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Prova Médico Clínico Geral - Pref. Valparaíso/SP
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Questão 1 de 23 Q1 da prova
Para responder às questões 01 a 05, leia atentamente o texto a seguir: O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura é preocupante quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais na formação subjetiva das pessoas. Nos perguntamos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos. Uma filosofia política da leitura nos ajudaria a pensar em quem somos desde que somos leitores de livros. Formas da ignorância e poder dos livros. Se em nossa época a leitura diminui vertiginosamente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da ignorância, nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância em relação a qual os livros são potentes ou impotentes. Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha na ironia do “sei-que-nada-sei”. Aquele que não sabe e quer saber pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de “burrice”. Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente, alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como “meios para o saber”. Cancelada a curiosidade, como sinal de um desejo de conhecimento, os livros se tornam inúteis. Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe a que nos deforma por estagnação. A primeira gosta dos livros; a segunda, os detesta. No limite, a ignorância mal cuidada torna-se discurso e prática de vida. A educação é o cuidado da ignorância para que ela se transforme em conhecimento. Os livros são os meios mais acessíveis para o conhecimento e que, em sua forma mais evidente, providenciam a forma de subjetivação crítica que nos torna cidadãos. Perguntar pelas condições da nossa cidadania, tendo em vista uma cultura que abandonou os livros, a leitura e a formação que por ela se providenciava, torna-se urgente em nosso momento histórico. O poder na sua forma violenta, se alimenta da ignorância e o ignorante se regozija quando não encontra nada que o negue. E porque não cuidamos da ignorância, ela domina a sociedade. Ela é transmitida, ela é “propagandeada”. Os livros são a antipropaganda, porque eles pedem mais que publicidade, eles pedem pensamento. [...] Ler para pensar Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não porque o pensamento dependa da gramática ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Nos ensina a interpretar. Nos ajuda, portanto, a elaborar questões, a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar, ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que este outro seja, em um primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos. Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes, em silêncio quando nos dedicamos a esse gesto simples e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. Um livro que é sempre uma viagem vertical na qual a gente descobre e se inventa ao mesmo tempo. É uma pena que as pessoas não possam fazer isso hoje em dia porque sucumbiram ao clima programado da cultura em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana. Por isso, também, muitos se afastam dele. Muitos que foram educados para não pensar, passam a não gostar do que não conhecem. Mas há quem tenha descoberto esse prazer que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem – compreensão e diálogo – que sempre está ofertada em um livro. Certamente para essas pessoas, o mundo todo – e ela mesma – é algo bem diferente. [...] Pensemos na pessoa que seríamos caso entrássemos em uma nave espacial que nos levasse muito longe por meio de nós mesmos. Ora, o livro é a oportunidade de uma experiência desse tipo, capaz de transformar o sentido do que somos por meio de uma presença impressionante de um objeto comum. A experiência do livro se define também em relação ao tempo introjetado. O livro nos faz relacionar-nos com um tempo que nos escapa nos demais meios. Hoje quando vemos a função de prótese que os aparelhos celulares, que a televisão, que os computadores, têm em nossas vidas, quando percebemos que somos roubados de nós mesmos por meio do saque de nosso tempo, o livro se torna a chance bem prática e rápida de nos devolvermos a nós mesmos. (TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br. 31 jan. 2016. Adaptado.)

O texto apresenta como tema central:

Questão 2 de 23 Q2 da prova
Para responder às questões 01 a 05, leia atentamente o texto a seguir: O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura é preocupante quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais na formação subjetiva das pessoas. Nos perguntamos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos. Uma filosofia política da leitura nos ajudaria a pensar em quem somos desde que somos leitores de livros. Formas da ignorância e poder dos livros. Se em nossa época a leitura diminui vertiginosamente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da ignorância, nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância em relação a qual os livros são potentes ou impotentes. Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha na ironia do “sei-que-nada-sei”. Aquele que não sabe e quer saber pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de “burrice”. Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente, alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como “meios para o saber”. Cancelada a curiosidade, como sinal de um desejo de conhecimento, os livros se tornam inúteis. Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe a que nos deforma por estagnação. A primeira gosta dos livros; a segunda, os detesta. No limite, a ignorância mal cuidada torna-se discurso e prática de vida. A educação é o cuidado da ignorância para que ela se transforme em conhecimento. Os livros são os meios mais acessíveis para o conhecimento e que, em sua forma mais evidente, providenciam a forma de subjetivação crítica que nos torna cidadãos. Perguntar pelas condições da nossa cidadania, tendo em vista uma cultura que abandonou os livros, a leitura e a formação que por ela se providenciava, torna-se urgente em nosso momento histórico. O poder na sua forma violenta, se alimenta da ignorância e o ignorante se regozija quando não encontra nada que o negue. E porque não cuidamos da ignorância, ela domina a sociedade. Ela é transmitida, ela é “propagandeada”. Os livros são a antipropaganda, porque eles pedem mais que publicidade, eles pedem pensamento. [...] Ler para pensar Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não porque o pensamento dependa da gramática ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Nos ensina a interpretar. Nos ajuda, portanto, a elaborar questões, a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar, ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que este outro seja, em um primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos. Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes, em silêncio quando nos dedicamos a esse gesto simples e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. Um livro que é sempre uma viagem vertical na qual a gente descobre e se inventa ao mesmo tempo. É uma pena que as pessoas não possam fazer isso hoje em dia porque sucumbiram ao clima programado da cultura em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana. Por isso, também, muitos se afastam dele. Muitos que foram educados para não pensar, passam a não gostar do que não conhecem. Mas há quem tenha descoberto esse prazer que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem – compreensão e diálogo – que sempre está ofertada em um livro. Certamente para essas pessoas, o mundo todo – e ela mesma – é algo bem diferente. [...] Pensemos na pessoa que seríamos caso entrássemos em uma nave espacial que nos levasse muito longe por meio de nós mesmos. Ora, o livro é a oportunidade de uma experiência desse tipo, capaz de transformar o sentido do que somos por meio de uma presença impressionante de um objeto comum. A experiência do livro se define também em relação ao tempo introjetado. O livro nos faz relacionar-nos com um tempo que nos escapa nos demais meios. Hoje quando vemos a função de prótese que os aparelhos celulares, que a televisão, que os computadores, têm em nossas vidas, quando percebemos que somos roubados de nós mesmos por meio do saque de nosso tempo, o livro se torna a chance bem prática e rápida de nos devolvermos a nós mesmos. (TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br. 31 jan. 2016. Adaptado.)

A ideia principal contida no 1º parágrafo do texto pode ser sintetizada com o que é apresentado na alternativa:

Questão 3 de 23 Q3 da prova
Para responder às questões 01 a 05, leia atentamente o texto a seguir: O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura é preocupante quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais na formação subjetiva das pessoas. Nos perguntamos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos. Uma filosofia política da leitura nos ajudaria a pensar em quem somos desde que somos leitores de livros. Formas da ignorância e poder dos livros. Se em nossa época a leitura diminui vertiginosamente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da ignorância, nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância em relação a qual os livros são potentes ou impotentes. Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha na ironia do “sei-que-nada-sei”. Aquele que não sabe e quer saber pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de “burrice”. Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente, alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como “meios para o saber”. Cancelada a curiosidade, como sinal de um desejo de conhecimento, os livros se tornam inúteis. Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe a que nos deforma por estagnação. A primeira gosta dos livros; a segunda, os detesta. No limite, a ignorância mal cuidada torna-se discurso e prática de vida. A educação é o cuidado da ignorância para que ela se transforme em conhecimento. Os livros são os meios mais acessíveis para o conhecimento e que, em sua forma mais evidente, providenciam a forma de subjetivação crítica que nos torna cidadãos. Perguntar pelas condições da nossa cidadania, tendo em vista uma cultura que abandonou os livros, a leitura e a formação que por ela se providenciava, torna-se urgente em nosso momento histórico. O poder na sua forma violenta, se alimenta da ignorância e o ignorante se regozija quando não encontra nada que o negue. E porque não cuidamos da ignorância, ela domina a sociedade. Ela é transmitida, ela é “propagandeada”. Os livros são a antipropaganda, porque eles pedem mais que publicidade, eles pedem pensamento. [...] Ler para pensar Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não porque o pensamento dependa da gramática ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Nos ensina a interpretar. Nos ajuda, portanto, a elaborar questões, a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar, ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que este outro seja, em um primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos. Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes, em silêncio quando nos dedicamos a esse gesto simples e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. Um livro que é sempre uma viagem vertical na qual a gente descobre e se inventa ao mesmo tempo. É uma pena que as pessoas não possam fazer isso hoje em dia porque sucumbiram ao clima programado da cultura em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana. Por isso, também, muitos se afastam dele. Muitos que foram educados para não pensar, passam a não gostar do que não conhecem. Mas há quem tenha descoberto esse prazer que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem – compreensão e diálogo – que sempre está ofertada em um livro. Certamente para essas pessoas, o mundo todo – e ela mesma – é algo bem diferente. [...] Pensemos na pessoa que seríamos caso entrássemos em uma nave espacial que nos levasse muito longe por meio de nós mesmos. Ora, o livro é a oportunidade de uma experiência desse tipo, capaz de transformar o sentido do que somos por meio de uma presença impressionante de um objeto comum. A experiência do livro se define também em relação ao tempo introjetado. O livro nos faz relacionar-nos com um tempo que nos escapa nos demais meios. Hoje quando vemos a função de prótese que os aparelhos celulares, que a televisão, que os computadores, têm em nossas vidas, quando percebemos que somos roubados de nós mesmos por meio do saque de nosso tempo, o livro se torna a chance bem prática e rápida de nos devolvermos a nós mesmos. (TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br. 31 jan. 2016. Adaptado.)

No trecho “É uma pena que as pessoas não possam fazer isso hoje em dia porque sucumbiram ao clima programado da cultura em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento[...]”, pode-se substituir os termos em destaque por sinônimos, sem que haja alteração de sentido, utilizando-se, respectivamente, das palavras:

Questão 4 de 23 Q4 da prova
Para responder às questões 01 a 05, leia atentamente o texto a seguir: O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura é preocupante quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais na formação subjetiva das pessoas. Nos perguntamos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos. Uma filosofia política da leitura nos ajudaria a pensar em quem somos desde que somos leitores de livros. Formas da ignorância e poder dos livros. Se em nossa época a leitura diminui vertiginosamente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da ignorância, nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância em relação a qual os livros são potentes ou impotentes. Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha na ironia do “sei-que-nada-sei”. Aquele que não sabe e quer saber pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de “burrice”. Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente, alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como “meios para o saber”. Cancelada a curiosidade, como sinal de um desejo de conhecimento, os livros se tornam inúteis. Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe a que nos deforma por estagnação. A primeira gosta dos livros; a segunda, os detesta. No limite, a ignorância mal cuidada torna-se discurso e prática de vida. A educação é o cuidado da ignorância para que ela se transforme em conhecimento. Os livros são os meios mais acessíveis para o conhecimento e que, em sua forma mais evidente, providenciam a forma de subjetivação crítica que nos torna cidadãos. Perguntar pelas condições da nossa cidadania, tendo em vista uma cultura que abandonou os livros, a leitura e a formação que por ela se providenciava, torna-se urgente em nosso momento histórico. O poder na sua forma violenta, se alimenta da ignorância e o ignorante se regozija quando não encontra nada que o negue. E porque não cuidamos da ignorância, ela domina a sociedade. Ela é transmitida, ela é “propagandeada”. Os livros são a antipropaganda, porque eles pedem mais que publicidade, eles pedem pensamento. [...] Ler para pensar Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não porque o pensamento dependa da gramática ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Nos ensina a interpretar. Nos ajuda, portanto, a elaborar questões, a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar, ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que este outro seja, em um primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos. Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes, em silêncio quando nos dedicamos a esse gesto simples e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. Um livro que é sempre uma viagem vertical na qual a gente descobre e se inventa ao mesmo tempo. É uma pena que as pessoas não possam fazer isso hoje em dia porque sucumbiram ao clima programado da cultura em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana. Por isso, também, muitos se afastam dele. Muitos que foram educados para não pensar, passam a não gostar do que não conhecem. Mas há quem tenha descoberto esse prazer que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem – compreensão e diálogo – que sempre está ofertada em um livro. Certamente para essas pessoas, o mundo todo – e ela mesma – é algo bem diferente. [...] Pensemos na pessoa que seríamos caso entrássemos em uma nave espacial que nos levasse muito longe por meio de nós mesmos. Ora, o livro é a oportunidade de uma experiência desse tipo, capaz de transformar o sentido do que somos por meio de uma presença impressionante de um objeto comum. A experiência do livro se define também em relação ao tempo introjetado. O livro nos faz relacionar-nos com um tempo que nos escapa nos demais meios. Hoje quando vemos a função de prótese que os aparelhos celulares, que a televisão, que os computadores, têm em nossas vidas, quando percebemos que somos roubados de nós mesmos por meio do saque de nosso tempo, o livro se torna a chance bem prática e rápida de nos devolvermos a nós mesmos. (TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br. 31 jan. 2016. Adaptado.)

Sobre o gênero textual em questão, assinale a alternativa incoerente:

Questão 5 de 23 Q5 da prova
Para responder às questões 01 a 05, leia atentamente o texto a seguir: O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura é preocupante quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais na formação subjetiva das pessoas. Nos perguntamos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos. Uma filosofia política da leitura nos ajudaria a pensar em quem somos desde que somos leitores de livros. Formas da ignorância e poder dos livros. Se em nossa época a leitura diminui vertiginosamente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da ignorância, nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância em relação a qual os livros são potentes ou impotentes. Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha na ironia do “sei-que-nada-sei”. Aquele que não sabe e quer saber pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de “burrice”. Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente, alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como “meios para o saber”. Cancelada a curiosidade, como sinal de um desejo de conhecimento, os livros se tornam inúteis. Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe a que nos deforma por estagnação. A primeira gosta dos livros; a segunda, os detesta. No limite, a ignorância mal cuidada torna-se discurso e prática de vida. A educação é o cuidado da ignorância para que ela se transforme em conhecimento. Os livros são os meios mais acessíveis para o conhecimento e que, em sua forma mais evidente, providenciam a forma de subjetivação crítica que nos torna cidadãos. Perguntar pelas condições da nossa cidadania, tendo em vista uma cultura que abandonou os livros, a leitura e a formação que por ela se providenciava, torna-se urgente em nosso momento histórico. O poder na sua forma violenta, se alimenta da ignorância e o ignorante se regozija quando não encontra nada que o negue. E porque não cuidamos da ignorância, ela domina a sociedade. Ela é transmitida, ela é “propagandeada”. Os livros são a antipropaganda, porque eles pedem mais que publicidade, eles pedem pensamento. [...] Ler para pensar Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não porque o pensamento dependa da gramática ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Nos ensina a interpretar. Nos ajuda, portanto, a elaborar questões, a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar, ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que este outro seja, em um primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos. Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes, em silêncio quando nos dedicamos a esse gesto simples e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. Um livro que é sempre uma viagem vertical na qual a gente descobre e se inventa ao mesmo tempo. É uma pena que as pessoas não possam fazer isso hoje em dia porque sucumbiram ao clima programado da cultura em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana. Por isso, também, muitos se afastam dele. Muitos que foram educados para não pensar, passam a não gostar do que não conhecem. Mas há quem tenha descoberto esse prazer que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem – compreensão e diálogo – que sempre está ofertada em um livro. Certamente para essas pessoas, o mundo todo – e ela mesma – é algo bem diferente. [...] Pensemos na pessoa que seríamos caso entrássemos em uma nave espacial que nos levasse muito longe por meio de nós mesmos. Ora, o livro é a oportunidade de uma experiência desse tipo, capaz de transformar o sentido do que somos por meio de uma presença impressionante de um objeto comum. A experiência do livro se define também em relação ao tempo introjetado. O livro nos faz relacionar-nos com um tempo que nos escapa nos demais meios. Hoje quando vemos a função de prótese que os aparelhos celulares, que a televisão, que os computadores, têm em nossas vidas, quando percebemos que somos roubados de nós mesmos por meio do saque de nosso tempo, o livro se torna a chance bem prática e rápida de nos devolvermos a nós mesmos. (TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br. 31 jan. 2016. Adaptado.)

No 2º parágrafo do texto, tem-se “[...] esses objetos que guardam tantas informações [...]”. Ao substituir o trecho em destaque por um pronome, a frase ficaria, de acordo com a norma culta:

Questão 6 de 23 Q7 da prova

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) é uma instância colegiada, deliberativa e permanente do Sistema Único de Saúde (SUS), integrante da estrutura organizacional do Ministério da Saúde. Criado em 1937, sua missão é fiscalizar, acompanhar e monitorar as políticas públicas de saúde nas suas mais diferentes áreas, levando as demandas da população ao poder público, por isso é chamado de controle social na saúde. O CNS é responsável por realizar conferências e fóruns de participação social, além de aprovar o orçamento da saúde e acompanhar a sua execução, avaliando o Plano Nacional de Saúde a cada:

Questão 7 de 23 Q8 da prova

A Covid-19 é uma infecção respiratória aguda causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, potencialmente grave, de elevada transmissibilidade e de distribuição global. O SARS-CoV-2 é um betacoronavírus descoberto em amostras de lavado broncoalveolar obtidas de pacientes com pneumonia de causa desconhecida na cidade de Wuhan, província de Hubei, China, em dezembro de 2019. A principal medida de prevenção contra formas graves da covid-19 é a vacina e aliada à estratégia de vacinação, as medidas não farmacológicas constituem outras formas de prevenção e controle da covid-19, como: distanciamento físico, etiqueta respiratória, higienização das mãos, uso de máscaras, limpeza e desinfeção de ambientes, isolamento de casos suspeitos e confirmados. Com o envio das primeiras doses, pelo Ministério da Saúde, aos estados e ao Distrito Federal, o Brasil deu início à campanha nacional de vacinação contra a covid-19 em:

Questão 8 de 23 Q10 da prova

A Vigilância Epidemiológica é definida pela Lei n° 8.080/90 como “um conjunto de ações que proporciona o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos”. O grande pilar da vigilância epidemiológica são os sistemas de informação e como eles são alimentados. Um dos pontos mais importantes da vigilância epidemiológica é a notificação de doenças e agravos de notificação compulsória sendo necessário considerar alguns aspectos, a exemplo de características que possam apresentar riscos à saúde pública, exceto:

Questão 9 de 23 Q11 da prova

Puérpera com Hipertensão Arterial Sistêmica precisará fazer uso de anti-hipertensivo. Qual das seguintes drogas será MENOS segura para o lactente?

Questão 10 de 23 Q12 da prova

Considere um paciente, sexo masculino, 57 anos, com alto fator de risco cardiovascular (Hipertensão Arterial Sistêmica + Diabetes + Infarto Agudo do Miocárdio). Visando minimizar o risco cardiovascular deste paciente, assinale a alternativa que compreende as metas de controle lipídico, glicêmico e pressórico:

Questão 11 de 23 Q13 da prova

Queixas cognitivas são muito comuns na nossa população, sobretudo em idosos. Sobre o diagnóstico das queixas cognitivas em idosos, está correto o que se afirma em:

Questão 12 de 23 Q14 da prova

Fundamentalmente, o diagnóstico de doença de Parkinson consiste:

Questão 13 de 23 Q15 da prova

Paciente é diagnosticado com hipotireoidismo e irá iniciar Levotiroxina de medicação. Quais orientações este paciente deve receber do médico?

Questão 14 de 23 Q16 da prova

Considere um paciente assintomático, para realizar a confirmação do diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 é necessário:

Questão 15 de 23 Q17 da prova

Quais são as indicações de oxigenioterapia no domicílio em pacientes portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)?

Questão 16 de 23 Q18 da prova

Quais são as características do carcinoma ductal in situ na mamografia?

Questão 17 de 23 Q19 da prova

Sabemos que a mamografia é um exame importante para as mulheres no rastreamento do câncer de mama. Segundo o Ministério da Saúde, qual a idade em que se deve iniciar o rastreio (em mulheres sem fator de risco), qual a periodicidade e a vantagem desse método respectivamente?

Questão 18 de 23 Q20 da prova

A vacina protege contra o HPV tipos:

Questão 19 de 23 Q21 da prova

Tivemos atualizações em 2022 sobre o que diz respeito, principalmente, à idade de vacinação entre os meninos e as meninas. A recomendação é a seguinte:

Questão 20 de 23 Q22 da prova

Considere uma criança com imunossupressão grave. Qual destas vacinas é contraindicada para ela?

Questão 21 de 23 Q23 da prova

“A articulação entre os diversos serviços e ações relacionados à atenção em saúde de forma que, independentemente do local onde sejam prestados, estejam sincronizados e voltados ao alcance de um objetivo comum.” Qual das diretrizes da Política Nacional de Atenção Básica representa o texto acima?

Questão 22 de 23 Q24 da prova

“O Projeto Terapêutico Singular (PTS) é um conjunto de propostas de condutas terapêuticas articuladas com um indivíduo, uma família ou um grupo que resulta da discussão coletiva de uma equipe interdisciplinar. Geralmente, o PTS é dedicado a situações mais complexas, buscando a singularidade como elemento central.” Conforme a Política Nacional de Humanização, assinale a alternativa que apresenta corretamente as etapas do PTS:

Questão 23 de 23 Q25 da prova

Sobre o Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP), qual é a alternativa que melhor representa este método?

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