Paciente, 65 anos, sexo masculino, com insuficiência cardíaca classe funcional III de New York Heart Association (NYHA), comparece ao consultório médico, buscando melhora na compensação de sua doença, além de orientações gerais. Queixa-se de dor torácica aos moderados esforços, dispneia paroxística noturna e ortopneia. Ao ecocardiograma apresenta fração de ejeção de 35%. Nega infarto agudo do miocárdio prévio. Diante do caso hipotético, analise as recomendações.
Paciente, 45 anos de idade, sexo masculino, tem diagnóstico de fibrilação atrial. Foi realizado ecocardiograma transesofágico: fração de ejeção de 67%; ausência de trombos intracavitários; sem alterações cardíacas estruturais. Foi submetido à cardioversão elétrica sincronizada, com retorno ao ritmo sinusal. De acordo com as recomendações das II Diretrizes Brasileiras de Fibrilação Atrial, assinale a medicação de escolha para a manutenção do controle do ritmo do paciente.
Paciente,sexo masculino, 50 anos, há 4 meses com queixa de dispneia aos moderados esforços e edema de membros inferiores, com piora recente dos sintomas. Traz ecocardiograma realizado há 15 dias que mostra miocardiopatia dilatada com fração de ejeção de 38%. No momento, o paciente se encontra estável hemodinamicamente. Nega dispneia em repouso. Eletrocardiograma: ritmo sinusal com sinais de sobrecarga de ventrículo esquerdo. Radiografia: índice cardiotorácico de 0,60. Das medicações relacionadas a seguir, qual deverá ser evitada no tratamento da insuficiência cardíaca deste paciente?
Paciente, sexo feminino, 60 anos, tabagista e diabética. Apresenta diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica há 20 anos com tratamento irregular. Refere cansaço aos moderados esforços associado à dor torácica tipicamente anginosa. Sobre o tratamento da hipertensão arterial sistêmica, assinale a afirmativa correta.
Mulher, 45 anos, portadora de estenose mitral reumática leve, evolui com febre há 40 dias e petéquias em membros superiores. Deu entrada no pronto-socorro referindo dispneia em repouso, sendo detectada a presença de estertores em terço médio bilateralmente, hipoxemia (St: 88%), febre (38,2° C), PA 140 x 80, FR: 32, FC: 110 e sopro sistólico em foco mitral. Eletrocardiograma detecta presença de ritmo sinusal e sobrecarga de átrio esquerdo. Realizada coleta de hemoculturas com crescimento de Streptococcus gallolyticus. Ecocardiograma transesofágico mostra lesão vegetante de 8 mm em valva mitral. Assinale, a seguir, a melhor conduta.
Paciente, 70 anos, procura o pronto-socorro com queixa de palpitacões diárias há cerca de um mês. No momento, nega dor torácica, dispneia ou outros sintomas. Recebe o diagnóstico de fibrilação atrial ao realizar eletrocardiograma. Antecedentes patológicos: hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2 não insulino-dependente e dislipidemia. Faz uso de hidroclorotiazida, metformina, glicazida e atorvastatina. Traz exames laboratoriais: Hemoglobina 14 g/dL, Plaquetas: 200.000/mm³, glicemia: 120 mg/dL, creatinina: 0,70 mg/dL. Em relação à fibrilação atrial e seu tratamento, analise as afirmativas a seguir.
Paciente, 21 anos, sexo masculino, atleta, sofreu parada cardiorrespiratória súbita durante uma partida de futebol. Seu irmão também já havia falecido em situação semelhante, aos 23 anos de idade; porém, não se prosseguiu com investigação etiológica na ocasião. Assinale a causa mais comum de morte súbita em jovens atletas e a alteração esperada na ausculta cardíaca de pacientes com tal condição, respectivamente.
A abordagem inicial de pacientes hipertensos já está bem consolidada na literatura médica. Alguns exames são muito importantes para a estratificação deste grupo de pacientes. Qual dos exames a seguir NÃO faz parte da avaliação inicial de um paciente hipertenso de baixo a moderado risco?
Homem branco, 67 anos, com diagnóstico de insuficiência cardíaca após miocardite aguda, em uso de enalapril, espironolactona e carvedilol em doses otimizadas; porém, evoluindo com dispneia aos mínimos esforços. Apresenta ecocardiograma recente com fração de ejeção: de 34% e hipocinesia difusa do ventrículo esquerdo. Eletrocardiograma com ritmo sinusal, frequência cardíaca de 65 batimentos por minuto, com bloqueio de ramo esquerdo, complexo QRS de duração 132 ms. Assinale, a seguir, a melhor conduta para o paciente.
Paciente, 74 anos, procura o consultório médico com quadro de insuficiência cardíaca de classe funcional II de NYHA. Além da insuficiência cardíaca, apresenta hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2 não insulino-dependente e dislipidemia. Considere as estratégias a seguir.
Pericardite é um processo inflamatório do pericárdio que tem múltiplas causas e se apresenta tanto como doença primária quanto secundária. Sobre a pericardite, assinale a afirmativa INCORRETA.
Sabe-se que a síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW) tem como base a presença de uma via acessória que predispõe a ocorrência de arritmias. A respeito desta síndrome, assinale a alternativa correta.
Considerando as recomendações da 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, NÃO deve ser solicitado, de forma rotineira, a paciente com diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica, o seguinte exame:
A angina é uma síndrome clínica caracterizada por dor ou desconforto em qualquer das seguintes regiões: tórax, epigástrio, mandíbula, ombro, dorso ou membros superiores, sendo tipicamente desencadeada ou agravada com atividade física ou estresse emocional e atenuada com uso de nitroglicerina e derivados. A angina usualmente acomete portadores de DAC com comprometimento de, pelo menos, uma artéria epicárdica. Sobre pacientes com coronariopatia crônica estável, assinale a afirmativa correta.
Adissecção aguda da aorta, secundária à hipertensão arterial, constitui-se em emergência hipertensiva, caracterizada por súbita separação da camada média do vaso, levando à infiltração de uma coluna de sangue em um espaço virtual formado entre a íntima e a adventícia, determinando uma falsa luz e a formação de hematoma. Cursa com alta morbidade e mortalidade cardiovascular. De acordo com as classificações de dissecção aórtica, assinale a alternativa INCORRETA.
A FA é a arritmia cardíaca sustentada mais frequente. Sua prevalência aumenta com a idade e frequentemente está associada a doenças estruturais cardíacas, trazendo prejuízos hemodinâmicos e complicações tromboembólicas com grandes implicações econômicas e na morbimortalidade da população. São considerados critérios eletrocardiográficos de Fibrilação Atrial (FA), EXCETO:
A classificação de Killip e Kimball é baseada em dados clínicos e permite estudar a gravidade da insuficiência ventricular nos pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), apresentando, portanto, grande valor prognóstico. Um paciente do sexo masculino, 65 anos, obeso, hipertenso e dislipidêmico, em sua fase aguda pós-IAM, apresentou ao exame físico: regular estado geral, hidratado, normocorado, acianótico, anictérico, dispneico, Sat O2: 98% em uso de cateter de O2 2L/min, FC: 90 bpm, PA: 140 x 90 mmHg, ausculta cardíaca com ritmo regular, bulhas normofonéticas, presença de B3, pressão venosa jugular elevada, FR: 18 incursões respiratórias por minuto, com estertores crepitantes em bases pulmonares bilateralmente. Assinale a classificação de Killip e Kimball para tal paciente.
Paciente, sexo feminino, 59 anos, faz tratamento de hipertensão arterial sistêmica com anlodipino 5 mg, de 12 em 12 horas. Devido à piora recente no controle da doença, foi introduzido, há uma semana, captopril 25 mg de 8 em 8 horas. Procurou o posto de saúde com queixa de edema de língua e lábios, além de quemose. Nega dispneia, dor torácica ou outros sintomas. Estável no momento, em bom estado geral, frequência cardíaca de 70 batimentos por minuto, pressão arterial de 140 x 90 mmHg. Considerando o manejo da hipertensão arterial sistêmica, qual a melhor conduta para a paciente, considerando a complicação apresentada?
Paciente, sexo feminino, 23 anos, apresentou episódio de síncope em frente ao pronto-socorro. Estava acompanhada da prima nesse momento, que relatou que a paciente se queixou de palpitações e mal-estar generalizado. No instante de sua avaliação, a paciente já se encontrava consciente, frequência cardíaca de 160, pressão arterial de 70 x 40 mmHg, mantendo queixa de mal-estar inespecífico. Relata, ainda, já ter apresentado crises como estas anteriormente. Seu eletrocardiograma revela frequência cardíaca de 160 batimentos por minuto, ritmo regular, complexo QRS estreito e ausência de onda ‘’p”. Assinale a terapêutica de escolha para tal paciente.
Sabe-se que uma associação comum existente na prática clínica diária é a de hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus. Segundo as diretrizes atuais para o tratamento de hipertensão arterial sistêmica, pacientes portadores de diabetes mellitus devem ter como alvo terapêutico níveis de pressão arterial abaixo de:
O objetivo primordial do tratamento da hipertensão arterial é a redução da morbidade e da mortalidade cardiovasculares. Assim, os anti-hipertensivos devem não só reduzir a pressão arterial, mas também os eventos cardiovasculares fatais e não fatais, e, se possível, a taxa de mortalidade. Sobre os fármacos utilizados no tratamento da hipertensão arterial sistêmica, assinale a associação que NÃO é recomendada para início de tratamento.
Na investigação de uma provável bradiarritmia, pode-se indicar o Tilt-Table Test com bom grau de recomendação baseado nas seguintes evidências, EXCETO:
A Doença de Chagas (DC) pode ser classificada, evolutivamente, em duas fases: a aguda e a crônica. Em relação a estas fases, analise as afirmativas a seguir.
Sobre as cardiopatias congênitas, qual das alternativas a seguir se manifesta com hipofluxo pulmonar?
As Doenças Cardíacas Congênitas (DCC) estão presentes em, aproximadamente, 1% dos nascidos vivos na população geral, mas ocorrem em cerca de 4% da prole de mulheres que tenham esta patologia. Sobre as cardiopatias acianóticas, NÃO corresponde a um exemplo com shunt esquerdo-direito:
O objetivo do tratamento da Febre Reumática (FR) aguda é suprimir o processo inflamatório, minimizando as repercussões clínicas sobre o coração, as articulações e o sistema nervoso central, além de erradicar o estreptococo beta-hemolítico do grupo A (EBGA) da orofaringe e, ainda, promover o alívio dos principais sintomas. Em relação ao tratamento da FR na aguda, assinale a alternativa INCORRETA.




















