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Prova Engenheiro de Segurança do Trabalho - IFPE
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Questão 1 de 1 Q2190472 Q2 da prova
As questões de 01 a 10 referem-se ao texto reproduzido a seguir.
A educação e a formação já dançaram?
Dirce Waltrick do Amarante e Fedra Rodríguez
Um jovem no primeiro ano do ensino médio é um aluno exemplar. Certo dia, ao se levantar para receber a nota máxima na feira de ciências de sua escola, ouviu, entre assobios e vaias, diversos comentários. Até que uma das agressões verbais se torna o “grito de guerra” dos colegas: “Vai ser CLT! Vai ser CLT!”. Deram-lhe a pena máxima, a predição de um futuro de miséria, além de colocar-lhe a pecha de fracassado. O preço pelo estudo é um sinal claro de falta de ambição e incapacidade de faturar milhões – e, portanto, de “ter sucesso” na vida – para essa multidão berrante. Certamente, é um “crime” que merece tamanha punição, claro. Cenários semelhantes, embora não tenham acontecido exatamente da forma como a ficção conta aqui, já são um fato corriqueiro entre crianças, adolescentes e jovens do Brasil. Por si só, esse dado já seria de extrema preocupação, revelando o desprezo das novas gerações – doutrinadas pelo panorama contemporâneo – pelo modelo de trabalho que garante o sustento de milhões de brasileiros. Mas o problema, neste caldo de tigrinhos, dancinhas, jogadores que não jogam nem declaram impostos e que estão bilionários, é justamente o trabalho. O trabalho, da forma como até pouco tempo o concebíamos, se tornou sinônimo de burrice, por conseguinte, o conhecimento e a responsabilidade também. E não culpemos esses jovens, supostamente de “cabeça fraca”, como já ouvimos de nossos pais e eles de nossos avós. A crise civilizatória do nosso tempo é feita de uma miríade de “subcrises”, inclusive éticas e intelectuais, que envolvem e repercutem em diversas camadas sociais. Os mais novos, em formação, revelam um contexto complexo em que estamos imersos e reagem a ele com a prontidão e a insensatez típicas da juventude. Porém, na era das big techs megalomaníacas, dos coaches de soluções milagrosas e das celebridades instantâneas, a insensatez não é mais uma prerrogativa juvenil, embora as atitudes observadas entre indivíduos da geração alpha sejam os sintomas mais emblemáticos. De acordo como Inep, entre 2013 e 2023, houve uma queda de 45,6% de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Um declínio que se acentuou com os anos de pandemia e com o acréscimo febril de influencers e de investidores mágicos que dão inveja a Houdini. A desvalorização do ensino superior – reflexo do desmonte das universidades – e do modelo convencional de trabalho, a ameaça da inteligência artificial aos atuais postos de emprego e o incentivo a lucros rápidos tiveram peso considerável para que alcançássemos esse resultado. Um fato curioso ajuda a corroborar esta análise: as páginas de grandes universidades brasileiras nas mídias sociais têm menos seguidores do que as páginas de influenciadores digitais. Vejamos, por exemplo, três instituições de diferentes estados: no Instagram, a página da USP, uma das maiores e mais bem conceituadas da América Latina, tem 421 mil seguidores; a de outra grande universidade brasileira, a PUC/RIO tem mínguas 18.700; já a da UFSC tem apenas 154 mil seguidores. O número de seguidores dessas três instituições de ensino juntas é menor do que o número de seguidores de uma influenciadora como Virgínia Fonseca (a que chupou o microfone do Senado), que tem 56 milhões. A PUC/RIO consegue ter menos seguidores do que a influenciadora mirim Vicky Justus, que começou ontem na “profissão”, mas já é seguida por 125 mil pessoas. Se compararmos a Carlinhos Maia, com seus 35,6 milhões de fãs de Instagram, a situação se torna vexatória. Há, é claro, todo tipo de influenciador digital. Alguns promovem grandes debates e reflexões, outros dançam, cantam e perguntam para os seguidores que roupa devem vestir. Aqueles que promovem o debate contribuem para a sociedade e também para as universidades, pois acabam remetendo a elas ou são, muitas vezes, frutos delas. Esse é o caso, por exemplo, de Rita von Hunty, nome artístico de Guilherme Terreri Lima Pereira, Bacharel em atuação cênica pela UNIRIO, e em literatura inglesa pela USP. Mas e os outros influenciadores? Como é possível explicar que aqueles que dançam ou compartilham seu dia a dia, geralmente bastante glamourosos, consigam chamar mais atenção do que uma instituição de ensino com cursos e saberes variados? Vilém Flusser, o pensador checo-brasileiro, talvez explique o fenômeno no livro A filosofia da Caixa Preta, publicado em 1985. Com um olhar muito à frente de seu tempo, Flusser reflete sobre o poder das imagens.

De acordo com as autoras, o problema tematizado no texto

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