Após a realização de um congresso acadêmico durante três dias, a comissão organizadora contabilizou a participação de 88 ouvintes diferentes. Considerando a presença dos ouvintes em cada dia do congresso, concluiu-se que: 56 ouvintes participaram do primeiro dia; 8 ouvintes participaram somente do primeiro dia; 2 ouvintes participaram somente do terceiro dia; 42 ouvintes participaram do primeiro e segundo dias; 22 ouvintes participaram do segundo e terceiro dias; e, 26 ouvintes participaram do primeiro e terceiros dias. Se cada ouvinte participou de pelo menos um dia do evento, é correto afirmar que:
O tratamento farmacológico de pacientes idosos com Diabetes Mellitus (DM) é similar ao recomendado para adultos jovens, quando eles são funcionalmente independentes e sem fragilidades. No entanto, há peculiaridades importantes específicas do tratamento da hiperglicemia em pacientes idosos, com o maior número de comorbidades; a presença de graus variados de sarcopenia e fragilidade; o surgimento frequente de alterações cognitivas; o uso de polifarmácia; o maior potencial para interações medicamentosas; e, a resposta hiperglicêmica contrarregulatória menos efetiva, que contribuem para maior risco de hipoglicemia. (Abordagem do paciente idoso com diabetes mellitus – Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes, 2023.) De acordo com as recomendações da norma citada, sobre o tratamento farmacológico da DM no idoso, assinale a afirmativa INCORRETA. (Considere: HbA1c: Hemoglobina glicada; SGLT2: cotransportador de sódio-glicose-2.)
A dengue é considerada a virose urbana mais difundida no mundo. No Brasil, a doença é associada à morbidade e mortalidade significativas, com, aproximadamente, 80-85% da população vivendo em áreas endêmicas. O conhecimento da sua fisiopatologia permite o estadiamento de gravidade e a melhora da qualidade na condução clínica do tratamento, visto que o manejo adequado dos pacientes depende do reconhecimento precoce dos sinais de alarme, do contínuo acompanhamento, do reestadiamento dos casos e da reposição volêmica imediata. Uma criança de 7 anos dá entrada na emergência com história de febre há 2 dias, cefaleia, dor abdominal, vômitos persistentes, petéquias e sangramento de mucosa oral. Ao exame, encontra-se em regular estado geral, sonolento, desidratado 2+/4+, eucárdico, normotenso, perfusão capilar periférica 2 segundos e pulsos periféricos palpáveis. O exame do abdome apresenta dor à palpação superficial e profunda, hepatomegalia palpável a 3 cm do rebordo costal direito e ascite. Os exames laboratoriais evidenciam plaquetopenia, hematócrito aumentado e NS-1 positivo. Tendo em vista o caso hipotético, a classificação de risco e o manejo imediato do paciente correspondem ao:
A Infecção do Trato Urinário (ITU) é definida pela presença de um germe patogênico único no sistema urinário, associada a processo inflamatório sintomático. A ITU é a segunda infecção bacteriana mais prevalente em pediatria, atingindo 8,4% das meninas e 1,7% dos meninos menores de 7 anos de idade, com alto risco de recorrência dentro do primeiro ano do episódio inicial. A suspeita diagnóstica deve ser realizada em todo lactente com febre sem foco aparente há mais de 24 horas, e a coleta urinária adequada é crucial para que o diagnóstico seja realizado corretamente e o tratamento clínico empírico seja estabelecido. Assinale a afirmativa correta sobre o resultado do exame com critério diagnóstico para infecção do trato urinário.
A Neisseria meningitidis é um patógeno exclusivamente humano e com alto poder de disseminação, permitindo que as infecções causadas por ela ocorram em todo o mundo como uma doença endêmica. Cerca de 50% da população pode ser portadora deste patógeno em algum momento da vida, e é a partir da colonização da nasofaringe que a infecção se origina e se dissemina pela corrente sanguínea, podendo levar à meningite, meningococcemia e outras manifestações clínicas. A Neisseria meningitidis é o agente causador mais frequente de meningite no Brasil, e a introdução da vacina meningocócica C conjugada no Calendário Nacional de Imunizações representou um avanço importante no controle da doença meningocócica causada pelo sorogrupo C. Sobre a epidemiologia das infecções meningocócicas, é correto afirmar que:
A toxoplasmose congênita é prevalente no Brasil e estima-se que nasçam de 5 a 23 crianças infectadas a cada 10.000 nascidos vivos. A maioria dos casos de toxoplasmose materna é assintomática ou apresenta sintomas bastante inespecíficos, mas mesmo na ausência de sintomatologia, o diagnóstico da infecção pelo Toxoplasma gondii na gravidez é extremamente importante, tendo como objetivo principal a prevenção da toxoplasmose congênita e suas sequelas. Aproximadamente, 85% dos recém-nascidos com toxoplasmose congênita não apresentam sinais clínicos evidentes ao nascimento. No entanto, uma avaliação mais detalhada pode mostrar alterações e, por isso, todo recém-nascido com suspeita para toxoplasmose congênita deve ser submetido à investigação completa para o diagnóstico final. Analise as situações a seguir. I. Presença de DNA de Toxoplasma gondii em amostras de líquido amniótico da mãe ou em tecido do fetais, líquor, sangue ou urina da criança. II. IgG anti-Toxoplasma gondii persistentemente reagente após 6 meses de idade. III. Níveis séricos de anticorpos IgG anti-Toxoplasma gondii em queda em, pelo menos, duas amostras seriadas com intervalo mínimo de três semanas durante os primeiros 12 meses de vida. IV. Retinocoroidite e/ou hidrocefalia e/ou calcificação cerebral com IgG reagente, afastadas outras infecções congênitas, e mãe com toxoplasmose confirmada na gestação. Considerando os critérios diagnósticos para a confirmação de casos suspeitos de toxoplasmose congênita, está correto o que se afirma apenas em
A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa e transmissível, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch. A doença afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos e/ou sistemas. Para o sucesso do tratamento da tuberculose, é fundamental que o paciente seja orientado, de forma clara, quanto às características clínicas da doença e do tratamento ao qual será submetido. Informações referentes aos medicamentos, consequências do uso irregular, eventos adversos, controle de contatos e duração do tratamento devem ser fornecidas desde o primeiro contato com o paciente. A tuberculose na criança apresenta especificidades que devem ser consideradas durante a investigação diagnóstica, na escolha do tratamento e no seguimento ambulatorial. Assinale a correspondência adequada entre o esquema terapêutico básico indicado e a forma de tuberculose.

























