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Questão 1 de 1Q1361904Q8 da prova
Instrução: Leia o texto a seguir para responder às questões de 06 a 09 .
Emergência neurológica
Governos devem focar nessas doenças, ligadas ao envelhecimento populacional
Da perspectiva da saúde individual, efeitos importam mais que causas. São eles a diminuir a qualidade de vida dos pacientes, e foi ajustando esse foco que nova análise do relatório "Fardo Global da Doença" apontou as enfermidades neurológicas como problema central do presente.
O estudo publicado no periódico The Lancet Neurology revela que, em 2021, 43% da população mundial, 3,4 bilhões de pessoas, enfrentaram doenças do sistema nervoso, como demências, cefaleias ou acidentes vasculares cerebrais (AVC).
Essas patologias cresceram mais de 50% desde a década de 1990 e ultrapassaram as cardiovasculares, antes consideradas mais prevalentes. Tal mudança decorre de vários fatores, até metodológicos.
O escopo de distúrbios neurológicos do relatório avançou de 15 para 37, incluindo síndromes como complicações da Covid -19. Além disso, o AVC passou a ser classificado como problema neurológico, e não mais cardiovascular.
O AVC não deixou de ter como origem a obstrução de vaso sanguíneo no cérebro. Os efeitos desses acidentes num órgão vital, como paralisias, é que pesaram mais que a etiologia para classificá-los entre as patologias neurológicas.
Há, porém, fenômeno subjacente mais significativo que alterações de critérios: o envelhecimento da população. Com mais idosos, aumenta a prevalência de moléstias características dessa faixa etária, como Alzheimer, Parkinson e AVCs.
A tendência é global e se manifesta também em países de renda média, como o Brasil. Entre os censos de 2010 e 2022, a parcela de habitantes com 65 anos ou mais no país passou de 14 milhões (7,4%) para 22 milhões (10,9%) — o aumento absoluto foi de 57,4%.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) avalia que a região das Américas não conta com o preparo desejável para lidar com o envelhecimento progressivo.
Nada menos que 75% dos brasileiros idosos dependem exclusivamente do SUS. Desde 2018, o serviço tem diretrizes para essa fase da vida, com foco em tratamento, prevenção e qualidade de vida — como deve ser e como se torna doravante imperioso aprofundar.
(editoriais@grupofolha.com.br. 17.03.2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/03/emergencia-neurologica.shtml . Acesso em 06 de abril de 2024.)
Considere as afirmativas:
I. O texto é um editorial de jornal, e, como tal, apresenta um ponto de vista sobre um tema de interesse público. II. O número de idosos dependentes do Sistema Único de Saúde é muito grande ao se comparar com a média mundial. III. Ao elaborar esse texto, a editoria do jornal se baseou no relatório de um estudo sobre as enfermidades neurológicas no mundo todo. IV. O gênero editorial é produzido na esfera jornalística e dialoga com outros gêneros presentes nessa esfera.