Deborah, feminino, 45 anos, vai à Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixa de dor supra-púbica inespecífica, de início há 5 dias e diz suspeitar de “infecção de bexiga” (sic). Nega comorbidades. Nega disúria. Relata poliúria e polidipsia há 2 meses. Relata ainda perda de peso mesmo com aumento do apetite. Com o exame físico abdominal sem alterações significativas, o médico solicita coleta imediata de glicose, cujo valor foi de 200mg/dL. Com base nas atuais diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a paciente em questão:
Dona Glorinha, feminino, 66 anos, procura a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com queixa de “cansaço” (sic) há 6 meses, que tem piorado nos últimos 10 dias. Relata ao médico sintomas moderados às atividades de menor intensidade que as habituais, mas que fica confortável em repouso. Dorme elevada por dois travesseiros. Faz uso contínuo apenas de Enalapril 20mg a cada 12 horas. Mostra ecocardiograma com doppler realizado há 9 dias em que apresenta fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) igual a 50%. O médico da UPA, que acabara de ler o “Pocket Book Light” com a mais recente Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), afirmou corretamente que a dona Glorinha apresenta insuficiência cardíaca:
Seu Sandoval, masculino, 58 anos, tabagista 30 maços/ano, chega à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) levado pelo irmão após sentir “dor no peito” (sic). O paciente é prontamente atendido pelo médico plantonista e relata que estava almoçando, sentado à mesa, quando sentiu forte dor súbita do tipo “queimação” (sic) em região precordial, com irradiação para mento e braço esquerdo. Relata que a dor está contínua “há mais de 1 hora” (sic). O médico nota palidez cutânea, sudorese e solicita imediatamente eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações. Ao analisar o exame, nota supradesnivelamento do segmento ST de 3mm apenas nas derivações DII, DIII e aVF e conclui corretamente se tratar de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) localizado:
As doenças que acometem as vias aéreas, tanto superiores quanto inferiores, são causas de consultas recorrentes nas unidades de saúde em todo o país e, em alguns casos, motivo de grande preocupação pelos órgãos sanitários, como nos casos de epidemias e pandemias. Em relação às doenças respiratórias, é correto afirmar:
A pancreatite é uma doença potencialmente fatal e deve ser diagnosticada o mais precocemente possível. Dentre os sintomas, podem estar presentes: dor abdominal difusa, em epigástrio ou em faixa, náuseas, vômitos e icterícia. Sobre a pancreatite, é incorreto afirmar:
A trombose venosa profunda (TVP) caracteriza-se pela obstrução parcial ou total de veias profundas, por trombos. É mais comum nos membros inferiores e pode inclusive desenvolver complicações que levem à morte. A respeito da TVP, é incorreto afirmar:
Chega à Unidade Básica de Saúde (UBS) a paciente Karina, feminino, 38 anos, febril (39,3ºC), com queixa de “dor no corpo, dor atrás dos olhos, náuseas e tontura” (sic) há 2 dias. Relata ter apresentado pequeno sangramento gengival na manhã de hoje após escovar os dentes. Ainda, informa que sua mãe e seu filho “estão com dengue” (sic). O médico da unidade realiza então a prova do laço, solicita notificação e a coleta de sorologia confirmatória. Sobre a dengue é correto afirmar:
As alterações hematológicas estão presentes em diversas patologias e fazem parte da rotina médica, independentemente da especialidade. O Brasil possui território de proporções continentais e imigrações de diferentes povos ao longo de sua história, o que garantiu notada miscigenação com importância no curso de muitas doenças. Sobre as doenças hematológicas, assinale a opção verdadeira.
Seu Dílson, masculino, 59 anos, afrodescendente, tabagista (média de 8 cigarros de palha ao dia) há 40 anos, agricultor e morador da zona rural desde o nascimento, decide fazer uma consulta de rotina pela primeira vez, após muita insistência da Dona Salete, sua esposa. Diz ao médico que quer “fazer uns exames de sangue” (sic) para a esposa parar de cobrá-lo. Não apresenta quaisquer queixas e nega comorbidades. Diz ao médico que está “forte como um touro” (sic). Aparenta discreta ansiedade. Dados da pré-consulta: PA: 145x95mmHg / FC: 68bpm / FR: 18irpm / SpO2: 95% em ar ambiente / IMC: 31. Após não constatar alterações significativas no exame físico, o médico elaborou corretamente algumas hipóteses, exceto:
Roberson, masculino, 32 anos, chega à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) choroso e agitado, com queixa de “dor insuportável” (sic) em dorso de mão esquerda e implora por “remédio pra dor” (sic). Relata que estava empilhando tijolos em uma construção, quando uma “aranha pulou” (sic) em sua mão e o picou. Diz não ter conseguido capturá-la ou identificá-la. Ao exame físico, apresenta ponto de inoculação pouco definido, eritema, sudorese local e discreto edema não endurecido. Com base na anamnese e exame físico, é incorreto:
Fabrício, masculino, 41 anos, chega ao Pronto Socorro (PS) com queixa de “mal-estar” (sic). Durante a pré-consulta, evolui com parada cardiorrespiratória (PCR). Baseado no mais recente protocolo de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e cuidados após retorno da circulação espontânea (RCE) da American Heart Association (AHA), é correto afirmar:
Com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e as mortalidades associadas a ele, iniciou-se uma corrida contra o tempo para o estabelecimento de um tratamento eficaz e o desenvolvimento de sua vacina. O primeiro tratamento promissor, embora sem estudos aprofundados, consistiu na utilização da Cloroquina ou Hidroxicloroquina associada à Azitromicina. Sobre a Covid-19 e seu tratamento, é correto:
Daniela, feminino, 49 anos, submetida a cirurgia bariátrica há 6 anos e desde então não tem retornado para acompanhamento médico de rotina conforme orientação do cirurgião. Tem apresentado perda de memória, tonturas com dificuldade para deambular, irritabilidade e fadiga progressiva nos últimos 4 meses. Preocupada, sua irmã a leva para consultar na Unidade Básica de Saúde (UBS). Após anamnese e exame físico detalhados, o médico solicita hemograma de urgência, que apresenta Hb: 6,9g/dL / VCM: 118fL / Leucócitos: 2.400 por mm3 / Plaquetas: 77.000 por mm3. Qual a condição mais provável que pode justificar o quadro apresentado pela paciente?
No primeiro dia da residência de clínica médica, a jovem Dra. Délci fica encarregada de acompanhar a visita na sala de emergência com seus preceptores. Dentre os casos discutidos, está o da Dona Margarida, feminino, 79 anos, admitida na última noite após quadro de disartria, hemiplegia à esquerda, desvio de rima labial à direita e rebaixamento do nível de consciência (escala de coma de Glasgow = 11 desde a admissão). Foi realizada a ressonância nuclear magnética (RNM) de crânio, a qual constatou acidente vascular encefálico isquêmico (AVEi). Solicitada a opinião da jovem residente, ela discorreu muito bem sobre o tema, baseada na mais recente atualização da American Heart Association (AHA), mas errou ao dizer:



















