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Prova Neuropsicopedagogo - AMCEVALE
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Questão 1 de 13 Q1172419 Q4 da prova
As questões de 01 a 10 referem-se ao texto a seguir.

Literatura na escola: menos homens brancos, mais mulheres pretas
José Ruy Lozano

Como tudo que é resultado da percepção humana ao longo do tempo, o cânone literário – conjunto de livros considerados referências de uma época ou cultura – tem mudanças e permanências. Mas não há dúvida quanto ao papel fundamental que o ensino de literatura nas universidades e escolas desempenha em sua constituição. Afinal, à chancela acadêmica dos estudiosos une-se a difusão da leitura de obras consideradas clássicas realizada na educação básica. Notoriedade e prestígio juntam-se ao conhecimento mais amplo do público leitor por meio das instituições de ensino. Tais instituições não são refratárias ao momento político e social em que estão inseridas. Em tempos de Black Lives Matter, identitarismo e questionamentos mais frequentes e profundos a respeito do racismo estrutural no Brasil e no mundo, percebe-se um movimento de deslocamento do cânone literário rumo a vozes até aqui marginalizadas em nossa literatura. Para muitos surpreendente, a inclusão das letras de sobrevivendo no inferno, disco do grupo de rap paulista Racionais Mc’s, como leitura obrigatória no vestibular da Unicamp demonstra que os tempos estão mudando. Ainda não cancelaram José de Alencar – escritor que defendeu publicamente a escravidão e organizou um retrato idílico das populações indígenas conveniente ao Estado imperial de sua época –, mas os homens brancos do passado já têm de abrir espaço não só a outros homens, mas também a mulheres pretas, do passado e do presente. A indicação de obras com essa marca de autoria por exames vestibulares de universidades públicas e particulares está obrigando as escolas a se abrir a vozes distintas, e os alunos passam a ler narrativas que se aproximam de seu mundo, marcado pela desigualdade, pobreza e discriminação. Passo determinante nessa trajetória é o resgate de Carolina Maria de Jesus. Seus diários, que retratam o cotidiano de mulher negra e favelada, apresenta aos estudantes um universo literário bem distinto dos clássicos de costume. Quarto de despejo passou a ser indicação obrigatória de leitura em vestibulares a partir de 2016, e muitos professores de literatura de Ensino Médio tiveram de “descobrir” uma escritora brasileira cuja obra já foi traduzida para catorze idiomas desde os anos 1960. Em 2020, Carolina consta na lista de leituras dos exames das universidades estaduais de Maringá, Londrina, Ponta Grossa e da universidade federal do Tocantins. Conceição Evaristo, premiada romancista, poeta e contista mineira, nasceu em uma comunidade pobre de Belo Horizonte, trabalhou como empregada doméstica, até concluir sua formação como professora. A discriminação racial e de gênero são temas recorrentes de sua ficção. Militante do movimento negro, apresentou em 2018 uma simbólica candidatura à vaga número 7 da Academia Brasileira de Letras, cujo patrono é o poeta abolicionista Castro Alves. Se essa tentativa de diálogo com a instituição canônica por excelência da literatura brasileira não teve êxito, sua presença nos estudos literários veio para ficar: a universidade de Passo Fundo indica a seus candidatos a leitura dos contos de Olhos d’água, e a universidade federal do Rio Grande do Sul incluiu em sua lista de leituras obrigatórias o romance Ponciá Vicêncio. Ainda no vestibular da federal gaúcha, consta o romance Úrsula, de Maria Firmina dos Reis. A maranhense Firmina foi precursora na vida e na obra. Mulher negra, prestou concurso público para professora e sustentava-se sozinha. É dela o primeiro romance de autoria feminina do Brasil, justamente Úrsula, publicado em 1859, que também é considerado a primeira narrativa abolicionista da literatura brasileira, humanizando e dando voz aos escravizados. Embora tenha tido destaque na sociedade maranhense em sua época, foi silenciada e esquecida, mas hoje recebe merecido destaque, tendo sua obra principal reeditada pela PUC de Minas Gerais e ganhado atenção de pesquisadores que constroem sua fortuna crítica. A Universidade Estadual do Rio de Janeiro selecionou, para seu exame de acesso, a obra de uma mulher negra, nascida em 1977, na periferia de Nova Iguaçu, conhecedora do cenário de pobreza e violência de onde provêm boa parte de seus estudantes. Na UERJ, 50% das vagas são reservadas para alunos de escolas públicas do estado, tendo sido essa universidade a pioneira do regime de cotas raciais e sociais no Brasil. Assim na terra como embaixo da terra, de Ana Paula Maia, elabora um cenário distópico em que um presídio de segurança máxima, construído sobre terreno que outrora abrigara local de tortura e morte de escravos, torna-se um campo de extermínio. Ali se entrevê uma alegoria das mazelas da atuação policial e do sistema prisional brasileiros, vinculados a um passado histórico de opressão. Não só gênero e raça se mostram mais diversos, mas também a nacionalidade. A Universidade Federal de Uberlândia fará questões em seu vestibular sobre o romance A cor púrpura, da norte-americana Alice Walker. Militante feminista e do movimento negro, Walker retrata no livro as agruras de uma menina negra, no sul agrário e racista dos Estados Unidos, abusada sexualmente pelo pai – de quem engravida e dá à luz dois filhos – e, posteriormente, obrigada a se casar com um senhor branco que a trata como empregada. A narrativa de estupro em família, num contexto de preconceito e pobreza, guarda estreita relação com situações semelhantes infelizmente frequentes no Brasil. A universidade de Taubaté, interior de São Paulo, inseriu em sua lista obrigatória de leituras o livro Hibisco roxo, primeiro romance da feminista nigeriana Chimamanda Nzozie Adichie, que narra conflitos familiares na Nigéria pós-colonial, tematizando a misoginia associada ao fanatismo religioso. Escritora premiada, ensaísta e palestrante de sucesso, Adichie já teve trechos de suas falas inseridos na letra da música Flawless, da popstar Beyoncé. A vida das periferias, pobreza, racismo, violência urbana, machismo ... A entrada de vozes femininas e negras no ensino de literatura amplia as temáticas abordadas em sala de aula e aproxima as leituras escolares da realidade vivida por milhões de estudantes no Brasil. Diversidade fundamental por si só, esse fenômeno representa uma oportunidade valiosa para os educadores: despertar nos estudantes o sentido e o propósito do fazer literário, ressaltando a importância das narrativas como construção da memória coletiva.

Considere o período a seguir.

Afinal, à chancela acadêmica dos estudiosos une-se a difusão da leitura de obras consideradas clássicas realizada na educação básica.

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Questão 2 de 13 Q1172424 Q16 da prova

A neuropsicopedagogia surgiu da necessidade de os pesquisadores aprimorar seus estudos sobre o cérebro humano, beneficiando a Educação, principalmente no que se refere aos estímulos da aprendizagem. Nesse sentido, entende-se que a neuropsicopedagogia é uma ciência

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Questão 3 de 13 Q1172425 Q18 da prova

De acordo com a Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia (SBNPq), o neuropsicopedagogo com formação na área institucional, atua, exclusivamente, em ambientes escolares e/ou instituições de atendimento coletivo. Nesse sentido, a sua atuação na área institucional escolar consiste em

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Questão 4 de 13 Q1172426 Q19 da prova

O arcabouço ou estrutura teórica que dá sustentação à formação do neuropsicopedagogo institucional e clínico está centrada nos fundamentos da

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Questão 5 de 13 Q1172427 Q20 da prova

Historicamente, a deficiência intelectual tem se constituído por diferentes concepções que foram sendo modificadas ou reforçadas nos diversos contextos nos quais se procurou dar sentido às manifestações não normativas do intelecto dos indivíduos em questão. No contexto atual, em conformidade com o DSM V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), a deficiência intelectual, é considerada

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Questão 6 de 13 Q1172428 Q21 da prova

Os jogos são atividades lúdicas que têm a função de estimular as várias inteligências, permitindo que o sujeito se envolva em tudo que esteja realizando de forma significativa. São recursos indispensáveis tanto na avaliação como na intervenção neuropsicopedagógica, pois favorecem os processos de aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo do sujeito. De acordo com o exposto, é possível destacar alguns jogos lúdicos com suas respectivas contribuições, tais como

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Questão 7 de 13 Q1172429 Q23 da prova

Na teoria piagetiana, o jogo é considerado um recurso importante de caráter construtivo no desenvolvimento cognitivo da criança. Segundo Piaget (1971), as três formas básicas de atividade lúdica que caracterizam a evolução do jogo, conforme a fase de desenvolvimento observadas na criança, são os jogos de exercício sensório-motor, simbólico e de regras. Para esse autor, o jogo simbólico compreende

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Questão 8 de 13 Q1172430 Q24 da prova

O processo cognitivo pelo qual um sujeito incorpora um novo dado perceptual, motor ou conceitual e tenta adaptar esses novos estímulos às estruturas cognitivas já existentes é denominada de

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Questão 9 de 13 Q1172431 Q26 da prova

Do ponto de vista da abordagem histórico-cultural, há uma profunda relação entre os aspectos cognitivos e afetivos integrados na ação humana. O brincar, dentro dessa acepção,

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Questão 10 de 13 Q1172432 Q27 da prova

A Dislexia é um transtorno de aprendizagem que se caracteriza por dificuldades em ler, interpretar e escrever. Sobre a dislexia, é correto afirmar que

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Questão 11 de 13 Q1172433 Q28 da prova

O desempenho motor da criança está, intrinsecamente, ligado à aprendizagem, motivo pelo qual a educação psicomotora deve ser bem estimulada, contribuindo na prevenção de possíveis problemas de aprendizagem. Numa avaliação psicomotora, por meio de exercícios, é possível verificar aspectos referentes a

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Questão 12 de 13 Q1172434 Q29 da prova

No contexto atual, os problemas relacionados à aprendizagem têm aumentado significativamente. Os termos “distúrbios”, “dificuldades”, “problemas” e “transtornos” são encontrados na literatura e, muitas vezes, são empregados ou compreendidos de forma inadequada. Considerando essa temática, avalie as afirmativas a seguir.

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Questão 13 de 13 Q1172435 Q30 da prova

Numa visão piagetiana, o desenvolvimento cognitivo da criança ocorre de forma progressiva, conforme estágios ou períodos. No período pré-operatório, todas as experiências pelas quais a criança passa são assimiladas ao seu eu e, desse modo, ela interpreta o mundo, relaciona-se e adapta-se a ele. O marco significativo desse período é

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