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Prova Fiscal Sanitário - Pref. Caçapava/SP
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Questão 1 de 8 Q1 da prova
Leia o texto para responder às questões de 1 a 5.

Metafísica

Contam que um admirador de Albert Einstein foi visitar o mestre em sua casa e o encontrou estirado numa poltrona, com a cabeça para trás e os olhos fechados. Não querendo perturbar o aparente repouso do professor, o visitante sentou-se num canto e ficou esperando que ele acordasse.
Passou meia hora, o professor continuava estirado na poltrona, a cabeça para trás e os olhos fechados. Foi quando o visitante viu um ratinho aparecer debaixo da mesa e dirigir-se para os pés de Albert Einstein. O visitante ficou em pânico. O que fazer? O ratinho se aproximava dos pés do mestre com passinhos curtos mas resolutos. Devia acordar Einstein e avisar do perigo iminente? Ou esperar que o ratinho mudasse de rota? Ou, silenciosamente, sem acordar o professor, enxotar o ratinho?
Enquanto o visitante decidia o que fazer, o ratinho chegou até o pé direito de Einstein e deu uma mordidinha no seu dedão pelo buraco do chinelo. Einstein nem abriu os olhos. Fez que sim com a cabeça. O ratinho voltou correndo para sua toca. Minutos mais tarde, Einstein abriu os olhos e deu com o visitante no canto. Este desculpou-se, disse que não pretendia acordá-lo, mas Einstein o silenciou com um gesto. Não estava dormindo. Estava pensando.
Sempre fazia isso. Sentava naquela poltrona, atirava a cabeça para trás, fechava os olhos e deixava o cérebro funcionar. Pensava no universo, pensava no funcionamento do universo, pensava nas explicações para o funcionamento do universo... Mas precisava ter cuidado. Sua mente tinha uma tendência muito grande para a metafísica. Escapava ao controle, disparava, quando ele via ela estava perdida no infinito, em equações fantásticas...
Felizmente, sempre que isto acontecia, ele sentia uma cosquinha no dedão. Era o sinal para voltar à física, à realidade e às coisas prováveis. Fora assim que desenvolvera a sua teoria da relatividade. Seu cérebro indo em todas as direções, mas a cosquinha no dedão indicando o caminho, alertando-o para os excessos, chamando-o de volta à realidade e à razão.
O visitante engoliu em seco.
— E o senhor tem... uma explicação para a cosquinha no dedão?
Einstein não respondeu em seguida. Suspirou. Coçou a cabeça. Depois disse:
— Aí é que está. Só pode ser explicada como um sinal divino. Mas eu preciso resistir à metafísica!
O visitante procurou o ratinho com o olhar mas não o avistou. Além de tudo, era modesto.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

A leitura da narrativa permite concluir que:

Questão 2 de 8 Q3 da prova
Leia o texto para responder às questões de 1 a 5.

Metafísica

Contam que um admirador de Albert Einstein foi visitar o mestre em sua casa e o encontrou estirado numa poltrona, com a cabeça para trás e os olhos fechados. Não querendo perturbar o aparente repouso do professor, o visitante sentou-se num canto e ficou esperando que ele acordasse.
Passou meia hora, o professor continuava estirado na poltrona, a cabeça para trás e os olhos fechados. Foi quando o visitante viu um ratinho aparecer debaixo da mesa e dirigir-se para os pés de Albert Einstein. O visitante ficou em pânico. O que fazer? O ratinho se aproximava dos pés do mestre com passinhos curtos mas resolutos. Devia acordar Einstein e avisar do perigo iminente? Ou esperar que o ratinho mudasse de rota? Ou, silenciosamente, sem acordar o professor, enxotar o ratinho?
Enquanto o visitante decidia o que fazer, o ratinho chegou até o pé direito de Einstein e deu uma mordidinha no seu dedão pelo buraco do chinelo. Einstein nem abriu os olhos. Fez que sim com a cabeça. O ratinho voltou correndo para sua toca. Minutos mais tarde, Einstein abriu os olhos e deu com o visitante no canto. Este desculpou-se, disse que não pretendia acordá-lo, mas Einstein o silenciou com um gesto. Não estava dormindo. Estava pensando.
Sempre fazia isso. Sentava naquela poltrona, atirava a cabeça para trás, fechava os olhos e deixava o cérebro funcionar. Pensava no universo, pensava no funcionamento do universo, pensava nas explicações para o funcionamento do universo... Mas precisava ter cuidado. Sua mente tinha uma tendência muito grande para a metafísica. Escapava ao controle, disparava, quando ele via ela estava perdida no infinito, em equações fantásticas...
Felizmente, sempre que isto acontecia, ele sentia uma cosquinha no dedão. Era o sinal para voltar à física, à realidade e às coisas prováveis. Fora assim que desenvolvera a sua teoria da relatividade. Seu cérebro indo em todas as direções, mas a cosquinha no dedão indicando o caminho, alertando-o para os excessos, chamando-o de volta à realidade e à razão.
O visitante engoliu em seco.
— E o senhor tem... uma explicação para a cosquinha no dedão?
Einstein não respondeu em seguida. Suspirou. Coçou a cabeça. Depois disse:
— Aí é que está. Só pode ser explicada como um sinal divino. Mas eu preciso resistir à metafísica!
O visitante procurou o ratinho com o olhar mas não o avistou. Além de tudo, era modesto.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Analise as expressões indicadas a seguir, que ocorrem no texto, e assinale a alternativa em que todas elas são empregadas para se referir a Albert Einstein.

Questão 3 de 8 Q21 da prova

A doença meningocócica é uma infecção bacteriana aguda. Sobre essa doença infectocontagiosa e as diretrizes do Ministério da Saúde, assinale a alternativa correta.

Questão 4 de 8 Q23 da prova

A concessão do licenciamento aos estabelecimentos que realizam atividades de baixo risco sanitário é competência:

Questão 5 de 8 Q25 da prova

O município de Piriatópolis (fictício) tem um histórico de infestação por roedores, e com frequência é identificado um número de casos preocupante de leptospirose entre os residentes. As ações de controle realizadas pelos profissionais de vigilância têm de ocorrer:

Questão 6 de 8 Q26 da prova

Em uma comunidade, foram relatados quinze casos de doença de meningite pneumocócica em um intervalo de duas semanas, quando a média histórica é de um caso por ano. Todos os pacientes apresentaram sintomas semelhantes, incluindo febre alta, vômito e rigidez na nuca. Por sorte, a disseminação da doença não ocorreu nas comunidades adjacentes. Diante desse cenário, as autoridades de saúde locais categorizaram esse acontecimento como ___________ e tomaram medidas de controle imediatas. A lacuna é corretamente preenchida por:

Questão 7 de 8 Q27 da prova

Os vetores são seres vivos responsáveis por transportar agentes infecciosos e transmiti-los a seres humanos ou animais. Considerando os vetores de importância para a saúde pública, analise as afirmativas a seguir: I. O vetor da febre amarela urbana é o mosquito Aedes aegypti. II. Pulgas são os principais vetores da leishmaniose. III. O vetor da febre Chikungunya é o mosquito Aedes aegypti. Está correto o que se afirma em:

Questão 8 de 8 Q34 da prova

Durante a inspeção no supermercado Santista (fictício), o fiscal sanitário encontrou várias latas metálicas que continham alimentos industrializados fechadas, porém com um aspecto estufado em suas laterais. Imediatamente, o profissional requisitou a retirada do lote para análise laboratorial, pois este aspecto pode ser um sinal da existência de bactérias que provocam:

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Erros
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Total