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Questão 1 de 1Q1079700Q4 da prova
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 5.
UM ARRISCADO ESPORTE NACIONAL
(1º§) Os leigos sempre se medicaram por conta própria,
já que de médico e louco todos temos um pouco, mas
esse problema jamais adquiriu contornos tão
preocupantes no Brasil como atualmente. Qualquer
farmácia conta hoje com um arsenal de armas de guerra
para combater doenças de fazer inveja à própria
indústria de material bélico nacional. Cerca de 40% das
vendas realizadas pelas farmácias nas metrópoles
brasileiras destinam-se a pessoas que se automedicam.
A indústria farmacêutica de menor porte e importância
retira 80% de seu faturamento da venda "livre" de seus
produtos, isto é, das vendas realizadas sem receita
médica.
(2º§) Diante desse quadro, o médico tem o dever de
alertar a população para os perigos ocultos em cada
remédio, sem que, necessariamente, faça junto com
essas advertências uma sugestão para que os
entusiastas da automedicação passem a gastar mais em
consultas médicas. Acredito que a maioria das pessoas
se automedica por sugestão de amigos, leitura,
fascinação pelo mundo maravilhoso das drogas "novas"
ou simplesmente para tentar manter a juventude.
Qualquer que seja a causa, os resultados podem ser
danosos.
(3º§) É comum, por exemplo, que um simples resfriado
ou uma gripe banal leve um brasileiro a ingerir doses
insuficientes ou inadequadas de antibióticos fortíssimos,
reservados para infecções graves e com indicação
precisa. Quem age assim está ensinando bactérias a se
tornarem resistentes a antibióticos. Um dia, quando
realmente precisar de remédio, este não funcionará. E
quem não conhece aquele tipo de gripado que chega a
uma farmácia e pede ao rapaz do balcão que lhe aplique
uma "bomba" na veia, para cortar a gripe pela raiz? Com
isso, poderá receber, na corrente sanguínea, soluções
de glicose, cálcio, vitamina C, produtos aromáticos −
tudo sem saber dos riscos que corre pela entrada súbita
destes produtos na sua circulação.
(MEDEIROS, Geraldo. − Revista VEJA − dezembro de
2005.) - (armazemdetexto.blogspot.com)
Considerando que "função" é a intenção, marque a função da linguagem que predomina no trecho do (2º§),
transcrito a seguir:
"Diante desse quadro, o médico tem o dever de alertar a
população para os perigos ocultos em cada remédio,
sendo que, necessariamente, faça junto com essas
advertências uma sugestão para que os entusiastas da
automedicação passem a gastar mais em consultas
médicas".