Ao trabalhar com alunos do ensino fundamental a noção de patrimônio, um professor de História utilizou a informação de que o prédio do Museu Paulista “foi construído em 1885, a partir do projeto feito pelo engenheiro-arquiteto italiano, Tommaso Gaudenzio Bezzi. Naquela época, não se tratava de um museu, mas de um monumento. Seus idealizadores, aristocratas paulistas do café, pretendiam construir uma edificação com o fim de comemorar a Independência do país. Em 1894, [...] passou a ser denominado, oficialmente, de Museu Paulista [...] [e estava dedicado] à história natural. Todavia, no decorrer das primeiras décadas do século XX, foi se transformando em um museu [...] da história paulista. Nas últimas décadas do século XX, [...] seus objetos [foram] transformados em documentos de pesquisa histórica.” Após ler o fragmento textual e discutir como os seus alunos o conceito de patrimônio histórico-cultural, o professor levou a sua turma, em outubro de 2023, para conhecer o Museu Paulista. Durante essa atividade, os visitantes foram estimulados a
Ao analisar a disciplina História nas atuais propostas curriculares, a professora Circe Bittencourt afirmou que “Nossos currículos de História [...] têm seguido modelos externos, especialmente os de países europeus. Essa tendência na história curricular brasileira tem sido mantida e, nesse sentido, é importante identificar as características externas em seu processo de elaboração e refletir sobre as recentes formas de apropriação de modelos internacionais.” Associando as reflexões de Bittencourt constantes nesse fragmento textual e os seus conhecimentos sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), percebe-se que, nesse documento curricular, há uma
Um professor do 6º ano usou um mito construído pelo grupo indígena Kamaiurá, que hoje ocupa o Parque Indígena do Xingu. Segundo esse mito, a vida teve a seguinte origem: “Nos primórdios não havia nada, era um lugar sombrio. [...] Uma luz infinita surge. [...] Nhamandu Tenondegua, nosso primeiro pai divino, com sabedoria infinita e com amor infinito. [...] Nosso pai Nhamandu ainda não havia gerado a Terra. Mesmo não havendo sol, Nhamandu, o detentor da aurora, iluminava a noite originária com a luz do seu próprio coração. [...] Enquanto isso, fazendo a escuridão, urukure’a, a coruja, dá origem ao crepúsculo e à noite. [...] Depois de ter criado a origem das belas palavras, Nhamandu criou a fonte do amor infinito e mborai, o canto sagrado. [...] Nhamandu, depois de ter criado as três origens divinas – ayu porã rapyta, a origem das belas palavras, mborai, o canto divino, e mborayu miri, o amor infinito, gerou aqueles com quem iria dividir estas três fontes divinas de sabedoria infinita.” Ao ler esse mito, um dos alunos pediu ao professor que inventasse outro mito sobre a origem da sociedade em que eles viviam. O professor explicou que
Para discutir o conceito de classe, um professor da escola básica distribuiu com seus alunos o fragmento textual a seguir: “Classe é uma formação social e cultural que não pode ser definida abstrata ou isoladamente, mas apenas em termos de relação com outras classes; e, em última análise, a definição só pode ser feita através do tempo, isto é, ação, reação, mudança e conflito. Quando falamos de uma classe, estamos pensando em um corpo de pessoas, definido sem grande precisão, compartilhando a mesma categoria de interesses, experiências sociais, tradição e sistemas de valores, que tem disposição para se comportar como classe, para definir, a si próprio em suas ações e em sua consciência em relação a outros grupos de pessoas, em termos classistas. Mas classe, mesmo, não é uma coisa, é um acontecimento.” A partir do fragmento textual, o professor demonstrou que, desde a formação do capitalismo, a classe trabalhadora
Um professor discutiu a formação dos Estados Absolutistas com sua turma do 7º ano. Para tanto, recorreu a quadrinhos, abaixo, produzidos a partir da obra O príncipe (1513), de Nicolau Maquiavel. Considerando as imagens, o professor explicou aos alunos que Maquiavel teorizou sobre o Absolutismo Moderno, uma vez que apresentou
Uma professora do Ensino Fundamental II, ao discutir o trabalho no mundo feudal em uma turma do 9º ano, fez uma referência a ideia a seguir. “O facto é que não há dimensão comum entre o servus antigo, o escravo, e o servus medieval, o servo. Porque um é uma coisa e o outro é um homem.” Considerando esse fragmento textual, a professora explicou aos discentes que, no feudalismo,
Com o intuito de estudar, em uma turma do 9º ano do ensino básico, as transformações no mundo do trabalho durante o século XX, uma professora usou os seguintes documentos: Documento 1 - Cena de filme Documento 2 - Relato do produtor “Num filme o que importa não é a realidade, mas o que dela possa extrair a imaginação”. Considerando esses dois documentos e as informações sobre o tema, a professora explicou que, durante o capitalismo industrial, a relação entre o capital e o trabalho caracterizou-se
Para trabalhar o papel dos Atos Institucionais durante o Regime Militar, um professor usou a seguinte reflexão: “O discurso oficial dizia que o ato (Institucional nº 5] era uma reação às manifestações de 1968 e ao discurso de Márcio Moreira Alves, mas, na verdade, ele expressou a vitória da linha dura, que, havia muito tempo, vinha demandando a retomada da “operação limpeza”. O que movia esses militares radicais era uma espécie de “utopia autoritária” segundo a qual o Brasil só se tornaria uma “grande potência” se eliminasse a subversão e a corrupção que eles entendiam marcar, sobretudo, os políticos civis. A antecedência do AI-5 em relação aos episódios de 1968 é simples de demonstrar. O terreno vinha sendo preparado desde o início do ano [...]. [...]. Pouco antes da posse de Costa e Silva, Castello Branco havia introduzido na Lei de Segurança Nacional a concepção de que se vivia uma “guerra interna” e, portanto, o “inimigo” – além de eventuais ameaças externas – era o brasileiro “subversivo”. [...] ” A partir do fragmento textual, o professor explicou aos alunos que o Ato institucional nº 5 foi
Em uma turma do 8º ano do ensino fundamental, o professor trabalhou o tema “Conflitos entre Oriente e Ocidente”, usando com os alunos o documento a seguir. Disponível em:
Analisando, historicamente, a construção de uma obra hídrica no Vale do Açu, Francisco Pinheiro informou que “O Decreto nº. 76.046, de 29 de julho de 1975, publicado no Diário Oficial da União, declarava de utilidade pública e interesse social para fins de desapropriação, uma área pertencente a diversos particulares, para implantação do Projeto Baixo Açu. Desse projeto resultou a construção da barragem Armando Ribeiro Gonçalves, obra inaugurada em 1983, com o intuito de desenvolver a região do Vale do Açu, aproveitando o potencial produtivo de suas terras férteis.” Considerando o fragmento textual e as informações sobre a edificação da barragem engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, pode-se evidenciar, nessa construção,
Para analisar a modernidade brasileira, o professor leu em sala de aula o fragmento textual de Lima Barreto, reproduzido a seguir. “Os subúrbios do Rio de Janeiro são a mais curiosa coisa em matéria de edificação da cidade. [...] Nada mais irregular, mais caprichoso, mais sem plano qualquer, pode ser imaginado. As casas surgiram como se fossem semeadas ao vento e, conforme as casas, as ruas se fizeram. Há algumas delas que começaram largas como boulevards e acabam estreitas que nem vielas. [...] Marcham assim ao acaso as edificações e, consequentemente, o arruamento. [...]. Passada essa surpresa, olha-se acolá e dá-se com uma choupana de pau a pique, coberta de zinco ou mesmo palha [...]; adiante, é uma velha casa de roça, com varanda e colunas de estilo pouco classificável, que parece vexada e querer ocultar-se diante daquela onda de edifícios disparatados e novos. Não há nos nossos subúrbios coisa alguma que nos lembre os famosos das grandes cidades europeias [...]. Além disso, os subúrbios têm as casas de cômodos [...]. Casas que mal dariam para uma pequena família são divididas, subdivididas, e os minúsculos aposentos assim obtidos, alugados à população miserável da cidade. Aí, nesses caixotins humanos, é que se encontra a fauna menos observada da nossa vida, sobre a qual a miséria paira com um rigor londrino.” Esse fragmento textual expressa marcas da história do Rio de Janeiro, demonstrando que
Segundo a professora Maria Helena Capelato, “A propaganda política, entendida como fenômeno da sociedade e da cultura de massas, adquiriu enorme importância nas décadas de 30 e 40, quando ocorreu, em âmbito mundial, um avanço considerável dos meios de comunicação. A versão nazista que se inspirou na publicidade comercial norte-americana, teve impacto não só na Europa, mas na América também.” A leitura desse fragmento textual permite a associação com a situação vivenciada pelo Brasil no período. Isso porque, no país a propaganda com inspiração nazista




















