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Questão 1 de 3Q1036469Q2 da prova
Texto I
Nizia Figueira, sua criada
(Mário de Andrade)
Belazarte me contou:
Pois eu acho que tem. Você já sabe que sou cristão...
Essas coisas de felicidade e infelicidade não têm significado
nnenhum, si a gente se compara consigo mesmo. Infelicidade
é fen ômeno de relação, só mesmo a gente olhando pro
vizinho é que diz o “atendite et videte”1. Macaco, olhe o seu
rabo! isso sim, me parece o cruzamento da filosofia cristã
com a precisão de felicidade neste mundo duro. Inda é bom
quando a gente inventa a ilusã o da vaidade, e em vez de
falar que é mais desinfeliz, fala que é mais feliz... Toquei em
rabo, e estou lembrando o caso do elefante, você sabe? ...
Pois não vê que um dia o elefante topou com uma penuginha
de beijaflor caída numa folha, vai, amarrou a pen uginha no
rabo com uma corda grossa, e principiou todo passeando na
serrapilheira2 da jungla3. Uma elefanta mocetona4 que já
estava carecendo de senhor pra cumprir seu destino, viu o
bicho tão bonito, mexe pra cá, mexe pra lá, ondulando feito
onda quieta, e engraçou. Falou assim: “Que elefante mais
bonito, porca la miséria!” Pois ele virou pra ela encrespado e:
“Dobre a língua, sabe! Elefante não senhora! sou beijaflor.”
E foi-se. Eis aí um tipo que ao menos soube criar felicidade
com uma ilusão sarapintada . É ridículo, é, mas que diabo!
nenhuma a gente consegue a grandeza de se tomar como
referência de si mesmo. [...]
1 Expressão latina , do livro bíblico das Lamentações: “Olhai e vede”
(Lm 1,12)
2 camada de folhas secas
3 bosque
4 moça robusta e formosa
De acordo com o s entido proposto pelo texto, ao afirmar que “Infelicidade é fenômeno de relação”, o narrador sugere que a infelicidade é :
Texto II
Redes sociais, perigos e
distorção da realidade
Os jovens de hoje são filhos de uma sociedade
do consumo – não só de bens materiais, mas também
de informação. Este mundo tecnológico em que
vivemos promove constantemente mudanças no jeito
humano de se relacionar, e as redes sociais são fruto
desse movimento. As pessoas nascidas neste milênio,
em especial, são muito íntimas dos espaços virtuais de
interação, os quais, para a maioria das pessoa s,
representam uma ponte com o “mundo real”.
As redes sociais, no entanto, potencializam os
equívocos na compreensão do que é a vida. “Por terem
facilidade em manusear os dispositivos e lidar com
suas funcionalidades, os adolescentes, e até mesmo as
crianç as, passam a acreditar que o mundo das telas é
o mundo legal e seguro, enquanto que o que está fora
das telas é chato”, diz a especialista em Psicologia do
Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e
Desenvolvimento (CIPP) do Grupo Positivo , Maísa
Pannuti.
Nesse sentido, para esses jovens, as redes sociais
tornaram -se de fato uma nova realidade, caracterizada
por uma sociedade de perfis. Conforme explica a
psicóloga escolar, a hiperexposição é um dos retratos
dessa distorção de percepções à qual os jovens est ão
submetidos: tudo o que é valorizado socialmente é
exposto e aquilo que não é valorizado socialmente é
escondido. Há, inclusive, uma falta de diferenciação
entre o que é público e o que é privado.
“Desse modo, surgem perfis que não correspondem
à realida de. Afinal, a natureza das relações sociais é
bastante diversa da natureza das relações que se
estabelecem no mundo digital”. Nesse processo, todas
as respostas virtuais – os likes, os compartilhamentos,
os seguidores, etc. – acabam se tornando não apenas
reais, mas cruciais. “Surge a ilusão de que o olhar do
outro é o que garante a minha sobrevivência”,
complementa.
(Disponível em: https://g1.globo.com/pr/parana/especial -
publicitario/colegio -positivo/para -um-futuro -
positivo/noticia/2021/11/18/redes -sociais -perigos -e-distorcao -da-
realidade.ghtml. Acesso em 11/10/2023 )
Na primeira frase do texto, o conectivo “mas também” relaciona ide ias introduzindo um valor semântico de:
Texto II
Redes sociais, perigos e
distorção da realidade
Os jovens de hoje são filhos de uma sociedade
do consumo – não só de bens materiais, mas também
de informação. Este mundo tecnológico em que
vivemos promove constantemente mudanças no jeito
humano de se relacionar, e as redes sociais são fruto
desse movimento. As pessoas nascidas neste milênio,
em especial, são muito íntimas dos espaços virtuais de
interação, os quais, para a maioria das pessoa s,
representam uma ponte com o “mundo real”.
As redes sociais, no entanto, potencializam os
equívocos na compreensão do que é a vida. “Por terem
facilidade em manusear os dispositivos e lidar com
suas funcionalidades, os adolescentes, e até mesmo as
crianç as, passam a acreditar que o mundo das telas é
o mundo legal e seguro, enquanto que o que está fora
das telas é chato”, diz a especialista em Psicologia do
Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e
Desenvolvimento (CIPP) do Grupo Positivo , Maísa
Pannuti.
Nesse sentido, para esses jovens, as redes sociais
tornaram -se de fato uma nova realidade, caracterizada
por uma sociedade de perfis. Conforme explica a
psicóloga escolar, a hiperexposição é um dos retratos
dessa distorção de percepções à qual os jovens est ão
submetidos: tudo o que é valorizado socialmente é
exposto e aquilo que não é valorizado socialmente é
escondido. Há, inclusive, uma falta de diferenciação
entre o que é público e o que é privado.
“Desse modo, surgem perfis que não correspondem
à realida de. Afinal, a natureza das relações sociais é
bastante diversa da natureza das relações que se
estabelecem no mundo digital”. Nesse processo, todas
as respostas virtuais – os likes, os compartilhamentos,
os seguidores, etc. – acabam se tornando não apenas
reais, mas cruciais. “Surge a ilusão de que o olhar do
outro é o que garante a minha sobrevivência”,
complementa.
(Disponível em: https://g1.globo.com/pr/parana/especial -
publicitario/colegio -positivo/para -um-futuro -
positivo/noticia/2021/11/18/redes -sociais -perigos -e-distorcao -da-
realidade.ghtml. Acesso em 11/10/2023 )
O emprego do acento grave em “ dessa distorção de percepções à qual o s jovens estão submetidos” (3º§) justifica -se: