De acordo com a Lei nº 12.319, de 1º de setembro de 2010, que regulamenta a profissão de Tradutor e Intérprete da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, em seu Art. 4º, a formação profissional do tradutor e intérprete de Libras - Língua Portuguesa, em nível médio, deve ser realizada por meio de:
Entre as décadas de 1960 e 1970, o Brasil adotou uma Educação Integradora, a qual dava aos alunos com algum tipo de deficiência o direito à inclusão. Em 1994, a Declaração de Salamanca propôs a inclusão escolar e mais tarde leis como a Lei no 9.394 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e o Decreto no 5.296, que regulamenta as Leis de Acessibilidade, ampliaram esse direito. No entanto, até chegar a esses benefícios, a educação para surdos sofreu diversos embates, entre eles o Congresso de Milão, em 1880, cujo princípio era:
O Oralismo e a Comunicação Total foram dois métodos de ensino de surdos fracassados. De acordo com Lacerda, a educação bilíngue para surdos contrapõe-se aos dois modelos anteriores, porque:
Embora os sinais sejam produzidos por movimentos das mãos, do corpo e por expressões faciais, eles possuem as mesmas qualidades das palavras faladas. Portanto, a Libras possui as mesmas características e qualidades de qualquer outra língua, ou seja:
Perlin, ao apresentar os aspectos da identidade cultural dos surdos, aponta para alguns elementos culturais mais conhecidos, entre eles está a “Diferença”, definida pelo autor como:
A estrutura da língua de sinais é constituída a partir de parâmetros que se combinam. Ao descrever os níveis fonológicos e morfológicos da língua americana de sinais, o linguista William Stokoe, em 1960, apontou três principais parâmetros que constituem os sinais e classificou-os em: configuração de mão (CM); ponto de articulação (PA) ou localização (L); e movimento (M). Tendo em vista esses parâmetros, é CORRETO afirmar que:
LACERDA afirma que a formação para o tradutor/intérprete de Libras “vai além do conhecimento das línguas, que deve ser uma formação plural e interdisciplinar, visando seu trânsito na polissemia das línguas, nas esferas de significação e nas possibilidades de atuação frente a difícil tarefa da tradução/interpretação”. Isso significa que:
Historicamente, as formas de pensar e narrar a surdez são variadas, o que resultou em mudanças significativas quanto a sua concepção. As formas de ver o Ser Surdo se dividem basicamente em dois grupos: a concepção médica e a social. A grande divergência entre essas duas concepções diz respeito especialmente:
A ordem das palavras é o conceito básico relacionado à estrutura da sentença de uma língua. Por exemplo, Greenberg (1966) observou que das seis combinações possíveis de sujeito (S), de objeto (O) e de verbo (V), determinadas ordens de palavras são muito mais comuns do que outras. As línguas frequentemente permitem diversas ordens, mas Ggreenberg observou que mesmo que essa variação exista, geralmente, cada língua tem uma única ordem de palavras dominante. De acordo com ele, a ordem dominante pode ser SOV, SVO ou VSO. Ao aplicar esse conceito na Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, observa-se que:




















