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Prova Instrutor de Judô - Pref. Jequié/BA
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Questão 1 de 10 Q1 da prova
História de bem -te-vis Com estas florestas de arranha -céus que vão crescendo, muita gente pensa que passarinho é coisa de jardim zoológico; e outras até acham que seja apenas antiguidade de museu. Certamente chegaremos lá; mas por enquanto ainda existem bairros afortunados onde haja uma casa, casa que tenha um quintal, quintal que tenha uma árvore. Bom será que essa árvore seja a mangueira. Pois nesse vasto palácio verde podem morar muitos passarinhos. Os velhos cronistas desta terra encantaram -se com canindés e araras, tuins e sabiás, maracanãs e “querejuás todos azuis de cor finíssima...”. Nós esquecemos tudo: quand o um poeta fala num pássaro, o leitor pensa que é leitura... Mas há um passarinho chamado bem -te-vi. Creio que ele está para acabar. E é pena, pois com esse nome que tem – e que é a sua própria voz – devia estar em todas as repartições e outros lugares, numa elegante gaiola, para no momento oportuno anunciar a sua presença. Seria um sobressalto providencial e sob forma tão inocente e agradável que ninguém se aborreceria. O que leva a crer no desaparecimento do bem -te-vi são as mudanças que começo a observ ar na sua voz. O ano passado, aqui nas mangueiras dos meus simpáticos vizinhos, apareceu um bem -te-vi caprichoso, muito moderno, que se recusava a articular as três sílabas tradicionais do seu nome, limitando -se a gritar: “...te -vi! ...te -vi”, com a maior irreverência gramatical. Como dizem que as últimas gerações andam muito rebeldes e novidadeiras, achei natural que também os passarinhos estivessem contagiados pelo novo estilo humano. Logo a seguir, o mesmo passarinho, ou seu filho ou seu irmão – como pos so saber, com a folhagem cerrada da mangueira? – animou -se a uma audácia maior. Não quis saber das duas sílabas, e começou a gritar apenas daqui, dali, invisível e brincalhão: “...vi! ...vi!...” o que me pareceu divertido, nesta era do twist . O tempo passo u, o bem -te-vi deve ter viajado, talvez seja cosmonauta, talvez tenha voado com o seu team de futebol – que se não há de pensar de bem -te-vis assim progressistas, que rompem com o canto da família e mudam o leme dos seus brasões? (...) Mas hoje ouvi um bem -te-vi cantar. E cantava assim: “Bem -bem -bem...te –vi!”. Pensei: “É uma nova escola poética que se eleva da mangueira!...”. Depois, o passarinho mudou. E fez: “Bem -te-te-te...vi!”. Tornei a refletir: “Deve estar estudando a sua cartilha... Estará soletrand o...”. E o passarinho: “Bem -bem -bem...te -te-te... vi -vi-vi!”. Os ornitólogos devem saber se isso é caso comum ou raro. Eu jamais tinha ouvido uma coisa assim! Mas as crianças, que sabem mais do que eu, e vão diretas aos assuntos, ouviram, pensaram e disser am: “Que engraçado! Um bem -te-vi gago!”. (É: talvez não seja mesmo exotismo, mas apenas gagueira...) (MEIRELES, Cecília. 1901 -1964 – Escolha o seu sonho: (crônicas) – 26ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2005. Adaptado )

Observe as frases a seguir: “Depois, o passarinho mudou.” (8º§) “Os ornitólogos devem saber se isso é caso comum ou raro.” (9º§) Indique a função sintática exercida pelos termos destacados nas duas frases, respectivamente.

Questão 2 de 10 Q2 da prova
História de bem -te-vis Com estas florestas de arranha -céus que vão crescendo, muita gente pensa que passarinho é coisa de jardim zoológico; e outras até acham que seja apenas antiguidade de museu. Certamente chegaremos lá; mas por enquanto ainda existem bairros afortunados onde haja uma casa, casa que tenha um quintal, quintal que tenha uma árvore. Bom será que essa árvore seja a mangueira. Pois nesse vasto palácio verde podem morar muitos passarinhos. Os velhos cronistas desta terra encantaram -se com canindés e araras, tuins e sabiás, maracanãs e “querejuás todos azuis de cor finíssima...”. Nós esquecemos tudo: quand o um poeta fala num pássaro, o leitor pensa que é leitura... Mas há um passarinho chamado bem -te-vi. Creio que ele está para acabar. E é pena, pois com esse nome que tem – e que é a sua própria voz – devia estar em todas as repartições e outros lugares, numa elegante gaiola, para no momento oportuno anunciar a sua presença. Seria um sobressalto providencial e sob forma tão inocente e agradável que ninguém se aborreceria. O que leva a crer no desaparecimento do bem -te-vi são as mudanças que começo a observ ar na sua voz. O ano passado, aqui nas mangueiras dos meus simpáticos vizinhos, apareceu um bem -te-vi caprichoso, muito moderno, que se recusava a articular as três sílabas tradicionais do seu nome, limitando -se a gritar: “...te -vi! ...te -vi”, com a maior irreverência gramatical. Como dizem que as últimas gerações andam muito rebeldes e novidadeiras, achei natural que também os passarinhos estivessem contagiados pelo novo estilo humano. Logo a seguir, o mesmo passarinho, ou seu filho ou seu irmão – como pos so saber, com a folhagem cerrada da mangueira? – animou -se a uma audácia maior. Não quis saber das duas sílabas, e começou a gritar apenas daqui, dali, invisível e brincalhão: “...vi! ...vi!...” o que me pareceu divertido, nesta era do twist . O tempo passo u, o bem -te-vi deve ter viajado, talvez seja cosmonauta, talvez tenha voado com o seu team de futebol – que se não há de pensar de bem -te-vis assim progressistas, que rompem com o canto da família e mudam o leme dos seus brasões? (...) Mas hoje ouvi um bem -te-vi cantar. E cantava assim: “Bem -bem -bem...te –vi!”. Pensei: “É uma nova escola poética que se eleva da mangueira!...”. Depois, o passarinho mudou. E fez: “Bem -te-te-te...vi!”. Tornei a refletir: “Deve estar estudando a sua cartilha... Estará soletrand o...”. E o passarinho: “Bem -bem -bem...te -te-te... vi -vi-vi!”. Os ornitólogos devem saber se isso é caso comum ou raro. Eu jamais tinha ouvido uma coisa assim! Mas as crianças, que sabem mais do que eu, e vão diretas aos assuntos, ouviram, pensaram e disser am: “Que engraçado! Um bem -te-vi gago!”. (É: talvez não seja mesmo exotismo, mas apenas gagueira...) (MEIRELES, Cecília. 1901 -1964 – Escolha o seu sonho: (crônicas) – 26ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2005. Adaptado )

Sabe -se que a contemporaneidade na obra de Cecília Meireles está principalmente nas crônicas. A partir da leitura do texto, assinale a afirmativa correta.

Questão 3 de 10 Q3 da prova
História de bem -te-vis Com estas florestas de arranha -céus que vão crescendo, muita gente pensa que passarinho é coisa de jardim zoológico; e outras até acham que seja apenas antiguidade de museu. Certamente chegaremos lá; mas por enquanto ainda existem bairros afortunados onde haja uma casa, casa que tenha um quintal, quintal que tenha uma árvore. Bom será que essa árvore seja a mangueira. Pois nesse vasto palácio verde podem morar muitos passarinhos. Os velhos cronistas desta terra encantaram -se com canindés e araras, tuins e sabiás, maracanãs e “querejuás todos azuis de cor finíssima...”. Nós esquecemos tudo: quand o um poeta fala num pássaro, o leitor pensa que é leitura... Mas há um passarinho chamado bem -te-vi. Creio que ele está para acabar. E é pena, pois com esse nome que tem – e que é a sua própria voz – devia estar em todas as repartições e outros lugares, numa elegante gaiola, para no momento oportuno anunciar a sua presença. Seria um sobressalto providencial e sob forma tão inocente e agradável que ninguém se aborreceria. O que leva a crer no desaparecimento do bem -te-vi são as mudanças que começo a observ ar na sua voz. O ano passado, aqui nas mangueiras dos meus simpáticos vizinhos, apareceu um bem -te-vi caprichoso, muito moderno, que se recusava a articular as três sílabas tradicionais do seu nome, limitando -se a gritar: “...te -vi! ...te -vi”, com a maior irreverência gramatical. Como dizem que as últimas gerações andam muito rebeldes e novidadeiras, achei natural que também os passarinhos estivessem contagiados pelo novo estilo humano. Logo a seguir, o mesmo passarinho, ou seu filho ou seu irmão – como pos so saber, com a folhagem cerrada da mangueira? – animou -se a uma audácia maior. Não quis saber das duas sílabas, e começou a gritar apenas daqui, dali, invisível e brincalhão: “...vi! ...vi!...” o que me pareceu divertido, nesta era do twist . O tempo passo u, o bem -te-vi deve ter viajado, talvez seja cosmonauta, talvez tenha voado com o seu team de futebol – que se não há de pensar de bem -te-vis assim progressistas, que rompem com o canto da família e mudam o leme dos seus brasões? (...) Mas hoje ouvi um bem -te-vi cantar. E cantava assim: “Bem -bem -bem...te –vi!”. Pensei: “É uma nova escola poética que se eleva da mangueira!...”. Depois, o passarinho mudou. E fez: “Bem -te-te-te...vi!”. Tornei a refletir: “Deve estar estudando a sua cartilha... Estará soletrand o...”. E o passarinho: “Bem -bem -bem...te -te-te... vi -vi-vi!”. Os ornitólogos devem saber se isso é caso comum ou raro. Eu jamais tinha ouvido uma coisa assim! Mas as crianças, que sabem mais do que eu, e vão diretas aos assuntos, ouviram, pensaram e disser am: “Que engraçado! Um bem -te-vi gago!”. (É: talvez não seja mesmo exotismo, mas apenas gagueira...) (MEIRELES, Cecília. 1901 -1964 – Escolha o seu sonho: (crônicas) – 26ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2005. Adaptado )

A narradora, Cecília Meireles, deixa explícito o processo de extinção do bem -te-vi. É possível comprovar tal fato em:

Questão 4 de 10 Q4 da prova
História de bem -te-vis Com estas florestas de arranha -céus que vão crescendo, muita gente pensa que passarinho é coisa de jardim zoológico; e outras até acham que seja apenas antiguidade de museu. Certamente chegaremos lá; mas por enquanto ainda existem bairros afortunados onde haja uma casa, casa que tenha um quintal, quintal que tenha uma árvore. Bom será que essa árvore seja a mangueira. Pois nesse vasto palácio verde podem morar muitos passarinhos. Os velhos cronistas desta terra encantaram -se com canindés e araras, tuins e sabiás, maracanãs e “querejuás todos azuis de cor finíssima...”. Nós esquecemos tudo: quand o um poeta fala num pássaro, o leitor pensa que é leitura... Mas há um passarinho chamado bem -te-vi. Creio que ele está para acabar. E é pena, pois com esse nome que tem – e que é a sua própria voz – devia estar em todas as repartições e outros lugares, numa elegante gaiola, para no momento oportuno anunciar a sua presença. Seria um sobressalto providencial e sob forma tão inocente e agradável que ninguém se aborreceria. O que leva a crer no desaparecimento do bem -te-vi são as mudanças que começo a observ ar na sua voz. O ano passado, aqui nas mangueiras dos meus simpáticos vizinhos, apareceu um bem -te-vi caprichoso, muito moderno, que se recusava a articular as três sílabas tradicionais do seu nome, limitando -se a gritar: “...te -vi! ...te -vi”, com a maior irreverência gramatical. Como dizem que as últimas gerações andam muito rebeldes e novidadeiras, achei natural que também os passarinhos estivessem contagiados pelo novo estilo humano. Logo a seguir, o mesmo passarinho, ou seu filho ou seu irmão – como pos so saber, com a folhagem cerrada da mangueira? – animou -se a uma audácia maior. Não quis saber das duas sílabas, e começou a gritar apenas daqui, dali, invisível e brincalhão: “...vi! ...vi!...” o que me pareceu divertido, nesta era do twist . O tempo passo u, o bem -te-vi deve ter viajado, talvez seja cosmonauta, talvez tenha voado com o seu team de futebol – que se não há de pensar de bem -te-vis assim progressistas, que rompem com o canto da família e mudam o leme dos seus brasões? (...) Mas hoje ouvi um bem -te-vi cantar. E cantava assim: “Bem -bem -bem...te –vi!”. Pensei: “É uma nova escola poética que se eleva da mangueira!...”. Depois, o passarinho mudou. E fez: “Bem -te-te-te...vi!”. Tornei a refletir: “Deve estar estudando a sua cartilha... Estará soletrand o...”. E o passarinho: “Bem -bem -bem...te -te-te... vi -vi-vi!”. Os ornitólogos devem saber se isso é caso comum ou raro. Eu jamais tinha ouvido uma coisa assim! Mas as crianças, que sabem mais do que eu, e vão diretas aos assuntos, ouviram, pensaram e disser am: “Que engraçado! Um bem -te-vi gago!”. (É: talvez não seja mesmo exotismo, mas apenas gagueira...) (MEIRELES, Cecília. 1901 -1964 – Escolha o seu sonho: (crônicas) – 26ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2005. Adaptado )

Segundo o texto, a autora:

Questão 5 de 10 Q5 da prova
História de bem -te-vis Com estas florestas de arranha -céus que vão crescendo, muita gente pensa que passarinho é coisa de jardim zoológico; e outras até acham que seja apenas antiguidade de museu. Certamente chegaremos lá; mas por enquanto ainda existem bairros afortunados onde haja uma casa, casa que tenha um quintal, quintal que tenha uma árvore. Bom será que essa árvore seja a mangueira. Pois nesse vasto palácio verde podem morar muitos passarinhos. Os velhos cronistas desta terra encantaram -se com canindés e araras, tuins e sabiás, maracanãs e “querejuás todos azuis de cor finíssima...”. Nós esquecemos tudo: quand o um poeta fala num pássaro, o leitor pensa que é leitura... Mas há um passarinho chamado bem -te-vi. Creio que ele está para acabar. E é pena, pois com esse nome que tem – e que é a sua própria voz – devia estar em todas as repartições e outros lugares, numa elegante gaiola, para no momento oportuno anunciar a sua presença. Seria um sobressalto providencial e sob forma tão inocente e agradável que ninguém se aborreceria. O que leva a crer no desaparecimento do bem -te-vi são as mudanças que começo a observ ar na sua voz. O ano passado, aqui nas mangueiras dos meus simpáticos vizinhos, apareceu um bem -te-vi caprichoso, muito moderno, que se recusava a articular as três sílabas tradicionais do seu nome, limitando -se a gritar: “...te -vi! ...te -vi”, com a maior irreverência gramatical. Como dizem que as últimas gerações andam muito rebeldes e novidadeiras, achei natural que também os passarinhos estivessem contagiados pelo novo estilo humano. Logo a seguir, o mesmo passarinho, ou seu filho ou seu irmão – como pos so saber, com a folhagem cerrada da mangueira? – animou -se a uma audácia maior. Não quis saber das duas sílabas, e começou a gritar apenas daqui, dali, invisível e brincalhão: “...vi! ...vi!...” o que me pareceu divertido, nesta era do twist . O tempo passo u, o bem -te-vi deve ter viajado, talvez seja cosmonauta, talvez tenha voado com o seu team de futebol – que se não há de pensar de bem -te-vis assim progressistas, que rompem com o canto da família e mudam o leme dos seus brasões? (...) Mas hoje ouvi um bem -te-vi cantar. E cantava assim: “Bem -bem -bem...te –vi!”. Pensei: “É uma nova escola poética que se eleva da mangueira!...”. Depois, o passarinho mudou. E fez: “Bem -te-te-te...vi!”. Tornei a refletir: “Deve estar estudando a sua cartilha... Estará soletrand o...”. E o passarinho: “Bem -bem -bem...te -te-te... vi -vi-vi!”. Os ornitólogos devem saber se isso é caso comum ou raro. Eu jamais tinha ouvido uma coisa assim! Mas as crianças, que sabem mais do que eu, e vão diretas aos assuntos, ouviram, pensaram e disser am: “Que engraçado! Um bem -te-vi gago!”. (É: talvez não seja mesmo exotismo, mas apenas gagueira...) (MEIRELES, Cecília. 1901 -1964 – Escolha o seu sonho: (crônicas) – 26ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2005. Adaptado )

“Certamente chegaremos lá; mas por enquanto ainda existem bairros afortunados onde haja uma casa, casa que tenha um quintal, quintal que tenha uma árvore .” (1º§) A expressão “ por enquanto ” pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:

Questão 6 de 10 Q6 da prova
História de bem -te-vis Com estas florestas de arranha -céus que vão crescendo, muita gente pensa que passarinho é coisa de jardim zoológico; e outras até acham que seja apenas antiguidade de museu. Certamente chegaremos lá; mas por enquanto ainda existem bairros afortunados onde haja uma casa, casa que tenha um quintal, quintal que tenha uma árvore. Bom será que essa árvore seja a mangueira. Pois nesse vasto palácio verde podem morar muitos passarinhos. Os velhos cronistas desta terra encantaram -se com canindés e araras, tuins e sabiás, maracanãs e “querejuás todos azuis de cor finíssima...”. Nós esquecemos tudo: quand o um poeta fala num pássaro, o leitor pensa que é leitura... Mas há um passarinho chamado bem -te-vi. Creio que ele está para acabar. E é pena, pois com esse nome que tem – e que é a sua própria voz – devia estar em todas as repartições e outros lugares, numa elegante gaiola, para no momento oportuno anunciar a sua presença. Seria um sobressalto providencial e sob forma tão inocente e agradável que ninguém se aborreceria. O que leva a crer no desaparecimento do bem -te-vi são as mudanças que começo a observ ar na sua voz. O ano passado, aqui nas mangueiras dos meus simpáticos vizinhos, apareceu um bem -te-vi caprichoso, muito moderno, que se recusava a articular as três sílabas tradicionais do seu nome, limitando -se a gritar: “...te -vi! ...te -vi”, com a maior irreverência gramatical. Como dizem que as últimas gerações andam muito rebeldes e novidadeiras, achei natural que também os passarinhos estivessem contagiados pelo novo estilo humano. Logo a seguir, o mesmo passarinho, ou seu filho ou seu irmão – como pos so saber, com a folhagem cerrada da mangueira? – animou -se a uma audácia maior. Não quis saber das duas sílabas, e começou a gritar apenas daqui, dali, invisível e brincalhão: “...vi! ...vi!...” o que me pareceu divertido, nesta era do twist . O tempo passo u, o bem -te-vi deve ter viajado, talvez seja cosmonauta, talvez tenha voado com o seu team de futebol – que se não há de pensar de bem -te-vis assim progressistas, que rompem com o canto da família e mudam o leme dos seus brasões? (...) Mas hoje ouvi um bem -te-vi cantar. E cantava assim: “Bem -bem -bem...te –vi!”. Pensei: “É uma nova escola poética que se eleva da mangueira!...”. Depois, o passarinho mudou. E fez: “Bem -te-te-te...vi!”. Tornei a refletir: “Deve estar estudando a sua cartilha... Estará soletrand o...”. E o passarinho: “Bem -bem -bem...te -te-te... vi -vi-vi!”. Os ornitólogos devem saber se isso é caso comum ou raro. Eu jamais tinha ouvido uma coisa assim! Mas as crianças, que sabem mais do que eu, e vão diretas aos assuntos, ouviram, pensaram e disser am: “Que engraçado! Um bem -te-vi gago!”. (É: talvez não seja mesmo exotismo, mas apenas gagueira...) (MEIRELES, Cecília. 1901 -1964 – Escolha o seu sonho: (crônicas) – 26ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2005. Adaptado )

Assinale o item em que o sinônimo da palavra destacada está INCORRETAMENTE indicado .

Questão 7 de 10 Q7 da prova
História de bem -te-vis Com estas florestas de arranha -céus que vão crescendo, muita gente pensa que passarinho é coisa de jardim zoológico; e outras até acham que seja apenas antiguidade de museu. Certamente chegaremos lá; mas por enquanto ainda existem bairros afortunados onde haja uma casa, casa que tenha um quintal, quintal que tenha uma árvore. Bom será que essa árvore seja a mangueira. Pois nesse vasto palácio verde podem morar muitos passarinhos. Os velhos cronistas desta terra encantaram -se com canindés e araras, tuins e sabiás, maracanãs e “querejuás todos azuis de cor finíssima...”. Nós esquecemos tudo: quand o um poeta fala num pássaro, o leitor pensa que é leitura... Mas há um passarinho chamado bem -te-vi. Creio que ele está para acabar. E é pena, pois com esse nome que tem – e que é a sua própria voz – devia estar em todas as repartições e outros lugares, numa elegante gaiola, para no momento oportuno anunciar a sua presença. Seria um sobressalto providencial e sob forma tão inocente e agradável que ninguém se aborreceria. O que leva a crer no desaparecimento do bem -te-vi são as mudanças que começo a observ ar na sua voz. O ano passado, aqui nas mangueiras dos meus simpáticos vizinhos, apareceu um bem -te-vi caprichoso, muito moderno, que se recusava a articular as três sílabas tradicionais do seu nome, limitando -se a gritar: “...te -vi! ...te -vi”, com a maior irreverência gramatical. Como dizem que as últimas gerações andam muito rebeldes e novidadeiras, achei natural que também os passarinhos estivessem contagiados pelo novo estilo humano. Logo a seguir, o mesmo passarinho, ou seu filho ou seu irmão – como pos so saber, com a folhagem cerrada da mangueira? – animou -se a uma audácia maior. Não quis saber das duas sílabas, e começou a gritar apenas daqui, dali, invisível e brincalhão: “...vi! ...vi!...” o que me pareceu divertido, nesta era do twist . O tempo passo u, o bem -te-vi deve ter viajado, talvez seja cosmonauta, talvez tenha voado com o seu team de futebol – que se não há de pensar de bem -te-vis assim progressistas, que rompem com o canto da família e mudam o leme dos seus brasões? (...) Mas hoje ouvi um bem -te-vi cantar. E cantava assim: “Bem -bem -bem...te –vi!”. Pensei: “É uma nova escola poética que se eleva da mangueira!...”. Depois, o passarinho mudou. E fez: “Bem -te-te-te...vi!”. Tornei a refletir: “Deve estar estudando a sua cartilha... Estará soletrand o...”. E o passarinho: “Bem -bem -bem...te -te-te... vi -vi-vi!”. Os ornitólogos devem saber se isso é caso comum ou raro. Eu jamais tinha ouvido uma coisa assim! Mas as crianças, que sabem mais do que eu, e vão diretas aos assuntos, ouviram, pensaram e disser am: “Que engraçado! Um bem -te-vi gago!”. (É: talvez não seja mesmo exotismo, mas apenas gagueira...) (MEIRELES, Cecília. 1901 -1964 – Escolha o seu sonho: (crônicas) – 26ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2005. Adaptado )

Assinale, a seguir, o fragmento textual que expressa ideia de “contraste”.

Questão 8 de 10 Q8 da prova
História de bem -te-vis Com estas florestas de arranha -céus que vão crescendo, muita gente pensa que passarinho é coisa de jardim zoológico; e outras até acham que seja apenas antiguidade de museu. Certamente chegaremos lá; mas por enquanto ainda existem bairros afortunados onde haja uma casa, casa que tenha um quintal, quintal que tenha uma árvore. Bom será que essa árvore seja a mangueira. Pois nesse vasto palácio verde podem morar muitos passarinhos. Os velhos cronistas desta terra encantaram -se com canindés e araras, tuins e sabiás, maracanãs e “querejuás todos azuis de cor finíssima...”. Nós esquecemos tudo: quand o um poeta fala num pássaro, o leitor pensa que é leitura... Mas há um passarinho chamado bem -te-vi. Creio que ele está para acabar. E é pena, pois com esse nome que tem – e que é a sua própria voz – devia estar em todas as repartições e outros lugares, numa elegante gaiola, para no momento oportuno anunciar a sua presença. Seria um sobressalto providencial e sob forma tão inocente e agradável que ninguém se aborreceria. O que leva a crer no desaparecimento do bem -te-vi são as mudanças que começo a observ ar na sua voz. O ano passado, aqui nas mangueiras dos meus simpáticos vizinhos, apareceu um bem -te-vi caprichoso, muito moderno, que se recusava a articular as três sílabas tradicionais do seu nome, limitando -se a gritar: “...te -vi! ...te -vi”, com a maior irreverência gramatical. Como dizem que as últimas gerações andam muito rebeldes e novidadeiras, achei natural que também os passarinhos estivessem contagiados pelo novo estilo humano. Logo a seguir, o mesmo passarinho, ou seu filho ou seu irmão – como pos so saber, com a folhagem cerrada da mangueira? – animou -se a uma audácia maior. Não quis saber das duas sílabas, e começou a gritar apenas daqui, dali, invisível e brincalhão: “...vi! ...vi!...” o que me pareceu divertido, nesta era do twist . O tempo passo u, o bem -te-vi deve ter viajado, talvez seja cosmonauta, talvez tenha voado com o seu team de futebol – que se não há de pensar de bem -te-vis assim progressistas, que rompem com o canto da família e mudam o leme dos seus brasões? (...) Mas hoje ouvi um bem -te-vi cantar. E cantava assim: “Bem -bem -bem...te –vi!”. Pensei: “É uma nova escola poética que se eleva da mangueira!...”. Depois, o passarinho mudou. E fez: “Bem -te-te-te...vi!”. Tornei a refletir: “Deve estar estudando a sua cartilha... Estará soletrand o...”. E o passarinho: “Bem -bem -bem...te -te-te... vi -vi-vi!”. Os ornitólogos devem saber se isso é caso comum ou raro. Eu jamais tinha ouvido uma coisa assim! Mas as crianças, que sabem mais do que eu, e vão diretas aos assuntos, ouviram, pensaram e disser am: “Que engraçado! Um bem -te-vi gago!”. (É: talvez não seja mesmo exotismo, mas apenas gagueira...) (MEIRELES, Cecília. 1901 -1964 – Escolha o seu sonho: (crônicas) – 26ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2005. Adaptado )

O travessão é um sinal de pontuação melódico e de valor expressivo. No excerto “ E é pena, pois com esse nome que tem – e que é a sua própria voz – devia estar em todas as repartições e outros lugares, numa elegante gaiola, para no momento oportuno anunciar a sua presença .” (4º§), o duplo travessão foi utilizado para:

Questão 9 de 10 Q9 da prova
História de bem -te-vis Com estas florestas de arranha -céus que vão crescendo, muita gente pensa que passarinho é coisa de jardim zoológico; e outras até acham que seja apenas antiguidade de museu. Certamente chegaremos lá; mas por enquanto ainda existem bairros afortunados onde haja uma casa, casa que tenha um quintal, quintal que tenha uma árvore. Bom será que essa árvore seja a mangueira. Pois nesse vasto palácio verde podem morar muitos passarinhos. Os velhos cronistas desta terra encantaram -se com canindés e araras, tuins e sabiás, maracanãs e “querejuás todos azuis de cor finíssima...”. Nós esquecemos tudo: quand o um poeta fala num pássaro, o leitor pensa que é leitura... Mas há um passarinho chamado bem -te-vi. Creio que ele está para acabar. E é pena, pois com esse nome que tem – e que é a sua própria voz – devia estar em todas as repartições e outros lugares, numa elegante gaiola, para no momento oportuno anunciar a sua presença. Seria um sobressalto providencial e sob forma tão inocente e agradável que ninguém se aborreceria. O que leva a crer no desaparecimento do bem -te-vi são as mudanças que começo a observ ar na sua voz. O ano passado, aqui nas mangueiras dos meus simpáticos vizinhos, apareceu um bem -te-vi caprichoso, muito moderno, que se recusava a articular as três sílabas tradicionais do seu nome, limitando -se a gritar: “...te -vi! ...te -vi”, com a maior irreverência gramatical. Como dizem que as últimas gerações andam muito rebeldes e novidadeiras, achei natural que também os passarinhos estivessem contagiados pelo novo estilo humano. Logo a seguir, o mesmo passarinho, ou seu filho ou seu irmão – como pos so saber, com a folhagem cerrada da mangueira? – animou -se a uma audácia maior. Não quis saber das duas sílabas, e começou a gritar apenas daqui, dali, invisível e brincalhão: “...vi! ...vi!...” o que me pareceu divertido, nesta era do twist . O tempo passo u, o bem -te-vi deve ter viajado, talvez seja cosmonauta, talvez tenha voado com o seu team de futebol – que se não há de pensar de bem -te-vis assim progressistas, que rompem com o canto da família e mudam o leme dos seus brasões? (...) Mas hoje ouvi um bem -te-vi cantar. E cantava assim: “Bem -bem -bem...te –vi!”. Pensei: “É uma nova escola poética que se eleva da mangueira!...”. Depois, o passarinho mudou. E fez: “Bem -te-te-te...vi!”. Tornei a refletir: “Deve estar estudando a sua cartilha... Estará soletrand o...”. E o passarinho: “Bem -bem -bem...te -te-te... vi -vi-vi!”. Os ornitólogos devem saber se isso é caso comum ou raro. Eu jamais tinha ouvido uma coisa assim! Mas as crianças, que sabem mais do que eu, e vão diretas aos assuntos, ouviram, pensaram e disser am: “Que engraçado! Um bem -te-vi gago!”. (É: talvez não seja mesmo exotismo, mas apenas gagueira...) (MEIRELES, Cecília. 1901 -1964 – Escolha o seu sonho: (crônicas) – 26ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2005. Adaptado )

“O tempo passou, o bem -te-vi deve ter viajado, talvez seja cosmonauta, talvez tenha voado com o seu team de futebol – que se não há de pensar de bem -te-vis assim progressistas, que rompem com o canto da família e mudam o leme dos seus brasões? ” (7º§) A expressão “ talvez ”, destacada no trecho anterior, exprime circunstância de:

Questão 10 de 10 Q10 da prova
História de bem -te-vis Com estas florestas de arranha -céus que vão crescendo, muita gente pensa que passarinho é coisa de jardim zoológico; e outras até acham que seja apenas antiguidade de museu. Certamente chegaremos lá; mas por enquanto ainda existem bairros afortunados onde haja uma casa, casa que tenha um quintal, quintal que tenha uma árvore. Bom será que essa árvore seja a mangueira. Pois nesse vasto palácio verde podem morar muitos passarinhos. Os velhos cronistas desta terra encantaram -se com canindés e araras, tuins e sabiás, maracanãs e “querejuás todos azuis de cor finíssima...”. Nós esquecemos tudo: quand o um poeta fala num pássaro, o leitor pensa que é leitura... Mas há um passarinho chamado bem -te-vi. Creio que ele está para acabar. E é pena, pois com esse nome que tem – e que é a sua própria voz – devia estar em todas as repartições e outros lugares, numa elegante gaiola, para no momento oportuno anunciar a sua presença. Seria um sobressalto providencial e sob forma tão inocente e agradável que ninguém se aborreceria. O que leva a crer no desaparecimento do bem -te-vi são as mudanças que começo a observ ar na sua voz. O ano passado, aqui nas mangueiras dos meus simpáticos vizinhos, apareceu um bem -te-vi caprichoso, muito moderno, que se recusava a articular as três sílabas tradicionais do seu nome, limitando -se a gritar: “...te -vi! ...te -vi”, com a maior irreverência gramatical. Como dizem que as últimas gerações andam muito rebeldes e novidadeiras, achei natural que também os passarinhos estivessem contagiados pelo novo estilo humano. Logo a seguir, o mesmo passarinho, ou seu filho ou seu irmão – como pos so saber, com a folhagem cerrada da mangueira? – animou -se a uma audácia maior. Não quis saber das duas sílabas, e começou a gritar apenas daqui, dali, invisível e brincalhão: “...vi! ...vi!...” o que me pareceu divertido, nesta era do twist . O tempo passo u, o bem -te-vi deve ter viajado, talvez seja cosmonauta, talvez tenha voado com o seu team de futebol – que se não há de pensar de bem -te-vis assim progressistas, que rompem com o canto da família e mudam o leme dos seus brasões? (...) Mas hoje ouvi um bem -te-vi cantar. E cantava assim: “Bem -bem -bem...te –vi!”. Pensei: “É uma nova escola poética que se eleva da mangueira!...”. Depois, o passarinho mudou. E fez: “Bem -te-te-te...vi!”. Tornei a refletir: “Deve estar estudando a sua cartilha... Estará soletrand o...”. E o passarinho: “Bem -bem -bem...te -te-te... vi -vi-vi!”. Os ornitólogos devem saber se isso é caso comum ou raro. Eu jamais tinha ouvido uma coisa assim! Mas as crianças, que sabem mais do que eu, e vão diretas aos assuntos, ouviram, pensaram e disser am: “Que engraçado! Um bem -te-vi gago!”. (É: talvez não seja mesmo exotismo, mas apenas gagueira...) (MEIRELES, Cecília. 1901 -1964 – Escolha o seu sonho: (crônicas) – 26ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2005. Adaptado )

As frases transcritas do texto apresentam o mesmo tempo verbal, EXCETO:

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10
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