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Prova Enfermeiro - UFV
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Questão 1 de 12 Q1 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões a ele pertinentes: Texto 1 O luxo que afasta Aquilo que fazemos na expectativa de sermos “aceitos” pode ser um tiro que sai pela culatra... Por André Massaro §1 Um assunto sobre o qual eu gosto de refletir bastante é a “Lei de Jante”. Para quem não conhece, essa tal “Lei de Jante” é uma daquelas regrinhas não escritas (um “meme”, se assim preferir) que é uma espécie de fenômeno cultural nos países nórdicos. Ela diz, basicamente, que “ostentar é feio” e que as pessoas, mesmo aquelas escandalosamente ricas e bem-sucedidas, devem, deliberadamente, procurar restringir o consumo e o estilo de vida para não se “desenquadrarem” do resto da sociedade. §2 Ou seja, numa sociedade regida pela Lei de Jante, não é uma coisa socialmente bem-aceita o milionário ter uma Ferrari e uma mansão. “Pega melhor” viver numa casa mais modesta e dirigir uma perua Volvo (o carro “popular” daqueles lados) com vinte anos de uso (mesmo que a riqueza permita muito mais que isso). §3 A “Lei de Jante” veio de um conto dinamarquês dos anos 30, sendo que “Jante” é a cidade fictícia onde tudo se passa. Quem conhece aqueles lados sabe que a Lei de Jante é um fenômeno real. Obviamente, existe ostentação por lá, mas bem menos pronunciada que em outros lugares. Inclusive, nos círculos de negócios dos países nórdicos, é uma discussão comum se a Lei de Jante não acaba inibindo o empreendedorismo e a inovação, por causa do estigma negativo associado a pessoas que “ficam ricas”. §4 Para nós, brasileiros (que gostamos de uma ostentaçãozinha…), esse tipo de comportamento pode parecer surpreendente. Mas, talvez, a Lei de Jante seja apenas uma versão mais radical daquilo que, aparentemente, é um comportamento humano natural. §5 No começo deste mês (agosto de 2018) foi publicado um interessantíssimo estudo científico chamado The Status Signals Paradox (O Paradoxo dos Símbolos de Status – em tradução livre), conduzido por pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, Israel e Cingapura. §6 O estudo mostra que, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, símbolos de status como carros exóticos e roupas caras acabam fazendo com que as pessoas que os possuem sejam vistas como MENOS desejáveis para se ter como amigos do que pessoas que utilizam coisas mais “normais”. §7 Não se questiona aqui que esses símbolos de status impressionam e podem ter um papel importante, por exemplo, num contexto de negócios. Mas os autores trouxeram à tona um assunto muito pertinente: nos círculos de psicologia e de saúde mental, muito se tem falado sobre a importância das amizades e das relações sociais para o bem-estar das pessoas, especialmente na fase adulta (na qual muitos acabam se tornando solitários e sofrem com isso). §8 Assim, pessoas que se apoiam em símbolos de status, com o objetivo de serem “aceitas” socialmente, podem estar conseguindo o efeito contrário, que é se isolar e afastar ainda mais as pessoas. Com isso, um importante fator para uma boa qualidade de vida (que são as amizades) fica comprometido e fragilizado. §9 Isso reforça uma tese, muito discutida no mundinho das finanças pessoais, de que as pessoas devem consumir “para si próprias” e não para os outros. Existe uma frase bastante conhecida (que a cada hora se atribui a um autor diferente – então vamos considerar que é de autor “desconhecido”), que diz que “as pessoas gastam o dinheiro que não têm, para comprar coisas de que elas não precisam, para impressionar pessoas com quem elas não se importam”. §10 O estudo apenas fornece mais uma evidência (afinal, os nórdicos já sabiam disso…) de que a ostentação acaba, no fim das contas, jogando contra nós mesmos.

O objetivo comunicativo do texto 1 é:

Questão 2 de 12 Q2 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões a ele pertinentes: Texto 1 O luxo que afasta Aquilo que fazemos na expectativa de sermos “aceitos” pode ser um tiro que sai pela culatra... Por André Massaro §1 Um assunto sobre o qual eu gosto de refletir bastante é a “Lei de Jante”. Para quem não conhece, essa tal “Lei de Jante” é uma daquelas regrinhas não escritas (um “meme”, se assim preferir) que é uma espécie de fenômeno cultural nos países nórdicos. Ela diz, basicamente, que “ostentar é feio” e que as pessoas, mesmo aquelas escandalosamente ricas e bem-sucedidas, devem, deliberadamente, procurar restringir o consumo e o estilo de vida para não se “desenquadrarem” do resto da sociedade. §2 Ou seja, numa sociedade regida pela Lei de Jante, não é uma coisa socialmente bem-aceita o milionário ter uma Ferrari e uma mansão. “Pega melhor” viver numa casa mais modesta e dirigir uma perua Volvo (o carro “popular” daqueles lados) com vinte anos de uso (mesmo que a riqueza permita muito mais que isso). §3 A “Lei de Jante” veio de um conto dinamarquês dos anos 30, sendo que “Jante” é a cidade fictícia onde tudo se passa. Quem conhece aqueles lados sabe que a Lei de Jante é um fenômeno real. Obviamente, existe ostentação por lá, mas bem menos pronunciada que em outros lugares. Inclusive, nos círculos de negócios dos países nórdicos, é uma discussão comum se a Lei de Jante não acaba inibindo o empreendedorismo e a inovação, por causa do estigma negativo associado a pessoas que “ficam ricas”. §4 Para nós, brasileiros (que gostamos de uma ostentaçãozinha…), esse tipo de comportamento pode parecer surpreendente. Mas, talvez, a Lei de Jante seja apenas uma versão mais radical daquilo que, aparentemente, é um comportamento humano natural. §5 No começo deste mês (agosto de 2018) foi publicado um interessantíssimo estudo científico chamado The Status Signals Paradox (O Paradoxo dos Símbolos de Status – em tradução livre), conduzido por pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, Israel e Cingapura. §6 O estudo mostra que, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, símbolos de status como carros exóticos e roupas caras acabam fazendo com que as pessoas que os possuem sejam vistas como MENOS desejáveis para se ter como amigos do que pessoas que utilizam coisas mais “normais”. §7 Não se questiona aqui que esses símbolos de status impressionam e podem ter um papel importante, por exemplo, num contexto de negócios. Mas os autores trouxeram à tona um assunto muito pertinente: nos círculos de psicologia e de saúde mental, muito se tem falado sobre a importância das amizades e das relações sociais para o bem-estar das pessoas, especialmente na fase adulta (na qual muitos acabam se tornando solitários e sofrem com isso). §8 Assim, pessoas que se apoiam em símbolos de status, com o objetivo de serem “aceitas” socialmente, podem estar conseguindo o efeito contrário, que é se isolar e afastar ainda mais as pessoas. Com isso, um importante fator para uma boa qualidade de vida (que são as amizades) fica comprometido e fragilizado. §9 Isso reforça uma tese, muito discutida no mundinho das finanças pessoais, de que as pessoas devem consumir “para si próprias” e não para os outros. Existe uma frase bastante conhecida (que a cada hora se atribui a um autor diferente – então vamos considerar que é de autor “desconhecido”), que diz que “as pessoas gastam o dinheiro que não têm, para comprar coisas de que elas não precisam, para impressionar pessoas com quem elas não se importam”. §10 O estudo apenas fornece mais uma evidência (afinal, os nórdicos já sabiam disso…) de que a ostentação acaba, no fim das contas, jogando contra nós mesmos.

De acordo com o texto 1, a “Lei de Jante” é:

Questão 3 de 12 Q3 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões a ele pertinentes: Texto 1 O luxo que afasta Aquilo que fazemos na expectativa de sermos “aceitos” pode ser um tiro que sai pela culatra... Por André Massaro §1 Um assunto sobre o qual eu gosto de refletir bastante é a “Lei de Jante”. Para quem não conhece, essa tal “Lei de Jante” é uma daquelas regrinhas não escritas (um “meme”, se assim preferir) que é uma espécie de fenômeno cultural nos países nórdicos. Ela diz, basicamente, que “ostentar é feio” e que as pessoas, mesmo aquelas escandalosamente ricas e bem-sucedidas, devem, deliberadamente, procurar restringir o consumo e o estilo de vida para não se “desenquadrarem” do resto da sociedade. §2 Ou seja, numa sociedade regida pela Lei de Jante, não é uma coisa socialmente bem-aceita o milionário ter uma Ferrari e uma mansão. “Pega melhor” viver numa casa mais modesta e dirigir uma perua Volvo (o carro “popular” daqueles lados) com vinte anos de uso (mesmo que a riqueza permita muito mais que isso). §3 A “Lei de Jante” veio de um conto dinamarquês dos anos 30, sendo que “Jante” é a cidade fictícia onde tudo se passa. Quem conhece aqueles lados sabe que a Lei de Jante é um fenômeno real. Obviamente, existe ostentação por lá, mas bem menos pronunciada que em outros lugares. Inclusive, nos círculos de negócios dos países nórdicos, é uma discussão comum se a Lei de Jante não acaba inibindo o empreendedorismo e a inovação, por causa do estigma negativo associado a pessoas que “ficam ricas”. §4 Para nós, brasileiros (que gostamos de uma ostentaçãozinha…), esse tipo de comportamento pode parecer surpreendente. Mas, talvez, a Lei de Jante seja apenas uma versão mais radical daquilo que, aparentemente, é um comportamento humano natural. §5 No começo deste mês (agosto de 2018) foi publicado um interessantíssimo estudo científico chamado The Status Signals Paradox (O Paradoxo dos Símbolos de Status – em tradução livre), conduzido por pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, Israel e Cingapura. §6 O estudo mostra que, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, símbolos de status como carros exóticos e roupas caras acabam fazendo com que as pessoas que os possuem sejam vistas como MENOS desejáveis para se ter como amigos do que pessoas que utilizam coisas mais “normais”. §7 Não se questiona aqui que esses símbolos de status impressionam e podem ter um papel importante, por exemplo, num contexto de negócios. Mas os autores trouxeram à tona um assunto muito pertinente: nos círculos de psicologia e de saúde mental, muito se tem falado sobre a importância das amizades e das relações sociais para o bem-estar das pessoas, especialmente na fase adulta (na qual muitos acabam se tornando solitários e sofrem com isso). §8 Assim, pessoas que se apoiam em símbolos de status, com o objetivo de serem “aceitas” socialmente, podem estar conseguindo o efeito contrário, que é se isolar e afastar ainda mais as pessoas. Com isso, um importante fator para uma boa qualidade de vida (que são as amizades) fica comprometido e fragilizado. §9 Isso reforça uma tese, muito discutida no mundinho das finanças pessoais, de que as pessoas devem consumir “para si próprias” e não para os outros. Existe uma frase bastante conhecida (que a cada hora se atribui a um autor diferente – então vamos considerar que é de autor “desconhecido”), que diz que “as pessoas gastam o dinheiro que não têm, para comprar coisas de que elas não precisam, para impressionar pessoas com quem elas não se importam”. §10 O estudo apenas fornece mais uma evidência (afinal, os nórdicos já sabiam disso…) de que a ostentação acaba, no fim das contas, jogando contra nós mesmos.

De acordo com o texto 1, NÃO é uma constatação do estudo científico chamado The Status Signals Paradox:

Questão 4 de 12 Q4 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões a ele pertinentes: Texto 1 O luxo que afasta Aquilo que fazemos na expectativa de sermos “aceitos” pode ser um tiro que sai pela culatra... Por André Massaro §1 Um assunto sobre o qual eu gosto de refletir bastante é a “Lei de Jante”. Para quem não conhece, essa tal “Lei de Jante” é uma daquelas regrinhas não escritas (um “meme”, se assim preferir) que é uma espécie de fenômeno cultural nos países nórdicos. Ela diz, basicamente, que “ostentar é feio” e que as pessoas, mesmo aquelas escandalosamente ricas e bem-sucedidas, devem, deliberadamente, procurar restringir o consumo e o estilo de vida para não se “desenquadrarem” do resto da sociedade. §2 Ou seja, numa sociedade regida pela Lei de Jante, não é uma coisa socialmente bem-aceita o milionário ter uma Ferrari e uma mansão. “Pega melhor” viver numa casa mais modesta e dirigir uma perua Volvo (o carro “popular” daqueles lados) com vinte anos de uso (mesmo que a riqueza permita muito mais que isso). §3 A “Lei de Jante” veio de um conto dinamarquês dos anos 30, sendo que “Jante” é a cidade fictícia onde tudo se passa. Quem conhece aqueles lados sabe que a Lei de Jante é um fenômeno real. Obviamente, existe ostentação por lá, mas bem menos pronunciada que em outros lugares. Inclusive, nos círculos de negócios dos países nórdicos, é uma discussão comum se a Lei de Jante não acaba inibindo o empreendedorismo e a inovação, por causa do estigma negativo associado a pessoas que “ficam ricas”. §4 Para nós, brasileiros (que gostamos de uma ostentaçãozinha…), esse tipo de comportamento pode parecer surpreendente. Mas, talvez, a Lei de Jante seja apenas uma versão mais radical daquilo que, aparentemente, é um comportamento humano natural. §5 No começo deste mês (agosto de 2018) foi publicado um interessantíssimo estudo científico chamado The Status Signals Paradox (O Paradoxo dos Símbolos de Status – em tradução livre), conduzido por pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, Israel e Cingapura. §6 O estudo mostra que, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, símbolos de status como carros exóticos e roupas caras acabam fazendo com que as pessoas que os possuem sejam vistas como MENOS desejáveis para se ter como amigos do que pessoas que utilizam coisas mais “normais”. §7 Não se questiona aqui que esses símbolos de status impressionam e podem ter um papel importante, por exemplo, num contexto de negócios. Mas os autores trouxeram à tona um assunto muito pertinente: nos círculos de psicologia e de saúde mental, muito se tem falado sobre a importância das amizades e das relações sociais para o bem-estar das pessoas, especialmente na fase adulta (na qual muitos acabam se tornando solitários e sofrem com isso). §8 Assim, pessoas que se apoiam em símbolos de status, com o objetivo de serem “aceitas” socialmente, podem estar conseguindo o efeito contrário, que é se isolar e afastar ainda mais as pessoas. Com isso, um importante fator para uma boa qualidade de vida (que são as amizades) fica comprometido e fragilizado. §9 Isso reforça uma tese, muito discutida no mundinho das finanças pessoais, de que as pessoas devem consumir “para si próprias” e não para os outros. Existe uma frase bastante conhecida (que a cada hora se atribui a um autor diferente – então vamos considerar que é de autor “desconhecido”), que diz que “as pessoas gastam o dinheiro que não têm, para comprar coisas de que elas não precisam, para impressionar pessoas com quem elas não se importam”. §10 O estudo apenas fornece mais uma evidência (afinal, os nórdicos já sabiam disso…) de que a ostentação acaba, no fim das contas, jogando contra nós mesmos.

A linguagem apresenta diversas funções, as quais estão relacionadas ao objetivo da mensagem, à intenção do falante. No texto 1, é CORRETO afirmar que predomina a função:

Questão 5 de 12 Q5 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões a ele pertinentes: Texto 1 O luxo que afasta Aquilo que fazemos na expectativa de sermos “aceitos” pode ser um tiro que sai pela culatra... Por André Massaro §1 Um assunto sobre o qual eu gosto de refletir bastante é a “Lei de Jante”. Para quem não conhece, essa tal “Lei de Jante” é uma daquelas regrinhas não escritas (um “meme”, se assim preferir) que é uma espécie de fenômeno cultural nos países nórdicos. Ela diz, basicamente, que “ostentar é feio” e que as pessoas, mesmo aquelas escandalosamente ricas e bem-sucedidas, devem, deliberadamente, procurar restringir o consumo e o estilo de vida para não se “desenquadrarem” do resto da sociedade. §2 Ou seja, numa sociedade regida pela Lei de Jante, não é uma coisa socialmente bem-aceita o milionário ter uma Ferrari e uma mansão. “Pega melhor” viver numa casa mais modesta e dirigir uma perua Volvo (o carro “popular” daqueles lados) com vinte anos de uso (mesmo que a riqueza permita muito mais que isso). §3 A “Lei de Jante” veio de um conto dinamarquês dos anos 30, sendo que “Jante” é a cidade fictícia onde tudo se passa. Quem conhece aqueles lados sabe que a Lei de Jante é um fenômeno real. Obviamente, existe ostentação por lá, mas bem menos pronunciada que em outros lugares. Inclusive, nos círculos de negócios dos países nórdicos, é uma discussão comum se a Lei de Jante não acaba inibindo o empreendedorismo e a inovação, por causa do estigma negativo associado a pessoas que “ficam ricas”. §4 Para nós, brasileiros (que gostamos de uma ostentaçãozinha…), esse tipo de comportamento pode parecer surpreendente. Mas, talvez, a Lei de Jante seja apenas uma versão mais radical daquilo que, aparentemente, é um comportamento humano natural. §5 No começo deste mês (agosto de 2018) foi publicado um interessantíssimo estudo científico chamado The Status Signals Paradox (O Paradoxo dos Símbolos de Status – em tradução livre), conduzido por pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, Israel e Cingapura. §6 O estudo mostra que, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, símbolos de status como carros exóticos e roupas caras acabam fazendo com que as pessoas que os possuem sejam vistas como MENOS desejáveis para se ter como amigos do que pessoas que utilizam coisas mais “normais”. §7 Não se questiona aqui que esses símbolos de status impressionam e podem ter um papel importante, por exemplo, num contexto de negócios. Mas os autores trouxeram à tona um assunto muito pertinente: nos círculos de psicologia e de saúde mental, muito se tem falado sobre a importância das amizades e das relações sociais para o bem-estar das pessoas, especialmente na fase adulta (na qual muitos acabam se tornando solitários e sofrem com isso). §8 Assim, pessoas que se apoiam em símbolos de status, com o objetivo de serem “aceitas” socialmente, podem estar conseguindo o efeito contrário, que é se isolar e afastar ainda mais as pessoas. Com isso, um importante fator para uma boa qualidade de vida (que são as amizades) fica comprometido e fragilizado. §9 Isso reforça uma tese, muito discutida no mundinho das finanças pessoais, de que as pessoas devem consumir “para si próprias” e não para os outros. Existe uma frase bastante conhecida (que a cada hora se atribui a um autor diferente – então vamos considerar que é de autor “desconhecido”), que diz que “as pessoas gastam o dinheiro que não têm, para comprar coisas de que elas não precisam, para impressionar pessoas com quem elas não se importam”. §10 O estudo apenas fornece mais uma evidência (afinal, os nórdicos já sabiam disso…) de que a ostentação acaba, no fim das contas, jogando contra nós mesmos.

Assinale a alternativa em que há um sufixo formador de advérbio na palavra grifada:

Questão 6 de 12 Q6 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões a ele pertinentes: Texto 1 O luxo que afasta Aquilo que fazemos na expectativa de sermos “aceitos” pode ser um tiro que sai pela culatra... Por André Massaro §1 Um assunto sobre o qual eu gosto de refletir bastante é a “Lei de Jante”. Para quem não conhece, essa tal “Lei de Jante” é uma daquelas regrinhas não escritas (um “meme”, se assim preferir) que é uma espécie de fenômeno cultural nos países nórdicos. Ela diz, basicamente, que “ostentar é feio” e que as pessoas, mesmo aquelas escandalosamente ricas e bem-sucedidas, devem, deliberadamente, procurar restringir o consumo e o estilo de vida para não se “desenquadrarem” do resto da sociedade. §2 Ou seja, numa sociedade regida pela Lei de Jante, não é uma coisa socialmente bem-aceita o milionário ter uma Ferrari e uma mansão. “Pega melhor” viver numa casa mais modesta e dirigir uma perua Volvo (o carro “popular” daqueles lados) com vinte anos de uso (mesmo que a riqueza permita muito mais que isso). §3 A “Lei de Jante” veio de um conto dinamarquês dos anos 30, sendo que “Jante” é a cidade fictícia onde tudo se passa. Quem conhece aqueles lados sabe que a Lei de Jante é um fenômeno real. Obviamente, existe ostentação por lá, mas bem menos pronunciada que em outros lugares. Inclusive, nos círculos de negócios dos países nórdicos, é uma discussão comum se a Lei de Jante não acaba inibindo o empreendedorismo e a inovação, por causa do estigma negativo associado a pessoas que “ficam ricas”. §4 Para nós, brasileiros (que gostamos de uma ostentaçãozinha…), esse tipo de comportamento pode parecer surpreendente. Mas, talvez, a Lei de Jante seja apenas uma versão mais radical daquilo que, aparentemente, é um comportamento humano natural. §5 No começo deste mês (agosto de 2018) foi publicado um interessantíssimo estudo científico chamado The Status Signals Paradox (O Paradoxo dos Símbolos de Status – em tradução livre), conduzido por pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, Israel e Cingapura. §6 O estudo mostra que, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, símbolos de status como carros exóticos e roupas caras acabam fazendo com que as pessoas que os possuem sejam vistas como MENOS desejáveis para se ter como amigos do que pessoas que utilizam coisas mais “normais”. §7 Não se questiona aqui que esses símbolos de status impressionam e podem ter um papel importante, por exemplo, num contexto de negócios. Mas os autores trouxeram à tona um assunto muito pertinente: nos círculos de psicologia e de saúde mental, muito se tem falado sobre a importância das amizades e das relações sociais para o bem-estar das pessoas, especialmente na fase adulta (na qual muitos acabam se tornando solitários e sofrem com isso). §8 Assim, pessoas que se apoiam em símbolos de status, com o objetivo de serem “aceitas” socialmente, podem estar conseguindo o efeito contrário, que é se isolar e afastar ainda mais as pessoas. Com isso, um importante fator para uma boa qualidade de vida (que são as amizades) fica comprometido e fragilizado. §9 Isso reforça uma tese, muito discutida no mundinho das finanças pessoais, de que as pessoas devem consumir “para si próprias” e não para os outros. Existe uma frase bastante conhecida (que a cada hora se atribui a um autor diferente – então vamos considerar que é de autor “desconhecido”), que diz que “as pessoas gastam o dinheiro que não têm, para comprar coisas de que elas não precisam, para impressionar pessoas com quem elas não se importam”. §10 O estudo apenas fornece mais uma evidência (afinal, os nórdicos já sabiam disso…) de que a ostentação acaba, no fim das contas, jogando contra nós mesmos.

Considerando o sentido utilizado no texto 1, assinale a alternativa em que a palavra grifada NÃO expressa uma relação de antonímia com o termo destacado em seguida:

Questão 7 de 12 Q7 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões a ele pertinentes: Texto 1 O luxo que afasta Aquilo que fazemos na expectativa de sermos “aceitos” pode ser um tiro que sai pela culatra... Por André Massaro §1 Um assunto sobre o qual eu gosto de refletir bastante é a “Lei de Jante”. Para quem não conhece, essa tal “Lei de Jante” é uma daquelas regrinhas não escritas (um “meme”, se assim preferir) que é uma espécie de fenômeno cultural nos países nórdicos. Ela diz, basicamente, que “ostentar é feio” e que as pessoas, mesmo aquelas escandalosamente ricas e bem-sucedidas, devem, deliberadamente, procurar restringir o consumo e o estilo de vida para não se “desenquadrarem” do resto da sociedade. §2 Ou seja, numa sociedade regida pela Lei de Jante, não é uma coisa socialmente bem-aceita o milionário ter uma Ferrari e uma mansão. “Pega melhor” viver numa casa mais modesta e dirigir uma perua Volvo (o carro “popular” daqueles lados) com vinte anos de uso (mesmo que a riqueza permita muito mais que isso). §3 A “Lei de Jante” veio de um conto dinamarquês dos anos 30, sendo que “Jante” é a cidade fictícia onde tudo se passa. Quem conhece aqueles lados sabe que a Lei de Jante é um fenômeno real. Obviamente, existe ostentação por lá, mas bem menos pronunciada que em outros lugares. Inclusive, nos círculos de negócios dos países nórdicos, é uma discussão comum se a Lei de Jante não acaba inibindo o empreendedorismo e a inovação, por causa do estigma negativo associado a pessoas que “ficam ricas”. §4 Para nós, brasileiros (que gostamos de uma ostentaçãozinha…), esse tipo de comportamento pode parecer surpreendente. Mas, talvez, a Lei de Jante seja apenas uma versão mais radical daquilo que, aparentemente, é um comportamento humano natural. §5 No começo deste mês (agosto de 2018) foi publicado um interessantíssimo estudo científico chamado The Status Signals Paradox (O Paradoxo dos Símbolos de Status – em tradução livre), conduzido por pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, Israel e Cingapura. §6 O estudo mostra que, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, símbolos de status como carros exóticos e roupas caras acabam fazendo com que as pessoas que os possuem sejam vistas como MENOS desejáveis para se ter como amigos do que pessoas que utilizam coisas mais “normais”. §7 Não se questiona aqui que esses símbolos de status impressionam e podem ter um papel importante, por exemplo, num contexto de negócios. Mas os autores trouxeram à tona um assunto muito pertinente: nos círculos de psicologia e de saúde mental, muito se tem falado sobre a importância das amizades e das relações sociais para o bem-estar das pessoas, especialmente na fase adulta (na qual muitos acabam se tornando solitários e sofrem com isso). §8 Assim, pessoas que se apoiam em símbolos de status, com o objetivo de serem “aceitas” socialmente, podem estar conseguindo o efeito contrário, que é se isolar e afastar ainda mais as pessoas. Com isso, um importante fator para uma boa qualidade de vida (que são as amizades) fica comprometido e fragilizado. §9 Isso reforça uma tese, muito discutida no mundinho das finanças pessoais, de que as pessoas devem consumir “para si próprias” e não para os outros. Existe uma frase bastante conhecida (que a cada hora se atribui a um autor diferente – então vamos considerar que é de autor “desconhecido”), que diz que “as pessoas gastam o dinheiro que não têm, para comprar coisas de que elas não precisam, para impressionar pessoas com quem elas não se importam”. §10 O estudo apenas fornece mais uma evidência (afinal, os nórdicos já sabiam disso…) de que a ostentação acaba, no fim das contas, jogando contra nós mesmos.

“‘Pega melhor’ viver numa casa mais modesta e dirigir uma perua Volvo (o carro ‘popular’ daqueles lados) com vinte anos de uso (mesmo que a riqueza permita muito mais que isso).” (§ 2) No trecho acima, há uma forma verbal conjugada no presente do modo subjuntivo. Assinale a alternativa na qual há o emprego desse mesmo modo verbal:

Questão 8 de 12 Q8 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões a ele pertinentes: Texto 2 Precisamos falar sobre livros Vivemos discutindo filmes e séries de TV. Por que a literatura não pode ser tema de conversas cotidianas? Por Danilo Venticinque §1 O que você tem lido ultimamente? §2 Há algum tempo decidi fazer um esforço consciente para perguntar isso às pessoas com quem encontrava no dia a dia. Eram poucos os que respondiam de imediato, citando os títulos dos últimos livros que despertaram seu interesse. A maioria enrolava, dizia que a vida andava corrida e tinha alguma dificuldade para lembrar o último livro que leu. Muitos desconversavam e mudavam de assunto imediatamente. Houve até quem mostrasse alguma irritação. Como se fosse um absurdo supor que todo mundo deveria estar lendo algum livro. §3 Mesmo amigos que têm o hábito de ler reagiram com um pouquinho de perplexidade quando fiz essa pergunta. Não estamos acostumados a falar sobre livros no dia a dia. Soa até um pouco pedante questionar alguém sobre seus hábitos e preferências de leitura. §4 Pergunte às mesmas pessoas sobre as séries que elas têm acompanhado, porém, e todos terão uma resposta na ponta da língua. O mesmo vale para os últimos filmes que viram ou as canções que mais têm escutado. Televisão, cinema e música são assuntos que discutimos com naturalidade. Se você disser que não gosta de filmes ou de séries de televisão, provavelmente será visto como um alienígena. Por que os livros são percebidos de forma diferente? §5 Há uma série de possíveis explicações. A leitura obrigatória nas escolas, a sedução das distrações digitais, os preços de livros nas grandes livrarias, o esnobismo de alguns leitores mais eruditos. Não há espaço para discutir todas essas causas em apenas um texto. Voltarei ao assunto ao longo das próximas semanas. §6 Neste primeiro post, quero me concentrar no efeito comum de todas essas causas: perdemos o hábito de falar sobre livros no dia a dia, se é que algum dia chegamos a criá-lo. Os livros são vistos como algo a ser discutido em sala de aula, em pequenos círculos intelectuais ou em grupos de leitores, mas não em conversas cotidianas. §7 O mesmo comportamento se repete nas redes sociais e na internet como um todo. Há milhares de leitores apaixonados por aí, de todas as idades e com diferentes preferências literárias. Muitos têm blogs e canais de YouTube dedicados à literatura, alguns com um grande número de seguidores. São pessoas que estão acostumadas a falar sobre literatura. Mas a maioria só conversa sobre livros entre si. Muito pouca gente discute o assunto com amigos que estejam fora desse círculo de leitores. É raro, mesmo entre leitores vorazes, encontrar alguém que trate a literatura da mesma maneira que tratamos a música ou o cinema. §8 Parece bobagem, mas perdemos muito com esse comportamento. Se os leitores só conversarem sobre livros com outros leitores, não disseminarão o prazer da leitura. Continuarão sendo uma espécie em extinção. §9 Cabe aos leitores tomar o primeiro passo para mudar essa situação. Ainda que corramos o risco de provocar estranhamento, precisamos conversar mais sobre livros com as pessoas ao nosso redor. Perguntar o que elas têm lido ultimamente, comentar sobre os últimos livros que lemos, dar dicas de leitura para quem não tem o hábito de ler. Não com afetação ou ar de superioridade, mas com a mesma naturalidade de quem fala sobre um episódio de sua série favorita. §10 No início, a reação dos seus interlocutores pode ser de perplexidade. Talvez você até se sinta um pouco incômodo por tratar do assunto. Insista um pouquinho. Depois de algumas tentativas, a pergunta começará a ser vista como algo normal. Com o tempo, talvez as respostas se tornem tão naturais quanto a pergunta. Talvez você encontre novos leitores ao seu redor, ou ajude alguém a descobrir o prazer da leitura.

Considerando o sentido geral do texto 2, é CORRETO afirmar que o autor:

Questão 9 de 12 Q9 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões a ele pertinentes: Texto 2 Precisamos falar sobre livros Vivemos discutindo filmes e séries de TV. Por que a literatura não pode ser tema de conversas cotidianas? Por Danilo Venticinque §1 O que você tem lido ultimamente? §2 Há algum tempo decidi fazer um esforço consciente para perguntar isso às pessoas com quem encontrava no dia a dia. Eram poucos os que respondiam de imediato, citando os títulos dos últimos livros que despertaram seu interesse. A maioria enrolava, dizia que a vida andava corrida e tinha alguma dificuldade para lembrar o último livro que leu. Muitos desconversavam e mudavam de assunto imediatamente. Houve até quem mostrasse alguma irritação. Como se fosse um absurdo supor que todo mundo deveria estar lendo algum livro. §3 Mesmo amigos que têm o hábito de ler reagiram com um pouquinho de perplexidade quando fiz essa pergunta. Não estamos acostumados a falar sobre livros no dia a dia. Soa até um pouco pedante questionar alguém sobre seus hábitos e preferências de leitura. §4 Pergunte às mesmas pessoas sobre as séries que elas têm acompanhado, porém, e todos terão uma resposta na ponta da língua. O mesmo vale para os últimos filmes que viram ou as canções que mais têm escutado. Televisão, cinema e música são assuntos que discutimos com naturalidade. Se você disser que não gosta de filmes ou de séries de televisão, provavelmente será visto como um alienígena. Por que os livros são percebidos de forma diferente? §5 Há uma série de possíveis explicações. A leitura obrigatória nas escolas, a sedução das distrações digitais, os preços de livros nas grandes livrarias, o esnobismo de alguns leitores mais eruditos. Não há espaço para discutir todas essas causas em apenas um texto. Voltarei ao assunto ao longo das próximas semanas. §6 Neste primeiro post, quero me concentrar no efeito comum de todas essas causas: perdemos o hábito de falar sobre livros no dia a dia, se é que algum dia chegamos a criá-lo. Os livros são vistos como algo a ser discutido em sala de aula, em pequenos círculos intelectuais ou em grupos de leitores, mas não em conversas cotidianas. §7 O mesmo comportamento se repete nas redes sociais e na internet como um todo. Há milhares de leitores apaixonados por aí, de todas as idades e com diferentes preferências literárias. Muitos têm blogs e canais de YouTube dedicados à literatura, alguns com um grande número de seguidores. São pessoas que estão acostumadas a falar sobre literatura. Mas a maioria só conversa sobre livros entre si. Muito pouca gente discute o assunto com amigos que estejam fora desse círculo de leitores. É raro, mesmo entre leitores vorazes, encontrar alguém que trate a literatura da mesma maneira que tratamos a música ou o cinema. §8 Parece bobagem, mas perdemos muito com esse comportamento. Se os leitores só conversarem sobre livros com outros leitores, não disseminarão o prazer da leitura. Continuarão sendo uma espécie em extinção. §9 Cabe aos leitores tomar o primeiro passo para mudar essa situação. Ainda que corramos o risco de provocar estranhamento, precisamos conversar mais sobre livros com as pessoas ao nosso redor. Perguntar o que elas têm lido ultimamente, comentar sobre os últimos livros que lemos, dar dicas de leitura para quem não tem o hábito de ler. Não com afetação ou ar de superioridade, mas com a mesma naturalidade de quem fala sobre um episódio de sua série favorita. §10 No início, a reação dos seus interlocutores pode ser de perplexidade. Talvez você até se sinta um pouco incômodo por tratar do assunto. Insista um pouquinho. Depois de algumas tentativas, a pergunta começará a ser vista como algo normal. Com o tempo, talvez as respostas se tornem tão naturais quanto a pergunta. Talvez você encontre novos leitores ao seu redor, ou ajude alguém a descobrir o prazer da leitura.

“Há algum tempo decidi fazer um esforço consciente para perguntar isso às pessoas com quem encontrava no dia a dia.” (§ 2) No trecho acima, observa-se uma construção sintática em que foi utilizada a regência verbal de acordo com a norma culta da língua portuguesa. Assinale a alternativa em que NÃO é empregada a regência verbal de acordo com a norma culta:

Questão 10 de 12 Q10 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões a ele pertinentes: Texto 2 Precisamos falar sobre livros Vivemos discutindo filmes e séries de TV. Por que a literatura não pode ser tema de conversas cotidianas? Por Danilo Venticinque §1 O que você tem lido ultimamente? §2 Há algum tempo decidi fazer um esforço consciente para perguntar isso às pessoas com quem encontrava no dia a dia. Eram poucos os que respondiam de imediato, citando os títulos dos últimos livros que despertaram seu interesse. A maioria enrolava, dizia que a vida andava corrida e tinha alguma dificuldade para lembrar o último livro que leu. Muitos desconversavam e mudavam de assunto imediatamente. Houve até quem mostrasse alguma irritação. Como se fosse um absurdo supor que todo mundo deveria estar lendo algum livro. §3 Mesmo amigos que têm o hábito de ler reagiram com um pouquinho de perplexidade quando fiz essa pergunta. Não estamos acostumados a falar sobre livros no dia a dia. Soa até um pouco pedante questionar alguém sobre seus hábitos e preferências de leitura. §4 Pergunte às mesmas pessoas sobre as séries que elas têm acompanhado, porém, e todos terão uma resposta na ponta da língua. O mesmo vale para os últimos filmes que viram ou as canções que mais têm escutado. Televisão, cinema e música são assuntos que discutimos com naturalidade. Se você disser que não gosta de filmes ou de séries de televisão, provavelmente será visto como um alienígena. Por que os livros são percebidos de forma diferente? §5 Há uma série de possíveis explicações. A leitura obrigatória nas escolas, a sedução das distrações digitais, os preços de livros nas grandes livrarias, o esnobismo de alguns leitores mais eruditos. Não há espaço para discutir todas essas causas em apenas um texto. Voltarei ao assunto ao longo das próximas semanas. §6 Neste primeiro post, quero me concentrar no efeito comum de todas essas causas: perdemos o hábito de falar sobre livros no dia a dia, se é que algum dia chegamos a criá-lo. Os livros são vistos como algo a ser discutido em sala de aula, em pequenos círculos intelectuais ou em grupos de leitores, mas não em conversas cotidianas. §7 O mesmo comportamento se repete nas redes sociais e na internet como um todo. Há milhares de leitores apaixonados por aí, de todas as idades e com diferentes preferências literárias. Muitos têm blogs e canais de YouTube dedicados à literatura, alguns com um grande número de seguidores. São pessoas que estão acostumadas a falar sobre literatura. Mas a maioria só conversa sobre livros entre si. Muito pouca gente discute o assunto com amigos que estejam fora desse círculo de leitores. É raro, mesmo entre leitores vorazes, encontrar alguém que trate a literatura da mesma maneira que tratamos a música ou o cinema. §8 Parece bobagem, mas perdemos muito com esse comportamento. Se os leitores só conversarem sobre livros com outros leitores, não disseminarão o prazer da leitura. Continuarão sendo uma espécie em extinção. §9 Cabe aos leitores tomar o primeiro passo para mudar essa situação. Ainda que corramos o risco de provocar estranhamento, precisamos conversar mais sobre livros com as pessoas ao nosso redor. Perguntar o que elas têm lido ultimamente, comentar sobre os últimos livros que lemos, dar dicas de leitura para quem não tem o hábito de ler. Não com afetação ou ar de superioridade, mas com a mesma naturalidade de quem fala sobre um episódio de sua série favorita. §10 No início, a reação dos seus interlocutores pode ser de perplexidade. Talvez você até se sinta um pouco incômodo por tratar do assunto. Insista um pouquinho. Depois de algumas tentativas, a pergunta começará a ser vista como algo normal. Com o tempo, talvez as respostas se tornem tão naturais quanto a pergunta. Talvez você encontre novos leitores ao seu redor, ou ajude alguém a descobrir o prazer da leitura.

Assinale a alternativa em que a relação entre a palavra sublinhada e os referentes dados entre parênteses é INCORRETA:

Questão 11 de 12 Q11 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões a ele pertinentes: Texto 2 Precisamos falar sobre livros Vivemos discutindo filmes e séries de TV. Por que a literatura não pode ser tema de conversas cotidianas? Por Danilo Venticinque §1 O que você tem lido ultimamente? §2 Há algum tempo decidi fazer um esforço consciente para perguntar isso às pessoas com quem encontrava no dia a dia. Eram poucos os que respondiam de imediato, citando os títulos dos últimos livros que despertaram seu interesse. A maioria enrolava, dizia que a vida andava corrida e tinha alguma dificuldade para lembrar o último livro que leu. Muitos desconversavam e mudavam de assunto imediatamente. Houve até quem mostrasse alguma irritação. Como se fosse um absurdo supor que todo mundo deveria estar lendo algum livro. §3 Mesmo amigos que têm o hábito de ler reagiram com um pouquinho de perplexidade quando fiz essa pergunta. Não estamos acostumados a falar sobre livros no dia a dia. Soa até um pouco pedante questionar alguém sobre seus hábitos e preferências de leitura. §4 Pergunte às mesmas pessoas sobre as séries que elas têm acompanhado, porém, e todos terão uma resposta na ponta da língua. O mesmo vale para os últimos filmes que viram ou as canções que mais têm escutado. Televisão, cinema e música são assuntos que discutimos com naturalidade. Se você disser que não gosta de filmes ou de séries de televisão, provavelmente será visto como um alienígena. Por que os livros são percebidos de forma diferente? §5 Há uma série de possíveis explicações. A leitura obrigatória nas escolas, a sedução das distrações digitais, os preços de livros nas grandes livrarias, o esnobismo de alguns leitores mais eruditos. Não há espaço para discutir todas essas causas em apenas um texto. Voltarei ao assunto ao longo das próximas semanas. §6 Neste primeiro post, quero me concentrar no efeito comum de todas essas causas: perdemos o hábito de falar sobre livros no dia a dia, se é que algum dia chegamos a criá-lo. Os livros são vistos como algo a ser discutido em sala de aula, em pequenos círculos intelectuais ou em grupos de leitores, mas não em conversas cotidianas. §7 O mesmo comportamento se repete nas redes sociais e na internet como um todo. Há milhares de leitores apaixonados por aí, de todas as idades e com diferentes preferências literárias. Muitos têm blogs e canais de YouTube dedicados à literatura, alguns com um grande número de seguidores. São pessoas que estão acostumadas a falar sobre literatura. Mas a maioria só conversa sobre livros entre si. Muito pouca gente discute o assunto com amigos que estejam fora desse círculo de leitores. É raro, mesmo entre leitores vorazes, encontrar alguém que trate a literatura da mesma maneira que tratamos a música ou o cinema. §8 Parece bobagem, mas perdemos muito com esse comportamento. Se os leitores só conversarem sobre livros com outros leitores, não disseminarão o prazer da leitura. Continuarão sendo uma espécie em extinção. §9 Cabe aos leitores tomar o primeiro passo para mudar essa situação. Ainda que corramos o risco de provocar estranhamento, precisamos conversar mais sobre livros com as pessoas ao nosso redor. Perguntar o que elas têm lido ultimamente, comentar sobre os últimos livros que lemos, dar dicas de leitura para quem não tem o hábito de ler. Não com afetação ou ar de superioridade, mas com a mesma naturalidade de quem fala sobre um episódio de sua série favorita. §10 No início, a reação dos seus interlocutores pode ser de perplexidade. Talvez você até se sinta um pouco incômodo por tratar do assunto. Insista um pouquinho. Depois de algumas tentativas, a pergunta começará a ser vista como algo normal. Com o tempo, talvez as respostas se tornem tão naturais quanto a pergunta. Talvez você encontre novos leitores ao seu redor, ou ajude alguém a descobrir o prazer da leitura.

Assinale a alternativa em que NÃO ocorre erro ortográfico em nenhuma das palavras:

Questão 12 de 12 Q12 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões a ele pertinentes: Texto 2 Precisamos falar sobre livros Vivemos discutindo filmes e séries de TV. Por que a literatura não pode ser tema de conversas cotidianas? Por Danilo Venticinque §1 O que você tem lido ultimamente? §2 Há algum tempo decidi fazer um esforço consciente para perguntar isso às pessoas com quem encontrava no dia a dia. Eram poucos os que respondiam de imediato, citando os títulos dos últimos livros que despertaram seu interesse. A maioria enrolava, dizia que a vida andava corrida e tinha alguma dificuldade para lembrar o último livro que leu. Muitos desconversavam e mudavam de assunto imediatamente. Houve até quem mostrasse alguma irritação. Como se fosse um absurdo supor que todo mundo deveria estar lendo algum livro. §3 Mesmo amigos que têm o hábito de ler reagiram com um pouquinho de perplexidade quando fiz essa pergunta. Não estamos acostumados a falar sobre livros no dia a dia. Soa até um pouco pedante questionar alguém sobre seus hábitos e preferências de leitura. §4 Pergunte às mesmas pessoas sobre as séries que elas têm acompanhado, porém, e todos terão uma resposta na ponta da língua. O mesmo vale para os últimos filmes que viram ou as canções que mais têm escutado. Televisão, cinema e música são assuntos que discutimos com naturalidade. Se você disser que não gosta de filmes ou de séries de televisão, provavelmente será visto como um alienígena. Por que os livros são percebidos de forma diferente? §5 Há uma série de possíveis explicações. A leitura obrigatória nas escolas, a sedução das distrações digitais, os preços de livros nas grandes livrarias, o esnobismo de alguns leitores mais eruditos. Não há espaço para discutir todas essas causas em apenas um texto. Voltarei ao assunto ao longo das próximas semanas. §6 Neste primeiro post, quero me concentrar no efeito comum de todas essas causas: perdemos o hábito de falar sobre livros no dia a dia, se é que algum dia chegamos a criá-lo. Os livros são vistos como algo a ser discutido em sala de aula, em pequenos círculos intelectuais ou em grupos de leitores, mas não em conversas cotidianas. §7 O mesmo comportamento se repete nas redes sociais e na internet como um todo. Há milhares de leitores apaixonados por aí, de todas as idades e com diferentes preferências literárias. Muitos têm blogs e canais de YouTube dedicados à literatura, alguns com um grande número de seguidores. São pessoas que estão acostumadas a falar sobre literatura. Mas a maioria só conversa sobre livros entre si. Muito pouca gente discute o assunto com amigos que estejam fora desse círculo de leitores. É raro, mesmo entre leitores vorazes, encontrar alguém que trate a literatura da mesma maneira que tratamos a música ou o cinema. §8 Parece bobagem, mas perdemos muito com esse comportamento. Se os leitores só conversarem sobre livros com outros leitores, não disseminarão o prazer da leitura. Continuarão sendo uma espécie em extinção. §9 Cabe aos leitores tomar o primeiro passo para mudar essa situação. Ainda que corramos o risco de provocar estranhamento, precisamos conversar mais sobre livros com as pessoas ao nosso redor. Perguntar o que elas têm lido ultimamente, comentar sobre os últimos livros que lemos, dar dicas de leitura para quem não tem o hábito de ler. Não com afetação ou ar de superioridade, mas com a mesma naturalidade de quem fala sobre um episódio de sua série favorita. §10 No início, a reação dos seus interlocutores pode ser de perplexidade. Talvez você até se sinta um pouco incômodo por tratar do assunto. Insista um pouquinho. Depois de algumas tentativas, a pergunta começará a ser vista como algo normal. Com o tempo, talvez as respostas se tornem tão naturais quanto a pergunta. Talvez você encontre novos leitores ao seu redor, ou ajude alguém a descobrir o prazer da leitura.

“Ou seja, numa sociedade regida pela Lei de Jante, não é uma coisa socialmente bem-aceita o milionário ter uma Ferrari e uma mansão.” (§ 2) Nessa informação, a expressão sublinhada pode ser substituída, sem mudança de sentido, por:

Acertos
Erros
12
Total