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Prova Eletricista - FUSAM
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Questão 1 de 40 Q1 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 7.

A primavera chegou

Há um conto escandinavo, escrito por não sei quem há muitas primaveras, em que o mordomo se curva respeitosamente e anuncia à senhora condessa:
– Com a vossa permissão, a primavera chegou.
– Diga -lhe que seja bem -vinda e pode permanecer três meses em minhas terras.
Então vem o primeiro domingo da primavera. E havia um velho mendigo que tinha uma perna de pau. Suspeitava -se que em sua mocidade houvesse sido um terrível pirata; de qualquer maneira era agora apenas um velho mendigo que pedia esmola todo domingo na porta da igreja. E havia uma rica velhinha que todo domingo dava ao mendigo uma grande moeda de cobre. Naquele domingo, entretanto, por ser o primeiro d a primavera, deu -lhe uma grande moeda de ouro. O mendigo sorriu e pediu licença para lhe oferecer uma bela rosa.
– Que rosa tão bela, mendigo. Onde a colheu?
– Nasceu em minha perna de pau, senhora.
Guardei apenas isso do conto escandinavo que li há muitos anos. Lembro -me ainda vagamente de um casal de namorados que sai pelo campo – e a primavera é tão linda que eles esquecem, e voltam mil anos depois, ainda primaveris, em outra primavera…
Mas isso era na Escandinávia, em um daqueles países louros e frios. No Rio será que existe primavera? Proponho que ela exista; apenas o homem distraído não a vê chegar, nem a sente; nossa primavera é sutil e para entrar na cidade não pede licença ao Prefeito.
É claro que falta à nossa gente um pouco de imaginação para sentir, para viver a primavera. Essa gente que espera condução em longas, tediosas filas – por que não aproveita o tempo da espera para fazer rodas e cantar?
Imagino a cidade sob esse delírio primaveril; os bondes criariam asas, guiados por condutores de grandes bigodes líricos, e esvoaçariam no céu azul; na Gávea os cavalos ficariam brincando de carrossel e as senhoras e cavalheiros correriam felizes pela pista com flores nos dentes. No cinema, Gina Lolobrigida sairia da tela e viria sentar na poltrona ao meu lado:
– Sim, é bem verdade que me amas? Ouvi o teu suspiro; vi, na penumbra, teus olhos que brilhavam. Quero ficar junto de ti. Io te voglio tanto bene !
Eu me assustaria, mostraria meus papéis, dizendo que devia haver algum engano, eu não era nenhum artista de cinema, não era nem mesmo o Aloísio Sales, era apenas um espectador, o pobre do Braga, obscuro trecho da realidade brasileira…
Mas ela recitaria:
“Comigo fica ou leva -me contigo
Dos mares à amplidão”.
Iríamos para a amplidão dos mares. E na volta tomaríamos grandes, imortais, chuveiradas.
Pois na primavera (faça o que quiser a Inspetoria de Águas) na primavera todos teremos água, pois nascerão fontes líricas no metal das torneiras e de nossas banheiras saltarão peixes voadores que se porão a cantar como verdadeiros gaturamos e nós todos seremos acqua-loucos de felicidade.
Primavera!

BRAGA, R. A primavera chegou. Manchete, Rio de Janeiro, 1953. Disponível em .

O tempo composto “houvesse sido”, que ocorre em “Suspeitava -se que em sua mocidade houvesse sido um terrível pirata”, combina formas verbais que correspondem, respectivamente, aos tempos:

Questão 2 de 40 Q2 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 7.

A primavera chegou

Há um conto escandinavo, escrito por não sei quem há muitas primaveras, em que o mordomo se curva respeitosamente e anuncia à senhora condessa:
– Com a vossa permissão, a primavera chegou.
– Diga -lhe que seja bem -vinda e pode permanecer três meses em minhas terras.
Então vem o primeiro domingo da primavera. E havia um velho mendigo que tinha uma perna de pau. Suspeitava -se que em sua mocidade houvesse sido um terrível pirata; de qualquer maneira era agora apenas um velho mendigo que pedia esmola todo domingo na porta da igreja. E havia uma rica velhinha que todo domingo dava ao mendigo uma grande moeda de cobre. Naquele domingo, entretanto, por ser o primeiro d a primavera, deu -lhe uma grande moeda de ouro. O mendigo sorriu e pediu licença para lhe oferecer uma bela rosa.
– Que rosa tão bela, mendigo. Onde a colheu?
– Nasceu em minha perna de pau, senhora.
Guardei apenas isso do conto escandinavo que li há muitos anos. Lembro -me ainda vagamente de um casal de namorados que sai pelo campo – e a primavera é tão linda que eles esquecem, e voltam mil anos depois, ainda primaveris, em outra primavera…
Mas isso era na Escandinávia, em um daqueles países louros e frios. No Rio será que existe primavera? Proponho que ela exista; apenas o homem distraído não a vê chegar, nem a sente; nossa primavera é sutil e para entrar na cidade não pede licença ao Prefeito.
É claro que falta à nossa gente um pouco de imaginação para sentir, para viver a primavera. Essa gente que espera condução em longas, tediosas filas – por que não aproveita o tempo da espera para fazer rodas e cantar?
Imagino a cidade sob esse delírio primaveril; os bondes criariam asas, guiados por condutores de grandes bigodes líricos, e esvoaçariam no céu azul; na Gávea os cavalos ficariam brincando de carrossel e as senhoras e cavalheiros correriam felizes pela pista com flores nos dentes. No cinema, Gina Lolobrigida sairia da tela e viria sentar na poltrona ao meu lado:
– Sim, é bem verdade que me amas? Ouvi o teu suspiro; vi, na penumbra, teus olhos que brilhavam. Quero ficar junto de ti. Io te voglio tanto bene !
Eu me assustaria, mostraria meus papéis, dizendo que devia haver algum engano, eu não era nenhum artista de cinema, não era nem mesmo o Aloísio Sales, era apenas um espectador, o pobre do Braga, obscuro trecho da realidade brasileira…
Mas ela recitaria:
“Comigo fica ou leva -me contigo
Dos mares à amplidão”.
Iríamos para a amplidão dos mares. E na volta tomaríamos grandes, imortais, chuveiradas.
Pois na primavera (faça o que quiser a Inspetoria de Águas) na primavera todos teremos água, pois nascerão fontes líricas no metal das torneiras e de nossas banheiras saltarão peixes voadores que se porão a cantar como verdadeiros gaturamos e nós todos seremos acqua-loucos de felicidade.
Primavera!

BRAGA, R. A primavera chegou. Manchete, Rio de Janeiro, 1953. Disponível em .

Avalie as afirmações a seguir, com base no texto, e assinale a alternativa que as classifica corretamente como verdadeiras (V) ou falsas (F), considerando -se especialmente a concepção do narrador.

Questão 3 de 40 Q3 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 7.

A primavera chegou

Há um conto escandinavo, escrito por não sei quem há muitas primaveras, em que o mordomo se curva respeitosamente e anuncia à senhora condessa:
– Com a vossa permissão, a primavera chegou.
– Diga -lhe que seja bem -vinda e pode permanecer três meses em minhas terras.
Então vem o primeiro domingo da primavera. E havia um velho mendigo que tinha uma perna de pau. Suspeitava -se que em sua mocidade houvesse sido um terrível pirata; de qualquer maneira era agora apenas um velho mendigo que pedia esmola todo domingo na porta da igreja. E havia uma rica velhinha que todo domingo dava ao mendigo uma grande moeda de cobre. Naquele domingo, entretanto, por ser o primeiro d a primavera, deu -lhe uma grande moeda de ouro. O mendigo sorriu e pediu licença para lhe oferecer uma bela rosa.
– Que rosa tão bela, mendigo. Onde a colheu?
– Nasceu em minha perna de pau, senhora.
Guardei apenas isso do conto escandinavo que li há muitos anos. Lembro -me ainda vagamente de um casal de namorados que sai pelo campo – e a primavera é tão linda que eles esquecem, e voltam mil anos depois, ainda primaveris, em outra primavera…
Mas isso era na Escandinávia, em um daqueles países louros e frios. No Rio será que existe primavera? Proponho que ela exista; apenas o homem distraído não a vê chegar, nem a sente; nossa primavera é sutil e para entrar na cidade não pede licença ao Prefeito.
É claro que falta à nossa gente um pouco de imaginação para sentir, para viver a primavera. Essa gente que espera condução em longas, tediosas filas – por que não aproveita o tempo da espera para fazer rodas e cantar?
Imagino a cidade sob esse delírio primaveril; os bondes criariam asas, guiados por condutores de grandes bigodes líricos, e esvoaçariam no céu azul; na Gávea os cavalos ficariam brincando de carrossel e as senhoras e cavalheiros correriam felizes pela pista com flores nos dentes. No cinema, Gina Lolobrigida sairia da tela e viria sentar na poltrona ao meu lado:
– Sim, é bem verdade que me amas? Ouvi o teu suspiro; vi, na penumbra, teus olhos que brilhavam. Quero ficar junto de ti. Io te voglio tanto bene !
Eu me assustaria, mostraria meus papéis, dizendo que devia haver algum engano, eu não era nenhum artista de cinema, não era nem mesmo o Aloísio Sales, era apenas um espectador, o pobre do Braga, obscuro trecho da realidade brasileira…
Mas ela recitaria:
“Comigo fica ou leva -me contigo
Dos mares à amplidão”.
Iríamos para a amplidão dos mares. E na volta tomaríamos grandes, imortais, chuveiradas.
Pois na primavera (faça o que quiser a Inspetoria de Águas) na primavera todos teremos água, pois nascerão fontes líricas no metal das torneiras e de nossas banheiras saltarão peixes voadores que se porão a cantar como verdadeiros gaturamos e nós todos seremos acqua-loucos de felicidade.
Primavera!

BRAGA, R. A primavera chegou. Manchete, Rio de Janeiro, 1953. Disponível em .

Nas sentenças a seguir, retiradas do texto, ocorrem diferentes tipos de pronomes:

Questão 4 de 40 Q4 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 7.

A primavera chegou

Há um conto escandinavo, escrito por não sei quem há muitas primaveras, em que o mordomo se curva respeitosamente e anuncia à senhora condessa:
– Com a vossa permissão, a primavera chegou.
– Diga -lhe que seja bem -vinda e pode permanecer três meses em minhas terras.
Então vem o primeiro domingo da primavera. E havia um velho mendigo que tinha uma perna de pau. Suspeitava -se que em sua mocidade houvesse sido um terrível pirata; de qualquer maneira era agora apenas um velho mendigo que pedia esmola todo domingo na porta da igreja. E havia uma rica velhinha que todo domingo dava ao mendigo uma grande moeda de cobre. Naquele domingo, entretanto, por ser o primeiro d a primavera, deu -lhe uma grande moeda de ouro. O mendigo sorriu e pediu licença para lhe oferecer uma bela rosa.
– Que rosa tão bela, mendigo. Onde a colheu?
– Nasceu em minha perna de pau, senhora.
Guardei apenas isso do conto escandinavo que li há muitos anos. Lembro -me ainda vagamente de um casal de namorados que sai pelo campo – e a primavera é tão linda que eles esquecem, e voltam mil anos depois, ainda primaveris, em outra primavera…
Mas isso era na Escandinávia, em um daqueles países louros e frios. No Rio será que existe primavera? Proponho que ela exista; apenas o homem distraído não a vê chegar, nem a sente; nossa primavera é sutil e para entrar na cidade não pede licença ao Prefeito.
É claro que falta à nossa gente um pouco de imaginação para sentir, para viver a primavera. Essa gente que espera condução em longas, tediosas filas – por que não aproveita o tempo da espera para fazer rodas e cantar?
Imagino a cidade sob esse delírio primaveril; os bondes criariam asas, guiados por condutores de grandes bigodes líricos, e esvoaçariam no céu azul; na Gávea os cavalos ficariam brincando de carrossel e as senhoras e cavalheiros correriam felizes pela pista com flores nos dentes. No cinema, Gina Lolobrigida sairia da tela e viria sentar na poltrona ao meu lado:
– Sim, é bem verdade que me amas? Ouvi o teu suspiro; vi, na penumbra, teus olhos que brilhavam. Quero ficar junto de ti. Io te voglio tanto bene !
Eu me assustaria, mostraria meus papéis, dizendo que devia haver algum engano, eu não era nenhum artista de cinema, não era nem mesmo o Aloísio Sales, era apenas um espectador, o pobre do Braga, obscuro trecho da realidade brasileira…
Mas ela recitaria:
“Comigo fica ou leva -me contigo
Dos mares à amplidão”.
Iríamos para a amplidão dos mares. E na volta tomaríamos grandes, imortais, chuveiradas.
Pois na primavera (faça o que quiser a Inspetoria de Águas) na primavera todos teremos água, pois nascerão fontes líricas no metal das torneiras e de nossas banheiras saltarão peixes voadores que se porão a cantar como verdadeiros gaturamos e nós todos seremos acqua-loucos de felicidade.
Primavera!

BRAGA, R. A primavera chegou. Manchete, Rio de Janeiro, 1953. Disponível em .

O verbo “haver” em “Guardei apenas isso do conto escandinavo que li há muitos anos” é empregado com o mesmo sentido que em:

Questão 5 de 40 Q5 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 7.

A primavera chegou

Há um conto escandinavo, escrito por não sei quem há muitas primaveras, em que o mordomo se curva respeitosamente e anuncia à senhora condessa:
– Com a vossa permissão, a primavera chegou.
– Diga -lhe que seja bem -vinda e pode permanecer três meses em minhas terras.
Então vem o primeiro domingo da primavera. E havia um velho mendigo que tinha uma perna de pau. Suspeitava -se que em sua mocidade houvesse sido um terrível pirata; de qualquer maneira era agora apenas um velho mendigo que pedia esmola todo domingo na porta da igreja. E havia uma rica velhinha que todo domingo dava ao mendigo uma grande moeda de cobre. Naquele domingo, entretanto, por ser o primeiro d a primavera, deu -lhe uma grande moeda de ouro. O mendigo sorriu e pediu licença para lhe oferecer uma bela rosa.
– Que rosa tão bela, mendigo. Onde a colheu?
– Nasceu em minha perna de pau, senhora.
Guardei apenas isso do conto escandinavo que li há muitos anos. Lembro -me ainda vagamente de um casal de namorados que sai pelo campo – e a primavera é tão linda que eles esquecem, e voltam mil anos depois, ainda primaveris, em outra primavera…
Mas isso era na Escandinávia, em um daqueles países louros e frios. No Rio será que existe primavera? Proponho que ela exista; apenas o homem distraído não a vê chegar, nem a sente; nossa primavera é sutil e para entrar na cidade não pede licença ao Prefeito.
É claro que falta à nossa gente um pouco de imaginação para sentir, para viver a primavera. Essa gente que espera condução em longas, tediosas filas – por que não aproveita o tempo da espera para fazer rodas e cantar?
Imagino a cidade sob esse delírio primaveril; os bondes criariam asas, guiados por condutores de grandes bigodes líricos, e esvoaçariam no céu azul; na Gávea os cavalos ficariam brincando de carrossel e as senhoras e cavalheiros correriam felizes pela pista com flores nos dentes. No cinema, Gina Lolobrigida sairia da tela e viria sentar na poltrona ao meu lado:
– Sim, é bem verdade que me amas? Ouvi o teu suspiro; vi, na penumbra, teus olhos que brilhavam. Quero ficar junto de ti. Io te voglio tanto bene !
Eu me assustaria, mostraria meus papéis, dizendo que devia haver algum engano, eu não era nenhum artista de cinema, não era nem mesmo o Aloísio Sales, era apenas um espectador, o pobre do Braga, obscuro trecho da realidade brasileira…
Mas ela recitaria:
“Comigo fica ou leva -me contigo
Dos mares à amplidão”.
Iríamos para a amplidão dos mares. E na volta tomaríamos grandes, imortais, chuveiradas.
Pois na primavera (faça o que quiser a Inspetoria de Águas) na primavera todos teremos água, pois nascerão fontes líricas no metal das torneiras e de nossas banheiras saltarão peixes voadores que se porão a cantar como verdadeiros gaturamos e nós todos seremos acqua-loucos de felicidade.
Primavera!

BRAGA, R. A primavera chegou. Manchete, Rio de Janeiro, 1953. Disponível em .

O excerto em que ocorre um verbo cujo complemento é uma oração é:

Questão 6 de 40 Q6 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 7.

A primavera chegou

Há um conto escandinavo, escrito por não sei quem há muitas primaveras, em que o mordomo se curva respeitosamente e anuncia à senhora condessa:
– Com a vossa permissão, a primavera chegou.
– Diga -lhe que seja bem -vinda e pode permanecer três meses em minhas terras.
Então vem o primeiro domingo da primavera. E havia um velho mendigo que tinha uma perna de pau. Suspeitava -se que em sua mocidade houvesse sido um terrível pirata; de qualquer maneira era agora apenas um velho mendigo que pedia esmola todo domingo na porta da igreja. E havia uma rica velhinha que todo domingo dava ao mendigo uma grande moeda de cobre. Naquele domingo, entretanto, por ser o primeiro d a primavera, deu -lhe uma grande moeda de ouro. O mendigo sorriu e pediu licença para lhe oferecer uma bela rosa.
– Que rosa tão bela, mendigo. Onde a colheu?
– Nasceu em minha perna de pau, senhora.
Guardei apenas isso do conto escandinavo que li há muitos anos. Lembro -me ainda vagamente de um casal de namorados que sai pelo campo – e a primavera é tão linda que eles esquecem, e voltam mil anos depois, ainda primaveris, em outra primavera…
Mas isso era na Escandinávia, em um daqueles países louros e frios. No Rio será que existe primavera? Proponho que ela exista; apenas o homem distraído não a vê chegar, nem a sente; nossa primavera é sutil e para entrar na cidade não pede licença ao Prefeito.
É claro que falta à nossa gente um pouco de imaginação para sentir, para viver a primavera. Essa gente que espera condução em longas, tediosas filas – por que não aproveita o tempo da espera para fazer rodas e cantar?
Imagino a cidade sob esse delírio primaveril; os bondes criariam asas, guiados por condutores de grandes bigodes líricos, e esvoaçariam no céu azul; na Gávea os cavalos ficariam brincando de carrossel e as senhoras e cavalheiros correriam felizes pela pista com flores nos dentes. No cinema, Gina Lolobrigida sairia da tela e viria sentar na poltrona ao meu lado:
– Sim, é bem verdade que me amas? Ouvi o teu suspiro; vi, na penumbra, teus olhos que brilhavam. Quero ficar junto de ti. Io te voglio tanto bene !
Eu me assustaria, mostraria meus papéis, dizendo que devia haver algum engano, eu não era nenhum artista de cinema, não era nem mesmo o Aloísio Sales, era apenas um espectador, o pobre do Braga, obscuro trecho da realidade brasileira…
Mas ela recitaria:
“Comigo fica ou leva -me contigo
Dos mares à amplidão”.
Iríamos para a amplidão dos mares. E na volta tomaríamos grandes, imortais, chuveiradas.
Pois na primavera (faça o que quiser a Inspetoria de Águas) na primavera todos teremos água, pois nascerão fontes líricas no metal das torneiras e de nossas banheiras saltarão peixes voadores que se porão a cantar como verdadeiros gaturamos e nós todos seremos acqua-loucos de felicidade.
Primavera!

BRAGA, R. A primavera chegou. Manchete, Rio de Janeiro, 1953. Disponível em .

A construção “tão … que” imprime ao contexto em que ocorre – “e a primavera é tão linda que eles esquecem” – um sentido:

Questão 7 de 40 Q7 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 7.

A primavera chegou

Há um conto escandinavo, escrito por não sei quem há muitas primaveras, em que o mordomo se curva respeitosamente e anuncia à senhora condessa:
– Com a vossa permissão, a primavera chegou.
– Diga -lhe que seja bem -vinda e pode permanecer três meses em minhas terras.
Então vem o primeiro domingo da primavera. E havia um velho mendigo que tinha uma perna de pau. Suspeitava -se que em sua mocidade houvesse sido um terrível pirata; de qualquer maneira era agora apenas um velho mendigo que pedia esmola todo domingo na porta da igreja. E havia uma rica velhinha que todo domingo dava ao mendigo uma grande moeda de cobre. Naquele domingo, entretanto, por ser o primeiro d a primavera, deu -lhe uma grande moeda de ouro. O mendigo sorriu e pediu licença para lhe oferecer uma bela rosa.
– Que rosa tão bela, mendigo. Onde a colheu?
– Nasceu em minha perna de pau, senhora.
Guardei apenas isso do conto escandinavo que li há muitos anos. Lembro -me ainda vagamente de um casal de namorados que sai pelo campo – e a primavera é tão linda que eles esquecem, e voltam mil anos depois, ainda primaveris, em outra primavera…
Mas isso era na Escandinávia, em um daqueles países louros e frios. No Rio será que existe primavera? Proponho que ela exista; apenas o homem distraído não a vê chegar, nem a sente; nossa primavera é sutil e para entrar na cidade não pede licença ao Prefeito.
É claro que falta à nossa gente um pouco de imaginação para sentir, para viver a primavera. Essa gente que espera condução em longas, tediosas filas – por que não aproveita o tempo da espera para fazer rodas e cantar?
Imagino a cidade sob esse delírio primaveril; os bondes criariam asas, guiados por condutores de grandes bigodes líricos, e esvoaçariam no céu azul; na Gávea os cavalos ficariam brincando de carrossel e as senhoras e cavalheiros correriam felizes pela pista com flores nos dentes. No cinema, Gina Lolobrigida sairia da tela e viria sentar na poltrona ao meu lado:
– Sim, é bem verdade que me amas? Ouvi o teu suspiro; vi, na penumbra, teus olhos que brilhavam. Quero ficar junto de ti. Io te voglio tanto bene !
Eu me assustaria, mostraria meus papéis, dizendo que devia haver algum engano, eu não era nenhum artista de cinema, não era nem mesmo o Aloísio Sales, era apenas um espectador, o pobre do Braga, obscuro trecho da realidade brasileira…
Mas ela recitaria:
“Comigo fica ou leva -me contigo
Dos mares à amplidão”.
Iríamos para a amplidão dos mares. E na volta tomaríamos grandes, imortais, chuveiradas.
Pois na primavera (faça o que quiser a Inspetoria de Águas) na primavera todos teremos água, pois nascerão fontes líricas no metal das torneiras e de nossas banheiras saltarão peixes voadores que se porão a cantar como verdadeiros gaturamos e nós todos seremos acqua-loucos de felicidade.
Primavera!

BRAGA, R. A primavera chegou. Manchete, Rio de Janeiro, 1953. Disponível em .

No excerto “Naquele domingo, entretanto, por ser o primeiro da primavera, deu -lhe uma grande moeda de ouro”, a palavra “entretanto” é empregada para assinalar uma relação semântica contrastiva, de oposição, entre o que foi e o que será dito. O mesmo tipo de relação semântica também se verifica em:

Questão 8 de 40 Q8 da prova

Dentre as palavras a seguir, a única que admite a flexão de gênero e que pode, portanto, receber o morfema de gênero masculino (-o) em sua terminação é:

Questão 9 de 40 Q9 da prova

O pronome oblíquo é objeto indireto apenas em:

Questão 10 de 40 Q10 da prova

Na sentença “É proibida a entrada de pessoas nesta reserva ambiental”, os termos sintáticos “proibida” e “a entrada de pessoas” estabelecem uma relação de concordância entre:

Questão 11 de 40 Q11 da prova

Dentre as expressões a seguir, aquela que é termo regido da palavra em destaque em “Sua atitude foi coerente com seus princípios” é:

Questão 12 de 40 Q12 da prova

A acentuação gráfica está INCORRETA apenas em:

Questão 13 de 40 Q13 da prova

Em relação ao emprego dos pronomes “eu” e “mim”, está correta apenas a sentença:

Questão 14 de 40 Q14 da prova

As sentenças a seguir apresentam casos de inadequação no emprego do acento indicativo de crase:

I. Enviei cartas à todas as minhas amigas.
II. Desejo o melhor à esta garota.
III. Acessou à cada um dos sites para checar as informações.

Pode -se dizer que a regra geral por trás da incorreção em todas as sentenças dadas, de acordo com a norma -padrão da língua portuguesa, é:

Questão 15 de 40 Q15 da prova

O emprego da vírgula está INCORRETO apenas em:

Questão 16 de 40 Q16 da prova

Em um experimento de química, sabe -se que: misturando 12 g do composto A com 24 g do composto B forma -se 15 g do composto C e 22 g do composto D. Quanto do composto A e quanto do composto B, respectivamente, o estudante precisará misturar para formar 50 g do composto C?

Questão 17 de 40 Q17 da prova

Carlos comprou uma barra de chocolate e comeu 3/5 dela, deixando o restante para sua irmã, Mariana. Mariana comeu 2/3 do que foi deixado para ela. Qual a fração da barra restou após isso?

Questão 18 de 40 Q18 da prova

Um cientista está observando o comportamento de três sinais luminosos, chamados de A, B e C, que ligam e desligam periodicamente:
• O sinal A passa 15 segundos ligado e 15 segundos desligado.
• O sinal B passa 45 segundos ligado e 15 segundos desligado.
• O sinal C passa 30 segundos ligado e 10 segundos desligado.
Suponha que, em um dado instante, os três sinais estavam desligados e ligaram -se todos juntos. Em quanto tempo, após este instante, este mesmo evento acontecerá novamente?

Questão 19 de 40 Q19 da prova

Quatro primas – Ana, Bianca, Carla e Duda – ganharão 4 brinquedos: bola, boneca, bicicleta e bambolê, não necessariamente nessa ordem. Sabe -se que:
• Ana quer a bola ou a boneca;
• Bianca quer a bola;
• Carla não quer a boneca;
• Duda quer a boneca ou o bambolê;
Para atender às preferências das primas, Ana, Bianca, Carla e Duda devem ganhar, respectivamente:

Questão 20 de 40 Q20 da prova

Observe as seguintes afirmativas:
I – Em um retângulo qualquer, a medida da diagonal é sempre maior que a medida de qualquer um dos lados.
II – O perímetro de uma circunferência dividido pelo seu diâmetro é o mesmo valor para qualquer circunferência.
III – A área de qualquer triângulo equilátero é igual ao seu perímetro.
Estão corretas:

Questão 21 de 40 Q21 da prova

Considere que existe uma taxa de juros padrão no mercado financeiro chamada de X, que atualmente é 12% ao ano. Considere também duas aplicações financeiras, Alfa e Beta, sob regime de juros simples, tais que:
Alfa: Taxa de juros igual a X, porém ao final de um ano será cobrado 15% sobre o total recebido dos juros no período, referente a impostos.
Beta: Taxa de juros igual a 90% da X, porém sem cobrança de impostos sobre os juros recebidos.
Se um investidor investir um capital de cem mil reais em cada uma das aplicações, após um ano, a diferença entre os juros recebidos nas aplicações Beta e Alfa é de:

Questão 22 de 40 Q22 da prova

Um estudante quer resolver 2400 questões de matemática em um ano, dividindo -as igualmente entre os 12 meses. Entretanto, no primeiro mês, ele resolveu apenas 23% do planejado mensal. Para alcançar a meta anual, ele decidiu redistribuir as questões não resolvidas no primeiro mês igualmente pelos meses restantes. Qual será o aumento percentual no número de questões mensais nos meses seguintes?

Questão 23 de 40 Q23 da prova

Um pai deu 80 mil reais para o seu filho Marcos e 20 mil reais para o seu outro filho, Mateus. Entretanto, os dois irmãos decidiram que dividirão os valores igualmente. Quantos por cento do seu recebido Marcos deverá dar a Mateus para que os valores recebidos sejam os mesmos?

Questão 24 de 40 Q24 da prova

Se três professores corrigem 36 provas em duas horas, quantas horas 6 professores levarão para corrigir 72 provas?

Questão 25 de 40 Q25 da prova

Uma pesquisa foi feita com um número X de pessoas entrevistadas, em que cada pessoa deveria responder ‘Sim’ ou ‘Não’, às seguintes perguntas:
P1: Você consome refrigerante?
P2: Você consome bebida alcóolica?
P3: Você consome suco de frutas?
A figura abaixo mostra um diagrama lógico que organiza os resultados da pesquisa:
O círculo, o quadrado e o triângulo representam as pessoas que responderam ‘sim’ às perguntas P1, P2 e P3, respectivamente. Com base no diagrama lógico, é INCORRETO afirmar que:

Questão 26 de 40 Q26 da prova

Um aquário tem a forma de um paralelepípedo retângulo, com as seguintes dimensões: 1,5 metros de comprimento, 0,8 metros de largura e 0,6 metros de altura. Qual é o volume do aquário em litros?

Questão 27 de 40 Q27 da prova

Em um teatro, o preço do ingresso para adultos é 20 reais e o preço do ingresso para crianças é 10 reais. Em um determinado dia, foram vendidos ao todo 150 ingressos, gerando uma arrecadação total de 2400 reais. Quantos ingressos para crianças foram vendidos nesse dia?

Questão 28 de 40 Q28 da prova

Em uma reunião de um clube, discutia -se a necessidade de trocar as cores das paredes da sede. Durante o debate, os seguintes argumentos foram apresentados:
1. Se as paredes forem pintadas de azul, então será necessário trocar as cortinas.
2. Se as cortinas forem trocadas, então o orçamento será excedido.
3. O orçamento não será excedido.
Com base na argumentação acima, a conclusão lógica que pode ser afirmada é:

Questão 29 de 40 Q29 da prova

Uma empresa analisou as vendas de cinco de seus produtos durante a última semana. As quantidades vendidas foram: 12 unidades do Produto A, 20 unidades do Produto B, 15 unidades do Produto C, 25 unidades do Produto D e uma quantidade desconhecida x do Produto E. Sabe -se que a média aritmética das vendas dos cinco produtos foi de 18 unidades. Indique a quantidade vendida do Produto E:

Questão 30 de 40 Q30 da prova

Em uma escola, a nota final de um aluno em uma disciplina é calculada usando uma média aritmética ponderada. As avaliações e seus respectivos pesos são: prova mensal (peso 2), trabalho em grupo (peso 3) e prova final (peso 5). Um aluno tirou 7 na prova mensal, 8 no trabalho em grupo e 6 na prova final. Qual será a nota final do aluno?

Questão 31 de 40 Q31 da prova

Dispositivo utilizado para medir a intensidade da corrente elétrica que passa através de um fio ou circuito elétrico. Qual é o nome do equipamento descrito?

Questão 32 de 40 Q32 da prova

Os equipamentos elétricos são todos os dispositivos que utilizam corrente elétrica ou campos eletromagnéticos para operar, bem como aqueles que têm a função de gerar, transferir ou medir essas correntes ou campos. São exemplos de equipamentos elétricos, exceto:

Questão 33 de 40 Q33 da prova

Analise os itens a seguir e assinale a alternativa correta.
I – As bobinas ou indutores podem armazenar energia, assim como os capacitores. Os indutores se opõem à corrente alternada, oferecendo uma reatância indutiva.
II – Indutância é a qualidade ou o fator de qualidade da bobina, que mede a capacidade da bobina de armazenar energia no campo magnético em relação à perda de energia na forma de calor. Quanto maior o fator Q, melhor a eficiência da bobina.

Questão 34 de 40 Q34 da prova

Durante uma atividade prática, foi enfatizado o uso de um Equipamento de Proteção Individual (EPI) obrigatório em atividades que envolvem eletricidade. Esse equipamento protege o trabalhador contra pancadas e choques na cabeça. Qual EPI está sendo descrito?

Questão 35 de 40 Q35 da prova

Durante uma inspeção de segurança em um canteiro de obras, o engenheiro de segurança, Marcos, avaliava o uso adequado dos Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs). Ele destacou a importância desses equipamentos para garantir a segurança coletiva, mas também alertou que algumas responsabilidades não se enquadram como funções dos EPCs. Assinale, entre as alternativas abaixo, aquela que não corresponde a uma função dos EPCs:

Questão 36 de 40 Q36 da prova

Os eletricistas frequentemente realizam trabalhos em postes ou outras alturas, tornando essencial o uso de equipamentos de proteção para evitar acidentes. Um dos equipamentos é um dispositivo que protege o trabalhador em caso de queda. Esse equipamento é comumente usado junto a um talabarte, que ajuda a desacelerar o corpo em caso de queda, reduzindo o impacto. Qual é o equipamento de proteção descrito acima?

Questão 37 de 40 Q37 da prova

Analise os itens a seguir e assinale a alternativa correta.
I – Alta Tensão (AT): tensão superior a 2000 volts em corrente alternada ou 3500 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra.
II – Baixa Tensão (BT): tensão superior a 1000 volts em corrente alternada ou 150 volts em corrente contínua e igual ou inferior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra.

Questão 38 de 40 Q38 da prova

Assinale a alternativa que corresponde a uma das funções do transformador.

Questão 39 de 40 Q39 da prova

Existem vários tipos de manutenção elétrica, que podem ser aplicados conforme as necessidades e características do sistema elétrico. Dentre os principais tipos de manutenção elétrica, destacam-se:
I. A manutenção corretiva, que visa reparar falhas e defeitos identificados no sistema.
II. A manutenção preventiva, que busca prevenir falhas e defeitos por meio de inspeções periódicas e ajustes nos equipamentos.
III. A manutenção preditiva, que utiliza técnicas de análise e monitoramento do sistema para realizar reparos imediatos sempre que uma falha for detectada. Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):

Questão 40 de 40 Q40 da prova

Uma bobina elétrica é composta por fios condutores enrolados em torno de um núcleo, sendo esses fios responsáveis por permitir a passagem da corrente elétrica e a criação de um campo magnético. Com base na descrição, qual é o material condutor mais utilizado na fabricação dessas espiras?

Acertos
Erros
40
Total