No artigo 9o do Decreto no 33.518/2023 do município de Jundiaí (Regimento Comum das Escolas Municipais de Educação Básica de Jundiaí) estabelece que o ensino fundamental tem por objetivo a formação básica do cidadão, visando, entre outros, promover a alfabetização e o letramento, prioritariamente
René Descartes é considerado o filósofo que inicia o pensamento moderno europeu. Especialmente em suas Meditações sobre a Filosofia Primeira, Descartes utiliza um recurso metodológico para problematizar a confiabilidade epistemológica dos sentidos. Aponta o filósofo: “Com efeito, tudo o que admiti até agora como o que há de mais verdadeiro, eu o recebi dos sentidos ou pelos sentidos. Ora, notei que os sentidos às vezes enganam e é prudente nunca confiar completamente nos que, seja uma vez, nos enganaram.”. Diante da pouca confiabilidade dos dados dos sentidos, Descartes opta por adotar o método
Para dar continuidade à sua busca por certezas incontestáveis, em suas Meditações sobre a Filosofia Primeira, Descartes utiliza um argumento que o conduz a colocar momentaneamente sob suspeita as certezas matemáticas. Com efeito, Descartes pergunta: “[...] do mesmo modo que julgo que os outros às vezes erram acerca de coisas que presumem saber à perfeição, não estaria eu mesmo de igual maneira errando, cada vez que adiciono dois a três, ou conto os lados do quadrado ou faço outra coisa que se possa imaginar ainda mais fácil?”. Na passagem apresentada, considerando a interrogação levantada por Descartes sobre a certeza matemática, esta é discutida a partir do argumento
David Hume, em seu Tratado da Natureza Humana, ao investigar a natureza do conhecimento, introduz uma análise fundamental da mente ao argumentar que “As percepções da mente humana se reduzem a dois gêneros distintos, que chamarei de IMPRESSÕES e IDÉIAS.” (2009). Segundo Hume (2009), as ideias caracterizam-se por
Na obra Do contrato social ou Princípios do direito político, Jean-Jacques Rousseau aponta: “O mais forte nunca será forte o bastante para ser sempre o amo se não transformar sua força em direito e a obediência em dever. Daí o direito do mais forte, um direito que parece assim considerado por ironia, mas que, na realidade, é estabelecido em princípio. Nunca vão nos explicar essa expressão? A força é uma potência física. Não vejo que moralidade pode resultar de seus efeitos.”. Nessa passagem, Rousseau introduz questões relevantes para defender a tese, segundo a qual
Ao analisar a relação entre a filosofia e os temas de que esta trata, Marilena Chauí observa em seu livro Convite à Filosofia: “A Filosofia existe há 25 séculos. Durante uma história tão longa e de tantos períodos diferentes, surgiram temas, disciplinas e campos de investigação filosóficos enquanto outros desapareceram. Desapareceu também a ideia de Aristóteles de que a Filosofia era a totalidade dos conhecimentos teóricos e práticos da humanidade. Também desapareceu uma imagem, que durou muitos séculos, na qual a Filosofia era representada como uma grande árvore frondosa, cujas raízes eram a metafísica e a teologia, cujo tronco era a lógica, cujos ramos principais eram a filosofia da Natureza, a ética e a política e cujos galhos extremos eram as técnicas, as artes e as invenções. A Filosofia, vista como uma totalidade orgânica ou viva, era chamada de ‘rainha das ciências’. Isso desapareceu.”. Considerando essa passagem, para Marilena Chauí, segue-se que
No clássico livro Pedagogia do oprimido, Paulo Freire defende que: “A desumanização, que não se verifica apenas nos que têm sua humanidade roubada, mas também, ainda que de forma diferente, nos que a roubam [...]. É distorção possível na história, mas não vocação histórica. Na verdade, se admitíssemos que a desumanização é vocação histórica dos homens, nada mais teríamos que fazer, a não ser adotar uma atitude cínica ou de total desespero. A luta pela humanização, pelo trabalho livre, pela desalienação, pela afirmação dos homens como pessoas, como “seres para si”, não teria significação.”. Desse modo, para Paulo Freire, a humanização pode ser promovida pelos oprimidos quando são
O jornalista e escritor uruguaio Eduardo Galeano apon-ta em seu livro, intitulado As veias abertas da América Latina, que: “Quanto mais liberdade se concede aos negócios, mais cárceres precisam ser construídos para aqueles que padecem com os negócios. Nossos sistemas de inquisidores e verdugos não funcionam apenas para o mercado externo dominante, também proporcionam caudalosos mananciais de lucros que fluem dos empréstimos e dos investimentos estrangeiros nos mercados internos dominados. [...] Agora, para o mundo, América é tão só os Estados Unidos, e nós quando muito habitamos uma subamérica, uma América de segunda classe, de nebulosa identidade. É a América Latina, a região das veias abertas.”. Segundo o autor, as veias da América Latina estão abertas, metaforicamente falando, porque
Em seu trabalho sobre o ensino de filosofia no contexto da obrigatoriedade do ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira, intitulado O Ensino de Filosofia e a Lei 10.639, Renato Nogueira aponta que: “Numa comparação ligeira, no que diz respeito à abordagem de temas atinentes às relações étnico-raciais não restariam dúvidas, a Filosofia seria muito mais tímida do que outras grandes áreas no campo das humanidades. Mesmo diante de agendas de pesquisa bem variadas, temas étnico-raciais e teses antirracistas fazem parte de muitos estudos nas áreas de Antropologia, de Ciência Política, de História e de Sociologia. Entretanto, raramente integram as investigações da Filosofia.”. Segundo a obra de Renato Nogueira, cabe afirmar que
Alejandro Cerletti em seu instigante estudo intitulado O ensino de filosofia como problema filosófico argumenta que: “Em última instância, todo ensino filosófico consiste essencialmente em uma forma de intervenção filosófica, seja sobre textos filosóficos, sobre problemáticas filosóficas tradicionais, seja até mesmo sobre temáticas não habituais da filosofia, enfocadas desde uma perspectiva filosófica”. Para Alejandro Cerletti,
Na obra O ensino de filosofia como problema filosófico, Alejandro Cerletti indaga: “[...] o que faz com que, em última instância, uma pergunta ou um questionamento seja “filosófico”? O que o distingue de outro tipo de interrogantes? Para Alejandro Cerletti, o que caracteriza um questionamento filosófico é
Em seu livro intitulado Sociologia Geral, Eva M. Lakatos e Marina de A. Marconi indicam que: “Na Europa do início do século XX, os rumos e os resultados a que chegaram com os feitos políticos em nome do proletariado e de uma ideologia marxista começaram a ser questionados por alguns intelectuais. Os teóricos críticos questionam o determinismo econômico dos teóricos marxistas posteriores a Marx”. Segundo indicam as autoras, os pensadores da teoria crítica contestam intelectuais marxistas porque



















