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Questão 1 de 14Q1 da prova
Texto para as questões de 1 a 14
"Só os seres humanos usam a linguagem verbal, algo que nos torna únicos entre todos os animais", diz Maggie Tallerman, professora de linguística da Universidade Newcastle, na Inglaterra. Essa capacidade de conversar é vista como uma das principais transições no processo de evolução. E, por isso, as pessoas se interessam, há muito tempo, pelas origens da linguagem verbal. "A língua é uma das complexas características que nos tornam humanos", diz Robert Foley, antropólogo e professor de evolução humana na Universidade Cambridge. Atualmente, existem mais de 6.500 idiomas no mundo. Como os cientistas podem descobrir qual é o mais antigo? A maioria das línguas que chamamos de antigas não chega a ter mais de 6 mil anos e são fundamentalmente as mesmas línguas de hoje. A real origem da linguagem verbal pode ser rastreada em um período que vai a até pelo menos 50 mil anos atrás. Mas a maioria dos linguistas acha que a origem é bem mais antiga que isso. "Muitos de nós acreditam que começou há mais de meio milhão de anos", diz Tallerman. Apesar da riqueza na variedade de línguas no mundo hoje, é "possível que todas as nossas línguas atuais sejam descendentes de um ancestral comum", diz Foley. Mapear isso é possível, em parte, pela biologia da nossa evolução: a genética indica que todos nós viemos de uma população relativamente pequena na África. Os fósseis dos nossos ancestrais dão algumas pistas de quando começamos a conversar. "O discurso, de certa forma, é uma respiração elaborada", diz Foley. "Estamos respirando, com enorme controle, para produzir os sons." Para conseguir fazer isso, precisamos ter controle muscular preciso sobre nosso corpo. "Nosso diafragma é mais desenvolvido e tem muito mais nervos que o diafragma de nossos parentes mais próximos e sem fala, os macacos." O resultado de ter todos esses nervos é que "nossa medula espinhal é um pouco mais grossa nessa área que a dos macacos, e a coluna vertebral também precisa ser um pouco mais larga". Se você olhar para os neandertais, cerca de 600 mil anos atrás, eles têm essa expansão na coluna vertebral. Mas se você voltar um milhão de anos, para o Homo erectus, uma espécie anterior de humanos arcaicos, essa expansão na coluna vertebral não existe. Isso nos dá uma ideia de quando os humanos começaram a usar a fala. Além do registro fóssil, os avanços nos estudos na área de genética também estão fornecendo novos métodos para encontrar a origem da fala. "Existe um gene chamado gene FOXP2, que é comum a todos os primatas", diz Foley. "Mas, como seres humanos, temos uma versão mutante." As mutações nesse gene podem ajudar a explicar por que os humanos podem falar, mas os chimpanzés, não, segundo o professor. "Sabemos que ele tem um papel crucial no desenvolvimento da fala e do discurso, porque as pessoas que têm a forma não mutante do gene geralmente têm problemas na elaboração do discurso." Os neandertais tinham a mesma variação do FOXP2 que os humanos modernos têm, o que reforça a teoria de que eles possuíam alguma forma de fala. Mas saber se eles chegaram a desenvolver a fala é outra questão. Então, pode ter levado centenas de milhares de anos para que conversas tenham começado a acontecer.
O principal tema do texto é a
Questão 2 de 14Q2 da prova
Texto para as questões de 1 a 14
"Só os seres humanos usam a linguagem verbal, algo que nos torna únicos entre todos os animais", diz Maggie Tallerman, professora de linguística da Universidade Newcastle, na Inglaterra. Essa capacidade de conversar é vista como uma das principais transições no processo de evolução. E, por isso, as pessoas se interessam, há muito tempo, pelas origens da linguagem verbal. "A língua é uma das complexas características que nos tornam humanos", diz Robert Foley, antropólogo e professor de evolução humana na Universidade Cambridge. Atualmente, existem mais de 6.500 idiomas no mundo. Como os cientistas podem descobrir qual é o mais antigo? A maioria das línguas que chamamos de antigas não chega a ter mais de 6 mil anos e são fundamentalmente as mesmas línguas de hoje. A real origem da linguagem verbal pode ser rastreada em um período que vai a até pelo menos 50 mil anos atrás. Mas a maioria dos linguistas acha que a origem é bem mais antiga que isso. "Muitos de nós acreditam que começou há mais de meio milhão de anos", diz Tallerman. Apesar da riqueza na variedade de línguas no mundo hoje, é "possível que todas as nossas línguas atuais sejam descendentes de um ancestral comum", diz Foley. Mapear isso é possível, em parte, pela biologia da nossa evolução: a genética indica que todos nós viemos de uma população relativamente pequena na África. Os fósseis dos nossos ancestrais dão algumas pistas de quando começamos a conversar. "O discurso, de certa forma, é uma respiração elaborada", diz Foley. "Estamos respirando, com enorme controle, para produzir os sons." Para conseguir fazer isso, precisamos ter controle muscular preciso sobre nosso corpo. "Nosso diafragma é mais desenvolvido e tem muito mais nervos que o diafragma de nossos parentes mais próximos e sem fala, os macacos." O resultado de ter todos esses nervos é que "nossa medula espinhal é um pouco mais grossa nessa área que a dos macacos, e a coluna vertebral também precisa ser um pouco mais larga". Se você olhar para os neandertais, cerca de 600 mil anos atrás, eles têm essa expansão na coluna vertebral. Mas se você voltar um milhão de anos, para o Homo erectus, uma espécie anterior de humanos arcaicos, essa expansão na coluna vertebral não existe. Isso nos dá uma ideia de quando os humanos começaram a usar a fala. Além do registro fóssil, os avanços nos estudos na área de genética também estão fornecendo novos métodos para encontrar a origem da fala. "Existe um gene chamado gene FOXP2, que é comum a todos os primatas", diz Foley. "Mas, como seres humanos, temos uma versão mutante." As mutações nesse gene podem ajudar a explicar por que os humanos podem falar, mas os chimpanzés, não, segundo o professor. "Sabemos que ele tem um papel crucial no desenvolvimento da fala e do discurso, porque as pessoas que têm a forma não mutante do gene geralmente têm problemas na elaboração do discurso." Os neandertais tinham a mesma variação do FOXP2 que os humanos modernos têm, o que reforça a teoria de que eles possuíam alguma forma de fala. Mas saber se eles chegaram a desenvolver a fala é outra questão. Então, pode ter levado centenas de milhares de anos para que conversas tenham começado a acontecer.
Com base no texto, é correto levantar a hipótese de que os humanos podem ter começado a falar
Questão 3 de 14Q3 da prova
Texto para as questões de 1 a 14
"Só os seres humanos usam a linguagem verbal, algo que nos torna únicos entre todos os animais", diz Maggie Tallerman, professora de linguística da Universidade Newcastle, na Inglaterra. Essa capacidade de conversar é vista como uma das principais transições no processo de evolução. E, por isso, as pessoas se interessam, há muito tempo, pelas origens da linguagem verbal. "A língua é uma das complexas características que nos tornam humanos", diz Robert Foley, antropólogo e professor de evolução humana na Universidade Cambridge. Atualmente, existem mais de 6.500 idiomas no mundo. Como os cientistas podem descobrir qual é o mais antigo? A maioria das línguas que chamamos de antigas não chega a ter mais de 6 mil anos e são fundamentalmente as mesmas línguas de hoje. A real origem da linguagem verbal pode ser rastreada em um período que vai a até pelo menos 50 mil anos atrás. Mas a maioria dos linguistas acha que a origem é bem mais antiga que isso. "Muitos de nós acreditam que começou há mais de meio milhão de anos", diz Tallerman. Apesar da riqueza na variedade de línguas no mundo hoje, é "possível que todas as nossas línguas atuais sejam descendentes de um ancestral comum", diz Foley. Mapear isso é possível, em parte, pela biologia da nossa evolução: a genética indica que todos nós viemos de uma população relativamente pequena na África. Os fósseis dos nossos ancestrais dão algumas pistas de quando começamos a conversar. "O discurso, de certa forma, é uma respiração elaborada", diz Foley. "Estamos respirando, com enorme controle, para produzir os sons." Para conseguir fazer isso, precisamos ter controle muscular preciso sobre nosso corpo. "Nosso diafragma é mais desenvolvido e tem muito mais nervos que o diafragma de nossos parentes mais próximos e sem fala, os macacos." O resultado de ter todos esses nervos é que "nossa medula espinhal é um pouco mais grossa nessa área que a dos macacos, e a coluna vertebral também precisa ser um pouco mais larga". Se você olhar para os neandertais, cerca de 600 mil anos atrás, eles têm essa expansão na coluna vertebral. Mas se você voltar um milhão de anos, para o Homo erectus, uma espécie anterior de humanos arcaicos, essa expansão na coluna vertebral não existe. Isso nos dá uma ideia de quando os humanos começaram a usar a fala. Além do registro fóssil, os avanços nos estudos na área de genética também estão fornecendo novos métodos para encontrar a origem da fala. "Existe um gene chamado gene FOXP2, que é comum a todos os primatas", diz Foley. "Mas, como seres humanos, temos uma versão mutante." As mutações nesse gene podem ajudar a explicar por que os humanos podem falar, mas os chimpanzés, não, segundo o professor. "Sabemos que ele tem um papel crucial no desenvolvimento da fala e do discurso, porque as pessoas que têm a forma não mutante do gene geralmente têm problemas na elaboração do discurso." Os neandertais tinham a mesma variação do FOXP2 que os humanos modernos têm, o que reforça a teoria de que eles possuíam alguma forma de fala. Mas saber se eles chegaram a desenvolver a fala é outra questão. Então, pode ter levado centenas de milhares de anos para que conversas tenham começado a acontecer.
De acordo com o texto, uma evidência fóssil relacionada ao desenvolvimento da fala exclusivamente na espécie humana é
Questão 4 de 14Q4 da prova
Texto para as questões de 1 a 14
"Só os seres humanos usam a linguagem verbal, algo que nos torna únicos entre todos os animais", diz Maggie Tallerman, professora de linguística da Universidade Newcastle, na Inglaterra. Essa capacidade de conversar é vista como uma das principais transições no processo de evolução. E, por isso, as pessoas se interessam, há muito tempo, pelas origens da linguagem verbal. "A língua é uma das complexas características que nos tornam humanos", diz Robert Foley, antropólogo e professor de evolução humana na Universidade Cambridge. Atualmente, existem mais de 6.500 idiomas no mundo. Como os cientistas podem descobrir qual é o mais antigo? A maioria das línguas que chamamos de antigas não chega a ter mais de 6 mil anos e são fundamentalmente as mesmas línguas de hoje. A real origem da linguagem verbal pode ser rastreada em um período que vai a até pelo menos 50 mil anos atrás. Mas a maioria dos linguistas acha que a origem é bem mais antiga que isso. "Muitos de nós acreditam que começou há mais de meio milhão de anos", diz Tallerman. Apesar da riqueza na variedade de línguas no mundo hoje, é "possível que todas as nossas línguas atuais sejam descendentes de um ancestral comum", diz Foley. Mapear isso é possível, em parte, pela biologia da nossa evolução: a genética indica que todos nós viemos de uma população relativamente pequena na África. Os fósseis dos nossos ancestrais dão algumas pistas de quando começamos a conversar. "O discurso, de certa forma, é uma respiração elaborada", diz Foley. "Estamos respirando, com enorme controle, para produzir os sons." Para conseguir fazer isso, precisamos ter controle muscular preciso sobre nosso corpo. "Nosso diafragma é mais desenvolvido e tem muito mais nervos que o diafragma de nossos parentes mais próximos e sem fala, os macacos." O resultado de ter todos esses nervos é que "nossa medula espinhal é um pouco mais grossa nessa área que a dos macacos, e a coluna vertebral também precisa ser um pouco mais larga". Se você olhar para os neandertais, cerca de 600 mil anos atrás, eles têm essa expansão na coluna vertebral. Mas se você voltar um milhão de anos, para o Homo erectus, uma espécie anterior de humanos arcaicos, essa expansão na coluna vertebral não existe. Isso nos dá uma ideia de quando os humanos começaram a usar a fala. Além do registro fóssil, os avanços nos estudos na área de genética também estão fornecendo novos métodos para encontrar a origem da fala. "Existe um gene chamado gene FOXP2, que é comum a todos os primatas", diz Foley. "Mas, como seres humanos, temos uma versão mutante." As mutações nesse gene podem ajudar a explicar por que os humanos podem falar, mas os chimpanzés, não, segundo o professor. "Sabemos que ele tem um papel crucial no desenvolvimento da fala e do discurso, porque as pessoas que têm a forma não mutante do gene geralmente têm problemas na elaboração do discurso." Os neandertais tinham a mesma variação do FOXP2 que os humanos modernos têm, o que reforça a teoria de que eles possuíam alguma forma de fala. Mas saber se eles chegaram a desenvolver a fala é outra questão. Então, pode ter levado centenas de milhares de anos para que conversas tenham começado a acontecer.
A flexão de número e pessoa no verbo “tornam” (linha 10) indica que ele concorda com o termo
Questão 5 de 14Q5 da prova
Texto para as questões de 1 a 14
"Só os seres humanos usam a linguagem verbal, algo que nos torna únicos entre todos os animais", diz Maggie Tallerman, professora de linguística da Universidade Newcastle, na Inglaterra. Essa capacidade de conversar é vista como uma das principais transições no processo de evolução. E, por isso, as pessoas se interessam, há muito tempo, pelas origens da linguagem verbal. "A língua é uma das complexas características que nos tornam humanos", diz Robert Foley, antropólogo e professor de evolução humana na Universidade Cambridge. Atualmente, existem mais de 6.500 idiomas no mundo. Como os cientistas podem descobrir qual é o mais antigo? A maioria das línguas que chamamos de antigas não chega a ter mais de 6 mil anos e são fundamentalmente as mesmas línguas de hoje. A real origem da linguagem verbal pode ser rastreada em um período que vai a até pelo menos 50 mil anos atrás. Mas a maioria dos linguistas acha que a origem é bem mais antiga que isso. "Muitos de nós acreditam que começou há mais de meio milhão de anos", diz Tallerman. Apesar da riqueza na variedade de línguas no mundo hoje, é "possível que todas as nossas línguas atuais sejam descendentes de um ancestral comum", diz Foley. Mapear isso é possível, em parte, pela biologia da nossa evolução: a genética indica que todos nós viemos de uma população relativamente pequena na África. Os fósseis dos nossos ancestrais dão algumas pistas de quando começamos a conversar. "O discurso, de certa forma, é uma respiração elaborada", diz Foley. "Estamos respirando, com enorme controle, para produzir os sons." Para conseguir fazer isso, precisamos ter controle muscular preciso sobre nosso corpo. "Nosso diafragma é mais desenvolvido e tem muito mais nervos que o diafragma de nossos parentes mais próximos e sem fala, os macacos." O resultado de ter todos esses nervos é que "nossa medula espinhal é um pouco mais grossa nessa área que a dos macacos, e a coluna vertebral também precisa ser um pouco mais larga". Se você olhar para os neandertais, cerca de 600 mil anos atrás, eles têm essa expansão na coluna vertebral. Mas se você voltar um milhão de anos, para o Homo erectus, uma espécie anterior de humanos arcaicos, essa expansão na coluna vertebral não existe. Isso nos dá uma ideia de quando os humanos começaram a usar a fala. Além do registro fóssil, os avanços nos estudos na área de genética também estão fornecendo novos métodos para encontrar a origem da fala. "Existe um gene chamado gene FOXP2, que é comum a todos os primatas", diz Foley. "Mas, como seres humanos, temos uma versão mutante." As mutações nesse gene podem ajudar a explicar por que os humanos podem falar, mas os chimpanzés, não, segundo o professor. "Sabemos que ele tem um papel crucial no desenvolvimento da fala e do discurso, porque as pessoas que têm a forma não mutante do gene geralmente têm problemas na elaboração do discurso." Os neandertais tinham a mesma variação do FOXP2 que os humanos modernos têm, o que reforça a teoria de que eles possuíam alguma forma de fala. Mas saber se eles chegaram a desenvolver a fala é outra questão. Então, pode ter levado centenas de milhares de anos para que conversas tenham começado a acontecer.
A correção gramatical do texto seria mantida se fosse feita a substituição de
Questão 6 de 14Q6 da prova
Texto para as questões de 1 a 14
"Só os seres humanos usam a linguagem verbal, algo que nos torna únicos entre todos os animais", diz Maggie Tallerman, professora de linguística da Universidade Newcastle, na Inglaterra. Essa capacidade de conversar é vista como uma das principais transições no processo de evolução. E, por isso, as pessoas se interessam, há muito tempo, pelas origens da linguagem verbal. "A língua é uma das complexas características que nos tornam humanos", diz Robert Foley, antropólogo e professor de evolução humana na Universidade Cambridge. Atualmente, existem mais de 6.500 idiomas no mundo. Como os cientistas podem descobrir qual é o mais antigo? A maioria das línguas que chamamos de antigas não chega a ter mais de 6 mil anos e são fundamentalmente as mesmas línguas de hoje. A real origem da linguagem verbal pode ser rastreada em um período que vai a até pelo menos 50 mil anos atrás. Mas a maioria dos linguistas acha que a origem é bem mais antiga que isso. "Muitos de nós acreditam que começou há mais de meio milhão de anos", diz Tallerman. Apesar da riqueza na variedade de línguas no mundo hoje, é "possível que todas as nossas línguas atuais sejam descendentes de um ancestral comum", diz Foley. Mapear isso é possível, em parte, pela biologia da nossa evolução: a genética indica que todos nós viemos de uma população relativamente pequena na África. Os fósseis dos nossos ancestrais dão algumas pistas de quando começamos a conversar. "O discurso, de certa forma, é uma respiração elaborada", diz Foley. "Estamos respirando, com enorme controle, para produzir os sons." Para conseguir fazer isso, precisamos ter controle muscular preciso sobre nosso corpo. "Nosso diafragma é mais desenvolvido e tem muito mais nervos que o diafragma de nossos parentes mais próximos e sem fala, os macacos." O resultado de ter todos esses nervos é que "nossa medula espinhal é um pouco mais grossa nessa área que a dos macacos, e a coluna vertebral também precisa ser um pouco mais larga". Se você olhar para os neandertais, cerca de 600 mil anos atrás, eles têm essa expansão na coluna vertebral. Mas se você voltar um milhão de anos, para o Homo erectus, uma espécie anterior de humanos arcaicos, essa expansão na coluna vertebral não existe. Isso nos dá uma ideia de quando os humanos começaram a usar a fala. Além do registro fóssil, os avanços nos estudos na área de genética também estão fornecendo novos métodos para encontrar a origem da fala. "Existe um gene chamado gene FOXP2, que é comum a todos os primatas", diz Foley. "Mas, como seres humanos, temos uma versão mutante." As mutações nesse gene podem ajudar a explicar por que os humanos podem falar, mas os chimpanzés, não, segundo o professor. "Sabemos que ele tem um papel crucial no desenvolvimento da fala e do discurso, porque as pessoas que têm a forma não mutante do gene geralmente têm problemas na elaboração do discurso." Os neandertais tinham a mesma variação do FOXP2 que os humanos modernos têm, o que reforça a teoria de que eles possuíam alguma forma de fala. Mas saber se eles chegaram a desenvolver a fala é outra questão. Então, pode ter levado centenas de milhares de anos para que conversas tenham começado a acontecer.
O termo ‘Só’ (linha 1) está empregado como um advérbio de
Questão 7 de 14Q7 da prova
Texto para as questões de 1 a 14
"Só os seres humanos usam a linguagem verbal, algo que nos torna únicos entre todos os animais", diz Maggie Tallerman, professora de linguística da Universidade Newcastle, na Inglaterra. Essa capacidade de conversar é vista como uma das principais transições no processo de evolução. E, por isso, as pessoas se interessam, há muito tempo, pelas origens da linguagem verbal. "A língua é uma das complexas características que nos tornam humanos", diz Robert Foley, antropólogo e professor de evolução humana na Universidade Cambridge. Atualmente, existem mais de 6.500 idiomas no mundo. Como os cientistas podem descobrir qual é o mais antigo? A maioria das línguas que chamamos de antigas não chega a ter mais de 6 mil anos e são fundamentalmente as mesmas línguas de hoje. A real origem da linguagem verbal pode ser rastreada em um período que vai a até pelo menos 50 mil anos atrás. Mas a maioria dos linguistas acha que a origem é bem mais antiga que isso. "Muitos de nós acreditam que começou há mais de meio milhão de anos", diz Tallerman. Apesar da riqueza na variedade de línguas no mundo hoje, é "possível que todas as nossas línguas atuais sejam descendentes de um ancestral comum", diz Foley. Mapear isso é possível, em parte, pela biologia da nossa evolução: a genética indica que todos nós viemos de uma população relativamente pequena na África. Os fósseis dos nossos ancestrais dão algumas pistas de quando começamos a conversar. "O discurso, de certa forma, é uma respiração elaborada", diz Foley. "Estamos respirando, com enorme controle, para produzir os sons." Para conseguir fazer isso, precisamos ter controle muscular preciso sobre nosso corpo. "Nosso diafragma é mais desenvolvido e tem muito mais nervos que o diafragma de nossos parentes mais próximos e sem fala, os macacos." O resultado de ter todos esses nervos é que "nossa medula espinhal é um pouco mais grossa nessa área que a dos macacos, e a coluna vertebral também precisa ser um pouco mais larga". Se você olhar para os neandertais, cerca de 600 mil anos atrás, eles têm essa expansão na coluna vertebral. Mas se você voltar um milhão de anos, para o Homo erectus, uma espécie anterior de humanos arcaicos, essa expansão na coluna vertebral não existe. Isso nos dá uma ideia de quando os humanos começaram a usar a fala. Além do registro fóssil, os avanços nos estudos na área de genética também estão fornecendo novos métodos para encontrar a origem da fala. "Existe um gene chamado gene FOXP2, que é comum a todos os primatas", diz Foley. "Mas, como seres humanos, temos uma versão mutante." As mutações nesse gene podem ajudar a explicar por que os humanos podem falar, mas os chimpanzés, não, segundo o professor. "Sabemos que ele tem um papel crucial no desenvolvimento da fala e do discurso, porque as pessoas que têm a forma não mutante do gene geralmente têm problemas na elaboração do discurso." Os neandertais tinham a mesma variação do FOXP2 que os humanos modernos têm, o que reforça a teoria de que eles possuíam alguma forma de fala. Mas saber se eles chegaram a desenvolver a fala é outra questão. Então, pode ter levado centenas de milhares de anos para que conversas tenham começado a acontecer.
Acerca do emprego da vírgula após ‘fala’ (linha 40), é correto afirmar que
Questão 8 de 14Q8 da prova
Texto para as questões de 1 a 14
"Só os seres humanos usam a linguagem verbal, algo que nos torna únicos entre todos os animais", diz Maggie Tallerman, professora de linguística da Universidade Newcastle, na Inglaterra. Essa capacidade de conversar é vista como uma das principais transições no processo de evolução. E, por isso, as pessoas se interessam, há muito tempo, pelas origens da linguagem verbal. "A língua é uma das complexas características que nos tornam humanos", diz Robert Foley, antropólogo e professor de evolução humana na Universidade Cambridge. Atualmente, existem mais de 6.500 idiomas no mundo. Como os cientistas podem descobrir qual é o mais antigo? A maioria das línguas que chamamos de antigas não chega a ter mais de 6 mil anos e são fundamentalmente as mesmas línguas de hoje. A real origem da linguagem verbal pode ser rastreada em um período que vai a até pelo menos 50 mil anos atrás. Mas a maioria dos linguistas acha que a origem é bem mais antiga que isso. "Muitos de nós acreditam que começou há mais de meio milhão de anos", diz Tallerman. Apesar da riqueza na variedade de línguas no mundo hoje, é "possível que todas as nossas línguas atuais sejam descendentes de um ancestral comum", diz Foley. Mapear isso é possível, em parte, pela biologia da nossa evolução: a genética indica que todos nós viemos de uma população relativamente pequena na África. Os fósseis dos nossos ancestrais dão algumas pistas de quando começamos a conversar. "O discurso, de certa forma, é uma respiração elaborada", diz Foley. "Estamos respirando, com enorme controle, para produzir os sons." Para conseguir fazer isso, precisamos ter controle muscular preciso sobre nosso corpo. "Nosso diafragma é mais desenvolvido e tem muito mais nervos que o diafragma de nossos parentes mais próximos e sem fala, os macacos." O resultado de ter todos esses nervos é que "nossa medula espinhal é um pouco mais grossa nessa área que a dos macacos, e a coluna vertebral também precisa ser um pouco mais larga". Se você olhar para os neandertais, cerca de 600 mil anos atrás, eles têm essa expansão na coluna vertebral. Mas se você voltar um milhão de anos, para o Homo erectus, uma espécie anterior de humanos arcaicos, essa expansão na coluna vertebral não existe. Isso nos dá uma ideia de quando os humanos começaram a usar a fala. Além do registro fóssil, os avanços nos estudos na área de genética também estão fornecendo novos métodos para encontrar a origem da fala. "Existe um gene chamado gene FOXP2, que é comum a todos os primatas", diz Foley. "Mas, como seres humanos, temos uma versão mutante." As mutações nesse gene podem ajudar a explicar por que os humanos podem falar, mas os chimpanzés, não, segundo o professor. "Sabemos que ele tem um papel crucial no desenvolvimento da fala e do discurso, porque as pessoas que têm a forma não mutante do gene geralmente têm problemas na elaboração do discurso." Os neandertais tinham a mesma variação do FOXP2 que os humanos modernos têm, o que reforça a teoria de que eles possuíam alguma forma de fala. Mas saber se eles chegaram a desenvolver a fala é outra questão. Então, pode ter levado centenas de milhares de anos para que conversas tenham começado a acontecer.
Assinale a alternativa que apresenta uma proposta de reescrita que, além de gramaticalmente correta, preserva os sentidos do seguinte trecho do texto: ‘as pessoas que têm a forma não mutante do gene geralmente têm problemas na elaboração do discurso.’
Questão 9 de 14Q9 da prova
Texto para as questões de 1 a 14
"Só os seres humanos usam a linguagem verbal, algo que nos torna únicos entre todos os animais", diz Maggie Tallerman, professora de linguística da Universidade Newcastle, na Inglaterra. Essa capacidade de conversar é vista como uma das principais transições no processo de evolução. E, por isso, as pessoas se interessam, há muito tempo, pelas origens da linguagem verbal. "A língua é uma das complexas características que nos tornam humanos", diz Robert Foley, antropólogo e professor de evolução humana na Universidade Cambridge. Atualmente, existem mais de 6.500 idiomas no mundo. Como os cientistas podem descobrir qual é o mais antigo? A maioria das línguas que chamamos de antigas não chega a ter mais de 6 mil anos e são fundamentalmente as mesmas línguas de hoje. A real origem da linguagem verbal pode ser rastreada em um período que vai a até pelo menos 50 mil anos atrás. Mas a maioria dos linguistas acha que a origem é bem mais antiga que isso. "Muitos de nós acreditam que começou há mais de meio milhão de anos", diz Tallerman. Apesar da riqueza na variedade de línguas no mundo hoje, é "possível que todas as nossas línguas atuais sejam descendentes de um ancestral comum", diz Foley. Mapear isso é possível, em parte, pela biologia da nossa evolução: a genética indica que todos nós viemos de uma população relativamente pequena na África. Os fósseis dos nossos ancestrais dão algumas pistas de quando começamos a conversar. "O discurso, de certa forma, é uma respiração elaborada", diz Foley. "Estamos respirando, com enorme controle, para produzir os sons." Para conseguir fazer isso, precisamos ter controle muscular preciso sobre nosso corpo. "Nosso diafragma é mais desenvolvido e tem muito mais nervos que o diafragma de nossos parentes mais próximos e sem fala, os macacos." O resultado de ter todos esses nervos é que "nossa medula espinhal é um pouco mais grossa nessa área que a dos macacos, e a coluna vertebral também precisa ser um pouco mais larga". Se você olhar para os neandertais, cerca de 600 mil anos atrás, eles têm essa expansão na coluna vertebral. Mas se você voltar um milhão de anos, para o Homo erectus, uma espécie anterior de humanos arcaicos, essa expansão na coluna vertebral não existe. Isso nos dá uma ideia de quando os humanos começaram a usar a fala. Além do registro fóssil, os avanços nos estudos na área de genética também estão fornecendo novos métodos para encontrar a origem da fala. "Existe um gene chamado gene FOXP2, que é comum a todos os primatas", diz Foley. "Mas, como seres humanos, temos uma versão mutante." As mutações nesse gene podem ajudar a explicar por que os humanos podem falar, mas os chimpanzés, não, segundo o professor. "Sabemos que ele tem um papel crucial no desenvolvimento da fala e do discurso, porque as pessoas que têm a forma não mutante do gene geralmente têm problemas na elaboração do discurso." Os neandertais tinham a mesma variação do FOXP2 que os humanos modernos têm, o que reforça a teoria de que eles possuíam alguma forma de fala. Mas saber se eles chegaram a desenvolver a fala é outra questão. Então, pode ter levado centenas de milhares de anos para que conversas tenham começado a acontecer.
Pelas características discursivas do texto, é correto classificá-lo como predominantemente
Questão 10 de 14Q10 da prova
Texto para as questões de 1 a 14
"Só os seres humanos usam a linguagem verbal, algo que nos torna únicos entre todos os animais", diz Maggie Tallerman, professora de linguística da Universidade Newcastle, na Inglaterra. Essa capacidade de conversar é vista como uma das principais transições no processo de evolução. E, por isso, as pessoas se interessam, há muito tempo, pelas origens da linguagem verbal. "A língua é uma das complexas características que nos tornam humanos", diz Robert Foley, antropólogo e professor de evolução humana na Universidade Cambridge. Atualmente, existem mais de 6.500 idiomas no mundo. Como os cientistas podem descobrir qual é o mais antigo? A maioria das línguas que chamamos de antigas não chega a ter mais de 6 mil anos e são fundamentalmente as mesmas línguas de hoje. A real origem da linguagem verbal pode ser rastreada em um período que vai a até pelo menos 50 mil anos atrás. Mas a maioria dos linguistas acha que a origem é bem mais antiga que isso. "Muitos de nós acreditam que começou há mais de meio milhão de anos", diz Tallerman. Apesar da riqueza na variedade de línguas no mundo hoje, é "possível que todas as nossas línguas atuais sejam descendentes de um ancestral comum", diz Foley. Mapear isso é possível, em parte, pela biologia da nossa evolução: a genética indica que todos nós viemos de uma população relativamente pequena na África. Os fósseis dos nossos ancestrais dão algumas pistas de quando começamos a conversar. "O discurso, de certa forma, é uma respiração elaborada", diz Foley. "Estamos respirando, com enorme controle, para produzir os sons." Para conseguir fazer isso, precisamos ter controle muscular preciso sobre nosso corpo. "Nosso diafragma é mais desenvolvido e tem muito mais nervos que o diafragma de nossos parentes mais próximos e sem fala, os macacos." O resultado de ter todos esses nervos é que "nossa medula espinhal é um pouco mais grossa nessa área que a dos macacos, e a coluna vertebral também precisa ser um pouco mais larga". Se você olhar para os neandertais, cerca de 600 mil anos atrás, eles têm essa expansão na coluna vertebral. Mas se você voltar um milhão de anos, para o Homo erectus, uma espécie anterior de humanos arcaicos, essa expansão na coluna vertebral não existe. Isso nos dá uma ideia de quando os humanos começaram a usar a fala. Além do registro fóssil, os avanços nos estudos na área de genética também estão fornecendo novos métodos para encontrar a origem da fala. "Existe um gene chamado gene FOXP2, que é comum a todos os primatas", diz Foley. "Mas, como seres humanos, temos uma versão mutante." As mutações nesse gene podem ajudar a explicar por que os humanos podem falar, mas os chimpanzés, não, segundo o professor. "Sabemos que ele tem um papel crucial no desenvolvimento da fala e do discurso, porque as pessoas que têm a forma não mutante do gene geralmente têm problemas na elaboração do discurso." Os neandertais tinham a mesma variação do FOXP2 que os humanos modernos têm, o que reforça a teoria de que eles possuíam alguma forma de fala. Mas saber se eles chegaram a desenvolver a fala é outra questão. Então, pode ter levado centenas de milhares de anos para que conversas tenham começado a acontecer.
Sem alteração dos sentidos originais do texto, a expressão “Apesar da” (linha 25) poderia ser substituída corretamente por
Questão 11 de 14Q11 da prova
Texto para as questões de 1 a 14
"Só os seres humanos usam a linguagem verbal, algo que nos torna únicos entre todos os animais", diz Maggie Tallerman, professora de linguística da Universidade Newcastle, na Inglaterra. Essa capacidade de conversar é vista como uma das principais transições no processo de evolução. E, por isso, as pessoas se interessam, há muito tempo, pelas origens da linguagem verbal. "A língua é uma das complexas características que nos tornam humanos", diz Robert Foley, antropólogo e professor de evolução humana na Universidade Cambridge. Atualmente, existem mais de 6.500 idiomas no mundo. Como os cientistas podem descobrir qual é o mais antigo? A maioria das línguas que chamamos de antigas não chega a ter mais de 6 mil anos e são fundamentalmente as mesmas línguas de hoje. A real origem da linguagem verbal pode ser rastreada em um período que vai a até pelo menos 50 mil anos atrás. Mas a maioria dos linguistas acha que a origem é bem mais antiga que isso. "Muitos de nós acreditam que começou há mais de meio milhão de anos", diz Tallerman. Apesar da riqueza na variedade de línguas no mundo hoje, é "possível que todas as nossas línguas atuais sejam descendentes de um ancestral comum", diz Foley. Mapear isso é possível, em parte, pela biologia da nossa evolução: a genética indica que todos nós viemos de uma população relativamente pequena na África. Os fósseis dos nossos ancestrais dão algumas pistas de quando começamos a conversar. "O discurso, de certa forma, é uma respiração elaborada", diz Foley. "Estamos respirando, com enorme controle, para produzir os sons." Para conseguir fazer isso, precisamos ter controle muscular preciso sobre nosso corpo. "Nosso diafragma é mais desenvolvido e tem muito mais nervos que o diafragma de nossos parentes mais próximos e sem fala, os macacos." O resultado de ter todos esses nervos é que "nossa medula espinhal é um pouco mais grossa nessa área que a dos macacos, e a coluna vertebral também precisa ser um pouco mais larga". Se você olhar para os neandertais, cerca de 600 mil anos atrás, eles têm essa expansão na coluna vertebral. Mas se você voltar um milhão de anos, para o Homo erectus, uma espécie anterior de humanos arcaicos, essa expansão na coluna vertebral não existe. Isso nos dá uma ideia de quando os humanos começaram a usar a fala. Além do registro fóssil, os avanços nos estudos na área de genética também estão fornecendo novos métodos para encontrar a origem da fala. "Existe um gene chamado gene FOXP2, que é comum a todos os primatas", diz Foley. "Mas, como seres humanos, temos uma versão mutante." As mutações nesse gene podem ajudar a explicar por que os humanos podem falar, mas os chimpanzés, não, segundo o professor. "Sabemos que ele tem um papel crucial no desenvolvimento da fala e do discurso, porque as pessoas que têm a forma não mutante do gene geralmente têm problemas na elaboração do discurso." Os neandertais tinham a mesma variação do FOXP2 que os humanos modernos têm, o que reforça a teoria de que eles possuíam alguma forma de fala. Mas saber se eles chegaram a desenvolver a fala é outra questão. Então, pode ter levado centenas de milhares de anos para que conversas tenham começado a acontecer.
O pronome “isso” (linha 29) refere-se
Questão 12 de 14Q12 da prova
Texto para as questões de 1 a 14
"Só os seres humanos usam a linguagem verbal, algo que nos torna únicos entre todos os animais", diz Maggie Tallerman, professora de linguística da Universidade Newcastle, na Inglaterra. Essa capacidade de conversar é vista como uma das principais transições no processo de evolução. E, por isso, as pessoas se interessam, há muito tempo, pelas origens da linguagem verbal. "A língua é uma das complexas características que nos tornam humanos", diz Robert Foley, antropólogo e professor de evolução humana na Universidade Cambridge. Atualmente, existem mais de 6.500 idiomas no mundo. Como os cientistas podem descobrir qual é o mais antigo? A maioria das línguas que chamamos de antigas não chega a ter mais de 6 mil anos e são fundamentalmente as mesmas línguas de hoje. A real origem da linguagem verbal pode ser rastreada em um período que vai a até pelo menos 50 mil anos atrás. Mas a maioria dos linguistas acha que a origem é bem mais antiga que isso. "Muitos de nós acreditam que começou há mais de meio milhão de anos", diz Tallerman. Apesar da riqueza na variedade de línguas no mundo hoje, é "possível que todas as nossas línguas atuais sejam descendentes de um ancestral comum", diz Foley. Mapear isso é possível, em parte, pela biologia da nossa evolução: a genética indica que todos nós viemos de uma população relativamente pequena na África. Os fósseis dos nossos ancestrais dão algumas pistas de quando começamos a conversar. "O discurso, de certa forma, é uma respiração elaborada", diz Foley. "Estamos respirando, com enorme controle, para produzir os sons." Para conseguir fazer isso, precisamos ter controle muscular preciso sobre nosso corpo. "Nosso diafragma é mais desenvolvido e tem muito mais nervos que o diafragma de nossos parentes mais próximos e sem fala, os macacos." O resultado de ter todos esses nervos é que "nossa medula espinhal é um pouco mais grossa nessa área que a dos macacos, e a coluna vertebral também precisa ser um pouco mais larga". Se você olhar para os neandertais, cerca de 600 mil anos atrás, eles têm essa expansão na coluna vertebral. Mas se você voltar um milhão de anos, para o Homo erectus, uma espécie anterior de humanos arcaicos, essa expansão na coluna vertebral não existe. Isso nos dá uma ideia de quando os humanos começaram a usar a fala. Além do registro fóssil, os avanços nos estudos na área de genética também estão fornecendo novos métodos para encontrar a origem da fala. "Existe um gene chamado gene FOXP2, que é comum a todos os primatas", diz Foley. "Mas, como seres humanos, temos uma versão mutante." As mutações nesse gene podem ajudar a explicar por que os humanos podem falar, mas os chimpanzés, não, segundo o professor. "Sabemos que ele tem um papel crucial no desenvolvimento da fala e do discurso, porque as pessoas que têm a forma não mutante do gene geralmente têm problemas na elaboração do discurso." Os neandertais tinham a mesma variação do FOXP2 que os humanos modernos têm, o que reforça a teoria de que eles possuíam alguma forma de fala. Mas saber se eles chegaram a desenvolver a fala é outra questão. Então, pode ter levado centenas de milhares de anos para que conversas tenham começado a acontecer.
No trecho “pode ter levado centenas de milhares de anos para que conversas tenham começado a acontecer” (linhas 69-71), sem prejuízo da correção gramatical e das ideias originais do texto, o segmento “pode ter levado” poderia ser substituído corretamente por
Questão 13 de 14Q13 da prova
Texto para as questões de 1 a 14
"Só os seres humanos usam a linguagem verbal, algo que nos torna únicos entre todos os animais", diz Maggie Tallerman, professora de linguística da Universidade Newcastle, na Inglaterra. Essa capacidade de conversar é vista como uma das principais transições no processo de evolução. E, por isso, as pessoas se interessam, há muito tempo, pelas origens da linguagem verbal. "A língua é uma das complexas características que nos tornam humanos", diz Robert Foley, antropólogo e professor de evolução humana na Universidade Cambridge. Atualmente, existem mais de 6.500 idiomas no mundo. Como os cientistas podem descobrir qual é o mais antigo? A maioria das línguas que chamamos de antigas não chega a ter mais de 6 mil anos e são fundamentalmente as mesmas línguas de hoje. A real origem da linguagem verbal pode ser rastreada em um período que vai a até pelo menos 50 mil anos atrás. Mas a maioria dos linguistas acha que a origem é bem mais antiga que isso. "Muitos de nós acreditam que começou há mais de meio milhão de anos", diz Tallerman. Apesar da riqueza na variedade de línguas no mundo hoje, é "possível que todas as nossas línguas atuais sejam descendentes de um ancestral comum", diz Foley. Mapear isso é possível, em parte, pela biologia da nossa evolução: a genética indica que todos nós viemos de uma população relativamente pequena na África. Os fósseis dos nossos ancestrais dão algumas pistas de quando começamos a conversar. "O discurso, de certa forma, é uma respiração elaborada", diz Foley. "Estamos respirando, com enorme controle, para produzir os sons." Para conseguir fazer isso, precisamos ter controle muscular preciso sobre nosso corpo. "Nosso diafragma é mais desenvolvido e tem muito mais nervos que o diafragma de nossos parentes mais próximos e sem fala, os macacos." O resultado de ter todos esses nervos é que "nossa medula espinhal é um pouco mais grossa nessa área que a dos macacos, e a coluna vertebral também precisa ser um pouco mais larga". Se você olhar para os neandertais, cerca de 600 mil anos atrás, eles têm essa expansão na coluna vertebral. Mas se você voltar um milhão de anos, para o Homo erectus, uma espécie anterior de humanos arcaicos, essa expansão na coluna vertebral não existe. Isso nos dá uma ideia de quando os humanos começaram a usar a fala. Além do registro fóssil, os avanços nos estudos na área de genética também estão fornecendo novos métodos para encontrar a origem da fala. "Existe um gene chamado gene FOXP2, que é comum a todos os primatas", diz Foley. "Mas, como seres humanos, temos uma versão mutante." As mutações nesse gene podem ajudar a explicar por que os humanos podem falar, mas os chimpanzés, não, segundo o professor. "Sabemos que ele tem um papel crucial no desenvolvimento da fala e do discurso, porque as pessoas que têm a forma não mutante do gene geralmente têm problemas na elaboração do discurso." Os neandertais tinham a mesma variação do FOXP2 que os humanos modernos têm, o que reforça a teoria de que eles possuíam alguma forma de fala. Mas saber se eles chegaram a desenvolver a fala é outra questão. Então, pode ter levado centenas de milhares de anos para que conversas tenham começado a acontecer.
Para compor parte de uma redação oficial conforme o Manual de Redação da Presidência da República, o trecho “Se você olhar para os neandertais, cerca de 600 mil anos atrás, eles têm essa expansão na coluna vertebral” (linhas 44-46) seria
Questão 14 de 14Q14 da prova
Texto para as questões de 1 a 14
"Só os seres humanos usam a linguagem verbal, algo que nos torna únicos entre todos os animais", diz Maggie Tallerman, professora de linguística da Universidade Newcastle, na Inglaterra. Essa capacidade de conversar é vista como uma das principais transições no processo de evolução. E, por isso, as pessoas se interessam, há muito tempo, pelas origens da linguagem verbal. "A língua é uma das complexas características que nos tornam humanos", diz Robert Foley, antropólogo e professor de evolução humana na Universidade Cambridge. Atualmente, existem mais de 6.500 idiomas no mundo. Como os cientistas podem descobrir qual é o mais antigo? A maioria das línguas que chamamos de antigas não chega a ter mais de 6 mil anos e são fundamentalmente as mesmas línguas de hoje. A real origem da linguagem verbal pode ser rastreada em um período que vai a até pelo menos 50 mil anos atrás. Mas a maioria dos linguistas acha que a origem é bem mais antiga que isso. "Muitos de nós acreditam que começou há mais de meio milhão de anos", diz Tallerman. Apesar da riqueza na variedade de línguas no mundo hoje, é "possível que todas as nossas línguas atuais sejam descendentes de um ancestral comum", diz Foley. Mapear isso é possível, em parte, pela biologia da nossa evolução: a genética indica que todos nós viemos de uma população relativamente pequena na África. Os fósseis dos nossos ancestrais dão algumas pistas de quando começamos a conversar. "O discurso, de certa forma, é uma respiração elaborada", diz Foley. "Estamos respirando, com enorme controle, para produzir os sons." Para conseguir fazer isso, precisamos ter controle muscular preciso sobre nosso corpo. "Nosso diafragma é mais desenvolvido e tem muito mais nervos que o diafragma de nossos parentes mais próximos e sem fala, os macacos." O resultado de ter todos esses nervos é que "nossa medula espinhal é um pouco mais grossa nessa área que a dos macacos, e a coluna vertebral também precisa ser um pouco mais larga". Se você olhar para os neandertais, cerca de 600 mil anos atrás, eles têm essa expansão na coluna vertebral. Mas se você voltar um milhão de anos, para o Homo erectus, uma espécie anterior de humanos arcaicos, essa expansão na coluna vertebral não existe. Isso nos dá uma ideia de quando os humanos começaram a usar a fala. Além do registro fóssil, os avanços nos estudos na área de genética também estão fornecendo novos métodos para encontrar a origem da fala. "Existe um gene chamado gene FOXP2, que é comum a todos os primatas", diz Foley. "Mas, como seres humanos, temos uma versão mutante." As mutações nesse gene podem ajudar a explicar por que os humanos podem falar, mas os chimpanzés, não, segundo o professor. "Sabemos que ele tem um papel crucial no desenvolvimento da fala e do discurso, porque as pessoas que têm a forma não mutante do gene geralmente têm problemas na elaboração do discurso." Os neandertais tinham a mesma variação do FOXP2 que os humanos modernos têm, o que reforça a teoria de que eles possuíam alguma forma de fala. Mas saber se eles chegaram a desenvolver a fala é outra questão. Então, pode ter levado centenas de milhares de anos para que conversas tenham começado a acontecer.
Com base nas regras de colocação dos pronomes átonos, seria correto adotar a ênclise, por falta de critério que imponha a próclise, no trecho