendizagem é a centralização da cognição no cérebro. Nesse caso, elas falam sobre a adoção de uma perspectiva que englobe o cérebro, o corpo e o ambiente, para dar destaque ao contexto em que o ensino ocorre. A cognição corporeada é uma teoria que aborda a descentralização da cognição, abrangendo a importância da sensorialidade, percepção e ação do indivíduo para a construção do aprendizado. A importância do contexto também trata sobre a agência – conceito filosófico que fala sobre a capacidade dos indivíduos de agir sobre o ambiente. Usando a teoria de construção de nichos, que diz que os indivíduos são agentes de transformação do ambiente, as pesquisadoras puderam enfatizar a importância da tríade professor -aluno -ambiente, aplicando um paralelo entre a pedagogia libertadora, desenvolvida por Paulo Freire, e a importância das interações sociais no entendimento do contexto social, assunto estudado por Robert Hinde.

Considerando o paralelo feito pelas pesquisadoras entre as ideias de Robert Hinde e Paulo Freire em relação ao contexto do ensino e aprendizagem, analise as afirmações abaixo como verdadeiras (V) ou falsas (F).

Reportar Erro
Questão 4 de 10 Q1645131 Q4 da prova
Considere o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10. Animais não humanos ensinam? Ensaio discute o conceito de ensinar e o seu foco na experiência humana e na cognição mental . “Quem nunca perguntou: ‘será que bicho aprende?’”, questiona Bruna de -Sá, pesquisadora e doutoranda do Laboratório de Etologia, Desenvolvimento e Interações Sociais (Ledis) do Instituto de Psicologia (IP) da USP. Em seus estudos, ela mirou em outra questão que pode ocorrer: “bicho ensina?” – e desenvolveu um ensaio voltado ao conceito e à ampliação do ensino entre animais não humanos. O processo de ensino -aprendizagem muitas vezes é relacionado a salas de aula e metodologias muito específicas. “As pessoas têm curiosidade sobre isso, e é natural perguntar sobre outros animais”, explica de -Sá sobre a escolha do tema. Entretanto, a pesquisadora também lembra que o assunto é relevante para questionar o que acreditamos ser ensino -aprendizagem, e como ela exclui animais não humanos. No mundo do comportamento animal, um dos principais exemplos de ensino é o de uma ave chamada popularmente de zaragateiro ( Turdoides bicolor ). Durante visitas aos filhotes para alimentá -los, o pássaro utiliza vocalizações específicas, que passavam a ser ligadas à alimentação pelos filhotes. Mais tarde, os pais levariam os filhotes até o alimento através desses sons, um método de ensino -aprendizagem conhecido como condicionamento clássico. O ensaio se fundamenta na existência de diferentes definições para ensino. Com base em vários conceitos da etologia – especialidade que estuda o comportamento de animais não humanos – , a pesquisadora traz uma visão de que o aprendizado não é focado apenas na cognição mental, e enfatiza o papel da influência social e das interações entre os indivíduos e o ambiente para os processos de ensino e de aprendizagem. Com embasamento em diversos pesquisadores – de Robert Hinde, um importante etólogo, a Paulo Freire, patrono da educação brasileira – Bruna de -Sá quis expandir o diálogo e possibilitar um debate sobre o tema. “A literatura [sobre aprendizagem em animais não humanos] é basicamente em inglês. Então, a gente achou legal trazer essa discussão também para a língua portuguesa, porque ela não se encerra na aprendizagem social”, diz a pesquisadora. As definições para ensino geralmente estão relacionadas à intencionalidade, ou seja, quem ensina está consciente e tem intenção de ensinar algo. Essa associação faz com que o ensino seja entendido como algo apenas humano, porque a intencionalidade não foi identificada nos demais animais. Mas, nem mesmo os humanos trazem a bagagem requerida em todos os processos de ensino. “Tanto nós quanto os outros animais, não necessariamente estamos fazendo um planejamento simbólico para que o outro consiga aprender. Com os macacos, é uma coisa mais dinâmica, interativa. Então, a gente faz essa reflexão de que conosco também é dinâmica, interativa e, em grande parte, inconsciente. Pode não haver [intencionalidade] e pode haver”, explica Briseida Resende, coordenadora do Ledis e orientadora do trabalho. Entre chimpanzés adultos e filhotes, já foi observado por pesquisadoras que existe uma mudança no comportamento para facilitar o aprendizado do mais jovem. Para abrir um coco, por exemplo, as mães costumam diminuir a velocidade da batida, ou ajustar a pedra para uma posição que atenda melhor ao objetivo enquanto os filhotes estão observando. Resende, no entanto, lembra que, na literatura, um caso relacionado ao ensino e amplamente discutido é o dos suricatos. Eles são insetívoros, mas também se alimentam de animais perigosos, como escorpiões e aranhas. E, conforme os filhotes vão crescendo, os adultos variam a forma como entregam a presa a eles, deixando o inseto cada vez mais vivo ou em pedaços maiores. Quando sozinhos, os suricatos adultos apenas ingerem o inseto. Ou seja, há uma mudança no comportamento. Outro aspecto levantado pelas pesquisadoras quando abordamos o ensino e a aprendizagem é a centralização da cognição no cérebro. Nesse caso, elas falam sobre a adoção de uma perspectiva que englobe o cérebro, o corpo e o ambiente, para dar destaque ao contexto em que o ensino ocorre. A cognição corporeada é uma teoria que aborda a descentralização da cognição, abrangendo a importância da sensorialidade, percepção e ação do indivíduo para a construção do aprendizado. A importância do contexto também trata sobre a agência – conceito filosófico que fala sobre a capacidade dos indivíduos de agir sobre o ambiente. Usando a teoria de construção de nichos, que diz que os indivíduos são agentes de transformação do ambiente, as pesquisadoras puderam enfatizar a importância da tríade professor -aluno -ambiente, aplicando um paralelo entre a pedagogia libertadora, desenvolvida por Paulo Freire, e a importância das interações sociais no entendimento do contexto social, assunto estudado por Robert Hinde.

Considere o trecho do texto "Experimentos realizados em animais não humanos, muitas vezes, são feitos em ambientes e situações artificiais e que não fazem parte do contexto dos animais. Por isso, uma das questões do ensaio é se experimentos restritivos são a melhor opção para o avanço dos estudos na área. ‘A gente quer entender o animal na sua essência de animal. Não queremos transformar o macaco em gente, mas discutir com parcimônia esses processos de aprendizagem’". Os termos “restritivos” e “parcimônia” podem ser substituídos, sem alteração de sentido, respectivamente, por:

Reportar Erro
Questão 5 de 10 Q1645133 Q5 da prova
Considere o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10. Animais não humanos ensinam? Ensaio discute o conceito de ensinar e o seu foco na experiência humana e na cognição mental . “Quem nunca perguntou: ‘será que bicho aprende?’”, questiona Bruna de -Sá, pesquisadora e doutoranda do Laboratório de Etologia, Desenvolvimento e Interações Sociais (Ledis) do Instituto de Psicologia (IP) da USP. Em seus estudos, ela mirou em outra questão que pode ocorrer: “bicho ensina?” – e desenvolveu um ensaio voltado ao conceito e à ampliação do ensino entre animais não humanos. O processo de ensino -aprendizagem muitas vezes é relacionado a salas de aula e metodologias muito específicas. “As pessoas têm curiosidade sobre isso, e é natural perguntar sobre outros animais”, explica de -Sá sobre a escolha do tema. Entretanto, a pesquisadora também lembra que o assunto é relevante para questionar o que acreditamos ser ensino -aprendizagem, e como ela exclui animais não humanos. No mundo do comportamento animal, um dos principais exemplos de ensino é o de uma ave chamada popularmente de zaragateiro ( Turdoides bicolor ). Durante visitas aos filhotes para alimentá -los, o pássaro utiliza vocalizações específicas, que passavam a ser ligadas à alimentação pelos filhotes. Mais tarde, os pais levariam os filhotes até o alimento através desses sons, um método de ensino -aprendizagem conhecido como condicionamento clássico. O ensaio se fundamenta na existência de diferentes definições para ensino. Com base em vários conceitos da etologia – especialidade que estuda o comportamento de animais não humanos – , a pesquisadora traz uma visão de que o aprendizado não é focado apenas na cognição mental, e enfatiza o papel da influência social e das interações entre os indivíduos e o ambiente para os processos de ensino e de aprendizagem. Com embasamento em diversos pesquisadores – de Robert Hinde, um importante etólogo, a Paulo Freire, patrono da educação brasileira – Bruna de -Sá quis expandir o diálogo e possibilitar um debate sobre o tema. “A literatura [sobre aprendizagem em animais não humanos] é basicamente em inglês. Então, a gente achou legal trazer essa discussão também para a língua portuguesa, porque ela não se encerra na aprendizagem social”, diz a pesquisadora. As definições para ensino geralmente estão relacionadas à intencionalidade, ou seja, quem ensina está consciente e tem intenção de ensinar algo. Essa associação faz com que o ensino seja entendido como algo apenas humano, porque a intencionalidade não foi identificada nos demais animais. Mas, nem mesmo os humanos trazem a bagagem requerida em todos os processos de ensino. “Tanto nós quanto os outros animais, não necessariamente estamos fazendo um planejamento simbólico para que o outro consiga aprender. Com os macacos, é uma coisa mais dinâmica, interativa. Então, a gente faz essa reflexão de que conosco também é dinâmica, interativa e, em grande parte, inconsciente. Pode não haver [intencionalidade] e pode haver”, explica Briseida Resende, coordenadora do Ledis e orientadora do trabalho. Entre chimpanzés adultos e filhotes, já foi observado por pesquisadoras que existe uma mudança no comportamento para facilitar o aprendizado do mais jovem. Para abrir um coco, por exemplo, as mães costumam diminuir a velocidade da batida, ou ajustar a pedra para uma posição que atenda melhor ao objetivo enquanto os filhotes estão observando. Resende, no entanto, lembra que, na literatura, um caso relacionado ao ensino e amplamente discutido é o dos suricatos. Eles são insetívoros, mas também se alimentam de animais perigosos, como escorpiões e aranhas. E, conforme os filhotes vão crescendo, os adultos variam a forma como entregam a presa a eles, deixando o inseto cada vez mais vivo ou em pedaços maiores. Quando sozinhos, os suricatos adultos apenas ingerem o inseto. Ou seja, há uma mudança no comportamento. Outro aspecto levantado pelas pesquisadoras quando abordamos o ensino e a aprendizagem é a centralização da cognição no cérebro. Nesse caso, elas falam sobre a adoção de uma perspectiva que englobe o cérebro, o corpo e o ambiente, para dar destaque ao contexto em que o ensino ocorre. A cognição corporeada é uma teoria que aborda a descentralização da cognição, abrangendo a importância da sensorialidade, percepção e ação do indivíduo para a construção do aprendizado. A importância do contexto também trata sobre a agência – conceito filosófico que fala sobre a capacidade dos indivíduos de agir sobre o ambiente. Usando a teoria de construção de nichos, que diz que os indivíduos são agentes de transformação do ambiente, as pesquisadoras puderam enfatizar a importância da tríade professor -aluno -ambiente, aplicando um paralelo entre a pedagogia libertadora, desenvolvida por Paulo Freire, e a importância das interações sociais no entendimento do contexto social, assunto estudado por Robert Hinde.

No trecho "Bruna de -Sá quis expandir o diálogo e possibilitar um debate sobre o tema. ‘A literatura [sobre aprendizagem em animais não humanos] é basicamente em inglês. Então, a gente achou legal trazer essa discussão também para a língua portuguesa, porque ela não se encerra na aprendizagem social’, diz a pesquisadora”, o pronome "ela" é um elemento de coesão textual que retoma o termo:

Reportar Erro
Questão 6 de 10 Q1645135 Q6 da prova
Considere o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10. Animais não humanos ensinam? Ensaio discute o conceito de ensinar e o seu foco na experiência humana e na cognição mental . “Quem nunca perguntou: ‘será que bicho aprende?’”, questiona Bruna de -Sá, pesquisadora e doutoranda do Laboratório de Etologia, Desenvolvimento e Interações Sociais (Ledis) do Instituto de Psicologia (IP) da USP. Em seus estudos, ela mirou em outra questão que pode ocorrer: “bicho ensina?” – e desenvolveu um ensaio voltado ao conceito e à ampliação do ensino entre animais não humanos. O processo de ensino -aprendizagem muitas vezes é relacionado a salas de aula e metodologias muito específicas. “As pessoas têm curiosidade sobre isso, e é natural perguntar sobre outros animais”, explica de -Sá sobre a escolha do tema. Entretanto, a pesquisadora também lembra que o assunto é relevante para questionar o que acreditamos ser ensino -aprendizagem, e como ela exclui animais não humanos. No mundo do comportamento animal, um dos principais exemplos de ensino é o de uma ave chamada popularmente de zaragateiro ( Turdoides bicolor ). Durante visitas aos filhotes para alimentá -los, o pássaro utiliza vocalizações específicas, que passavam a ser ligadas à alimentação pelos filhotes. Mais tarde, os pais levariam os filhotes até o alimento através desses sons, um método de ensino -aprendizagem conhecido como condicionamento clássico. O ensaio se fundamenta na existência de diferentes definições para ensino. Com base em vários conceitos da etologia – especialidade que estuda o comportamento de animais não humanos – , a pesquisadora traz uma visão de que o aprendizado não é focado apenas na cognição mental, e enfatiza o papel da influência social e das interações entre os indivíduos e o ambiente para os processos de ensino e de aprendizagem. Com embasamento em diversos pesquisadores – de Robert Hinde, um importante etólogo, a Paulo Freire, patrono da educação brasileira – Bruna de -Sá quis expandir o diálogo e possibilitar um debate sobre o tema. “A literatura [sobre aprendizagem em animais não humanos] é basicamente em inglês. Então, a gente achou legal trazer essa discussão também para a língua portuguesa, porque ela não se encerra na aprendizagem social”, diz a pesquisadora. As definições para ensino geralmente estão relacionadas à intencionalidade, ou seja, quem ensina está consciente e tem intenção de ensinar algo. Essa associação faz com que o ensino seja entendido como algo apenas humano, porque a intencionalidade não foi identificada nos demais animais. Mas, nem mesmo os humanos trazem a bagagem requerida em todos os processos de ensino. “Tanto nós quanto os outros animais, não necessariamente estamos fazendo um planejamento simbólico para que o outro consiga aprender. Com os macacos, é uma coisa mais dinâmica, interativa. Então, a gente faz essa reflexão de que conosco também é dinâmica, interativa e, em grande parte, inconsciente. Pode não haver [intencionalidade] e pode haver”, explica Briseida Resende, coordenadora do Ledis e orientadora do trabalho. Entre chimpanzés adultos e filhotes, já foi observado por pesquisadoras que existe uma mudança no comportamento para facilitar o aprendizado do mais jovem. Para abrir um coco, por exemplo, as mães costumam diminuir a velocidade da batida, ou ajustar a pedra para uma posição que atenda melhor ao objetivo enquanto os filhotes estão observando. Resende, no entanto, lembra que, na literatura, um caso relacionado ao ensino e amplamente discutido é o dos suricatos. Eles são insetívoros, mas também se alimentam de animais perigosos, como escorpiões e aranhas. E, conforme os filhotes vão crescendo, os adultos variam a forma como entregam a presa a eles, deixando o inseto cada vez mais vivo ou em pedaços maiores. Quando sozinhos, os suricatos adultos apenas ingerem o inseto. Ou seja, há uma mudança no comportamento. Outro aspecto levantado pelas pesquisadoras quando abordamos o ensino e a aprendizagem é a centralização da cognição no cérebro. Nesse caso, elas falam sobre a adoção de uma perspectiva que englobe o cérebro, o corpo e o ambiente, para dar destaque ao contexto em que o ensino ocorre. A cognição corporeada é uma teoria que aborda a descentralização da cognição, abrangendo a importância da sensorialidade, percepção e ação do indivíduo para a construção do aprendizado. A importância do contexto também trata sobre a agência – conceito filosófico que fala sobre a capacidade dos indivíduos de agir sobre o ambiente. Usando a teoria de construção de nichos, que diz que os indivíduos são agentes de transformação do ambiente, as pesquisadoras puderam enfatizar a importância da tríade professor -aluno -ambiente, aplicando um paralelo entre a pedagogia libertadora, desenvolvida por Paulo Freire, e a importância das interações sociais no entendimento do contexto social, assunto estudado por Robert Hinde.

Considere o trecho: “O processo de ensino -aprendizagem muitas vezes é relacionado a salas de aula e metodologias muito específicas. ‘As pessoas têm curiosidade sobre isso, e é natural perguntar sobre outros animais’, explica de -Sá sobre a escolha do tema. Entretanto, a pesquisadora também lembra que o assunto é relevante para questionar o que acreditamos ser ensino -aprendizagem, e como ela exclui animais não humanos”. A conjunção "entretanto" estabelece uma relação lógico -discursiva de:

Reportar Erro
Questão 7 de 10 Q1645137 Q7 da prova
Considere o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10. Animais não humanos ensinam? Ensaio discute o conceito de ensinar e o seu foco na experiência humana e na cognição mental . “Quem nunca perguntou: ‘será que bicho aprende?’”, questiona Bruna de -Sá, pesquisadora e doutoranda do Laboratório de Etologia, Desenvolvimento e Interações Sociais (Ledis) do Instituto de Psicologia (IP) da USP. Em seus estudos, ela mirou em outra questão que pode ocorrer: “bicho ensina?” – e desenvolveu um ensaio voltado ao conceito e à ampliação do ensino entre animais não humanos. O processo de ensino -aprendizagem muitas vezes é relacionado a salas de aula e metodologias muito específicas. “As pessoas têm curiosidade sobre isso, e é natural perguntar sobre outros animais”, explica de -Sá sobre a escolha do tema. Entretanto, a pesquisadora também lembra que o assunto é relevante para questionar o que acreditamos ser ensino -aprendizagem, e como ela exclui animais não humanos. No mundo do comportamento animal, um dos principais exemplos de ensino é o de uma ave chamada popularmente de zaragateiro ( Turdoides bicolor ). Durante visitas aos filhotes para alimentá -los, o pássaro utiliza vocalizações específicas, que passavam a ser ligadas à alimentação pelos filhotes. Mais tarde, os pais levariam os filhotes até o alimento através desses sons, um método de ensino -aprendizagem conhecido como condicionamento clássico. O ensaio se fundamenta na existência de diferentes definições para ensino. Com base em vários conceitos da etologia – especialidade que estuda o comportamento de animais não humanos – , a pesquisadora traz uma visão de que o aprendizado não é focado apenas na cognição mental, e enfatiza o papel da influência social e das interações entre os indivíduos e o ambiente para os processos de ensino e de aprendizagem. Com embasamento em diversos pesquisadores – de Robert Hinde, um importante etólogo, a Paulo Freire, patrono da educação brasileira – Bruna de -Sá quis expandir o diálogo e possibilitar um debate sobre o tema. “A literatura [sobre aprendizagem em animais não humanos] é basicamente em inglês. Então, a gente achou legal trazer essa discussão também para a língua portuguesa, porque ela não se encerra na aprendizagem social”, diz a pesquisadora. As definições para ensino geralmente estão relacionadas à intencionalidade, ou seja, quem ensina está consciente e tem intenção de ensinar algo. Essa associação faz com que o ensino seja entendido como algo apenas humano, porque a intencionalidade não foi identificada nos demais animais. Mas, nem mesmo os humanos trazem a bagagem requerida em todos os processos de ensino. “Tanto nós quanto os outros animais, não necessariamente estamos fazendo um planejamento simbólico para que o outro consiga aprender. Com os macacos, é uma coisa mais dinâmica, interativa. Então, a gente faz essa reflexão de que conosco também é dinâmica, interativa e, em grande parte, inconsciente. Pode não haver [intencionalidade] e pode haver”, explica Briseida Resende, coordenadora do Ledis e orientadora do trabalho. Entre chimpanzés adultos e filhotes, já foi observado por pesquisadoras que existe uma mudança no comportamento para facilitar o aprendizado do mais jovem. Para abrir um coco, por exemplo, as mães costumam diminuir a velocidade da batida, ou ajustar a pedra para uma posição que atenda melhor ao objetivo enquanto os filhotes estão observando. Resende, no entanto, lembra que, na literatura, um caso relacionado ao ensino e amplamente discutido é o dos suricatos. Eles são insetívoros, mas também se alimentam de animais perigosos, como escorpiões e aranhas. E, conforme os filhotes vão crescendo, os adultos variam a forma como entregam a presa a eles, deixando o inseto cada vez mais vivo ou em pedaços maiores. Quando sozinhos, os suricatos adultos apenas ingerem o inseto. Ou seja, há uma mudança no comportamento. Outro aspecto levantado pelas pesquisadoras quando abordamos o ensino e a aprendizagem é a centralização da cognição no cérebro. Nesse caso, elas falam sobre a adoção de uma perspectiva que englobe o cérebro, o corpo e o ambiente, para dar destaque ao contexto em que o ensino ocorre. A cognição corporeada é uma teoria que aborda a descentralização da cognição, abrangendo a importância da sensorialidade, percepção e ação do indivíduo para a construção do aprendizado. A importância do contexto também trata sobre a agência – conceito filosófico que fala sobre a capacidade dos indivíduos de agir sobre o ambiente. Usando a teoria de construção de nichos, que diz que os indivíduos são agentes de transformação do ambiente, as pesquisadoras puderam enfatizar a importância da tríade professor -aluno -ambiente, aplicando um paralelo entre a pedagogia libertadora, desenvolvida por Paulo Freire, e a importância das interações sociais no entendimento do contexto social, assunto estudado por Robert Hinde.

Considere os seguintes trechos do texto: I. “(...) a pesquisadora também lembra que o assunto é relevante para questionar o que acreditamos ser ensino -aprendizagem, e como ela exclui animais não humanos.” II. “Resende, no entanto, lembra que, na literatura, um caso relacionado ao ensino e amplamente discutido é o dos suricatos.” De acordo com a norma padrão da língua portuguesa, sobre a regência do verbo lembrar, nos dois trechos, é correto afirmar que:

Reportar Erro
Questão 8 de 10 Q1645138 Q8 da prova
Considere o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10. Animais não humanos ensinam? Ensaio discute o conceito de ensinar e o seu foco na experiência humana e na cognição mental . “Quem nunca perguntou: ‘será que bicho aprende?’”, questiona Bruna de -Sá, pesquisadora e doutoranda do Laboratório de Etologia, Desenvolvimento e Interações Sociais (Ledis) do Instituto de Psicologia (IP) da USP. Em seus estudos, ela mirou em outra questão que pode ocorrer: “bicho ensina?” – e desenvolveu um ensaio voltado ao conceito e à ampliação do ensino entre animais não humanos. O processo de ensino -aprendizagem muitas vezes é relacionado a salas de aula e metodologias muito específicas. “As pessoas têm curiosidade sobre isso, e é natural perguntar sobre outros animais”, explica de -Sá sobre a escolha do tema. Entretanto, a pesquisadora também lembra que o assunto é relevante para questionar o que acreditamos ser ensino -aprendizagem, e como ela exclui animais não humanos. No mundo do comportamento animal, um dos principais exemplos de ensino é o de uma ave chamada popularmente de zaragateiro ( Turdoides bicolor ). Durante visitas aos filhotes para alimentá -los, o pássaro utiliza vocalizações específicas, que passavam a ser ligadas à alimentação pelos filhotes. Mais tarde, os pais levariam os filhotes até o alimento através desses sons, um método de ensino -aprendizagem conhecido como condicionamento clássico. O ensaio se fundamenta na existência de diferentes definições para ensino. Com base em vários conceitos da etologia – especialidade que estuda o comportamento de animais não humanos – , a pesquisadora traz uma visão de que o aprendizado não é focado apenas na cognição mental, e enfatiza o papel da influência social e das interações entre os indivíduos e o ambiente para os processos de ensino e de aprendizagem. Com embasamento em diversos pesquisadores – de Robert Hinde, um importante etólogo, a Paulo Freire, patrono da educação brasileira – Bruna de -Sá quis expandir o diálogo e possibilitar um debate sobre o tema. “A literatura [sobre aprendizagem em animais não humanos] é basicamente em inglês. Então, a gente achou legal trazer essa discussão também para a língua portuguesa, porque ela não se encerra na aprendizagem social”, diz a pesquisadora. As definições para ensino geralmente estão relacionadas à intencionalidade, ou seja, quem ensina está consciente e tem intenção de ensinar algo. Essa associação faz com que o ensino seja entendido como algo apenas humano, porque a intencionalidade não foi identificada nos demais animais. Mas, nem mesmo os humanos trazem a bagagem requerida em todos os processos de ensino. “Tanto nós quanto os outros animais, não necessariamente estamos fazendo um planejamento simbólico para que o outro consiga aprender. Com os macacos, é uma coisa mais dinâmica, interativa. Então, a gente faz essa reflexão de que conosco também é dinâmica, interativa e, em grande parte, inconsciente. Pode não haver [intencionalidade] e pode haver”, explica Briseida Resende, coordenadora do Ledis e orientadora do trabalho. Entre chimpanzés adultos e filhotes, já foi observado por pesquisadoras que existe uma mudança no comportamento para facilitar o aprendizado do mais jovem. Para abrir um coco, por exemplo, as mães costumam diminuir a velocidade da batida, ou ajustar a pedra para uma posição que atenda melhor ao objetivo enquanto os filhotes estão observando. Resende, no entanto, lembra que, na literatura, um caso relacionado ao ensino e amplamente discutido é o dos suricatos. Eles são insetívoros, mas também se alimentam de animais perigosos, como escorpiões e aranhas. E, conforme os filhotes vão crescendo, os adultos variam a forma como entregam a presa a eles, deixando o inseto cada vez mais vivo ou em pedaços maiores. Quando sozinhos, os suricatos adultos apenas ingerem o inseto. Ou seja, há uma mudança no comportamento. Outro aspecto levantado pelas pesquisadoras quando abordamos o ensino e a aprendizagem é a centralização da cognição no cérebro. Nesse caso, elas falam sobre a adoção de uma perspectiva que englobe o cérebro, o corpo e o ambiente, para dar destaque ao contexto em que o ensino ocorre. A cognição corporeada é uma teoria que aborda a descentralização da cognição, abrangendo a importância da sensorialidade, percepção e ação do indivíduo para a construção do aprendizado. A importância do contexto também trata sobre a agência – conceito filosófico que fala sobre a capacidade dos indivíduos de agir sobre o ambiente. Usando a teoria de construção de nichos, que diz que os indivíduos são agentes de transformação do ambiente, as pesquisadoras puderam enfatizar a importância da tríade professor -aluno -ambiente, aplicando um paralelo entre a pedagogia libertadora, desenvolvida por Paulo Freire, e a importância das interações sociais no entendimento do contexto social, assunto estudado por Robert Hinde.

No trecho do texto "Bruna de -Sá quis expandir o diálogo e possibilitar um debate sobre o tema. ‘A literatura [sobre aprendizagem em animais não humanos] é basicamente em inglês. Então, a gente achou legal trazer essa discussão também para a língua portuguesa, porque ela não se encerra na aprendizagem social’", o uso dos colchetes indica:

Reportar Erro
Questão 9 de 10 Q1645140 Q9 da prova
Considere o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10. Animais não humanos ensinam? Ensaio discute o conceito de ensinar e o seu foco na experiência humana e na cognição mental . “Quem nunca perguntou: ‘será que bicho aprende?’”, questiona Bruna de -Sá, pesquisadora e doutoranda do Laboratório de Etologia, Desenvolvimento e Interações Sociais (Ledis) do Instituto de Psicologia (IP) da USP. Em seus estudos, ela mirou em outra questão que pode ocorrer: “bicho ensina?” – e desenvolveu um ensaio voltado ao conceito e à ampliação do ensino entre animais não humanos. O processo de ensino -aprendizagem muitas vezes é relacionado a salas de aula e metodologias muito específicas. “As pessoas têm curiosidade sobre isso, e é natural perguntar sobre outros animais”, explica de -Sá sobre a escolha do tema. Entretanto, a pesquisadora também lembra que o assunto é relevante para questionar o que acreditamos ser ensino -aprendizagem, e como ela exclui animais não humanos. No mundo do comportamento animal, um dos principais exemplos de ensino é o de uma ave chamada popularmente de zaragateiro ( Turdoides bicolor ). Durante visitas aos filhotes para alimentá -los, o pássaro utiliza vocalizações específicas, que passavam a ser ligadas à alimentação pelos filhotes. Mais tarde, os pais levariam os filhotes até o alimento através desses sons, um método de ensino -aprendizagem conhecido como condicionamento clássico. O ensaio se fundamenta na existência de diferentes definições para ensino. Com base em vários conceitos da etologia – especialidade que estuda o comportamento de animais não humanos – , a pesquisadora traz uma visão de que o aprendizado não é focado apenas na cognição mental, e enfatiza o papel da influência social e das interações entre os indivíduos e o ambiente para os processos de ensino e de aprendizagem. Com embasamento em diversos pesquisadores – de Robert Hinde, um importante etólogo, a Paulo Freire, patrono da educação brasileira – Bruna de -Sá quis expandir o diálogo e possibilitar um debate sobre o tema. “A literatura [sobre aprendizagem em animais não humanos] é basicamente em inglês. Então, a gente achou legal trazer essa discussão também para a língua portuguesa, porque ela não se encerra na aprendizagem social”, diz a pesquisadora. As definições para ensino geralmente estão relacionadas à intencionalidade, ou seja, quem ensina está consciente e tem intenção de ensinar algo. Essa associação faz com que o ensino seja entendido como algo apenas humano, porque a intencionalidade não foi identificada nos demais animais. Mas, nem mesmo os humanos trazem a bagagem requerida em todos os processos de ensino. “Tanto nós quanto os outros animais, não necessariamente estamos fazendo um planejamento simbólico para que o outro consiga aprender. Com os macacos, é uma coisa mais dinâmica, interativa. Então, a gente faz essa reflexão de que conosco também é dinâmica, interativa e, em grande parte, inconsciente. Pode não haver [intencionalidade] e pode haver”, explica Briseida Resende, coordenadora do Ledis e orientadora do trabalho. Entre chimpanzés adultos e filhotes, já foi observado por pesquisadoras que existe uma mudança no comportamento para facilitar o aprendizado do mais jovem. Para abrir um coco, por exemplo, as mães costumam diminuir a velocidade da batida, ou ajustar a pedra para uma posição que atenda melhor ao objetivo enquanto os filhotes estão observando. Resende, no entanto, lembra que, na literatura, um caso relacionado ao ensino e amplamente discutido é o dos suricatos. Eles são insetívoros, mas também se alimentam de animais perigosos, como escorpiões e aranhas. E, conforme os filhotes vão crescendo, os adultos variam a forma como entregam a presa a eles, deixando o inseto cada vez mais vivo ou em pedaços maiores. Quando sozinhos, os suricatos adultos apenas ingerem o inseto. Ou seja, há uma mudança no comportamento. Outro aspecto levantado pelas pesquisadoras quando abordamos o ensino e a aprendizagem é a centralização da cognição no cérebro. Nesse caso, elas falam sobre a adoção de uma perspectiva que englobe o cérebro, o corpo e o ambiente, para dar destaque ao contexto em que o ensino ocorre. A cognição corporeada é uma teoria que aborda a descentralização da cognição, abrangendo a importância da sensorialidade, percepção e ação do indivíduo para a construção do aprendizado. A importância do contexto também trata sobre a agência – conceito filosófico que fala sobre a capacidade dos indivíduos de agir sobre o ambiente. Usando a teoria de construção de nichos, que diz que os indivíduos são agentes de transformação do ambiente, as pesquisadoras puderam enfatizar a importância da tríade professor -aluno -ambiente, aplicando um paralelo entre a pedagogia libertadora, desenvolvida por Paulo Freire, e a importância das interações sociais no entendimento do contexto social, assunto estudado por Robert Hinde.

No trecho do primeiro parágrafo do texto: Em seus estudos, ela mirou em outra questão que pode ocorrer: “bicho ensina?”, o uso dos dois pontos e das aspas justifica-se por:

Reportar Erro
Questão 10 de 10 Q1645142 Q10 da prova
Considere o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10. Animais não humanos ensinam? Ensaio discute o conceito de ensinar e o seu foco na experiência humana e na cognição mental . “Quem nunca perguntou: ‘será que bicho aprende?’”, questiona Bruna de -Sá, pesquisadora e doutoranda do Laboratório de Etologia, Desenvolvimento e Interações Sociais (Ledis) do Instituto de Psicologia (IP) da USP. Em seus estudos, ela mirou em outra questão que pode ocorrer: “bicho ensina?” – e desenvolveu um ensaio voltado ao conceito e à ampliação do ensino entre animais não humanos. O processo de ensino -aprendizagem muitas vezes é relacionado a salas de aula e metodologias muito específicas. “As pessoas têm curiosidade sobre isso, e é natural perguntar sobre outros animais”, explica de -Sá sobre a escolha do tema. Entretanto, a pesquisadora também lembra que o assunto é relevante para questionar o que acreditamos ser ensino -aprendizagem, e como ela exclui animais não humanos. No mundo do comportamento animal, um dos principais exemplos de ensino é o de uma ave chamada popularmente de zaragateiro ( Turdoides bicolor ). Durante visitas aos filhotes para alimentá -los, o pássaro utiliza vocalizações específicas, que passavam a ser ligadas à alimentação pelos filhotes. Mais tarde, os pais levariam os filhotes até o alimento através desses sons, um método de ensino -aprendizagem conhecido como condicionamento clássico. O ensaio se fundamenta na existência de diferentes definições para ensino. Com base em vários conceitos da etologia – especialidade que estuda o comportamento de animais não humanos – , a pesquisadora traz uma visão de que o aprendizado não é focado apenas na cognição mental, e enfatiza o papel da influência social e das interações entre os indivíduos e o ambiente para os processos de ensino e de aprendizagem. Com embasamento em diversos pesquisadores – de Robert Hinde, um importante etólogo, a Paulo Freire, patrono da educação brasileira – Bruna de -Sá quis expandir o diálogo e possibilitar um debate sobre o tema. “A literatura [sobre aprendizagem em animais não humanos] é basicamente em inglês. Então, a gente achou legal trazer essa discussão também para a língua portuguesa, porque ela não se encerra na aprendizagem social”, diz a pesquisadora. As definições para ensino geralmente estão relacionadas à intencionalidade, ou seja, quem ensina está consciente e tem intenção de ensinar algo. Essa associação faz com que o ensino seja entendido como algo apenas humano, porque a intencionalidade não foi identificada nos demais animais. Mas, nem mesmo os humanos trazem a bagagem requerida em todos os processos de ensino. “Tanto nós quanto os outros animais, não necessariamente estamos fazendo um planejamento simbólico para que o outro consiga aprender. Com os macacos, é uma coisa mais dinâmica, interativa. Então, a gente faz essa reflexão de que conosco também é dinâmica, interativa e, em grande parte, inconsciente. Pode não haver [intencionalidade] e pode haver”, explica Briseida Resende, coordenadora do Ledis e orientadora do trabalho. Entre chimpanzés adultos e filhotes, já foi observado por pesquisadoras que existe uma mudança no comportamento para facilitar o aprendizado do mais jovem. Para abrir um coco, por exemplo, as mães costumam diminuir a velocidade da batida, ou ajustar a pedra para uma posição que atenda melhor ao objetivo enquanto os filhotes estão observando. Resende, no entanto, lembra que, na literatura, um caso relacionado ao ensino e amplamente discutido é o dos suricatos. Eles são insetívoros, mas também se alimentam de animais perigosos, como escorpiões e aranhas. E, conforme os filhotes vão crescendo, os adultos variam a forma como entregam a presa a eles, deixando o inseto cada vez mais vivo ou em pedaços maiores. Quando sozinhos, os suricatos adultos apenas ingerem o inseto. Ou seja, há uma mudança no comportamento. Outro aspecto levantado pelas pesquisadoras quando abordamos o ensino e a aprendizagem é a centralização da cognição no cérebro. Nesse caso, elas falam sobre a adoção de uma perspectiva que englobe o cérebro, o corpo e o ambiente, para dar destaque ao contexto em que o ensino ocorre. A cognição corporeada é uma teoria que aborda a descentralização da cognição, abrangendo a importância da sensorialidade, percepção e ação do indivíduo para a construção do aprendizado. A importância do contexto também trata sobre a agência – conceito filosófico que fala sobre a capacidade dos indivíduos de agir sobre o ambiente. Usando a teoria de construção de nichos, que diz que os indivíduos são agentes de transformação do ambiente, as pesquisadoras puderam enfatizar a importância da tríade professor -aluno -ambiente, aplicando um paralelo entre a pedagogia libertadora, desenvolvida por Paulo Freire, e a importância das interações sociais no entendimento do contexto social, assunto estudado por Robert Hinde.

No trecho: “(...) a pesquisadora traz uma visão de que o aprendizado não é focado apenas na cognição mental, e enfatiza o papel da influência social e das interações entre os indivíduos e o ambiente para os processos de ensino e de aprendizagem.”, considerando -se a norma padrão sobre regência nominal, em relação aos termos grifados, é correto afirmar que:

Reportar Erro
0
Acertos
0
Erros
0%
Nota
Limpar

Acertos
Erros
Nota