Segundo a reforma curricular do Ensino Médio, Lei 13.415/2017,que alterou a Lei de Diretrizes de Base Nacional (Lei9.394/1996), quanto à obrigatoriedade do ensino da arte, analise as afirmativas abaixo:
A abordagem que vem se consolidando a partir dos anos 80 -pós ditadura, no ensino do teatro no Brasil considera a perspectiva pedagógica teatral como um sistema de representação semiótico autônomo, visando, não a formação específica de artistas, mas, sim, à fluência das complexas formas humanas de expressão que movimentam processos afetivos, cognitivos e psicomotores. Assinale a alternativa que concorda com essa abordagem.
Segundo os parâmetros curriculares nacionais, o ensino do teatro deve considerar a formação do educando sob três eixos de desenvolvimento, quais sejam: expressão e comunicação, produção coletiva, produto cultural e apreciação estética. Nesse sentido, quanto às competências e habilidades é correto afirmar que o educando deve
A educação brasileira incorporou o ensino do teatro a partir da Lei 5.692/71, que tornou obrigatório o ensino da arte no ensino fundamental (antigo primeiro grau) e no ensino médio (antigo segundo grau). A Lei instituía a disciplina de educação artística, tendo o professor polivalente como profissional que deveria ser fluente nas diversas linguagens artísticas (plástica, cênica e musical) e ministrar o conteúdo de forma integrada. Sobre esse período, assinale a alternativa correta.
No decorrer da história do teatro a ocupação do espaço cênico esteve intrinsecamente vinculada às práticas, hábitos e disputas sociais. Ora a rua, ora a sala, ora os territórios inesperados, o espaço teatral configura-se assim, como propulsor de experiências estéticas, onde suas formas e memórias estabelecem também relações próprias entre cena e espectadores. Refletindo sobre uso do espaço cênico, acerca de sua historicidade é possível afirmar corretamente que
O teatro oficina Uzyna Uzona - patrimônio do teatro brasileiro tombado pelo CONDEPHAAH - foi concebido em formato “RUA”, a fim de atender a visão democrática e híbrida de seus fundadores, Zé Celso Martinez e Renato Borghi. Para arquitetar o espaço que daria lugar às mais diversas e históricas encenações teatrais, os artistas contaram com a criação arquitetônica de
Surgiu entre os séculos XV e XVI, a Commedia de l”Arte avança até o sec. XVIII por toda a Europa ocupando feiras, praças e salões palacianos. Suas personagens (máscaras e arquétipos), entre servos e patrões, servem até os dias de hoje como referência para o treinamento do ator. Sobre esse o fenômeno é possível afirmar que
“A mais-valia vai acabar, seu Edgar”, texto encenado em 1961pelo CPC (Centro popular de Cultura) da UNE, que buscava expor o conceito da mais-valia absoluta, fez parte do processo de agit-prop (agitação e propaganda) que mirava o público popular das grandes cidades nas frentes de fábricas, escolas e associações. Esse texto, marco da dramaturgia brasileira, foi escrito por
Criada por Antonin Artaud, teatrólogo francês, o teatro da crueldade foi marcado pelo ataque ao predomínio do texto no século XX e pelo mergulho em experiências ritualísticas, operando para desorganizar os sistemas de significação de sua época. Para Artaud, as palavras eram incapazes de capturar avida. Assinale a alternativa correta que destaca os aspectos que tornam possível a intersecção entre Artaud e o teatro contemporâneo.
Opondo-se às declamações petrificadas da Comédie française, no final do século XIX emerge na cena teatral as encenações dos textos de Ibsen, Zola e Hauptmman. As obras apresentavam um novo componente teatral: a quarta parede. “Quando a cena requeria, o ator voltava as costas para a plateia. A primeira lei da direção cênica era, não mais, o efeito pictórico frontal, volta dopara o espectador – mas, a posição relativa dos atores, exigida pelo curso da ação e pelo diálogo.” (BERTHOLD, 2006). Representa este momento da história do teatro o
Bertolt Brecht, dramaturgo e diretor alemão, dedicou-se às experimentações teatrais que estreitavam os vínculos entre teatro e política. Aproximando-se das ideias de Piscator, buscava afirmar o teatro revolucionário organizando uma proposição engajada tanto no texto, quanto na encenação. Seu teatro sinalizou grandes transformações estéticas e sociais que influenciam o teatro até os dias atuais. Uma das principais críticas que Brecht empreendeu com seu teatro épico buscava enfrentar
A crise do drama, que emerge nos anos pós-guerra, apresenta um mundo em que o homem confinado a seus medos, sem expectativas do porvir, vai tornando-se espectro de um presente esvaziado de sentido, em permanente desconstrução. Nessa crise, a organização coerente das estruturas de sentimento e da própria linguagem são colocadas em xeque. Em tal processo, surge a dramaturgia provocadora do teatro do absurdo, enfatizando o tédio, a perda da ordem e preconizando o teatro pós dramático.
“ESTRAGON. - Didi.
VLADIMIR. - O que?
ESTRAGON. - Não posso continuar assim.
VLADIMIR. - Diz isso facilmente.
ESTRAGON. - E se nos separássemos? Quiçá nos fosse melhor.
VLADIMIR. - Amanhã nos enforcaremos. (Pausa) A não ser que venha Godot.
ESTRAGON. - E se vier?
VLADIMIR. - Estaremos salvos. (...)”
A trajetória do teatro de arena é marcada por duas grande sobras: Arena conta Zumbi e Arena conta Tiradentes. As encenações apresentavam a prática de permuta de(Trecho do texto Esperando Godot de Samuel Beckett) personagens criada por Augusto Boal, no intuito de manter uma atenção crítica do espectador. Tal prática denomina-se
O teatro de revista, famoso nos anos 20 e 30, foi responsável por popularizar diversas canções brasileiras. Nomes como Ari Barroso, Sinhô, Assis Valente e Noel Rosa colaboravam com o teatro musicado que contava com a participação de vedetes e foi um dos quadros mais expressivos do teatro no Brasil. Dentre as características do teatro de revista, assinale a alternativa correta.
Jerzy Grotowski empreendeu seu teatro laboratório influenciado pelo método das ações físicas, ritual, teatro oriental, além de estudo detalhado do funcionamento do corpo, buscando desenvolver estados físicos específicos. Seus estudos acercado treinamento do ator permitiram estruturar uma pedagogia própria onde o ator é o centro de todo investimento teatral. É nele e a partir dele que o teatro acontece. Refletindo o teatro experimental de Grotowski, como o problema da encenação pode ser descrito?
A Vanguarda russa legou ao teatro ocidental as experiências atorais do diretor-pedagogo Vsevolod Meyerhold. Sob a influência do construtivismo pós revolução e comprometido com os primeiros anos do regime (“Teatro para o povo”), o artista buscou a ruptura com o naturalismo do teatro de arte de Moscou. Para tanto, investigou uma teatralidade-artificialidade que emergia do estudo rigoroso do funcionamento da corporeidade, culminando numa influente técnica de criação do ator. Sobre seu trabalho, pode-se afirmar corretamente que
O teatro antropológico de Eugênio Barba, desenvolvido na Escola Internacional de antropologia Teatral (ISTA), na Dinamarca, tem como premissa estudar a multiplicidade cultural de manifestações em todo o mundo. A partir desse estudo, Barba afirma que
O teatro contemporâneo é permeado por novos modos de operação onde não existe predomínio do texto sobre a atuação ou encenação. A era do diretor, do autor ou do ator fundiu-se em processos integrados, partilhados e horizontais que funcionam de modos singulares em cada coletivo. A noção de coletivo contamina os procedimentos cênicos, articulando as funções como linhas de força. Tal noção mostra-se altamente eficiente na busca de um espetáculo que represente as vozes, ideias e desejos de todos que o constroem. A sentença ora descrita para a prática contemporânea refere-se
“A relação das oficinas de dança, de canto, coreografia, tem como objetivo maior a banda, o repertório da banda. Só que o repertório é extremamente rico, tem o samba, o funk, o maracatu, então isso também traz um leque cultural para essa criança, esse jovem. A banda hoje tem no seu repertório algumas músicas que foram elaboradas por eles, então é um processo onde ele possa participar, mas o projeto hoje não temeste momento de criatividade, de formação autônoma desse jovem. Os jovens não estão nesse processo criativo autônomo. Tem sempre o presidente da instituição o maestro da banda que é responsável por toda essa parte artístico-cultural”
O drama como método de ensino, eixo curricular e/ou tema gerador constitui-se em uma subárea do fazer teatral e está baseado num processo contínuo de exploração de formas e conteúdos relacionados a um determinado foco de investigação, sugerido pelo professor ou aluno. Como processo, o drama articula uma série de acontecimentos, os quais são construídos e definidos com base em convenções teatrais criadas para possibilitar seu aprofundamento. Assinale corretamente a alternativa que indica três das principais características do drama como método de ensino.
Ao criar o teatro do oprimido, Augusto Boal articulou uma série de metodologias que tinham como objetivo tornar o espectador (espectaATOR) ativo e transformador da ação dramática. Dentre os procedimentos empregados, podemos destacar a participação da plateia na ação dramática, buscando soluções próprias para o problema-tema apresentado e vivenciando-as em cena. Pergunta central: “o que você faria se estivesse no lugar dela (da personagem)?”. Essas características referem-se
Sófocles, um dos principais tragediógrafos da Grécia clássica, foi consagrado por sua trilogia tebana que expunha, entre outros temas, o conflito “cidadão X estado”, demonstrando os aspectos da transição entre logos e mitos na poesia trágica grega. Assinale corretamente a alternativa que apresenta as obras que compõem esta trilogia.
Viola Spolin, autora americana, desenvolveu uma metodologia, cuja aprendizagem visa à representação teatral corporal consciente. Desse modo, estruturou uma série de jogos de regras que visam à organizar a atividade teatral em grupo. O jogo de regras estimula a imaginação criadora – jogo simbólico– combinado a uma prática construtora da forma estética. A sentença refere-se ao conceito de
O teatro contemporâneo, ao enfrentar a crise do drama – este que se constituiu das promessas irrevogáveis da modernidade, desenha-se sob uma diversidade de encenações marcadas pelo hibridismo das linguagens, o fragmento, a performatividade, o flerte com o real, os relatos autorais e recursos midiáticos que problematizam o lugar da “representação” teatral. Observando esses aspectos, Hans-Ties Lehmann denominou esse conjuntode práticas de
A construção do conhecimento sensível, relativa à prática cênica, far-se-á mediante uma experiência perceptiva, seja dever ou fazer teatro, no contato com os signos e objetos estéticos próprios à linguagem. Neste sentido, é possível estimular educação estética por meio de mediações culturais, ações que colocam o público em contato com os elementos específicos da cena, visando incrementar as experiências teatrais, articulando as ao ver-fazer. Aplicada as práticas de formação de plateia, a sentença reflete o conceito de
A peça didática vem sendo redimensionada para o ensino do teatro contemporâneo à medida em que implica o educando em um problema concreto, ativando as corporeidades em função de uma estratégia que necessariamente será estética. Criada para o jogo de atores e espectadores, seu valor consiste, principalmente, no exercício da função pedagógica. Bertolt Brecht escreveu para este fim
A mulher do padeiro está com o cachorro doente e deseja que o padre o benza. João Grillo e Chicó prometem-lhe que conseguirão a anuência do padre João. Este, contudo recusa, mas os dois malandros mentem dizendo que o animal pertence ao major Antônio Moraes, homem de grande importância na vila. O padre volta atrás e concorda em benzer o cachorro. Por sua vez o major tem o filho mais moço doente e decide levá-lo para o Recife. O rapaz, contudo, antes de viajar quer receber uma benção, o que leva seu pai a procurar padre João. Este, acreditando que ia benzer um animal, pergunta se o bichinho tá fedendo. O Major fica indignado com a falta de respeito e mais ainda quando o padre se refere a mãe como sendo uma cachorra. A cena de Ariano Suassuna, descrita acima, utiliza o seguinte recurso cômico:
Com o advento do treinamento do ator, as matrizes de corporeidade populares do Nordeste foram ganhando cada vez mais espaço entre as técnicas atorais. As figuras do cavalo marinho, as danças dramáticas, o Bumba-Meu-Boi são algumas das manifestações que influenciam a busca por um “ator brasileiro”. Na década de 60, alguns artistas já traziam em suas bagagens a riqueza da cultura popular (o canto, a dança, a máscara, o bicho) a partir da qual se pensava a composição do espetáculo. Um dos principais representantes dessa experiência, no comando do TPN (Teatro Popular do Nordeste) foi
O recurso dramatúrgico usado comumente na tragédia grega, para resolver todos os conflitos como um passe de mágica, é usado tanto na comédia, quanto como um meio irônico determinar uma peça sem iludir sobre a verossimilhança. Brecht utilizou o procedimento para “concluir sem concluir”, a fim de deixar a abertura criativa para intervir na realidade social. A esse recurso nomeia-se
As corporeidades da Commedia dell’Arte se desenvolvem a partir de máscaras arquetípicas, através das quais é possível explorar teatralidades que emergem de uma realidade social própria. A imensa contribuição desta antiga prática, que atravessou séculos, está pautada em cada um dos tipos sociais da época. Destacam-se como as únicas personagens que não utilizavam máscaras


















