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Prova Assistente em Administração - UFC
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Questão 1 de 22 Q1907870 Q1 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões 1 a 10.

Ninguém sabe, exatamente, quando uma legião de brasileiros descobriu que já não era mais possível ter alguma coisa. Passaram a "possuir". Também deixaram de fazer. Querem "realizar". Para essa gente, oferecer, dar, emprestar, nenhum desses atos generosos sobreviveu à mania contemporânea de "disponibilizar". A língua encheu-se de calos, pela dificuldade de falar palavras simples e diretas, velhas companheiras — exiladas, agora, por uma inexplicável doença semântica. A moléstia, contagiosa, é agravada pelos anglicismos selvagens de gente desacostumada a ler em português, ou exposta em excesso a obras dolorosamente mal traduzidas. Sintomas comuns dessa necrose linguística são o uso de "escalar", não para montanhas, mas para expressar aumento ou amplificação de alguma coisa; a manifestação do desejo mórbido de "realizar" no lugar de "compreender"; a incapacidade paranoica de começar alguma ação sem o anúncio de que vai "estartar" a pobrezinha. (...) No país que guarda até hoje traços da Casa grande & senzala, falar enrolado sempre foi um modo de cobrar distinção. Não à toa, no Judiciário, onde até hoje existe elevador exclusivo para "eminentes magistrados", a linguagem tortuosa desfila de queixo erguido e peito estufado. É uma felicidade ver escal..., digo, ganhar impulso o esforço para simplificar a comunicação em lugares como esse. As estrepolias beletristas do juridiquês deixam no chinelo a fala empolada, que, hoje em dia, nunca "usa", só "utiliza", e não desempenha mais, porque prefere "performar". Tribunais gostam de ser chamados "egrégias cortes", e, ao lhe impor textos incompreensíveis, desculpam-se com "data vênia" e "elevada estima e consideração". Mas vão além: ao entrar no Supremo Tribunal, você descobre por exemplo, que chegou, segundo digníssimos advogados, ao "pretório excelso". Barbaridade. Isso não é nome de alguma entidade mitológica, como o tal do "mesmo", o ser misterioso citado nas placas de certos corredores, que devemos verificar se está parado, quem sabe nos espreitando, antes de pegar o elevador. Esse Pretório Excelso existe mesmo, pode perguntar nos tribunais.
SERGIO LEO. A linguagem performática dos possuídos realizadores. Revista do Correio. 20/10/2024.

No texto, no que diz respeito à linguagem usada na atualidade, o autor:

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Questão 2 de 22 Q1907872 Q2 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões 1 a 10.

Ninguém sabe, exatamente, quando uma legião de brasileiros descobriu que já não era mais possível ter alguma coisa. Passaram a "possuir". Também deixaram de fazer. Querem "realizar". Para essa gente, oferecer, dar, emprestar, nenhum desses atos generosos sobreviveu à mania contemporânea de "disponibilizar". A língua encheu-se de calos, pela dificuldade de falar palavras simples e diretas, velhas companheiras — exiladas, agora, por uma inexplicável doença semântica. A moléstia, contagiosa, é agravada pelos anglicismos selvagens de gente desacostumada a ler em português, ou exposta em excesso a obras dolorosamente mal traduzidas. Sintomas comuns dessa necrose linguística são o uso de "escalar", não para montanhas, mas para expressar aumento ou amplificação de alguma coisa; a manifestação do desejo mórbido de "realizar" no lugar de "compreender"; a incapacidade paranoica de começar alguma ação sem o anúncio de que vai "estartar" a pobrezinha. (...) No país que guarda até hoje traços da Casa grande & senzala, falar enrolado sempre foi um modo de cobrar distinção. Não à toa, no Judiciário, onde até hoje existe elevador exclusivo para "eminentes magistrados", a linguagem tortuosa desfila de queixo erguido e peito estufado. É uma felicidade ver escal..., digo, ganhar impulso o esforço para simplificar a comunicação em lugares como esse. As estrepolias beletristas do juridiquês deixam no chinelo a fala empolada, que, hoje em dia, nunca "usa", só "utiliza", e não desempenha mais, porque prefere "performar". Tribunais gostam de ser chamados "egrégias cortes", e, ao lhe impor textos incompreensíveis, desculpam-se com "data vênia" e "elevada estima e consideração". Mas vão além: ao entrar no Supremo Tribunal, você descobre por exemplo, que chegou, segundo digníssimos advogados, ao "pretório excelso". Barbaridade. Isso não é nome de alguma entidade mitológica, como o tal do "mesmo", o ser misterioso citado nas placas de certos corredores, que devemos verificar se está parado, quem sabe nos espreitando, antes de pegar o elevador. Esse Pretório Excelso existe mesmo, pode perguntar nos tribunais.
SERGIO LEO. A linguagem performática dos possuídos realizadores. Revista do Correio. 20/10/2024.

No terceiro parágrafo do texto, para defender seu ponto de vista, o autor:

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Questão 3 de 22 Q1907874 Q3 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões 1 a 10.

Ninguém sabe, exatamente, quando uma legião de brasileiros descobriu que já não era mais possível ter alguma coisa. Passaram a "possuir". Também deixaram de fazer. Querem "realizar". Para essa gente, oferecer, dar, emprestar, nenhum desses atos generosos sobreviveu à mania contemporânea de "disponibilizar". A língua encheu-se de calos, pela dificuldade de falar palavras simples e diretas, velhas companheiras — exiladas, agora, por uma inexplicável doença semântica. A moléstia, contagiosa, é agravada pelos anglicismos selvagens de gente desacostumada a ler em português, ou exposta em excesso a obras dolorosamente mal traduzidas. Sintomas comuns dessa necrose linguística são o uso de "escalar", não para montanhas, mas para expressar aumento ou amplificação de alguma coisa; a manifestação do desejo mórbido de "realizar" no lugar de "compreender"; a incapacidade paranoica de começar alguma ação sem o anúncio de que vai "estartar" a pobrezinha. (...) No país que guarda até hoje traços da Casa grande & senzala, falar enrolado sempre foi um modo de cobrar distinção. Não à toa, no Judiciário, onde até hoje existe elevador exclusivo para "eminentes magistrados", a linguagem tortuosa desfila de queixo erguido e peito estufado. É uma felicidade ver escal..., digo, ganhar impulso o esforço para simplificar a comunicação em lugares como esse. As estrepolias beletristas do juridiquês deixam no chinelo a fala empolada, que, hoje em dia, nunca "usa", só "utiliza", e não desempenha mais, porque prefere "performar". Tribunais gostam de ser chamados "egrégias cortes", e, ao lhe impor textos incompreensíveis, desculpam-se com "data vênia" e "elevada estima e consideração". Mas vão além: ao entrar no Supremo Tribunal, você descobre por exemplo, que chegou, segundo digníssimos advogados, ao "pretório excelso". Barbaridade. Isso não é nome de alguma entidade mitológica, como o tal do "mesmo", o ser misterioso citado nas placas de certos corredores, que devemos verificar se está parado, quem sabe nos espreitando, antes de pegar o elevador. Esse Pretório Excelso existe mesmo, pode perguntar nos tribunais.
SERGIO LEO. A linguagem performática dos possuídos realizadores. Revista do Correio. 20/10/2024.

No trecho “As estrepolias beletristas do juridiquês deixam no chinelo a fala empolada, que, hoje em dia, nunca 'usa', só 'utiliza'” (linhas 17-18), a expressão em destaque:

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Questão 4 de 22 Q1907876 Q4 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões 1 a 10.

Ninguém sabe, exatamente, quando uma legião de brasileiros descobriu que já não era mais possível ter alguma coisa. Passaram a "possuir". Também deixaram de fazer. Querem "realizar". Para essa gente, oferecer, dar, emprestar, nenhum desses atos generosos sobreviveu à mania contemporânea de "disponibilizar". A língua encheu-se de calos, pela dificuldade de falar palavras simples e diretas, velhas companheiras — exiladas, agora, por uma inexplicável doença semântica. A moléstia, contagiosa, é agravada pelos anglicismos selvagens de gente desacostumada a ler em português, ou exposta em excesso a obras dolorosamente mal traduzidas. Sintomas comuns dessa necrose linguística são o uso de "escalar", não para montanhas, mas para expressar aumento ou amplificação de alguma coisa; a manifestação do desejo mórbido de "realizar" no lugar de "compreender"; a incapacidade paranoica de começar alguma ação sem o anúncio de que vai "estartar" a pobrezinha. (...) No país que guarda até hoje traços da Casa grande & senzala, falar enrolado sempre foi um modo de cobrar distinção. Não à toa, no Judiciário, onde até hoje existe elevador exclusivo para "eminentes magistrados", a linguagem tortuosa desfila de queixo erguido e peito estufado. É uma felicidade ver escal..., digo, ganhar impulso o esforço para simplificar a comunicação em lugares como esse. As estrepolias beletristas do juridiquês deixam no chinelo a fala empolada, que, hoje em dia, nunca "usa", só "utiliza", e não desempenha mais, porque prefere "performar". Tribunais gostam de ser chamados "egrégias cortes", e, ao lhe impor textos incompreensíveis, desculpam-se com "data vênia" e "elevada estima e consideração". Mas vão além: ao entrar no Supremo Tribunal, você descobre por exemplo, que chegou, segundo digníssimos advogados, ao "pretório excelso". Barbaridade. Isso não é nome de alguma entidade mitológica, como o tal do "mesmo", o ser misterioso citado nas placas de certos corredores, que devemos verificar se está parado, quem sabe nos espreitando, antes de pegar o elevador. Esse Pretório Excelso existe mesmo, pode perguntar nos tribunais.
SERGIO LEO. A linguagem performática dos possuídos realizadores. Revista do Correio. 20/10/2024.

No trecho “A moléstia, contagiosa, é agravada pelos anglicismos selvagens de gente desacostumada a ler em português” (linhas 06-07), a expressão em destaque é utilizada para retomar um elemento anteriormente mencionado por um mecanismo de:

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Questão 5 de 22 Q1907878 Q5 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões 1 a 10.

Ninguém sabe, exatamente, quando uma legião de brasileiros descobriu que já não era mais possível ter alguma coisa. Passaram a "possuir". Também deixaram de fazer. Querem "realizar". Para essa gente, oferecer, dar, emprestar, nenhum desses atos generosos sobreviveu à mania contemporânea de "disponibilizar". A língua encheu-se de calos, pela dificuldade de falar palavras simples e diretas, velhas companheiras — exiladas, agora, por uma inexplicável doença semântica. A moléstia, contagiosa, é agravada pelos anglicismos selvagens de gente desacostumada a ler em português, ou exposta em excesso a obras dolorosamente mal traduzidas. Sintomas comuns dessa necrose linguística são o uso de "escalar", não para montanhas, mas para expressar aumento ou amplificação de alguma coisa; a manifestação do desejo mórbido de "realizar" no lugar de "compreender"; a incapacidade paranoica de começar alguma ação sem o anúncio de que vai "estartar" a pobrezinha. (...) No país que guarda até hoje traços da Casa grande & senzala, falar enrolado sempre foi um modo de cobrar distinção. Não à toa, no Judiciário, onde até hoje existe elevador exclusivo para "eminentes magistrados", a linguagem tortuosa desfila de queixo erguido e peito estufado. É uma felicidade ver escal..., digo, ganhar impulso o esforço para simplificar a comunicação em lugares como esse. As estrepolias beletristas do juridiquês deixam no chinelo a fala empolada, que, hoje em dia, nunca "usa", só "utiliza", e não desempenha mais, porque prefere "performar". Tribunais gostam de ser chamados "egrégias cortes", e, ao lhe impor textos incompreensíveis, desculpam-se com "data vênia" e "elevada estima e consideração". Mas vão além: ao entrar no Supremo Tribunal, você descobre por exemplo, que chegou, segundo digníssimos advogados, ao "pretório excelso". Barbaridade. Isso não é nome de alguma entidade mitológica, como o tal do "mesmo", o ser misterioso citado nas placas de certos corredores, que devemos verificar se está parado, quem sabe nos espreitando, antes de pegar o elevador. Esse Pretório Excelso existe mesmo, pode perguntar nos tribunais.
SERGIO LEO. A linguagem performática dos possuídos realizadores. Revista do Correio. 20/10/2024.

Os verbos oferecer, dar, emprestar e disponibilizar (linhas 03-04) são mencionados no texto como tendo em comum a ideia de alguém que:

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Questão 6 de 22 Q1907880 Q6 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões 1 a 10.

Ninguém sabe, exatamente, quando uma legião de brasileiros descobriu que já não era mais possível ter alguma coisa. Passaram a "possuir". Também deixaram de fazer. Querem "realizar". Para essa gente, oferecer, dar, emprestar, nenhum desses atos generosos sobreviveu à mania contemporânea de "disponibilizar". A língua encheu-se de calos, pela dificuldade de falar palavras simples e diretas, velhas companheiras — exiladas, agora, por uma inexplicável doença semântica. A moléstia, contagiosa, é agravada pelos anglicismos selvagens de gente desacostumada a ler em português, ou exposta em excesso a obras dolorosamente mal traduzidas. Sintomas comuns dessa necrose linguística são o uso de "escalar", não para montanhas, mas para expressar aumento ou amplificação de alguma coisa; a manifestação do desejo mórbido de "realizar" no lugar de "compreender"; a incapacidade paranoica de começar alguma ação sem o anúncio de que vai "estartar" a pobrezinha. (...) No país que guarda até hoje traços da Casa grande & senzala, falar enrolado sempre foi um modo de cobrar distinção. Não à toa, no Judiciário, onde até hoje existe elevador exclusivo para "eminentes magistrados", a linguagem tortuosa desfila de queixo erguido e peito estufado. É uma felicidade ver escal..., digo, ganhar impulso o esforço para simplificar a comunicação em lugares como esse. As estrepolias beletristas do juridiquês deixam no chinelo a fala empolada, que, hoje em dia, nunca "usa", só "utiliza", e não desempenha mais, porque prefere "performar". Tribunais gostam de ser chamados "egrégias cortes", e, ao lhe impor textos incompreensíveis, desculpam-se com "data vênia" e "elevada estima e consideração". Mas vão além: ao entrar no Supremo Tribunal, você descobre por exemplo, que chegou, segundo digníssimos advogados, ao "pretório excelso". Barbaridade. Isso não é nome de alguma entidade mitológica, como o tal do "mesmo", o ser misterioso citado nas placas de certos corredores, que devemos verificar se está parado, quem sabe nos espreitando, antes de pegar o elevador. Esse Pretório Excelso existe mesmo, pode perguntar nos tribunais.
SERGIO LEO. A linguagem performática dos possuídos realizadores. Revista do Correio. 20/10/2024.

Assinale a alternativa que indica a correta segmentação morfológica da palavra inexplicável (linha 05).

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Questão 7 de 22 Q1907882 Q7 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões 1 a 10.

Ninguém sabe, exatamente, quando uma legião de brasileiros descobriu que já não era mais possível ter alguma coisa. Passaram a "possuir". Também deixaram de fazer. Querem "realizar". Para essa gente, oferecer, dar, emprestar, nenhum desses atos generosos sobreviveu à mania contemporânea de "disponibilizar". A língua encheu-se de calos, pela dificuldade de falar palavras simples e diretas, velhas companheiras — exiladas, agora, por uma inexplicável doença semântica. A moléstia, contagiosa, é agravada pelos anglicismos selvagens de gente desacostumada a ler em português, ou exposta em excesso a obras dolorosamente mal traduzidas. Sintomas comuns dessa necrose linguística são o uso de "escalar", não para montanhas, mas para expressar aumento ou amplificação de alguma coisa; a manifestação do desejo mórbido de "realizar" no lugar de "compreender"; a incapacidade paranoica de começar alguma ação sem o anúncio de que vai "estartar" a pobrezinha. (...) No país que guarda até hoje traços da Casa grande & senzala, falar enrolado sempre foi um modo de cobrar distinção. Não à toa, no Judiciário, onde até hoje existe elevador exclusivo para "eminentes magistrados", a linguagem tortuosa desfila de queixo erguido e peito estufado. É uma felicidade ver escal..., digo, ganhar impulso o esforço para simplificar a comunicação em lugares como esse. As estrepolias beletristas do juridiquês deixam no chinelo a fala empolada, que, hoje em dia, nunca "usa", só "utiliza", e não desempenha mais, porque prefere "performar". Tribunais gostam de ser chamados "egrégias cortes", e, ao lhe impor textos incompreensíveis, desculpam-se com "data vênia" e "elevada estima e consideração". Mas vão além: ao entrar no Supremo Tribunal, você descobre por exemplo, que chegou, segundo digníssimos advogados, ao "pretório excelso". Barbaridade. Isso não é nome de alguma entidade mitológica, como o tal do "mesmo", o ser misterioso citado nas placas de certos corredores, que devemos verificar se está parado, quem sabe nos espreitando, antes de pegar o elevador. Esse Pretório Excelso existe mesmo, pode perguntar nos tribunais.
SERGIO LEO. A linguagem performática dos possuídos realizadores. Revista do Correio. 20/10/2024.

A palavra estartar (linha 11) advém da palavra inglesa start, que significa “iniciar”. Sobre a formação dessa palavra na língua portuguesa, é correto afirmar que:

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Questão 8 de 22 Q1907884 Q8 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões 1 a 10.

Ninguém sabe, exatamente, quando uma legião de brasileiros descobriu que já não era mais possível ter alguma coisa. Passaram a "possuir". Também deixaram de fazer. Querem "realizar". Para essa gente, oferecer, dar, emprestar, nenhum desses atos generosos sobreviveu à mania contemporânea de "disponibilizar". A língua encheu-se de calos, pela dificuldade de falar palavras simples e diretas, velhas companheiras — exiladas, agora, por uma inexplicável doença semântica. A moléstia, contagiosa, é agravada pelos anglicismos selvagens de gente desacostumada a ler em português, ou exposta em excesso a obras dolorosamente mal traduzidas. Sintomas comuns dessa necrose linguística são o uso de "escalar", não para montanhas, mas para expressar aumento ou amplificação de alguma coisa; a manifestação do desejo mórbido de "realizar" no lugar de "compreender"; a incapacidade paranoica de começar alguma ação sem o anúncio de que vai "estartar" a pobrezinha. (...) No país que guarda até hoje traços da Casa grande & senzala, falar enrolado sempre foi um modo de cobrar distinção. Não à toa, no Judiciário, onde até hoje existe elevador exclusivo para "eminentes magistrados", a linguagem tortuosa desfila de queixo erguido e peito estufado. É uma felicidade ver escal..., digo, ganhar impulso o esforço para simplificar a comunicação em lugares como esse. As estrepolias beletristas do juridiquês deixam no chinelo a fala empolada, que, hoje em dia, nunca "usa", só "utiliza", e não desempenha mais, porque prefere "performar". Tribunais gostam de ser chamados "egrégias cortes", e, ao lhe impor textos incompreensíveis, desculpam-se com "data vênia" e "elevada estima e consideração". Mas vão além: ao entrar no Supremo Tribunal, você descobre por exemplo, que chegou, segundo digníssimos advogados, ao "pretório excelso". Barbaridade. Isso não é nome de alguma entidade mitológica, como o tal do "mesmo", o ser misterioso citado nas placas de certos corredores, que devemos verificar se está parado, quem sabe nos espreitando, antes de pegar o elevador. Esse Pretório Excelso existe mesmo, pode perguntar nos tribunais.
SERGIO LEO. A linguagem performática dos possuídos realizadores. Revista do Correio. 20/10/2024.

Assinale a alternativa em que a reescrita da expressão "elevada estima e consideração" (linha 20) mantém a correção gramatical e o sentido da expressão no texto.

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Questão 9 de 22 Q1907886 Q9 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões 1 a 10.

Ninguém sabe, exatamente, quando uma legião de brasileiros descobriu que já não era mais possível ter alguma coisa. Passaram a "possuir". Também deixaram de fazer. Querem "realizar". Para essa gente, oferecer, dar, emprestar, nenhum desses atos generosos sobreviveu à mania contemporânea de "disponibilizar". A língua encheu-se de calos, pela dificuldade de falar palavras simples e diretas, velhas companheiras — exiladas, agora, por uma inexplicável doença semântica. A moléstia, contagiosa, é agravada pelos anglicismos selvagens de gente desacostumada a ler em português, ou exposta em excesso a obras dolorosamente mal traduzidas. Sintomas comuns dessa necrose linguística são o uso de "escalar", não para montanhas, mas para expressar aumento ou amplificação de alguma coisa; a manifestação do desejo mórbido de "realizar" no lugar de "compreender"; a incapacidade paranoica de começar alguma ação sem o anúncio de que vai "estartar" a pobrezinha. (...) No país que guarda até hoje traços da Casa grande & senzala, falar enrolado sempre foi um modo de cobrar distinção. Não à toa, no Judiciário, onde até hoje existe elevador exclusivo para "eminentes magistrados", a linguagem tortuosa desfila de queixo erguido e peito estufado. É uma felicidade ver escal..., digo, ganhar impulso o esforço para simplificar a comunicação em lugares como esse. As estrepolias beletristas do juridiquês deixam no chinelo a fala empolada, que, hoje em dia, nunca "usa", só "utiliza", e não desempenha mais, porque prefere "performar". Tribunais gostam de ser chamados "egrégias cortes", e, ao lhe impor textos incompreensíveis, desculpam-se com "data vênia" e "elevada estima e consideração". Mas vão além: ao entrar no Supremo Tribunal, você descobre por exemplo, que chegou, segundo digníssimos advogados, ao "pretório excelso". Barbaridade. Isso não é nome de alguma entidade mitológica, como o tal do "mesmo", o ser misterioso citado nas placas de certos corredores, que devemos verificar se está parado, quem sabe nos espreitando, antes de pegar o elevador. Esse Pretório Excelso existe mesmo, pode perguntar nos tribunais.
SERGIO LEO. A linguagem performática dos possuídos realizadores. Revista do Correio. 20/10/2024.

Assinale a alternativa que escreve a frase a que o autor alude em "como o tal do 'mesmo', o ser misterioso citado nas placas de certos corredores..." (linhas 22-23), adaptando-a à norma gramatical.

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Questão 10 de 22 Q1907888 Q10 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões 1 a 10.

Ninguém sabe, exatamente, quando uma legião de brasileiros descobriu que já não era mais possível ter alguma coisa. Passaram a "possuir". Também deixaram de fazer. Querem "realizar". Para essa gente, oferecer, dar, emprestar, nenhum desses atos generosos sobreviveu à mania contemporânea de "disponibilizar". A língua encheu-se de calos, pela dificuldade de falar palavras simples e diretas, velhas companheiras — exiladas, agora, por uma inexplicável doença semântica. A moléstia, contagiosa, é agravada pelos anglicismos selvagens de gente desacostumada a ler em português, ou exposta em excesso a obras dolorosamente mal traduzidas. Sintomas comuns dessa necrose linguística são o uso de "escalar", não para montanhas, mas para expressar aumento ou amplificação de alguma coisa; a manifestação do desejo mórbido de "realizar" no lugar de "compreender"; a incapacidade paranoica de começar alguma ação sem o anúncio de que vai "estartar" a pobrezinha. (...) No país que guarda até hoje traços da Casa grande & senzala, falar enrolado sempre foi um modo de cobrar distinção. Não à toa, no Judiciário, onde até hoje existe elevador exclusivo para "eminentes magistrados", a linguagem tortuosa desfila de queixo erguido e peito estufado. É uma felicidade ver escal..., digo, ganhar impulso o esforço para simplificar a comunicação em lugares como esse. As estrepolias beletristas do juridiquês deixam no chinelo a fala empolada, que, hoje em dia, nunca "usa", só "utiliza", e não desempenha mais, porque prefere "performar". Tribunais gostam de ser chamados "egrégias cortes", e, ao lhe impor textos incompreensíveis, desculpam-se com "data vênia" e "elevada estima e consideração". Mas vão além: ao entrar no Supremo Tribunal, você descobre por exemplo, que chegou, segundo digníssimos advogados, ao "pretório excelso". Barbaridade. Isso não é nome de alguma entidade mitológica, como o tal do "mesmo", o ser misterioso citado nas placas de certos corredores, que devemos verificar se está parado, quem sabe nos espreitando, antes de pegar o elevador. Esse Pretório Excelso existe mesmo, pode perguntar nos tribunais.
SERGIO LEO. A linguagem performática dos possuídos realizadores. Revista do Correio. 20/10/2024.

No trecho “Ninguém sabe, exatamente, quando uma legião de brasileiros descobriu que já não era mais possível ter alguma coisa” (linhas 01-02), a oração em destaque exerce a mesma função que o termo destacado em:

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Questão 11 de 22 Q1907891 Q12 da prova

No que concerne às regras constantes do Estatuto da UFC pode-se afirmar que:

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Questão 12 de 22 Q1907896 Q14 da prova

Você é assistente em administração da UFC e o patrono de um cidadão trouxe-lhe uma série de documentos para a sua análise. Sobre o disposto na Lei de Desburocratização (Lei nº 13.726/2018) pode-se afirmar que NÃO está disposto na referida Lei que:

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Questão 13 de 22 Q1907898 Q15 da prova

Joana é servidora técnico-administrativa do Departamento de Direito Processual da Universidade Federal do Ceará. Foi procurada, no meio do semestre letivo, pelo aluno do primeiro semestre, José Silva, que lhe apresentou requerimento com solicitação de trancamento total de matrícula acompanhado de atestado de médico particular, que informa seu problema de saúde. Tendo em vista o disposto no Art. 101 e seguintes do Regimento Geral da UFC, pode-se afirmar que:

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Questão 14 de 22 Q1907900 Q16 da prova

Consoante o Regimento Geral da UFC, são competentes para aplicar as penas disciplinares referidas no artigo 215-A, as seguintes autoridades:

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Questão 15 de 22 Q1907909 Q21 da prova

Para efeito do Estatuto da Igualdade Racial (Lei nº 12.288/2010) considere as declarações e marque a alternativa correta.

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Questão 16 de 22 Q1907912 Q22 da prova

Assinale a alternativa correta.

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Questão 17 de 22 Q1907914 Q23 da prova

Esmeralda, aluna de 15 anos de uma escola da rede particular de ensino, passou a reiteradamente usar, por cima da farda, casacos totalmente fechados, cobrindo os braços e pescoço, mesmo durante o horário do recreio, embora o sol estivesse escaldante. Sua atitude também mudou. Antes descontraída, leve e comunicativa, passou a isolar-se e, quando abordada por colegas ou professores era evasiva ou grosseira. Suas notas caíram vertiginosamente. A psicóloga do colégio resolveu intervir e chamá-la para conversar. Nesse encontro, Esmeralda, em prantos, confessou estar sendo abusada pelo novo namorado de sua mãe, que passara a residir com elas. A psicóloga, comunicando o fato, de forma discreta à coordenação de área, com eles, conjuntamente, de acertada decidiu:

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Questão 18 de 22 Q1907916 Q24 da prova

A Constituição Federal, no capítulo que trata dos Direitos e Garantias Fundamentais, estabelece em seu artigo 5º, caput e inciso VI: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes... ... é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;” De acordo com a Constituição brasileira e com a Lei nº 7.716/1989, qual é a postura do Estado em relação à diversidade religiosa no Brasil?

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Questão 19 de 22 Q1907918 Q25 da prova

A Constituição Federal de 1988 assegura a dignidade da pessoa humana e a igualdade perante a Lei proibindo qualquer forma de discriminação, inclusive contra a discriminação por orientação sexual. O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) têm fortalecido a necessidade de proteção dos direitos de pessoas LGBT+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), consolidando decisões que combatem a discriminação em diversas esferas da vida pública e privada. Uma das principais Leis que tratam sobre o tema são a Lei nº 7.716/1989, tipificando crimes de discriminação, incluindo aqueles por orientação sexual, e a Lei nº 13.185/2015, que institui o programa de combate ao bullying, que também pode envolver práticas discriminatórias com base na orientação sexual. Tal proteção é ainda garantida por meio de políticas públicas que têm por objetivo assegurar a inclusão e o respeito nos ambientes de trabalho, escolas e espaços públicos, tal como o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) e outros dispositivos legais. A Constituição Federal de 1988, no artigo 5º, assegura a dignidade da pessoa humana e a igualdade de direitos, proibindo discriminação de qualquer natureza. Em relação à discriminação por orientação sexual, essa garantia significa que:

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Questão 20 de 22 Q1907919 Q26 da prova

A Lei nº 8.213/91 versa sobre a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Com base nesse tema, assinale a alternativa correta.

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Questão 21 de 22 Q1907922 Q28 da prova

O conceito de neurodiversidade refere-se à ideia de que as variações no funcionamento neurológico humano, como o autismo, o déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), dislexia, e outras condições, são variações naturais e valiosas do cérebro humano. Essa abordagem reconhece que cada indivíduo possui habilidades e modos de pensar distintos, e que essas diferenças não devem ser percebidas como patologias, e sim como uma parte natural da diversidade humana. No contexto educacional e no mercado de trabalho, a proteção à neurodiversidade envolve políticas e práticas inclusivas, que garantem igualdade de oportunidades e o direito de participação ativa de todas as pessoas, independentemente de suas condições neurocognitivas. Em muitos países, como o Brasil, essa proteção é reforçada por legislações que buscam combater a discriminação e promover ambientes mais inclusivos, tanto no setor público quanto no privado. Considerando o conceito de neurodiversidade, qual das alternativas abaixo está em conformidade com as políticas públicas voltadas para a proteção dos direitos das pessoas neurodivergentes no Brasil?

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Questão 22 de 22 Q1907924 Q29 da prova

A igualdade de gênero e a proteção das mulheres com mais de 60 anos no mercado de trabalho são temas que têm ganhado destaque no Brasil e no mundo. Apesar das políticas públicas e das normativas legais que buscam garantir os direitos dessas mulheres, a realidade ainda é marcada por desafios significativos. A Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher, adotada pela ONU, e a Constituição Federal de 1988, com seus princípios de igualdade, são marcos legais importantes. No entanto, a discriminação etária e de gênero continua presente, refletindo-se na dificuldade de inserção e permanência dessas mulheres no mercado de trabalho. Além disso, a crise de identidade do envelhecimento, somada à invisibilidade social e à falta de políticas específicas de apoio, tornam o ambiente de trabalho ainda mais hostil para essas mulheres. Aurora tem 63 anos e trabalha como assistente administrativa em uma empresa de médio porte. Ela sempre se destacou por sua competência e experiência ao longo dos anos, mas, recentemente, notou que suas sugestões durante reuniões não têm sido ouvidas, especialmente em um contexto de novas tecnologias e processos modernos que a empresa está implementando. Além disso, em conversas informais com colegas, Aurora percebeu que muitas de suas ideias são desconsideradas por serem atribuídas à sua idade, e ela já ouviu comentários como "você é de outra geração". Em busca de ajuda, Aurora procurou o departamento de recursos humanos da empresa e questionou se havia alguma forma de garantir a igualdade de tratamento, especialmente por ser uma mulher com mais de 60 anos. Qual das alternativas abaixo está correta com relação à proteção de Aurora contra discriminação por idade e gênero no ambiente de trabalho, conforme a legislação brasileira?

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